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	<title>manejo do pasto Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>manejo do pasto Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Diferimento de pastagem: o que é, como planejar e por que essa estratégia pode transformar a sua fazenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 13:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A escassez de forragem durante a estação seca é um dos maiores desafios da pecuária de corte no Brasil. Produtores que não planejam o suprimento de volumoso ao longo do ano se veem obrigados a recorrer a suplementações emergenciais, arrendamento de pastagens ou, pior, à comercialização precoce de animais com alto potencial produtivo. O diferimento [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/diferimento-de-pastagem/">Diferimento de pastagem: o que é, como planejar e por que essa estratégia pode transformar a sua fazenda</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>escassez de forragem</strong> durante a <strong>estação seca</strong> é um dos maiores desafios da<strong> pecuária de corte</strong> no Brasil. Produtores que não planejam o suprimento de volumoso ao longo do ano se veem obrigados a recorrer a suplementações emergenciais, arrendamento de pastagens ou, pior, à comercialização precoce de animais com alto potencial produtivo.</p>
<p>O <strong>diferimento de pastagem</strong> surge como uma resposta técnica, simples e eficiente a esse problema. Trata-se de uma prática de manejo que, quando bem executada, permite <strong>acumular forragem de qualidade</strong> durante o período das águas para utilizá-la estrategicamente nos meses críticos de seca. Mais do que uma técnica isolada, o <strong>diferimento</strong> é uma peça central no planejamento nutricional anual do rebanho.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender o <strong>conceito de diferimento de pastagem</strong>, aprender como planejar e executar essa prática com precisão, conhecer as principais forrageiras indicadas e descobrir como integrar essa estratégia ao calendário produtivo da sua fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que diferimento de pastagem?</h2>
<p>O <strong>diferimento de pastagem</strong> consiste em retirar os animais de determinados piquetes por um período determinado, geralmente entre <strong>60 e 120 dias</strong>, para que a pastagem possa crescer e acumular biomassa sem ser consumida. Esse acúmulo de forragem em pé é chamado de <strong>palhada ou forragem diferida</strong> e será utilizado como alimento do rebanho durante a seca.</p>
<p>O princípio é relativamente simples: as <strong>gramíneas tropicais</strong> crescem vigorosamente durante a estação chuvosa, período em que a oferta de pasto tende a superar a demanda do rebanho. Ao diferir parte das pastagens nessa época de crescimento acelerado, o produtor cria um <strong>estoque forrageiro</strong> garantindo reservas para o período de escassez.</p>
<h3>Vedação e diferimento: conceitos distintos</h3>
<p>Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, <strong>vedação</strong> e <strong>diferimento</strong> possuem diferenças conceituais importantes:</p>
<p><strong>Vedação</strong> refere-se ao ato de fechar o piquete, ou seja, impedir o acesso dos animais àquela área por determinado tempo.</p>
<p><strong>Diferimento</strong> é a estratégia de manejo que utiliza a vedação como ferramenta para acumular forragem a ser usada na seca. O diferimento pressupõe um planejamento do momento de fechar, da duração e do momento de abertura dos piquetes.</p>
<p>Na prática, todo diferimento implica vedação, mas nem toda vedação configura um diferimento bem planejado. Um produtor que fecha um piquete por acidente ou por falta de animais suficientes para pastejá-lo não está necessariamente diferindo. O diferimento exige <strong>intencionalidade</strong> e critérios técnicos definidos previamente.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=diferimento-pastagem" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Por que fazer o diferimento de pastagens? Principais objetivos</h2>
<p>Os benefícios do diferimento vão além do simples acúmulo de capim. Quando bem integrado ao sistema de produção, essa prática contribui para múltiplos objetivos:</p>
<ul>
<li>Garantia de <strong>suprimento forrageiro</strong> durante a seca, reduzindo ou eliminando a necessidade de suplementação volumosa cara como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-graos-para-gado-de-corte-guia-completo/">silagem</a> e feno</strong> adquiridos externamente.</li>
<li>Melhora da <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/"><strong>condição corporal</strong></a> dos animais antes da seca, quando a pastagem ainda está em boa qualidade.</li>
<li><strong>Redução do custo de produção</strong>, substituindo parte dos insumos comprados por forragem produzida na própria fazenda.</li>
<li><strong>Descanso das pastagens</strong>, permitindo recuperação das plantas e manutenção da longevidade do pasto.</li>
<li>Facilidade operacional, já que o pasto diferido não exige infraestrutura de colheita, transporte e armazenamento como o feno ou a silagem.</li>
</ul>
<h2>Como planejar o diferimento de pastagem: passo a passo</h2>
<h3>1. Definir a área a ser diferida</h3>
<p>O primeiro passo é calcular qual percentual da área de pastagens deve ser diferida para atender à demanda do rebanho durante a seca. Essa estimativa leva em conta o número de animais, o período de utilização previsto e a produtividade esperada da forrageira em questão.</p>
<p>Como referência geral, recomenda-se diferir em torno de <strong>20% da área total de pastagens</strong>, mas esse número varia conforme a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">taxa de lotação</a></strong> da fazenda, a duração da seca na região e o sistema de suplementação adotado.</p>
<h3>2. Escolher o momento certo para iniciar o diferimento</h3>
<p>A data de início do diferimento é crítica. Diferir cedo demais pode resultar em forragem muito madura e de baixo valor nutritivo no momento de uso. Diferir tarde demais pode não proporcionar acúmulo suficiente de biomassa.</p>
<p>A recomendação técnica mais difundida sugere iniciar o <strong>diferimento entre fevereiro e março no Brasil Central</strong>, quando ainda há chuvas suficientes para garantir o crescimento do pasto, mas o período restante de vegetação ainda permite acumular quantidade significativa de forragem antes da entrada da seca.</p>
<p><strong>Regra prática</strong>: calcule a data ideal de uso do pasto pelo número de dias que deseja vedar. Se você quer usar o pasto diferido em julho, e vai vedar por 90 dias, feche os piquetes em abril.</p>
<h3>3. Selecionar as forrageiras mais adequadas</h3>
<p>Nem todas as gramíneas respondem da mesma forma à prática de diferimento. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">escolha da forrageira</a></strong> influencia diretamente a quantidade e a qualidade da forragem acumulada.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41895" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento.png" alt="Tabela com as principais forrageiras para diferimento de pastagem" width="993" height="442" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento.png 993w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento-300x134.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento-768x342.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento-370x165.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento-270x120.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento-740x329.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/taela-diferimento-150x67.png 150w" sizes="(max-width: 993px) 100vw, 993px" /></p>
<p>Forrageiras com menor relação colmo/folha e maior resistência ao acamamento tendem a apresentar melhor desempenho no diferimento, pois conservam valor nutritivo por mais tempo em pé.</p>
<h3>4. Adubação antes ou durante o diferimento</h3>
<p>A <strong>adubação nitrogenada</strong> realizada antes do fechamento do piquete tem papel fundamental na produção de biomassa. Doses entre <strong>40 e 80 kg de N/ha</strong>, aplicadas no início do período de diferimento, podem aumentar significativamente a quantidade de forragem acumulada.</p>
<p>É importante, contudo, não adubar em excesso com nitrogênio em piquetes que serão diferidos por muito tempo, pois o excesso de crescimento vegetativo pode comprometer a estrutura do pasto e dificultar a entrada dos animais. O equilíbrio entre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubacao-de-pastagens-como-maximizar-a-produtividade-do-seu-rebanho/">adubação</a></strong> e duração do diferimento é fundamental.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-correcao-solo-adubacao-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-correcao-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39635 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens.png" alt="E-book Correção do solo e adubação de pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Manejo durante o período de diferimento</h2>
<p>Diferir o piquete não significa abandoná-lo. Durante o período de diferimento, algumas práticas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/erros-no-manejo-de-pastagens/">manejo</a></strong> são fundamentais para garantir a qualidade da forragem acumulada:</p>
<ul>
<li><strong>Controle de plantas invasoras</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-em-pastagens-controle-e-prevencao/">ervas daninhas</a></strong> e plantas não forrageiras competem com as gramíneas e reduzem a produtividade do pasto. O controle químico ou mecânico deve ser realizado antes ou logo no início do diferimento.</li>
<li><strong>Monitoramento da altura do pasto</strong>: o acompanhamento periódico da altura do capim permite antecipar o momento ideal de abertura e ajustar o planejamento de uso.</li>
<li><strong>Manutenção das cercas</strong>: piquetes diferidos precisam de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cerca-ideal-para-a-propriedade/">cercas</a></strong> em bom estado para evitar que os animais rompam a vedação, comprometendo o acúmulo de forragem.</li>
<li><strong>Avaliação do estande forrageiro</strong>: falhas, clareiras e erosões devem ser identificadas e corrigidas durante o período de descanso.</li>
</ul>
<h3>Altura de abertura dos piquetes</h3>
<p>A abertura dos piquetes diferidos deve ocorrer quando o pasto atingir altura adequada para início de pastejo. Para <strong>braquiárias</strong>, recomenda-se iniciar o pastejo com o capim entre <strong>30 e 50 cm</strong> de altura. Para <strong>panicum</strong>, entre <strong>50 e 80 cm</strong>. Entrar com os animais antes do ponto ideal reduz o tempo de uso; entrar depois pode significar perda excessiva de valor nutritivo.</p>
<h2>Erros comuns no diferimento de pastos</h2>
<p>Mesmo sendo uma prática relativamente simples, o diferimento de pastos apresenta armadilhas que podem comprometer severamente os resultados:</p>
<h3>Diferir piquetes em mau estado de conservação</h3>
<p>Pastagens degradadas, com baixa densidade de plantas e alta infestação de invasoras, não têm capacidade produtiva suficiente para gerar um diferimento de qualidade. Antes de diferir, é preciso garantir que o piquete esteja em boas condições de fertilidade e estande forrageiro.</p>
<h3>Não planejar o calendário de uso</h3>
<p>Muitos produtores fecham os piquetes sem definir com antecedência quando e com quais categorias animais vão utilizá-los. Isso leva a decisões emergenciais que comprometem tanto o desempenho dos animais quanto a longevidade do pasto.</p>
<h3>Tempo de diferimento inadequado</h3>
<p>Períodos de diferimento muito curtos resultam em pouca biomassa acumulada. Períodos excessivamente longos resultam em forragem muito madura, com alta proporção de colmo em relação à folha, baixo teor proteico e digestibilidade reduzida. O tempo ideal varia com a forrageira e a época do ano, mas geralmente fica entre 60 e 120 dias.</p>
<h3>Superpastejo no pós-diferimento</h3>
<p>Abrir os piquetes com lotação muito alta ou manter os animais por tempo excessivo após a abertura pode levar ao superpastejo, degradando o pasto e eliminando o benefício do descanso proporcionado pelo diferimento.</p>
<h2>O diferimento de pastos no contexto do planejamento nutricional anual</h2>
<p>O <strong>diferimento de pastos</strong> não deve ser pensado como uma ação pontual e desconectada do restante do sistema de produção. Para que ela cumpra plenamente seu papel, precisa estar integrada ao <strong>planejamento nutricional anual</strong> do rebanho, que contempla todas as fases do ciclo produtivo.</p>
<p>Um planejamento nutricional completo considera a curva de demanda do rebanho ao longo do ano (gestação, lactação, crescimento, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/">terminação</a></strong>) e a cruza com a curva de oferta forrageira em cada período. O diferimento entra nesse planejamento como uma estratégia de armazenamento biológico de forragem: ela suaviza o vale de oferta da seca e reduz a dependência de insumos externos.</p>
<p>Quando bem calibrado, o diferimento pode ser combinado com suplementação proteico-energética, silagem de milho ou sorgo e até pastagem irrigada, formando um sistema de suporte nutricional robusto que garante desempenho animal consistente durante todo o ano.</p>
<p>Fazendas que adotam o diferimento de forma sistemática tendem a apresentar <strong>menor <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-custo-da-arroba-produzida/">custo de arroba produzida</a></strong>, maior regularidade no desfrute e melhor aproveitamento das pastagens ao longo dos anos. É uma estratégia de <strong>baixo investimento e alto retorno</strong> quando executada com critério técnico.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O <strong>diferimento de pastos</strong> é uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes disponíveis ao pecuarista que busca <strong>reduzir custos, garantir a nutrição do rebanho na seca</strong> e aumentar a sustentabilidade do sistema produtivo. Mais do que fechar um piquete, diferir bem é <strong>planejar com antecedência</strong>, escolher as forrageiras certas, manejar com disciplina e integrar essa prática à visão estratégica da fazenda.</p>
<p>Produtores que dominam o uso do diferimento e o integram ao planejamento nutricional anual saem na frente em competitividade: reduzem gastos com suplementação, mantêm os animais em bom escore corporal durante a entressafra e conseguem produzir carne de forma mais previsível e rentável.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Intensificação de pastagens: ainda vale a pena investir em adubação?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/intensificacao-de-pastagens-ainda-vale-a-pena-investir-em-adubacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 13:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o aumento no custo dos fertilizantes e corretivos levantou uma dúvida recorrente entre técnicos e produtores: ainda vale a pena investir na intensificação das pastagens? Com preços elevados de ureia, fosfatos e potássio, muitos pecuaristas adiaram planos de adubação, temendo perder rentabilidade. No entanto, uma análise técnica e econômica mostra que, mesmo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/intensificacao-de-pastagens-ainda-vale-a-pena-investir-em-adubacao/">Intensificação de pastagens: ainda vale a pena investir em adubação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o aumento no custo dos fertilizantes e corretivos levantou uma dúvida recorrente entre técnicos e produtores: <strong>ainda vale a pena investir na intensificação das pastagens?</strong></p>
<p>Com preços elevados de ureia, fosfatos e potássio, muitos pecuaristas adiaram planos de adubação, temendo perder rentabilidade. No entanto, uma análise técnica e econômica mostra que, mesmo em cenários desafiadores, <strong>a correção e adubação bem planejadas continuam sendo ferramentas viáveis e lucrativas</strong>, desde que aplicadas com estratégia, base agronômica e gestão eficiente.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que falar em intensificação das pastagens?</h2>
<p>A intensificação das pastagens é o processo de aumentar a produtividade da área por meio da melhoria do solo, da adubação equilibrada e do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">manejo de pasto</a></strong> e lotação. O objetivo é produzir mais arrobas por hectare, reduzir o tempo de abate e aumentar a eficiência do sistema.</p>
<p>No entanto, intensificar não é sinônimo de simplesmente “adubar mais”. É uma decisão técnica que precisa levar em conta fatores como:</p>
<ul>
<li>Potencial produtivo do solo e clima;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">Espécie forrageira</a></strong> utilizada;</li>
<li>Capacidade de suporte desejada;</li>
<li>Estrutura física e operacional da fazenda;</li>
<li>Situação econômica e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/">fluxo de caixa</a></strong>.</li>
</ul>
<p>A viabilidade depende de um planejamento detalhado, com diagnóstico de solo, definição de metas realistas e simulações de custo-benefício.</p>
<h2>O ponto de partida: diagnóstico e planejamento</h2>
<p>Antes de pensar em adubação, é preciso garantir que as etapas anteriores da intensificação estejam consolidadas. Entre elas:</p>
<ol>
<li><strong>Correção da fertilidade do solo:</strong> O primeiro passo é conhecer a realidade química e física do solo. Amostragens bem-feitas, em profundidades adequadas, orientam a aplicação correta de calcário e gesso.</li>
<li><strong>Adequação da infraestrutura</strong>: Estradas, cochos, bebedouros e piquetes precisam estar dimensionados para suportar o aumento da lotação.</li>
<li><strong>Manejo de plantas invasoras e pragas</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-em-pastagens-controle-e-prevencao/">Ervas daninhas</a></strong> e insetos competem com a forragem e reduzem o retorno do investimento.</li>
<li><strong>Treinamento da equipe</strong>: É essencial que o manejo de pasto e suplementação sejam executados com precisão.</li>
</ol>
<p>Somente após essa base bem estruturada, é possível partir para a correção e adubação do solo com foco produtivo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-amostragem-solo-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-amostragem-de-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39629 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png" alt="E-book Amostragem de solo em pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Correção e adubação: o coração da intensificação</h2>
<p>De acordo com estudos apresentados pelo professor e especialista Adilson Aguiar, a intensificação das pastagens passa por uma sequência lógica:</p>
<ol>
<li>Coleta e análise de solo detalhada;</li>
<li>Interpretação técnica das análises (com base nas metas produtivas da fazenda);</li>
<li>Definição das doses e fontes de calcário, fósforo, potássio, nitrogênio e micronutrientes;</li>
<li>Avaliação de custo e viabilidade em diferentes níveis de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">lotação</a></strong>.</li>
</ol>
<p>O professor reforça que <strong>o balanço entre adubação e capacidade de suporte é determinante para o sucesso</strong>. Um erro comum é elevar o investimento em fertilizantes sem planejar o aumento gradual da lotação ou o manejo adequado das áreas.</p>
<h2>Estudo de caso: quando o aumento de lotação vale a pena</h2>
<p>Para ilustrar, vamos analisar um caso real apresentado pelo professor Adilson Aguiar, especialista em manejo e adubação de pastagens.</p>
<p>Neste estudo, uma fazenda no Mato Grosso do Sul intensificou suas pastagens com base na análise de solo e no potencial climático da região (média de 1.800 mm/ano de chuva e temperatura média de 24 °C).</p>
<p>Foram simulados quatro cenários de lotação: <strong>3, 4, 6 e 8 unidades animais por hectare (UA/ha)</strong>, considerando diferentes níveis de investimento em correção e adubação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40456" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte.png" alt="Tabela com diferentes cenários de capacidade de suporte" width="848" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte.png 848w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte-300x109.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte-768x280.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte-370x135.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte-270x98.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte-740x270.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-capacidade-suporte-150x55.png 150w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" /></p>
<p>Os resultados mostram que nem sempre a maior lotação é a mais lucrativa. Embora 8 UA/ha gere maior produtividade, o custo operacional e o risco climático aumentam.</p>
<p>O melhor ponto de equilíbrio, nesse caso, foi trabalhar entre 4 e 6 UA/ha, que proporcionou o melhor retorno por hectare e a maior rentabilidade do sistema.</p>
<h3>Quer ver os cálculos e simulações completas?</h3>
<p>Assista ao vídeo completo do professor Adilson Aguiar e entenda, na prática, como planejar a intensificação das pastagens de forma técnica e lucrativa.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="INTENSIFICAÇÃO DE PASTAGENS VS. PREÇO DE FERTILIZANTES | Webinar Corte" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/6njcq39hiHQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Comparando solos: investir onde dá mais retorno</h2>
<p>Outra lição importante é que <strong>nem toda área da fazenda deve ser intensificada ao mesmo tempo</strong>.</p>
<p>Em uma propriedade analisada na Bahia, o solo foi dividido entre áreas de maior e menor fertilidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40457" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-comparacao-solos.png" alt="Tabela comparando 2 tipos de solo" width="691" height="183" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-comparacao-solos.png 691w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-comparacao-solos-300x79.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-comparacao-solos-370x98.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-comparacao-solos-270x72.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-comparacao-solos-150x40.png 150w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<p>Mesmo com o mesmo nível de intensificação, o solo de melhor fertilidade apresentou redução de quase 30% no custo por arroba produzida. Ou seja, em cenários de insumos caros, o ideal é priorizar as áreas mais férteis, onde o retorno econômico é mais rápido.</p>
<h2>Fontes alternativas e manejo inteligente</h2>
<p>A alta nos preços dos fertilizantes também tem estimulado o <strong>uso de fontes orgânicas e resíduos agroindustriais</strong>, como cama de frango*, composto orgânico e esterco bovino curtido.</p>
<p><em>* O principal cuidado com a cama de frango é não permitir o acesso do gado à área tratada por 30 a 40 dias após a aplicação. Isso é fundamental para que a cama se degrade e evita que os animais consumam o material, o que pode causar intoxicação. </em></p>
<p>Comparando as alternativas, <strong>o uso de adubos orgânicos pode reduzir o custo de adubação em até R$ 1.500/ha</strong>, dependendo da região e da disponibilidade local.</p>
<p>Além disso, algumas estratégias ajudam a reduzir custos e perdas:</p>
<ul>
<li>Substituir parcialmente o sulfato de amônio por superfosfato simples, aproveitando o enxofre da formulação;</li>
<li>Utilizar ureia com inibidor de urease em locais quentes, reduzindo perdas por volatilização;</li>
<li>Planejar o parcelamento do nitrogênio conforme o crescimento da forragem;</li>
<li>Reaproveitar resíduos do confinamento, quando disponíveis, para enriquecer o solo.</li>
</ul>
<h2>Pastagens irrigadas: alto investimento, alta eficiência</h2>
<p>Mesmo com o custo elevado da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/irrigacao-de-pastagens/">irrigação</a></strong>, o professor demonstra que sistemas irrigados podem ser altamente lucrativos quando bem manejados.</p>
<p>Em um pivô de 57 hectares em Goiás, a lotação média anual foi de 3,6 cabeças/ha, com ganho médio diário de 550 g. O custo total de produção, incluindo energia e depreciação do equipamento, ficou em R$ 264 por arroba produzida, e o lucro médio anual superou R$ 4.000 por hectare.</p>
<p>A irrigação, nesse caso, foi viável porque havia boa infraestrutura, manejo técnico e controle rigoroso de custos.</p>
<h2>Quando intensificar (e quando esperar)</h2>
<p>A decisão de intensificar deve ser baseada em critérios técnicos e econômicos. De forma geral, <strong>vale a pena investir quando</strong>:</p>
<ul>
<li>O solo já está corrigido e com boa estrutura física;</li>
<li>Há planejamento forrageiro e controle da lotação;</li>
<li>A fazenda possui caixa e gestão eficiente para absorver o investimento;</li>
<li>Há acompanhamento técnico e uso de indicadores zootécnicos e econômicos.</li>
</ul>
<p>Em contrapartida, é <strong>melhor adiar a intensificação</strong> quando o sistema ainda apresenta:</p>
<ul>
<li>Solos muito degradados;</li>
<li>Falhas graves de manejo de pastagem;</li>
<li>Estrutura precária de bebedouros e cochos;</li>
<li>Falta de controle de custos e produtividade.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Mesmo com o aumento dos preços dos fertilizantes, a intensificação de pastagens continua sendo uma das formas mais seguras de aumentar a produtividade e o lucro por hectare.</p>
<p>O segredo está em planejar, calcular e monitorar. A intensificação não é um custo, mas um investimento que se paga com eficiência, manejo correto e acompanhamento técnico.</p>
<p>Em um mercado cada vez mais competitivo, dominar a fertilidade do solo e o manejo das pastagens é o que diferencia o técnico que apenas executa daquele que transforma resultados no campo.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/intensificacao-de-pastagens-ainda-vale-a-pena-investir-em-adubacao/">Intensificação de pastagens: ainda vale a pena investir em adubação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Entressafra de pastagens: como manter a eficiência nutricional no gado de corte?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/entressafra-de-pastagens-como-manter-a-eficiencia-nutricional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 11:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de corte brasileira, o capim não é apenas alimento, é a base de todo o sistema produtivo. Mas, assim como qualquer outro recurso natural, ele é influenciado pelas estações do ano. Com o avanço da seca ou do frio em várias regiões do país, a produtividade das pastagens cai drasticamente. Esse período, conhecido [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de corte brasileira, o capim não é apenas alimento, é a base de todo o sistema produtivo. Mas, assim como qualquer outro recurso natural, ele é influenciado pelas estações do ano. Com o <strong>avanço da seca ou do frio em várias regiões do país</strong>, a produtividade das pastagens cai drasticamente.</p>
<p>Esse período, conhecido como <strong>entressafra de pastagens</strong>, representa um dos maiores desafios para os produtores que dependem da pastagem como fonte primária de nutrição animal.</p>
<p>A entressafra é caracterizada por uma combinação de fatores: <strong>menor crescimento do capim, queda na qualidade nutricional da forragem e maior competição por recursos dentro do sistema produtivo.</strong> O resultado? Diminuição do ganho de peso dos animais, perda de eficiência alimentar e, em muitos casos, prejuízo econômico direto.</p>
<p>Mesmo sabendo da existência desse período todos os anos, muitos projetos pecuários ainda enfrentam os efeitos da entressafra de forma reativa, e não estratégica. E é justamente essa a diferença entre uma pecuária de risco e uma pecuária com visão de longo prazo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<h2>Os desafios nutricionais enfrentados na entressafra</h2>
<p>Durante a entressafra de pastagens, a natureza impõe um teste à eficiência da pecuária de corte: <strong>como manter o desempenho dos animais</strong> quando a principal fonte de alimento perde volume e qualidade? Sem planejamento, os impactos podem ser severos.</p>
<h3>Redução na disponibilidade de forragem</h3>
<p>Com a diminuição das chuvas e a queda das temperaturas, o crescimento das pastagens desacelera ou simplesmente para. Espécies como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/"><i>Brachiaria</i></a></strong> e <i>Panicum</i> são altamente produtivas na estação das águas, mas têm sua <strong>produção forrageira reduzida em até 70% na seca</strong>, dependendo da região e do tipo de solo.</p>
<p>Esse déficit de massa verde compromete o fornecimento de matéria seca para os animais, principalmente em sistemas que não contam com forragem conservada.</p>
<h3>Queda acentuada na qualidade nutricional</h3>
<p>Além do volume, a qualidade do capim também sofre. Durante a entressafra, a planta entra em senescência (envelhecimento), o que resulta em:</p>
<ul>
<li>Redução no teor de proteína bruta;</li>
<li>Aumento da fibra indigestível (FDN e FDA);</li>
<li>Menor digestibilidade total da forragem.</li>
</ul>
<p>Esses fatores <strong>reduzem o valor nutritivo do pasto</strong>, impactando diretamente o consumo voluntário e o desempenho dos animais.</p>
<h3>Consequências no desempenho animal</h3>
<p>Sem ajustes nutricionais adequados, os reflexos aparecem rapidamente:</p>
<ul>
<li>Redução no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong>;</li>
<li>Comprometimento do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore corporal</a></strong>;</li>
<li>Maior tempo para o abate (no caso de recria e terminação);</li>
<li>Baixa taxa de prenhez das matrizes.</li>
</ul>
<p>Estudos mostram que um boi em recria, <strong>sem suplementação adequada na seca, pode ter seu GMD reduzido para menos de 200 g/dia</strong>, enquanto na época das águas pode ultrapassar 800 g/dia com o mesmo sistema base.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Impacto econômico direto</h3>
<p>Quando não se antecipa à entressafra, o <strong>custo é maior</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>Compra emergencial de ração</strong> ou silagem a preços mais altos;</li>
<li><strong>Maior lotação por hectare</strong> sem suporte forrageiro;</li>
<li>Perda de margem na venda de animais mal acabados;</li>
<li>Necessidade de <strong>venda de animais para diminuir a lotação da fazenda</strong>, pois a capacidade de suporte está baixa.</li>
</ul>
<p>Esses gargalos revelam o quanto o planejamento nutricional não é um luxo, mas uma necessidade técnica e financeira.</p>
<h2>Como transformar a entressafra de pastagens em oportunidade?</h2>
<p>Na pecuária, a diferença entre prejuízo e lucro muitas vezes está na capacidade de antecipar o problema e não apenas remediá-lo. A entressafra, apesar de seus riscos, também <strong>pode ser um momento-chave para otimizar recursos</strong>, planejar o futuro do rebanho e ganhar vantagem competitiva.</p>
<h3>A entressafra como aliada da produtividade</h3>
<p>Parece contraditório, mas produtores que se antecipam ao período seco conseguem, inclusive, <strong>aumentar a eficiência do sistema durante a entressafra</strong>. Como?</p>
<ul>
<li>Reduzindo a dependência de compras emergenciais de insumos;</li>
<li>Ajustando a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">taxa de lotação</a></strong> do pasto com base em diagnósticos forrageiros;</li>
<li>Incorporando estratégias de suplementação de forma econômica e técnica;</li>
<li>Utilizando o período para recuperar pastagens degradadas ou reformar piquetes.</li>
</ul>
<p>Ou seja: enquanto muitos estão &#8220;apagando incêndios&#8221;, quem se planejou está organizando o ciclo seguinte com calma e controle de custos.</p>
<h3>Custo sob controle, margem preservada</h3>
<p>Ao trabalhar com silagem/pré-secado, pastejo diferido e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/">suplementação</a></strong> ajustada ao perfil do rebanho, o pecuarista consegue manter os ganhos dos animais com menor custo por arroba produzida. O segredo está na antecipação.</p>
<h3>Tecnologias e inteligência nutricional</h3>
<p>Hoje, o acesso a ferramentas de gestão nutricional e planejamento forrageiro é mais acessível do que nunca. Planilhas de projeção de matéria seca, plataformas digitais e apoio técnico especializado ajudam o produtor a tomar decisões baseadas em dados, e não em intuição.</p>
<p>Além disso, a adoção de protocolos claros para cada fase do ano facilita o envolvimento da equipe da fazenda e garante um processo contínuo de melhoria da eficiência zootécnica.</p>
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<h2>Como fazer um planejamento eficiente para a entressafra?</h2>
<p><strong>Planejar a entressafra não é sobre reagir ao pasto seco</strong>, mas sim agir meses antes, prevendo o comportamento da forragem, o consumo do rebanho e os recursos disponíveis. Um bom planejamento permite que a fazenda supere a escassez sem comprometer o desempenho animal nem o fluxo financeiro.</p>
<h3>1. Avaliação e diagnóstico forrageiro</h3>
<p>Antes de definir qualquer estratégia, é necessário entender o que você tem disponível em termos de pastagem. Isso envolve:</p>
<ul>
<li>Medir a <strong>produção de massa seca (MS)</strong> disponível por piquete;</li>
<li>Estimar o consumo diário de MS por categoria animal (em média, 2 a 2,5% do peso vivo);</li>
<li><strong>Estabelecer a capacidade de suporte</strong> da área, especialmente para os meses secos.</li>
</ul>
<h3>2. Definição de metas por categoria animal</h3>
<p>Planeje o que você espera de cada categoria (recria, engorda, matrizes) no período seco. Isso ajuda a definir:</p>
<ul>
<li>A <strong>intensidade da suplementação</strong> necessária;</li>
<li>A viabilidade de manter ou reduzir lotação;</li>
<li>Prioridades de alimentação por grupo (ex: foco em matrizes gestantes).</li>
</ul>
<h3>3. Estratégias de conservação e diferimento</h3>
<p>Entre as alternativas mais usadas para reforçar a oferta de forragem na entressafra, destacam-se:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/">Silagem de milho</a></strong> <strong>ou sorgo</strong>: alta densidade energética e armazenamento seguro.</li>
<li><strong>Silagem de capim</strong>: algumas gramíneas produzem boa oferta de forragem, e podem ser utilizadas para uma silagem de qualidade;</li>
<li><strong>Feno</strong>: útil para dietas de manutenção.</li>
<li><strong>Capineiras</strong>: permitem colheita escalonada.</li>
<li><strong>Pastejo diferido</strong>: técnica de vedação de áreas no final das águas para uso controlado na seca. Pode garantir forragem com <strong>6 a 8% de PB</strong> (dependendo da espécie).</li>
</ul>
<h3>4. Suplementação estratégica</h3>
<p>A suplementação é essencial para:</p>
<ul>
<li>Corrigir a deficiência de proteína da pastagem seca;</li>
<li>Estimular a digestão da fibra;</li>
<li>Garantir ganho de peso ou manutenção.</li>
</ul>
<p>Tipos comuns:</p>
<ul>
<li><strong>Suplemento proteico</strong> (0,1 a 0,3% do peso vivo/dia);</li>
<li><strong>Suplemento proteico-energético;</strong></li>
<li><strong>Sequestro estratégico de parte do rebanho</strong>.</li>
</ul>
<p>O custo-benefício varia conforme o objetivo zootécnico e o custo do kg do suplemento.</p>
<h2>Tendências e inovações no manejo da entressafra</h2>
<p>Se antes a entressafra era <strong>sinônimo de perda</strong>, hoje ela pode ser uma <strong>etapa otimizada com inteligência, tecnologia e integração</strong>. As inovações que vêm sendo adotadas por fazendas de diferentes portes mostram que a pecuária está mais estratégica do que nunca.</p>
<h3>Suplementação de precisão baseada em dados</h3>
<p>A suplementação está se tornando cada vez mais direcionada por informação e análise, e não mais pela média genérica de consumo. Isso inclui:</p>
<ul>
<li>Pesagem frequente de animais com balanças automatizadas;</li>
<li>Cálculo dinâmico de exigências nutricionais com base em peso real, ganho esperado e categoria;</li>
<li>Ajuste do fornecimento em tempo real.</li>
</ul>
<h3>Adoção de aditivos nutricionais e tecnologias de liberação controlada</h3>
<p>A indústria tem avançado no desenvolvimento de aditivos para aumentar a eficiência da dieta, mesmo com forragens de menor qualidade. Entre os destaques:</p>
<ul>
<li>Ureia protegida, que libera nitrogênio de forma mais gradual;</li>
<li>Aditivos que favorecem a digestibilidade da fibra;</li>
<li>Probióticos que ajudam a manter a saúde ruminal e o desempenho.</li>
</ul>
<p>Essas tecnologias permitem melhor aproveitamento das pastagens secas e fibrosas, reduzindo a necessidade de inclusão de ingredientes energéticos caros.</p>
<h3>Integração Lavoura-Pecuária (ILP) como reforço nutricional</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/">integração lavoura-pecuária (ILP)</a></strong> tem se consolidado como estratégia poderosa para geração de forragem de alta qualidade, especialmente para o período seco. Após a colheita da soja, muitos produtores têm implantado:</p>
<ul>
<li>Capim (ex: braquiária) consorciado com milho safrinha;</li>
<li>Pastagens em áreas reformadas, com melhor fertilidade e vigor;</li>
<li>Silagem produzida com milho de ILP, reduzindo o custo por tonelada.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A <strong>entressafra de pastagens é sim um período desafiador</strong>. Mas, como vimos ao longo deste artigo, também pode ser uma etapa estratégica, desde que encarada com conhecimento, preparo e gestão técnica.</p>
<p>Portanto, se há um recado claro a ser deixado aqui, é este: <i>Não espere a seca começar para pensar na seca.</i></p>
<p>Quem <strong>planeja a entressafra com antecedência</strong> protege o rebanho, a produtividade e o lucro, e ganha controle sobre o futuro do seu projeto pecuário.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
<p>A pecuária de corte moderna exige gestão, estratégia e aplicação prática do conhecimento. Seja você um produtor em busca de mais lucratividade, um sucessor que precisa assumir a fazenda ou um consultor que deseja gerar mais resultados, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=entressafra-pastagens" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> oferece uma formação completa para transformar sua atuação no setor.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Amostragem do solo em pastagens: como fazer e garantir a produtividade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/amostragem-do-solo-em-pastagens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 12:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[amostragem do solo]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para garantir a saúde e a produtividade das pastagens e a qualidade do solo, uma das práticas mais importantes é a amostragem do solo. Essa etapa fundamental no manejo de pecuária e cultivo fornece informações cruciais sobre a composição do solo, ajudando a identificar deficiências nutricionais, necessidades de correção e condições ideais para o crescimento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para garantir a saúde e a produtividade das pastagens e a qualidade do solo, uma das práticas mais importantes é a <strong>amostragem do solo</strong>.</p>
<p>Essa etapa fundamental no manejo de pecuária e cultivo fornece informações cruciais sobre a composição do solo, ajudando a identificar deficiências nutricionais, necessidades de correção e condições ideais para o crescimento das plantas.</p>
<p>Ao realizar a análise do solo de forma correta, é possível tomar decisões adequadas e precisas sobre adubação, correção e manejo, o que resulta em pastagens mais nutritivas e um gado mais saudável e produtivo.</p>
<p>A seguir, apresentamos um <strong>passo a passo detalhado para coletar e preparar amostras de solo</strong>, garantindo que você obtenha dados precisos e úteis para otimizar sua propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Passo a passo para coleta de solo para análise</h2>
<h3>1. Defina o objetivo da amostragem</h3>
<p>Antes de começar, pense em qual é seu objetivo com a análise do solo. Aqui estão alguns exemplos de alvos comuns:</p>
<ul>
<li>Avaliar a qualidade do solo para implantação de um pasto;</li>
<li>Identificar deficiências nutricionais em um pasto existente;</li>
<li>Verificar a necessidade de correção do solo;</li>
<li>Decidir qual área deve ser <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">manejada</a></strong> primeiro.</li>
</ul>
<h3>2. Escolha a profundidade da amostra</h3>
<p>A profundidade da retirada da amostra pode variar dependendo do que você precisa. O padrão é analisar as camadas:</p>
<ul>
<li><strong>0-20 cm:</strong> Ideal para obter uma visão geral do solo na camada mais superficial.</li>
<li><strong>20-40 cm:</strong> Para um panorama mais profundo, que pode revelar informações adicionais sobre o solo.</li>
</ul>
<p>Para um começo, faça a análise das duas camadas. Depois, você pode optar por analisar só a camada de 0-20 cm anualmente para acompanhar a evolução.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-amostragem-solo-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-amostragem-de-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39629 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png" alt="E-book Amostragem de solo em pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>3. Divida a área para amostragem</h3>
<p>Se a área a ser amostrada for muito grande ou variar muito em características, divida-a em subáreas para obter uma amostra mais representativa. Considere:</p>
<ul>
<li><strong>Relevo</strong>: Separe áreas de baixa, média e alta elevação, pois o relevo pode influenciar a fertilidade.</li>
<li><strong>Cor do solo</strong>: Diferentes cores podem indicar variações na composição do solo.</li>
<li><strong>Histórico da área</strong>: Áreas que foram intensamente cultivadas podem ter um perfil de nutrientes diferente.</li>
</ul>
<h3>4. Coleta das subamostras</h3>
<p>Para garantir uma amostra representativa, siga estes passos:</p>
<ul>
<li><strong>Escolha os pontos de coleta</strong>: Selecione pelo menos 20 pontos na área de maneira espaçada e uniforme. Faça a coleta em um padrão de zig-zag para cobrir toda a área.</li>
<li><strong>Equipamento</strong>: Utilize um trado ou equipamento adequado para retirada de solo, é importante que esta seja uma quantidade representativa de solo.</li>
</ul>
<h3>5. Preparação e coleta</h3>
<ul>
<li><strong>Limpeza da superfície</strong>: Antes de coletar a amostra, remova qualquer material superficial como vegetação ou detritos. Certifique-se de não remover o solo que será analisado.</li>
<li><strong>Coleta com o equipamento</strong>: Use o equipamento para retirar a amostra do solo. Coloque a amostra em um balde limpo e evite contaminação com outros materiais.</li>
</ul>
<h3>6. Mistura e armazenamento</h3>
<ul>
<li><strong>Mistura</strong>: Misture bem todas as subamostras coletadas no balde para obter uma amostra composta. Isso ajuda a representar toda a área de maneira uniforme.</li>
<li><strong>Armazenamento</strong>: Separe aproximadamente 300 gramas da amostra composta e coloque em um saco limpo. Certifique-se de etiquetar o saco com a data, área amostrada e profundidade.</li>
</ul>
<h3>7. Envio ao laboratório</h3>
<ul>
<li><strong>Prazo de entrega</strong>: Leve a amostra ao laboratório o mais rápido possível, preferencialmente dentro de 24 horas. Isso ajuda a evitar alterações nos componentes do solo.</li>
<li><strong>Secagem se necessário</strong>: Se não puder enviar imediatamente, seque a amostra à sombra em um local livre de poeira e resíduos para manter a integridade da amostra.</li>
</ul>
<h2>Dicas adicionais</h2>
<ul>
<li><strong>Evite locais problemáticos</strong>: Não colete amostras de áreas onde os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">animais ficam confinados</a></strong>, perto de bebedouros, comedouros ou locais muito úmidos. Também evite proximidades de estradas, construções e trilhas de animais.</li>
<li><strong>Equipamento limpo</strong>: Certifique-se de que o equipamento de coleta esteja limpo e livre de contaminantes como fertilizantes ou produtos de limpeza, que podem interferir nos resultados.</li>
</ul>
<p>A amostragem regular e bem feita do solo é fundamental para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/erros-no-manejo-de-pastagens/">garantir a fertilidade e a saúde das pastagens</a></strong>. Isso ajuda a otimizar o uso de recursos, melhorar a qualidade dos alimentos produzidos e aumentar a produtividade do sistema.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
<p>A pecuária de corte moderna exige gestão, estratégia e aplicação prática do conhecimento. Seja você um produtor em busca de mais lucratividade, um sucessor que precisa assumir a fazenda ou um consultor que deseja gerar mais resultados, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=amostragem-solo" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> oferece uma formação completa para transformar sua atuação no setor.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=amostragem-solo" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34495" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/mariana-matioli.jpg" alt="Mariana Matioli - Equipe Corte Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/mariana-matioli.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/mariana-matioli-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/mariana-matioli-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Manejo eficiente de pastagens na pecuária leiteira</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após uma implantação de pastagem realizada com sucesso, o manejo dela é fundamental para uma pastagem produtiva e longeva. Sabemos que no Brasil ainda existe uma grande parte da proporção do seu rebanho leiteiro mantido em sistema de pastagem. Em relação ao manejo dessas pastagens, apesar de parecer fácil e descomplicado, ele não é tão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Após uma implantação de pastagem realizada com sucesso, o manejo dela é fundamental para uma pastagem produtiva e longeva. Sabemos que no Brasil ainda existe uma grande parte da proporção do seu rebanho leiteiro mantido em sistema de pastagem. Em relação ao manejo dessas pastagens, apesar de parecer fácil e descomplicado, ele não é tão simples assim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, iremos discutir sobre o manejo de pastagens, trazendo os principais métodos de pastejos que as fazendas têm adotado e também práticas essenciais para manutenção dessa pastagem, como a adubação, controle de pragas e monitoramento. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Estabelecendo a pastagem</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre <strong>40 e 75 dias pós germinação</strong>, onde a planta estará com altura em torno de <strong>75% da indicada para o pastejo</strong>, é recomendado que se realize um pastejo com animais leves para não haver arranquio das plantas e compactação do solo, no intuito de diminuir competição, pois elimina o excesso de plantas e proporciona uma cobertura de solo mais rápida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a pastagem estar de fato estabelecida na área, é necessário saber qual o método de pastejo será adotado. Abaixo iremos tratar sobre os 3 principais métodos, a fim de te ajudar a decidir qual se enquadra melhor no seu sistema produtivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale destacar que o manejo de pastagem para o gado leiteiro tem como fundamento <strong>garantir a saúde dos animais, maximizar a produção de leite e promover a sustentabilidade do sistema de produção</strong> e por isso deve ser cuidadosamente planejado e gerenciado.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Pastejo contínuo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse método se baseia em </span><b>alocar os animais de forma integral</b><span style="font-weight: 400;"> em uma determinada área. Tal manejo é adotado em </span><b>grandes áreas</b><span style="font-weight: 400;"> em sistemas de produção </span><b>extensivos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda dentro do método, temos duas subdivisões:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Lotação contínua;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lotação variável.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na primeira, se adota uma taxa de lotação menor a qual é mantida durante todo o ano, na segunda, a lotação varia de acordo com a disponibilidade de forragem, devido às condições climáticas que variam com a época do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de menor necessidade de mão de obra, o pastejo contínuo traz consigo alguns pontos negativos do ponto de vista de eficiência, onde podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pastejo desuniforme;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Baixa produção por área;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Degradação da área caso seja mal manejado.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=manejo-pastagem" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Pastejo alternado</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse método consiste em manejar os animais em uma área de pastejo e ter outra área em descanso, de forma a manter um “</span><b>estoque de forragem</b><span style="font-weight: 400;">” para quando a pastagem atual se esgotar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um sistema que em relação a produtividade, quando bem manejado traz resultados interessantes, conseguindo uma taxa de lotação maior quando comparado ao contínuo e obtendo um </span><b>pastejo mais uniforme</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2>Pastejo rotacionado</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso desse método traz para o sistema </span><b>maior produtividade</b><span style="font-weight: 400;">, pois, melhora o aproveitamento da área e da planta forrageira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A área escolhida é dividida em um número determinado de <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-piquetes-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>piquetes</strong></a> onde os animais pastejam de forma rotacionada, assim teremos um </span><b>pastejo uniforme</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>melhor aproveitamento de área</b><span style="font-weight: 400;"> e quando manejado de forma correta alta produção de forragem. Isso resulta em elevada taxa de lotação, o que torna o sistema de produção mais eficiente do que nos dois casos anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da </span><b>espécie forrageira</b><span style="font-weight: 400;"> utilizada no sistema é crucial para determinar o número de piquetes que o módulo de pastejo terá, devido à variação de taxa de crescimento que determinará o período de descanso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O outro fator que determina o número de piquetes é o </span><b>período de ocupação</b><span style="font-weight: 400;">, que nada mais é do que quantos dias os animais irão pastejar em cada piquete. Na pecuária leiteira é comumente utilizado 1 ou 2 dias e além disso é recomendável deixar 1 piquete reserva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equação que leva a esse resultado está descrita abaixo:</span></p>
<p style="text-align: center;"><b>Nº de piquetes = (Período de descanso/ período de ocupação) + 1</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45879 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira.webp" alt="Ilustração com a ordem de rotação dos piquetes no pastejo rotacionado" width="740" height="506" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-300x205.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-370x253.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-270x185.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Ordem de rotação dos piquetes. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Farmin</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>manejo de entrada e saída</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais é feito por </span><b>altura do capim</b><span style="font-weight: 400;">, cada espécie terá sua respectiva altura de entrada e saída, e é crucial que esses parâmetros sejam seguidos à risca, pois, a altura de entrada é baseada no período em que a planta atinge aproximadamente 95% de interceptação luminosa, ou seja, alta taxa fotossintética e por consequência alta produção, bem como, alta relação folha/colmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> A altura de saída adequada garante que a planta poderá atingir novamente 95% de interceptação luminosa e assim continuar o ciclo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45880 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-1.webp" alt="Tabela com manejo de pastejo de algumas espécies forrageiras usadas no Brasil" width="740" height="648" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-1.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-1-300x263.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-1-370x324.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-1-270x236.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-1-343x300.webp 343w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Tabela demonstrando o manejo do pastejo de algumas espécies forrageiras usadas em pastagens no Brasil. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, independentemente do método adotado é sempre importante que o sistema planta-solo-animal esteja em harmonia, o que trará produtividade e sustentabilidade.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45881 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-2.webp" alt="Ilustração com o esquema da interação solo-planta-animal com interferência de clima e manejo" width="500" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-2.webp 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-2-300x270.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-2-370x333.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-2-270x243.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/pastagem-pecuaria-leiteira-2-333x300.webp 333w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Interação solo-planta-animal com interferência de clima e manejo. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Ana Eliza Baccarin Leonardo</span></span></p>
<h2>Importância das práticas de manejo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada sistema, com seus prós e contras, deve ser manejado com base em instrução técnica para atingir o seu máximo potencial. Na medida que se intensifica e busca melhores resultados, a exigência também aumenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, no pastejo rotacionado onde se espera alta produção de forragem para que haja pastejo intensivo, é necessário realizar práticas de fertilização ao final dos ciclos adubação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que além do manejo de pastagem adotado, algumas práticas de manejo são essenciais, sendo elas: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Avaliação da pastagem</b><span style="font-weight: 400;">: é fundamental que antes da implementação de qualquer prática de manejo seja realizada a avaliação da qualidade e quantidade de forragem disponível na pastagem. Nessa prática podem estar inclusas análise bromatológica do capim e a medição da altura da forragem. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Adubação:</b><span style="font-weight: 400;"> realizar de maneira adequada a adubação da pastagem contribui para a melhoria tanto da qualidade como da produtividade da forragem. Isso pode incluir aplicação de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, conforme a necessidade apontada na análise de solo. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Controle de pragas</b><span style="font-weight: 400;">: o <a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-e-doencas-nas-pastagens/" target="_blank" rel="noopener"><strong>controle de pragas</strong></a>, o que inclui principalmente o controle de ervas daninhas é importante para evitar que elas compitam com a espécie forrageira desejada. Quanto aos métodos para esse controle, temos os métodos mecânicos, químicos ou biológicos, onde a escolha irá depender do grau de gravidade da infestação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento regular</b><span style="font-weight: 400;">: monitorar regularmente a condição da pastagem e o comportamento dos animais é essencial para verificar a necessidade de ajustes. Esse manejo inclui monitorar a altura da forragem, a condição corporal dos animais, a presença de pragas e doenças e também indícios sobre as condições de fertilidade do solo. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir do conhecimento dos métodos de pastagem, aplicar de forma adequada esse manejo trará impactos positivos significativos para o sistema produtivo, como o aumento da produtividade do rebanho, redução de custo alimentar dos animais, melhoria da qualidade do leite, além da possibilidade de aumentar a longevidade do pasto.</span></p>
<h2>Domine o manejo de pastagens e aumente a rentabilidade da sua produção</h2>
<p>Um bom manejo de pastagens vai muito além de fornecer alimento para o rebanho, é uma estratégia-chave para reduzir custos, melhorar a produção e manter a saúde do solo.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=manejo-pastagem" target="_blank" rel="noopener"><b>Curso</b> <b>Gestão na Pecuária Leiteira</b></a> do Rehagro, você aprende técnicas práticas e de gestão que conectam o manejo de campo à tomada de decisões estratégicas, garantindo mais lucro e eficiência na sua fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24583" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas.jpg" alt="Marcos Dornelas - Equipe leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Manejo de pastagens: erros, estratégias e práticas para uma pecuária eficiente</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2022 17:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Erros no manejo de pastagens podem custar caro ao produtor rural, não apenas em termos financeiros, mas também em eficiência produtiva e impacto ambiental. No cenário atual, observamos que a grande maioria dos produtores tomam decisões baseadas em “achismos”. Poucos são aqueles que levantam dados reais dentro de suas propriedades, e, os que ainda têm [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Erros no manejo de pastagens podem custar caro ao produtor rural, não apenas em termos financeiros, mas também em <strong>eficiência produtiva e impacto ambiental</strong>.</p>
<p>No cenário atual, observamos que a grande maioria dos produtores tomam decisões baseadas em “achismos”. Poucos são aqueles que levantam dados reais dentro de suas propriedades, e, os que ainda têm informações sobre o negócio, na maioria das vezes, não as utilizam para tomar decisões.</p>
<p>Uma das principais mensagens que gostaríamos de deixar é exatamente a necessidade de se medir e de levantar dados dentro de uma fazenda, e de <strong>gerar índices produtivos, zootécnicos, econômicos e financeiros</strong>.</p>
<p>Esses são passos indispensáveis para uma boa condução da atividade pecuária, principalmente quando observamos que as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/">margens de lucratividade</a></strong> vêm caindo consideravelmente nos últimos anos, exigindo, por parte dos empresários rurais, uma maior eficiência produtiva.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O custo dos erros no manejo de pastagens</h2>
<p>Quando falamos sobre o custo dos erros no manejo do pasto, estamos nos referindo a uma série de fatores que impactam diretamente a produtividade e os custos da atividade.</p>
<h3>Peso de abate dos animais</h3>
<p>A eficiência do manejo de pastagens afeta diretamente o <strong>ganho de peso dos animais</strong>. Quando o manejo é inadequado, os animais não expressam todo o seu potencial produtivo, o que prolonga o tempo até o abate e aumenta custos operacionais.</p>
<p>Animais mantidos em pastagens bem manejadas têm acesso a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">forragem</a></strong> de maior qualidade, o que resulta em melhor conversão alimentar e maior <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário</a></strong>. Pastagens submetidas ao superpastejo ou subpastejo produzem forragens com menor valor nutritivo, impactando negativamente o desempenho animal.</p>
<h2>Sistema de pastejo</h2>
<p>O sistema de pastejo adotado influencia diretamente a recuperação das plantas e a capacidade de suporte da área.</p>
<ul>
<li>No <strong>pastejo contínuo</strong>, os animais permanecem na mesma área durante todo o ano, o que pode levar à degradação da pastagem caso não haja controle adequado da carga animal.</li>
<li>No <a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/"><strong>pastejo rotacionado</strong></a>, os animais são movimentados entre piquetes, permitindo períodos de descanso para as plantas, favorecendo a recuperação das reservas e a manutenção da produtividade.</li>
</ul>
<p>O <strong>Pastoreio Racional Voisin (PRV)</strong> baseia-se em períodos de descanso variáveis, ajustados conforme as condições climáticas e o ritmo de crescimento das forrageiras, buscando maior eficiência no uso da pastagem.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sistema-rotacionado-pastejo?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sistema-rotacionado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39642 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png" alt="E-book Sistema rotacionado de pastejo" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os erros cometidos no manejo da pastagem?</h2>
<h3>1. Erro no planejamento forrageiro</h3>
<p>O primeiro passo para todo processo produtivo deve ser o <strong>planejamento</strong>. Antes de simplesmente comprar uma quantidade de animais e alocar na fazenda ou adquirir insumos, é necessário compreender a capacidade produtiva do sistema.</p>
<p>Precisamos responder algumas perguntas básicas antes de realizarmos qualquer ação na fazenda. Por exemplo, em uma propriedade que tem como objetivo recriar dois mil animais, devemos perguntar:</p>
<ul>
<li>É viável fazer isso?</li>
<li>Vou conseguir proporcionar condições para ganho de peso e sustentar o rendimento da fazenda o ano inteiro com essa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">taxa de lotação</a></strong>?</li>
<li>Estou considerando as diferenças de produção de matéria seca da forragem nas estações do ano?</li>
<li>A infraestrutura da propriedade é suficiente para o objetivo?</li>
<li>O pasto comporta essa carga animal?</li>
</ul>
<p>Antes de alocar animais ou investir em adubo e corretivo, deve haver um planejamento prévio, considerando a área de forragem efetiva disponível, dados climáticos da região, espécie forrageira utilizada, objetivo do sistema e, principalmente, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fluxo-de-caixa-fazenda-gado-de-corte/">fluxo de caixa da fazenda</a></strong>, sobretudo quando se pensa em intensificação de áreas.</p>
<p>Quando esses cuidados não são observados, ocorre superlotação, surgimento de plantas invasoras e um processo contínuo de degradação das pastagens.</p>
<h3>2. Erro na escolha da espécie forrageira e na manutenção das áreas</h3>
<p>Cada espécie <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/">forrageira</a></strong> requer um nível específico de fertilidade, pluviometria e tolerância às variações de temperatura. <strong>Um dos pontos mais importantes na escolha da forrageira é a fertilidade da área.</strong></p>
<p>Implantar forrageiras mais exigentes em solos pobres, sem correção e adubação adequadas, gera queda de produtividade e acelera a degradação. Sendo assim, um erro comum é a escolha inadequada da espécie forrageira e a ausência de manutenções corretas nas áreas empastadas.</p>
<p>A manutenção das pastagens com <strong>corretivos, fertilizantes e controle de plantas invasoras</strong> é fundamental, pois as forrageiras são culturas perenes e exigem manejo contínuo para se manterem produtivas.</p>
<h3>3. Erro no manejo do pasto</h3>
<p>Cada gramínea possui características próprias e deve ser manejada respeitando <strong>alturas corretas de entrada e saída dos animais</strong>, independentemente do sistema de pastejo adotado.</p>
<p>Essas alturas são definidas pela interceptação luminosa da planta. O manejo incorreto da “colheita” do pasto, desrespeitando o desenvolvimento da planta, é determinante para o fracasso da produção de gado a pasto.</p>
<p>Cada cultivar forrageira possui alturas máximas e mínimas recomendadas para pastejo. Manter o capim dentro dessa faixa garante <strong>melhor fotossíntese, preservação das reservas da planta e rápida recuperação após o pastejo</strong>. Quando o capim é pastejado muito baixo, ocorre esgotamento das reservas radiculares. Quando cresce demais, a planta se torna fibrosa e de menor valor nutritivo.</p>
<h3>4. Erro da adubação sem ajuste de carga</h3>
<p>O <strong>ajuste de carga</strong>, que relaciona a quantidade de animais à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade.</p>
<p>Não adianta adubar se não houver condições de ajustar a lotação animal. Nesse caso, o fertilizante não será colhido adequadamente, o custo aumenta e o resultado econômico da fazenda piora. Adubar sem colher corretamente o pasto é um erro grave.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=manejo-pastagem" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Adubação das pastagens</h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubacao-de-pastagens-como-maximizar-a-produtividade-do-seu-rebanho/">adubação</a></strong> é essencial para repor os nutrientes retirados do solo pelas plantas e pelos animais. Nitrogênio, fósforo e potássio precisam ser constantemente repostos para manter a produtividade.</p>
<p>A falta de adubação reduz a produção de biomassa e leva à degradação da pastagem ao longo do tempo. A adubação deve ser sempre baseada em análises de solo e ajustada à realidade produtiva da fazenda.</p>
<h2>Exemplos práticos e cálculos</h2>
<p>Para entender melhor a importância de um manejo adequado das pastagens, vamos analisar alguns <strong>exemplos práticos baseados em estudos da Embrapa</strong>.</p>
<p>Esses exemplos demonstram como diferentes alturas de manejo do <strong>capim-marandu</strong> afetam a produção de carne por hectare ao ano, a lotação de animais e o ganho de peso diário dos novilhos.</p>
<h3>Capim-marandu superpastejado</h3>
<p>No cenário de <strong>superpastejo</strong>, o capim-marandu é mantido em uma altura de aproximadamente <strong>15 cm</strong>. Nesta condição, a pastagem suporta uma lotação de 3,2 unidades animais (UA) por hectare, com os novilhos ganhando em média 560 gramas por cabeça por dia.</p>
<p>Apesar da alta lotação, o ganho individual de peso é relativamente baixo devido ao estresse causado às plantas e à baixa disponibilidade de forragem de qualidade. Como resultado, a produção anual de peso vivo é de <strong>428 kg por hectare</strong>.</p>
<p>Este exemplo destaca que, embora a lotação seja alta, o superpastejo pode comprometer a saúde das plantas e a eficiência do ganho de peso dos animais.</p>
<h3>Pastejo correto</h3>
<p>Ao adotar práticas de <strong>manejo correto</strong>, mantendo o capim-marandu próximo de<strong> 30 cm durante todo o ano</strong>, a lotação diminui para 2,8 UA por hectare. No entanto, o ganho diário de peso por novilho aumenta significativamente para 760 gramas por cabeça. Esta melhoria no ganho de peso individual resulta em uma produção anual de <strong>485 kg de peso vivo por hectare</strong>.</p>
<p>Este exemplo demonstra que, embora a lotação seja um pouco menor, o pastejo correto maximiza a eficiência do ganho de peso dos animais e, consequentemente, aumenta a produção total de carne.</p>
<p>Além disso, o manejo adequado das pastagens contribui para a saúde e a longevidade das plantas, garantindo uma produção sustentável.</p>
<h3>Subpastejo</h3>
<p>No caso do <strong>subpastejo</strong>, o capim-marandu é mantido em uma altura de aproximadamente <strong>45 cm</strong>. Esta prática reduz a lotação para 2,0 UA por hectare, e o ganho de peso dos novilhos diminui para 730 gramas por cabeça por dia. A produção anual de peso vivo cai para<strong> 344 kg por hectare</strong>.</p>
<p>O subpastejo resulta em um excesso de biomassa, onde o capim se torna fibroso e menos nutritivo, afetando negativamente o ganho de peso dos animais.</p>
<p>Além disso, <strong>a menor lotação contribui para uma menor eficiência de uso da pastagem</strong>, resultando em uma produção total de carne reduzida. Este exemplo evidencia que tanto o superpastejo quanto o subpastejo podem ter impactos negativos significativos na produção e na eficiência do manejo das pastagens.</p>
<h2>Manejo de pastagens e suplementação na seca</h2>
<p>Para termos pasto na seca, precisamos <strong>vedar o pasto nas águas</strong>, entretanto, essa vedação deve ocorrer de forma criteriosa.</p>
<p>Pastagens vedadas por longos períodos geram forragens com grande proporção de caule, menor qualidade bromatológica, além de perdas por acamamento e pisoteio. O tempo de vedação deve ser adequado para permitir que o animal colha a forragem da melhor maneira possível.</p>
<p>Vedando o pasto na altura correta, por um período adequado e sob boas condições climáticas, teremos uma pastagem com características ideais para o período seco.</p>
<p>A <strong>suplementação na seca</strong> tem como objetivo melhorar o aproveitamento da forragem ingerida, <strong>podendo aumentar a digestão da matéria seca em até 32%</strong> e elevar a taxa de passagem do alimento. Isso permite maior consumo de matéria seca e maior síntese de proteína microbiana no rúmen.</p>
<p>O ganho adicional proporcionado pela suplementação é maior na seca do que nas águas, reforçando sua importância. Independentemente do nível de suplementação, ela deve sempre ser planejada considerando logística, condições da pastagem e viabilidade econômica da propriedade.</p>
<h2>Suplementação e manejo de pastagem nas águas</h2>
<p>Antes da <strong>suplementação</strong>, devemos nos atentar para as características da pastagem durante as águas, pois, é nesse período que as forragens têm as melhores condições para crescimento e produtividade. Um bom manejo das pastagens neste período evitará possíveis erros no manejo.</p>
<p>O manejo se difere de acordo com a espécie forrageira e com suas características, principalmente, de crescimento. Os mais importantes quesitos a serem observados e respeitados são a altura de entrada e a altura de saída dos animais no pasto. O fato do pasto estar verde não significa especificamente que o pasto está bom.</p>
<p>É muito comum observarmos pastagens boas que passaram do momento de ser pastejadas, dificultando o ato de bocada do animal, além de ter uma alta proporção de caule em relação às folhas.</p>
<p>Para aperfeiçoarmos o uso das pastagens, devemos estar atentos à altura da forragem para que ela não cresça demasiado e ocorra um desperdício de capim. Também não devemos deixar os animais permanecerem no pasto quando a altura da planta já estiver muito baixa, devendo a saída dos animais ser antes deste momento.</p>
<p>Neste último caso, além de diminuir a eficiência de produtividade do animal, que consumirá uma gramínea de menor qualidade, há maior dificuldade na rebrota dessas forrageiras. Mesmo quando se trata de pastagens rotacionadas e/ou irrigadas, a rebrota é defasada quando a altura da forragem na saída dos animais é abaixo do ideal.</p>
<p>Quando temos um manejo excelente das pastagens, com animais entrando em um pasto de boas características, com altura ideal, e respeitamos a altura de saída, privilegiando tanto a planta como o animal, aí sim lançaremos mão da suplementação nas águas como uma ferramenta para potencializar o ganho dos animais.</p>
<p>Pastagens bem manejadas com alta densidade de forragem permitem que o animal consuma maiores quantidades de MS com menos bocados. Produzir pastos onde, com poucos bocados ocorra grande ingestão de MS, é um grande passo para o bom desempenho animal durante o período das águas.</p>
<p>Com essas definições, podemos então entrar nas características da suplementação em si. Com pastos de boa qualidade, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-no-periodo-das-aguas/">suplementação</a></strong> atenderá uma pequena exigência do animal, sendo responsável por um ganho a mais do animal que ele teria somente com o pasto.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O manejo eficiente de pastagens depende de planejamento, escolha correta da forrageira, manejo adequado do pastejo, adubação bem ajustada, uso de dados e estratégias específicas para o período seco. Evitar erros e aplicar práticas corretas permite maior <strong>produtividade, sustentabilidade e rentabilidade do sistema pecuário</strong>.</p>
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		<title>Reforma de pastagem: veja 5 etapas para uma boa realização</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 16:16:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[forrageira]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil possui aproximadamente 170 milhões de hectares de pastagens, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado. Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil possui aproximadamente <strong>170 milhões de hectares de pastagens</strong>, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado.</p>
<p>Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, animais com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">escore corporal</a></strong> adequado e nem mesmo lotação elevada.</p>
<p>Muitos pecuaristas <strong>almejam reformar a pastagem</strong>, contudo, o alto investimento e o tempo de inutilização da área, necessários no método tradicional, impossibilita muitos projetos.</p>
<p>Para que a <strong>reforma de pastagem seja eficiente</strong> é importante dividir em etapas o programa de estabelecimento da pastagem, como mostra o exemplo abaixo de um calendário de ações aplicadas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10899 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes.jpg" alt="Cronograma para estabelecimento da pastagem" width="567" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes.jpg 567w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes-300x212.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes-270x190.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Calendário de estabelecimento de pastagens. Fonte: Adilson Aguiar.</span></p>
<p>Nesse artigo, vamos ressaltar os pontos mais importantes das etapas do programa acima, explicando o passo a passo para que você possa aplicar na sua fazenda. Porém, antes disso, vamos entender melhor <strong>como identificar pastagens degradadas</strong>.</p>
<h2>Como identificar pastagens degradadas?</h2>
<p>A degradação da pastagem é um problema que se não for resolvido, aumenta com o passar do tempo, por isso identificá-la logo no início pode garantir melhores resultados na sua propriedade. A presença de solo exposto, sem vegetação, somado a infestação por plantas daninhas, por exemplo, é um forte indício de um pasto degradado.</p>
<p>O processo de degradação se divide em duas causas principais: <strong>degradação agrícola e degradação biológica</strong>.</p>
<p>Na degradação agrícola, há um aumento expressivo de plantas daninhas, além disso, pode se observar uma competição entre a forragem e as plantas indesejáveis. Essa competição leva a redução da produção da forragem e assim reduz a eficiência do pasto.</p>
<p>Já na degradação biológica, a queda da produtividade forrageira está diretamente atrelada ao esgotamento da fertilidade natural do solo.</p>
<p>Além disso, é importante ressaltar que nem toda pastagem degradada é passível de ser recuperada, sendo assim é preciso classificar quanto ao grau de degradação para direcionar a tomada de decisão perante ao pasto.</p>
<p>A tabela a seguir, retirada da cartilha da Embrapa, demonstra os <strong>quatro níveis de degradação</strong>:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14722" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas.jpg" alt="Níveis de degradação de pastagens" width="528" height="696" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas.jpg 528w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-228x300.jpg 228w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-370x488.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-270x356.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-150x198.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: EMBRAPA.</span></p>
<p>Caso existam grandes áreas de solo exposto ou com predominância de plantas daninhas, a recuperação da pastagem não é indicada. Nessa situação o ideal é uma nova implantação do pasto.</p>
<h2>Etapas para uma reforma de pastagem eficiente</h2>
<p>A recuperação das pastagens degradadas, quando possível, <strong>é uma</strong> <strong>prática viável técnica e economicamente</strong>, afinal recuperar uma pastagem é muito mais barato que estabelecê-la novamente.</p>
<p>Além disso, a recuperação é bastante interessante do ponto de vista ambiental, pois recuperar pastagens já existentes, evita desmatamentos para formar um novo pasto.</p>
<p>As primeiras etapas para recuperação da pastagem consistem em <strong>corrigir as deficiências do solo</strong>. Confira a seguir as etapas para recuperação do pasto:</p>
<h3>1. Escolha da área a ser reformada e da forrageira</h3>
<p>É muito importante checar qual relevo da área em questão para que se possa fazer um planejamento bem estruturado e mais eficiente. Assim, podemos avaliar se será necessária a utilização de máquinas de maior precisão ou mão de obra braçal.</p>
<p>A partir da escolha da área, é feita a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">escolha da forrageira</a></strong>, levando em conta onde será implantada (encosta leve, baixadas ou em morros). Além disso, devemos considerar a questão climática local (quantidade e distribuição de chuva e variação de temperatura ao longo do ano) e a fertilidade do solo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10901" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas.jpg" alt="Área rural dividida em glebas" width="500" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas.jpg 548w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas-370x234.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Divisão da área em glebas para amostragem de solos.</span></p>
<h3>2. Análise do solo</h3>
<p>O <strong>manejo de reforma de pastagem</strong> inicia pela análise de solo. Não existe outra forma de conhecer a real situação da fertilidade do solo sem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-do-solo-em-pastagens/">uma correta amostragem</a></strong> e uma análise feita em um bom laboratório.</p>
<p>É importante salientar que caso a saturação de base esteja baixa, é necessário que a mesma seja elevada através da calagem, dando condições para que a gramínea se desenvolva através da disponibilidade dos nutrientes do solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-amostragem-solo-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-amostragem-de-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39629 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png" alt="E-book Amostragem de solo em pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>3. Recomendações agronômicas através da análise de solo</h3>
<h4>Calagem</h4>
<p>Posteriormente à interpretação da análise do solo por um profissional da área, o engenheiro agrônomo, faz-se a recomendação da correção inicial, a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Essa relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado.</p>
<p>Além disso, devemos prestar atenção para o teor de fósforo existente no solo, já que esse nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que, infelizmente, é deficitário nos solos brasileiros.</p>
<p>Deve-se aplicar o calcário com frequência, haja vista a extração de nutrientes ao longo do desenvolvimento das forrageiras.</p>
<p><strong>Se o recomendado for abaixo de 1000 kg/ha pode ser feita em uma única aplicação e se for maior que 3000 kg/ha é apropriado dividir em duas aplicações</strong>. Após a distribuição do calcário, é interessante a ajuda de uma grade para melhor incorporação ao solo. Lembre-se de realizar essa atividade antes do período chuvoso, assim como a gessagem.</p>
<h4>Gessagem</h4>
<p>A <strong>aplicação de gesso agrícola</strong> no solo tem como <strong>objetivo disponibilizar cálcio e enxofre e, também, reparar o ambiente em subsuperfície</strong>. O gesso pode ser utilizado como corretivo em solos salinos e sódicos. No entanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.</p>
<p>Antes do cultivo é importante que haja a aplicação do gesso sempre em área total. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Também deve considerar, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, a capacidade de troca catiônica (CTC).</p>
<p>Por ter alta solubilidade no solo, o gesso abastece o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, aprimorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.</p>
<h3>4. Execução da reforma da pastagem</h3>
<h4>Aragem</h4>
<p>A <strong>aração é um processo que visa revolver a terra</strong>, popularmente conhecido como tombamento. Nessa etapa, há uma inversão da camada superficial e a profunda do solo (em aproximadamente 30 cm). A superficial vai para baixo e a camada mais profunda para cima.</p>
<p>Como resultado deste processo, podem surgir muitos torrões, fragmentos grandes de solo agregado. Para não prejudicar o manejo (plantio e adubação), é importante realizar a gradagem.</p>
<h4>Gradagem</h4>
<p>Deve-se realizar a gradagem quantas vezes forem necessárias para descompactar o solo devidamente. Usualmente, de 2 a 3 gradagens são satisfatórias. É essencial terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, a fim de um acabamento no preparo.</p>
<h4>Escolha da semente e semeadura</h4>
<p>É de grande importância termos <strong>cautela na compra da semente</strong>, pois é exatamente neste item que muitos pecuaristas acabam errando, considerando o melhor preço como fator principal na decisão da aquisição e não a semente mais pura.</p>
<p>O <strong>maior percentual de pureza indica melhor qualidade e maiores as chances de sucesso com o plantio</strong>, pois não haverá sementes de outras espécies sendo &#8220;plantadas&#8221; podendo comprometer a cobertura da gramínea e a presença de plantas invasoras</p>
<p>Embora pareça lógico que o produto tenha o mais próximo possível de 100% de sementes da gramínea que o produtor escolheu, infelizmente a fiscalização no Brasil é deficiente e a contaminação com outras sementes ainda é uma realidade.</p>
<p>Dessa forma, o pecuarista na ânsia de economizar acaba comprando um produto de pior qualidade e tendo mais gastos futuros com controle de invasoras, além das falhas de cobertura no solo. .</p>
<p>Para operacionalizar a semeadura, temos que considerar o clima e garantir que todos os passos anteriores foram bem feitos e no tempo correto, pois todos são muito importantes.</p>
<p>Caso a semeadura seja realizada após o prazo correto, pode-se não ter níveis satisfatórios de chuva para o estabelecimento correto da forrageira escolhida. Assim, perde-se quase todo o trabalho feito, pois para a semente germinar é necessário a presença de umidade no solo.</p>
<h3>5. Manejo da pastagem</h3>
<p>Após a formação e com o início da utilização da pastagem entra a parte mais importante que é o <a href="https://rehagro.com.br/blog/erros-no-manejo-de-pastagens/"><strong>manejo</strong></a>, ou seja, manter a qualidade da pastagem. Ele requer que se conheça a altura correta para o cultivar implantado e o período necessário de descanso desta para a sua rebrota.</p>
<p>Lembre-se que o homem é o responsável em determinar o momento de retirar o gado da pastagem, e o treinamento da pessoa que cuida dessa decisão na fazenda é fundamental. O Cepea, em 2017, fez uma comparação dos custos, em reais, para a reforma e manutenção de pastagem por hectare. É possível observar o elevado custo de se reformar uma pastagem comparada com o custo da manutenção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10904" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem.jpg" alt="Custos para reforma e manutenção da pastagem" width="600" height="465" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem-300x233.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem-370x287.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem-270x209.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Assim, devemos levar em consideração que a reforma da pastagem deve ser feita quando não há alternativas de manejo para manter a produção animal em alta. Caso todos os passos apresentados acima sejam seguidos e caso a climatologia seja favorável, a reforma não será necessária.</p>
<p>Deve-se apenas <strong>monitorar o manejo</strong>, ajustando sempre a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/">lotação</a></strong> animal dentro de cada área para que se tenha um pastejo ótimo e um ganho de peso por animal e por área equilibrado, conseguindo uma amplitude ótima de pastejo não tendo áreas grandes de superpastejo ou subpastejo, como mostra a figura abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10905 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem.jpg" alt="Monitoramento do manejo da pastagem" width="522" height="314" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem.jpg 522w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem-300x180.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem-370x223.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem-270x162.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px" /></p>
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		<title>Capim Tifton: como implantar em pastagens?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jun 2018 20:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[tifton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tifton, gramínea do gênero Cynodon, foi desenvolvido com o objetivo de obtenção de alta produtividade e qualidade forrageira, sendo uma ótima opção para pastejo e também para produção de feno. Pode ser plantado tanto em regiões frias, quanto quentes, de clima subtropical e tropical. A forrageira pode ser cultivada em solos arenosos, mistos e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>tifton</strong>, gramínea do gênero Cynodon, foi desenvolvido com o objetivo de obtenção de alta produtividade e qualidade forrageira, sendo uma ótima opção para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/">pastejo</a></strong> e também para produção de feno. Pode ser plantado tanto em regiões frias, quanto quentes, de clima subtropical e tropical.</p>
<p>A forrageira pode ser cultivada em solos arenosos, mistos e argilosos, devidamente corrigidos e adubados, não suportando apenas terrenos encharcados e ambientes sombreados.</p>
<p>Por não produzir sementes viáveis, o tifton é cultivado por meio de estruturas vegetativas, os estolões. As maneiras mais comuns de implantação da gramínea são em sulcos, em covas ou a lanço.</p>
<p>Recomenda-se <strong>realizar o plantio durante o período das águas</strong> (outubro a janeiro). O plantio em outras épocas é recomendado apenas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/irrigacao-de-pastagens/">áreas irrigadas</a></strong>, em virtude das mudas serem muito sensíveis à falta de água e desidratarem facilmente.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<h2>Etapas do plantio do Tifton</h2>
<h3>1. Escolha da área para cultivo</h3>
<p>Verificação da área onde será plantado o capim Tifton.</p>
<h3>2. Análise química do solo e correção</h3>
<p>Se necessário, efetue as <strong>correções do solo</strong> – calagem, gessagem, potassagem, fosfatagem, além da adubação com outros macro e micronutrientes.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-correcao-solo-adubacao-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-correcao-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39635 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens.png" alt="E-book Correção do solo e adubação de pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>3. Preparação do solo para plantio</h3>
<p>Subsolagem, aração e gradagem. Essas operações servem para descompactar, destorroar e nivelar a área, melhorando assim as condições físicas do solo.</p>
<p>Além disso, servem para diminuir a presença de plantas invasoras no momento da implantação da cultura.</p>
<h3>4. Abertura dos sulcos de plantio</h3>
<p>Os sulcos de plantio podem ser abertos com o auxilio de uma enxada (pequenas áreas) ou com trator e um equipamento apropriado para abertura de sulcos.</p>
<p>Recomenda-se que os sulcos fiquem espaçados de <strong>0,5 a 1,0 metros</strong>, com profundidade de 10 a 15 cm.</p>
<h3>5. Corte das mudas</h3>
<p>As mudas de tifton, ou estolões, podem ser cortadas manualmente com uma enxada, ou com um equipamento acoplado ao trator (ceifadeira). Sempre que possível, deve-se cortar as mudas no dia do plantio. Se for necessário armazená-las, elas devem ficar sob a sombra e serem molhadas diariamente.</p>
<p>As mudas destinadas à formação de pastagens devem estar maduras e vigorosas, com cerca de 100 dias de idade, originadas de áreas livres de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cigarrinhas-das-pastagens/">pragas</a></strong>, doenças e ervas.</p>
<p>Uma boa muda de tifton deve possuir raízes, colmos/estolões vigorosos e uma grande quantidade de gemas. Mudas jovens, pequenas e tenras não devem ser utilizadas porque desidratam facilmente no sulco de plantio.</p>
<h3>6. Distribuição das mudas</h3>
<p>As mudas devem ser distribuídas de maneira uniforme na área de plantio. São necessários de 4 a 5 t/ha, 3 t/ha e 2,5 t/ha de mudas, para o plantio a lanço, em covas e sulcos, respectivamente.</p>
<h3>7. Cobertura das mudas</h3>
<p>Deve-se enterrar cerca de dois terços da muda (enterrio parcial), deixando o terço apical sem cobrir. Esta etapa pode ser realizada manualmente com o auxílio de uma enxada ou com uma grade niveladora semiaberta.</p>
<p>As folhas e colmos que ficam para fora do solo são capazes de realizar uma pequena taxa de fotossíntese, ajudando no desenvolvimento das gemas que darão origem às novas raízes.</p>
<h3>8. Compactação leve do solo</h3>
<p>Esta etapa pode ser realizada com um rolo compactador ou pelo pisoteio (quando o plantio for realizado em uma área pequena), sendo importante para aumentar o contato da muda, mais especificamente das gemas que irão originar as raízes, com solo.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Quando em condições adequadas de umidade e temperatura, após cerca de 90 a 120 dias, a pastagem deve estar cobrindo cerca de 70% da área.</p>
<p>Neste momento, deve-se fazer o primeiro <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pastejo</a></strong> da área, passando com animais leves (ex: bezerras, novilhas), deixando que eles consumam cerca de 30% da forrageira disponível. Esta operação é importante para estimular a brotação e enraizamento do tifton.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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