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	<title>grãos Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>grãos Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Produção agrícola no Brasil: qual o cenário atual e perspectivas para o futuro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 18:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal. Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente tem-se discutido que, <strong>com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal.</strong></p>
<p>Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017).</p>
<p>Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.</p>
<p>Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Projeções de produção de grãos no mundo</h2>
<p>O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma <strong>produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28.</strong> Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.</p>
<p>Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">China (+47 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Estados Unidos (+31 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Brasil (+25 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Argentina (+17 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ucrânia (+6 milhões de toneladas).</li>
</ol>
<p>O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Brasil, 23,7%;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ucrânia, 16,2%;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Argentina, 17,2%.</li>
</ul>
<p>Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">México;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Japão;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">União Europeia;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Irã;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Egito.</li>
</ol>
<p>Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de <i>commodities </i>agrícolas, tais como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cenario-da-producao-de-milho-no-mundo/" target="_blank" rel="noopener">milho</a></strong>, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Futuro brasileiro para produção de grãos</h2>
<p>Saber as projeções para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agronegocio-no-brasil-qual-o-seu-papel-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener">agronegócio brasileiro</a></strong> é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.</p>
<p>Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.</p>
<p>Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">De 271,2 milhões de toneladas na safra 2021/22 para 302 milhões de toneladas na safra 2027/28.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A área plantada sairá dos atuais 67,74 milhões de hectares para 71 milhões de hectares em 2027/28.</li>
</ol>
<blockquote><p><em>Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.</em></p></blockquote>
<p>Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.</p>
<h2>Sistema de produção de grãos nas regiões do Brasil</h2>
<p><strong>O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo</strong>, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.</p>
<p>Além do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/clima-e-produtividade-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">clima</a></strong>, o<strong> Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis</strong>, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.</p>
<p>Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-10818" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil.jpg" alt="Uso e ocupação de terras no Brasil" width="600" height="403" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil.jpg 960w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-300x202.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-768x516.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-370x249.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-270x181.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-740x497.jpg 740w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Uso e ocupação de terras no Brasil. &#8211; Fonte: Embrapa, (2019).</span></p>
<h2>Rotação de culturas</h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotacao-de-culturas/">rotação de culturas</a></strong> favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a>, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.</p>
<p>Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.</p>
<h2>Sistema de plantio direto</h2>
<p>O <strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong> apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.</p>
<p>O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Manutenção da umidade;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aeração;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Temperatura;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Atividade macro e <a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>microbiológica do solo</strong></a>.</li>
</ul>
<p>Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD.</p>
<p>Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.</p>
<h3>Como adotar o sistema de plantio direto?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação</strong>, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.</span></p>
<p>Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.</p>
<p>Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.</p>
<p>Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.</p>
<p>A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.</p>
<p>A liberação de ácidos orgânicos de baixa massa molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.</p>
<p><strong>Nos solos sob SPD de longa duração</strong>, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:</p>
<ul>
<li>O tamponamento;</li>
<li>A resiliência dos solos;</li>
<li>Estabilidade nos solos de fertilidade construída;</li>
<li>Funcionamento do sistema.</li>
</ul>
<p>Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de <strong>fertilidade do solo</strong>, biomassa microbiana e produtividade de grãos.</p>
<p><strong>A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO</strong>, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.</p>
<p>Esse sistema favorece também, segundo Resende <i>et. al</i> (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:</p>
<ul>
<li>Uso da água;</li>
<li>Redução de custos;</li>
<li>Estabilidade produtiva e econômica;</li>
<li>Melhoria das condições de vida do produtor.</li>
</ul>
<h2>Principais sistemas de sucessão de culturas</h2>
<p>Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-10819 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Centro Oeste do Brasil" width="748" height="184" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste.png 748w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-300x74.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-370x91.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-270x66.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-740x182.png 740w" sizes="(max-width: 748px) 100vw, 748px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO). </span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10821 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Sul do Brasil" width="742" height="217" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul.png 742w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-300x88.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-370x108.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-270x79.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-740x216.png 740w" sizes="auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR). </span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10822 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Sudeste do Brasil" width="740" height="304" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-300x123.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-370x152.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-270x111.png 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG). </span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10823 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Norte e Nordeste do Brasil" width="747" height="191" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste.png 747w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-300x77.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-370x95.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-270x69.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-740x189.png 740w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).</span></p>
<p>Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o <a href="https://rehagro.com.br/blog/consorcio-milho-braquiaria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>consórcio milho-braquiária</strong></a>.</p>
<p>Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.</p>
<p>No caso de propriedades sob o <strong>sistema de integração lavoura-pecuária (ILP)</strong>, a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
<p>O <a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Online Agro Para Todos: Descobrindo a Produção de Grãos</strong></a> oferece uma formação essencial para quem deseja compreender os fundamentos da atividade, desde o ciclo das culturas até os desafios do manejo e da comercialização.</p>
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		<title>As 7 principais doenças do trigo: saiba como fazer o manejo correto</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/doencas-do-trigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 17:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[brusone]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[doenças do trigo]]></category>
		<category><![CDATA[ferrugem]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[manchas amareladas]]></category>
		<category><![CDATA[trigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil. Em sua grande maioria, as doenças são causadas por fungos, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes. Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ocorrência e intensidade de doenças na cultura do trigo, são afetadas pela variedade de ambientes existentes no Brasil.</p>
<p>Em sua grande maioria, <strong>as doenças são causadas por fungos</strong>, embora enfermidades causadas por bactérias e vírus também possam causar danos importantes.</p>
<p>Devido ao cenário de diversidade de ambientes na qual a cultura do trigo tem sido cultivada, se torna mais difícil a viabilização de sistemas padronizados de controle, resultando em uma condição no qual o efeito local se apresenta como grande importância no manejo de doenças.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>As principais doenças do trigo</h2>
<h3>1. Giberela</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>: <i>Gibberella zeae. </i>A principal forma assexuada do patógeno é <i>Fusarium graminearum</i></p>
<p><strong>Sintomas</strong>: Os sintomas iniciais são observados nas aristas, que desviam do sentido daquelas de espiguetas não afetadas. Posteriormente, aristas e espiguetas adquirem coloração esbranquiçada ou cor de palha. Em cultivares muito suscetíveis, os sintomas progridem para o pedúnculo, que adquire coloração marrom. Também podem ocorrer nas espigas sintomas similares aos da brusone.</p>
<p><strong>Condições favoráveis</strong>: A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/giberela-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">giberela</a></strong> é extremamente influenciada pelo ambiente, cujas condições climáticas favoráveis são de frequente precipitação pluvial e temperaturas entre 20 °C e 25 °C.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: A giberela é uma doença de difícil controle. A integração de medidas de controle é a melhor estratégia para minimizar os prejuízos quantitativos e qualitativos por giberela.</p>
<h3>2. Brusone</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>: <i>Pyricularia oryzae</i></p>
<p><strong>Sintomas</strong>: Aparecem em folhas, colmos e espigas, mas o dano mais significativo ocorre nas espigas.</p>
<p>Em lavouras de sequeiro no Cerrado brasileiro, com semeaduras precoces (realizadas antes de meados de março), a ocorrência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brusone-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">brusone</a></strong> nas folhas pode se configurar em um grave problema, a ponto de promover perda total da lavoura.</p>
<p><strong>Condições favoráveis</strong>: plantas em estádio de espigamento, temperatura variando entre 24 ºC e 28 ºC e períodos constantes de chuva, com manutenção de alta umidade relativa.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: O controle químico de brusone na parte aérea das plantas de trigo se baseia no princípio de que a espiga deve estar protegida preventivamente à infecção do patógeno. A chuva que forma o molhamento necessário para iniciar a infecção. Vários experimentos de campo determinaram que fungicidas comerciais com mancozebe na sua formulação foram os de maior eficiência para controlar a brusone do trigo.</p>
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<h3>3. Mancha-amarela</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>: <i>Pyrenophora tritici-repentis</i></p>
<p><strong>Sintomas</strong>: No início do desenvolvimento da doença, ocorrem lesões em forma de pequenas manchas de coloração marrom-bronzeada, que se expandem para manchas ovais ou em forma de diamante. Em volta das lesões é comum a ocorrência de um halo clorótico com um ponto mais escuro no centro da lesão.A doença é mais severa em folhas mais velhas, após a emissão da folha bandeira. A planta, entretanto, pode ser infectada e apresentar sintomas desde a emissão das primeiras folhas, ainda jovens. Essa infecção inicial ocorre, muitas vezes, pelo inóculo primário, presente nos restos culturais deixados sobre o solo, entre uma safra e outra.</p>
<p><strong>Condições favoráveis</strong>: Em condições climáticas favoráveis, com chuva frequente e temperatura em torno de 25 °C, a doença prolifera para as folhas superiores.</p>
<p><strong>Disseminação</strong>: É um fungo necrotrófico, ou seja, que sobrevive e se desenvolve sobre restos culturais.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: O uso de fungicidas é sempre uma boa alternativa, especialmente em condições meteorológicas favoráveis à ocorrência da doença. Muitas vezes, essas condições favoráveis são previsíveis.</p>
<p>Em anos de ocorrência do fenômeno “El Niño”, é esperado que os meses de setembro e de outubro sejam de temperaturas e de volume de chuvas acima da média normal, altamente favoráveis ao desenvolvimento e à dispersão do patógeno. Em anos assim, será necessário ao menos uma aplicação de fungicida, dependendo do clima e da cultivar utilizada.</p>
<p>O momento da aplicação é outro fator igualmente importante, que depende do momento da ocorrência da doença que, por sua vez, depende das folhas de trigo com sintomas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">mancha-amarela</a></strong>.</p>
<p>Porções de folhas de trigo com sintoma de mancha-amarela coincidência entre clima favorável e cultivar suscetível. Considerando-se apenas uma aplicação para o controle dessa doença, dados de experimentos têm demonstrado que a ocorrência da doença durante o emborrachamento pode ser mais crítica para a cultura.</p>
<p>Uma possível explicação é que nessa fase há redução de área verde, devido às áreas necrosadas pelo patógeno, quando a planta mais precisa de fotoassimilados, que é o enchimento de grãos.</p>
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<h3>4. Ferrugem da folha</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>: <i>Puccinia triticina</i></p>
<p><strong>Sintomas</strong>: Os sintomas ocorrem principalmente nas folhas como lesões elípticas, formando pústulas com uredosporos de cor alaranjada.</p>
<p><strong>Condições favoráveis</strong>: O desenvolvimento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ferrugem-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">ferrugem da folha</a></strong> ocorre rapidamente a temperaturas entre 10 °C e 30 °C e, em condições favoráveis, com alta densidade de inóculo e em cultivares suscetíveis, os sintomas podem aparecer em outros tecidos verdes da planta.</p>
<p><i>Puccinia triticina</i> sobrevive somente em tecidos vivos dos hospedeiros, mas os uredosporos têm vida relativamente longa e podem permanecer no campo, longe dos hospedeiros por várias semanas.</p>
<p><strong>Disseminação</strong>: A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: O uso de cultivares com resistência genética é a medida de controle mais eficiente e econômica. Para o controle químico tem sido realizada a aplicação de estrobirulinas e triazóis nos órgãos aéreos das plantas.</p>
<h3>5. Nanismo amarelo</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>: <em>Barley yellow dwarf virus</em> &#8211; PAV</p>
<p><strong>Sintomas</strong>: O sintoma mais evidente é o amarelecimento das folhas no sentido ápice-base. Os danos, porém, já iniciam quando o vírus é introduzido no sistema vascular da planta durante a alimentação dos afídeos. Pode ocorrer o escurecimento das espigas (confundido com outras patologias).</p>
<p><strong>Disseminação</strong>: A transmissão ocorre por afídeos (pulgões), principalmente, <i>Rhopalosiphum padi,</i> do outono à primavera, e por <i>Sitobion avenae</i>, na primavera.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: O manejo inicia na escolha da cultivar. As cultivares disponíveis são suscetíveis ao vírus, mas variam em tolerância. Cultivares intolerantes podem perder mais de 60% do seu potencial produtivo.</p>
<p>O segundo passo é o manejo dos afídeos. Com a ação de inimigos naturais (parasitóides e predadores), as populações de afídeos não costumam atingir níveis que causem dano direto, mas causam danos pela transmissão do vírus, sendo necessária ação complementar com inseticidas.</p>
<p>Recomenda-se o Tratamento de Sementes (TS) com inseticidas sistêmicos que, em geral, dura até 30 dias após a semeadura.</p>
<h3>6. Mosaico do trigo</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>:<em> Soil-borne wheat mosaic virus</em> (SBWMV)</p>
<p><strong>Sintomas</strong>: O longo período de sobrevivência do vetor no solo (superior a cinco anos) e a ampla gama de plantas hospedeiras, dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética.</p>
<p><strong>Condições favoráveis</strong>: Os danos à produção costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições de alta umidade, grandes áreas podem ser comprometidas.</p>
<p>Cultivares suscetíveis semeadas em áreas com inóculo, quando a precipitação pluvial mensal acumulada supera 200 mm, apresentam danos ao redor de 50% na produtividade de grãos.</p>
<p><strong>Disseminação</strong>: O vírus é transmitido por <i>Polymyxa graminis</i>, microrganismo residente no solo e parasita obrigatório de raízes de plantas.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: Atualmente, há cultivares disponíveis com resistência, que podem ser empregadas em áreas com a doença.</p>
<h3>7. Oídio</h3>
<p><strong>Agente causador</strong>: <i>Blumeria graminis</i> f. sp. <i>tritici</i></p>
<p><strong>Sintomas</strong>: A superfície das plantas, principalmente a folha, fica recoberta por micélio, conidióforos e conídios de aparência pulverulenta, com coloração branca quando jovem, ou cinza, quando envelhece.</p>
<p>Aparece principalmente em folhas inferiores, mas pode causar crestamento em folhas superiores, espigas e aristas de cultivares suscetíveis. Tecidos foliares infectados se tornam amarelados e, quando severamente atacados, as folhas colapsam e caem.</p>
<p><strong>Disseminação</strong>: Oídio é um fungo biotrófico que se mantém, na entressafra, sobre plantas voluntárias e em restos culturais de trigo, sendo disseminado pelo vento.</p>
<p>A germinação, a infecção e a produção de novos conídios são completadas entre 5 dias e 10 dias, o que leva à ocorrência de muitos ciclos consecutivos da doença, principalmente entre 18 ºC e 22 ºC.</p>
<p>Em climas temperados, temperaturas muito baixas ou longos períodos de chuvas, no outono, retardam a epidemia.</p>
<p><strong>Manejo</strong>: O uso de cultivares de trigo com resistência genética é a forma preferencial de controle. Como o fungo é variável, pode se tornar capaz de infectar cultivares consideradas resistentes em anos anteriores.</p>
<p>O controle químico via tratamento de sementes em cultivares suscetíveis é mais econômico do que pela aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.</p>
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		<title>Controle biológico de pragas na agricultura: o que é e como realizar?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/controle-biologico-de-pragas-agricolas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 18:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas. Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de pragas. Uma forma de buscar simular [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os ambientes agrícolas sofrem forte interferência humana na busca por favorecer a abundância de uma ou de poucas espécies cultivadas.</p>
<p>Isso resulta em uma concentração de recursos homogêneos que pode afetar as populações dos diferentes organismos ali presentes trazendo possíveis consequências indesejáveis, como, por exemplo, o surto populacional de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-no-armazenamento-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">pragas</a></strong>.</p>
<p><strong>Uma forma de buscar simular o equilíbrio populacional dinâmico que ocorre nos ambientes de vegetação natural é promover o controle biológico</strong>, que é um serviço ecossistêmico resultante da ação dos inimigos naturais.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Inimigos naturais e controle biológico</h2>
<p>Os inimigos naturais das plantações podem ser:</p>
<ul>
<li>Patógenos;</li>
<li>Predadores;</li>
<li>Parasitas;</li>
<li>Herbívoros ;</li>
<li>Antagonistas.</li>
</ul>
<p><strong>Atuam sobre as populações de suas presas ou hospedeiros, prestando o serviço ecossistêmico de controle biológico</strong>. Em ambientes agrícolas, quando populações de plantas, animais ou fitopatógenos aumentam em níveis economicamente inaceitáveis.</p>
<p>Além disso, atingem o status de praga e seus inimigos naturais podem ser manejados ou inseridos no sistema para suprimi-las. Permitem, assim, o uso dos agrotóxicos de amplo espectro de forma alternativa.</p>
<p><strong>Como consequência, temos a produção de alimentos de forma mais sustentável, bem como a conservação de habitat naturais.</strong></p>
<p>A pesquisa sobre o controle biológico fez progressos notáveis nos últimos 50 anos, passando de um método baseado em tentativa e erro para uma abordagem mais preditiva, baseada em teorias ecológicas de interações inimigo natural-presas e dinâmica populacional.</p>
<p>Uma atividade tão rigorosa baseada em pesquisa deve ajudar a evitar erros como os cometidos no passado. Uma nova era está se iniciando, em que os benefícios e os riscos são bem compreendidos, de modo que as soluções que maximizam os benefícios e minimizam os riscos possam ser perseguidas e implementadas.</p>
<h2>Práticas agrônomicas de controle biológico</h2>
<p>Rotação de culturas com leguminosas usadas para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubacao-verde-beneficios/" target="_blank" rel="noopener">adubação verde</a></strong> do solo, tais como guandu (<i>Cajanus cajan</i>) e crotalária (<i>Crotalaria juncea</i>), podem também contribuir para atrair e manter inimigos naturais nas áreas cultivadas.</p>
<p>Em área de cultivo de milho, o uso de crotalária como adubo verde favoreceu a presença dos predadores <i>Doru luteipes </i>(Scudder) (Derm.: Forficulidae), <i>Nephila clavipes </i>L. (Aran.: Nephilidae), <i>Orius insidiosus </i>(Say) (Het.: Anthocoridae), <i>Pheidole </i>sp., <i>Solenopsis </i>sp. (Hym.: Formicidae) (Tavares et al., 2011).</p>
<p>Na escolha das espécies a serem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consorcio-milho-braquiaria/" target="_blank" rel="noopener">cultivadas em consórcio</a></strong>, além dos aspectos agronômicos, é importante considerar as interações bióticas das plantas com:</p>
<ul>
<li>Microrganismos (ex.: fixadores de nitrogênio, estimuladores de crescimento, patogênicos e seus antagonistas);</li>
<li>Animais (ex.: polinizadores, pragas e seus agentes biológicos de controle, detritívoros), assim como interações químicas entre plantas (ex.: alelopatia).</li>
</ul>
<p>Existem espécies de plantas que, quando plantadas em combinação, se comportam como “companheiras”. Assim, favorecem o crescimento mútuo e maximizam o potencial produtivo das áreas plantadas.</p>
<p>Também é importante observar o conjunto de pragas que cada espécie hospeda. Isso evita o uso de plantas nos consórcios que hospedem o mesmo grupo de espécies de pragas e doenças.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-pragas-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-pragas-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39625 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho.png" alt="Guia Principais pragas do milho" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-milho-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Produção em massa do inimigo natural</h3>
<p>Quando os inimigos naturais que ocorrem naturalmente no agroecossistema não conseguem fornecer o nível de controle desejado de determinada praga, o aumento artificial da população de uma ou mais espécies de inimigos naturais selecionados pode ser uma estratégia importante.</p>
<p>Nesse caso, o aumento é feito por liberações do agente de controle biológico por meio das táticas inoculativa e inundativa. <strong>O procedimento mais comum é a produção massal do inimigo natural</strong>.</p>
<p>Em geral, ocorrem em fábricas comerciais altamente especializadas e a liberação em campo de grande número de indivíduos com o objetivo de suprimir a praga em relativamente curto prazo.</p>
<p>Essa estratégia de controle biológico é a mais apropriada quando o agente é um microrganismo. É muito adotada no Brasil para o controle de artrópodes e doenças de plantas. <strong>O aumento de inimigos naturais tem sido bem-sucedido quando o inimigo natural é passível de produção massal.</strong></p>
<h3>Interações tróficas</h3>
<p>Nos agroecossistemas, as cadeias alimentares não são apenas verticais e lineares. Há uma rede de interações conhecidas por <strong>teias tróficas</strong>.</p>
<p>Os consumidores de ordens superiores, que são denominados predadores, parasitoides e patógenos, formam uma complexa rede de interação mútua entre si e com os consumidores de primeira ordem (que são os herbívoros ou fitófagos) e com as plantas.</p>
<p><strong>Essas interações tróficas afetam a abundância relativa das espécies dessas comunidades por causa da competição e do sinergismo entre elas nos diferentes níveis tróficos. </strong></p>
<p>O conhecimento do funcionamento dessas intrincadas interações permite o entendimento de como a introdução de um agente de controle biológico exótico. Este é o caso do controle biológico clássico.</p>
<p>Este, pode alterar a estrutura da comunidade de inimigos naturais existentes em um agroecossistema e as consequências, instantâneas ou em longo prazo, dessa introdução na população de pragas.</p>
<p>Da mesma forma, a mudança na abundância de um inimigo natural pela sua liberação massal, usando a estratégia de controle aumentativo, pode ter impacto imediato ou posterior na teia trófica e modificar a população de pragas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16490 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-1.jpg" alt="Interações tróficas" width="532" height="581" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-1.jpg 532w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-1-275x300.jpg 275w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-1-370x404.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-1-270x295.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-1-150x164.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de teia trófica parcial que mostra a complexidade das interações entre organismos produtores (plantas) e consumidores (herbívoros, fitófagos, parasitoides, patógenos, etc.) de diferentes níveis.</span></span></p>
<h2>Dinâmica populacional</h2>
<p>O princípio da dinâmica populacional está relacionado a uma propriedade fundamental e evidente de que todas as populações de organismos vivos crescem geometricamente quando não sofrem efeitos do ambiente em que estão inseridos.</p>
<p>Dessa forma, uma espécie que apresenta taxa de crescimento <i>r </i>= 2 será capaz de aumentar sua população em oito vezes em apenas três gerações. No entanto, outra espécie com <i>r </i>= 10 será capaz de aumentar sua população em mil vezes nas mesmas três gerações.</p>
<p>Pragas agrícolas como diversas mariposas da família Noctuidae (ex.: lagarta-da-soja, <a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-lagartas-na-cultura-do-milho/"><strong>lagarta-do-cartucho-do-milho</strong></a> e curuquerê-do-algodoeiro) são capazes de colocar entre 100 e 300 ovos por fêmea.</p>
<p>Além disso, podem completar seu ciclo vital de ovo a adulto (geração) em menos de 30 dias. Assim, percebe-se como pode ser dramático o crescimento das populações, alcançando valores milionários em apenas uma estação do ano ou uma safra agrícola.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16491 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-2.jpg" alt="Gráfico de crescimento populacional de pragas " width="485" height="320" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-2.jpg 485w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-2-300x198.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-2-370x244.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-2-270x178.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-2-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 485px) 100vw, 485px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Curvas teóricas de crescimento exponencial de populações de organismos vivos.</span></span></p>
<h2>Fatores intrínsecos e intraespecíficos</h2>
<p>Fatores intrínsecos e intraespecíficos, como competição e cooperação, <strong>podem alterar o crescimento das populações</strong>. Fatores extrínsecos e abióticos também são capazes de afetar a abundância populacional.</p>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mudancas-climaticas-globais/" target="_blank" rel="noopener">Mudanças sazonais nas condições climáticas</a></strong>, como: temperatura; umidade relativa do ar; luminosidade; eventos meteorológicos eventuais (como seca, chuvas torrenciais e geadas), são capazes de afetar de forma direta as populações, alterando a sobrevivência, a longevidade e a fecundidade.</p>
<p>Além disso, podem atuar de forma indireta, modificando a abundância de recursos alimentares e hídricos, impactando também a dinâmica populacional das espécies.</p>
<p>Fatores bióticos, como outras espécies competidoras e inimigos naturais como predadores, parasitoides e patógenos, são fatores extrínsecos ou interespecíficos de mortalidade capazes de controlar as populações.</p>
<p>Se, por um lado, <strong>os fatores físicos do ambiente podem matar os indivíduos independentemente de sua densidade</strong>, por outro os fatores bióticos como competidores e inimigos naturais podem atuar em algumas situações independentemente da densidade da população, enquanto em outras situações pode haver aumento da mortalidade em resposta à densidade das populações da praga e de seu inimigo natural.</p>
<h2>Manutenção do controle biológico</h2>
<p><strong>Se o controle biológico é a manutenção da abundância dos indivíduos de uma população por seus inimigos naturais</strong>, o fato de esses inimigos naturais serem capazes de responder à abundância de suas presas ou hospedeiros e aumentar sua interação trófica é fundamental para que haja algum grau de sincronismo entre as populações de forma a manter um estado de equilíbrio dinâmico.</p>
<p>Essa propriedade pela qual uma população é capaz de manter-se dentro de limites máximos e mínimos em torno de um ponto de equilíbrio é conhecida como regulação populacional.</p>
<p>Esse conceito implica, portanto, que o inimigo natural não é apenas um fator de mortalidade quando em contato com a população da praga, mas é capaz de manter a densidade populacional da praga flutuando em um nível de equilíbrio.</p>
<p>Quando a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo um novo patamar de equilíbrio populacional, e passa a apresentar flutuação populacional em sincronia com a praga, ocorrerá uma situação “ideal” em que o controle biológico apresentará sua condição de maior sucesso.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16492" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-300x184.jpg" alt="Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico" width="700" height="430" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-300x184.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-768x472.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-370x227.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-270x166.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-740x455.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3-150x92.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/controle-biologico-3.jpg 770w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Modelo hipotético de curva populacional que mostra uma situação ideal em programas de controle biológico: a presença ou a introdução da população do inimigo natural reduz a densidade da praga para o nível inferior ao de dano econômico em cultivos, estabelecendo novo patamar de equilíbrio populacional, em sincronia com a praga.</span></span></p>
<h2>Densidade da praga e do inimigo natural</h2>
<p>Este efeito de dependência entre as densidades da praga e seu inimigo natural, por meio da interação trófica e da regulação das populações, está relacionado, com cinco características principais das espécies envolvidas:</p>
<ol>
<li><strong>Densidade da presa</strong>;</li>
<li><strong>Densidade do inimigo natural</strong> (predador ou parasitoide);</li>
<li><strong>Características do ambiente</strong> (por exemplo, número e variedade de alimento ou hospedeiro alternativo);</li>
<li><strong>Características da praga</strong> (por exemplo, seus mecanismos de defesa);</li>
<li><strong>Características do inimigo natural</strong> (por exemplo, técnicas de ataque).</li>
</ol>
<p>Duas dessas variáveis, densidade da praga e densidade do inimigo natural, são características fundamentais em qualquer relação trófica e dão origem a dois componentes básicos para avaliar se a interação é dependente das densidades: a resposta numérica e a resposta funcional do predador.</p>
<p>As interações entre pragas e inimigos naturais auxilia no entendimento dos diferentes mecanismos que regulam o controle natural, sendo essa compreensão fundamental para o uso bem sucedido e seguro do controle biológico.</p>
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		<title>Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 15:16:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos. As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos.</p>
<p>As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">nematoides</a></strong>. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. <strong>Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.</strong></p>
<p>O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<p>Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada &#8211; quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">aplicações de fungicidas</a></strong>, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.</p>
<p>O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.</p>
<p>Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.</p>
<h2>Principais doenças da soja</h2>
<ul>
<li>Antracnose;</li>
<li>Cancro da haste;</li>
<li>Doença de final de ciclo &#8211; DFC;</li>
<li>Ferrugem asiática;</li>
<li>Mancha-alvo;</li>
<li>Mancha olho-de-rã;</li>
<li>Míldio;</li>
<li>Mofo-branco;</li>
<li>Oídio;</li>
<li>Podridão vermelha da raiz;</li>
<li>Nematoide de cisto;</li>
<li>Nematoide das galhas;</li>
<li>Nematoide das lesões radiculares;</li>
<li>Nematoide da haste verde da soja.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>1. Antracnose</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador:</strong> <i>Colletotrichum truncatum, C. sojae, C. plurivorum.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a <strong>queda e o apodrecimento de vagens</strong>. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">enchimento de grãos (R5 e R6)</a></strong>, as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.</p>
<h3>Manejo da antracnose</h3>
<p>O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.</p>
<h2>2. Cancro da haste</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i><span style="font-weight: 400;">Diaporthe aspalathi; D. caulivora.</span></i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para <strong>lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras,</strong> alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As <strong>folhas ficam amareladas e com necrose</strong> entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.</span></p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.</span></p>
<h3>Disseminação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.</span></p>
<h3>Manejo do cancro da haste</h3>
<p>As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).</p>
<h2>3. Doença de final de ciclo &#8211; DFC</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>
<ul>
<li>Crestamento foliar: <i>Cercospora kikuchii;</i></li>
<li>Mancha-parda:<i> Septoria glycines.</i></li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><i>Cercospora kikuchii</i> pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.</p>
<p>Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam <strong>grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura</strong>, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.</p>
<p>Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.</p>
<p>Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.</p>
<p>Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.</p>
<p>Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.</p>
<p>Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.</p>
<p>Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>Sobrevivem em restos culturais.</p>
<h3>Manejo da mancha-parda e do crestamento foliar</h3>
<p>Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.</p>
<p>O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas &#8211; os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de <i>C. kikuchii,</i> com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.</p>
<h2>4. Ferrugem asiática</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Phakopsora pachyrhizi.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados <strong>em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.</strong></p>
<p>Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.</p>
<p>Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por <strong>minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada</strong>, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.</p>
<h3>Manejo da ferrugem asiática</h3>
<p>As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:</p>
<ol>
<li>Eliminação de plantas voluntárias de soja e ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias);</li>
<li>Utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares resistentes;</a></strong></li>
<li>Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada;</li>
<li>Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, intensificando no fechamento das entrelinhas, associado à utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.</li>
</ol>
<p>Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).</p>
<p>Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44020 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr.webp" alt="Banner Curso Descobrindo a Produção de Grãos" width="1024" height="344" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr-300x101.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr-768x258.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr-370x124.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr-270x91.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr-740x249.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-cl-agr-150x50.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>5. Mancha-alvo</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Corynespora cassiicola.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.</p>
<p>As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.</p>
<p>Geralmente, as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo</a></strong>. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O fungo <i>C. cassiicola</i> pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.</p>
<h3>Manejo da mancha-alvo</h3>
<p>Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.</p>
<p>Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.</p>
<h2>6. Mancha olho-de-rã</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Cercospora sojina.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para <strong>manchas com centros de coloração castanho-claro</strong> na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.</p>
<h3>Manejo da mancha olho-de-rã</h3>
<p>A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de <i>C. sojina</i>.</p>
<h2>7. Míldio</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Peronospora manshurica.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os sintomas nas folhas iniciam por <strong>lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa</strong>. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.</p>
<h3>Manejo do míldio</h3>
<p>Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.</p>
<h2>8. Mofo-branco</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Sclerotinia sclerotiorum.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os primeiros sintomas são <strong>manchas aquosas</strong>, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.</p>
<p>O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.</p>
<p>Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.</p>
<h3>Manejo do mofo-branco</h3>
<p>Deve-se realizar o manejo do mofo-branco pela integração de medidas de controle, tais como:</p>
<ul>
<li>Utilização de <strong>sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas</strong>;</li>
<li>Formação de palhada para cobertura uniforme do solo, preferencialmente com gramíneas;</li>
<li><strong>Rotação e/ou sucessão</strong> com culturas não hospedeiras;</li>
<li>Escolha de cultivares com arquitetura, que favoreça boa aeração entre as plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;</li>
<li>População de plantas e espaçamento entrelinhas adequados às cultivares;</li>
<li>Emprego de <strong>controle químico</strong>, com pulverizações foliares de fungicidas principalmente no início da floração até início da formação de vagens;</li>
<li>Emprego do <strong>controle biológico</strong> por meio de infestação do solo com agentes antagonistas;</li>
<li>Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização em área infestada para evitar a disseminação de escleródios.</li>
</ul>
<h2>9. Oídio</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Erysiphe diffusa.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.</p>
<h3>Manejo do oídio</h3>
<p>O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.</p>
<h2>10. Podridão vermelha da raiz</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Fusarium brasiliense, F. crassistipitatum, F. tucumaniae.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/" target="_blank" rel="noopener">sintoma de infecção na raiz</a></strong> inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.</p>
<p>Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.</p>
<h3>Manejo da podridão vermelha da raiz</h3>
<p>Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.</p>
<h2>11. Nematoide de cisto</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Heterodera glycines.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><strong>Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes</strong>, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.</p>
<p>Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.</p>
<p>Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.</p>
<p>Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.</p>
<h3>Manejo do nematoide de cisto</h3>
<p>Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.</p>
<p>Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.</p>
<h2>12. Nematoide das galhas</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Meloidogyne </i>spp.</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.</p>
<h3>Manejo do nematoide das galhas</h3>
<p>A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de <i>Meloidogyne</i>.</p>
<h2>13. Nematoide das lesões radiculares</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <em>Pratylenchus brachyurus</em>.</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><strong>As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical</strong>, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p><i>Pratylenchus brachyurus</i> também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.</p>
<p>E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.</p>
<h3>Manejo do nematoide das lesões radiculares</h3>
<p>Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)&lt;1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.</p>
<p>Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.</p>
<h2>14. Nematoide da haste verde da soja</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Aphelenchoides besseyi.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>As plantas apresentam <strong>folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar.</strong> Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.</p>
<h3>Manejo do nematoide da haste verde da soja</h3>
<p>Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.</p>
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		<title>E-book Como obter sucesso no plantio de grãos?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-obter-sucesso-no-plantio-de-graos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 13:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[colheita]]></category>
		<category><![CDATA[e-book]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O momento do plantio é a etapa crucial para obter o maior potencial produtivo da lavoura. Quando se faz a semeadura no número correto de sementes, atingindo a distância ideal entre elas, na profundidade recomendada para a cultura, com a umidade apropriada do solo, o sucesso da lavoura está encaminhado. Com certeza, há a influência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O momento do <strong>plantio é a etapa crucial para obter o maior potencial produtivo da lavoura</strong>. Quando se faz a semeadura no número correto de sementes, atingindo a distância ideal entre elas, na profundidade recomendada para a cultura, com a umidade apropriada do solo, o sucesso da lavoura está encaminhado.</p>
<p>Com certeza, há a influência do clima, bem como o manejo da adubação, pragas e doenças, os quais irão interferir no decorrer da safra, mas ao acertar o plantio, o produtor deverá se preocupar em reduzir as perdas que irão acontecer durante o ciclo.</p>
<p>Dessa forma, o <strong>investimento</strong> nessa fase inicial traz muitos <strong>resultados positivos</strong> para o produtor, tais como:</p>
<ul>
<li>Aumento na eficiência do uso dos recursos disponíveis (água, nutrientes e luz);</li>
<li>Crescimento homogêneo das plantas;</li>
<li>Lavoura sem plantas duplas e falhas;</li>
<li>Menor desenvolvimento de <strong>plantas daninhas</strong>.</li>
</ul>
<p>Essas características além de beneficiar a colheita ainda aumentam a produção individual por plantas, por isso é preciso investir em maquinário correto e em mão de obra qualificada.</p>
<p>Neste e-book, você descobrirá <strong>como ter sucesso garantido e aumentar os lucros da sua produção</strong>.</p>
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		<title>Gestão de pessoas para obter melhores resultados no agronegócio</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/gestao-de-pessoas-no-agronegocio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2022 19:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GESTÃO]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O setor de agronegócio desempenha um papel vital na alimentação global e na economia de muitos países. No entanto, por trás do sucesso das colheitas e do fornecimento de alimentos, há uma força invisível, mas essencial: as pessoas. A gestão eficaz de recursos humanos no agronegócio é crucial para o crescimento sustentável, a produtividade e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor de agronegócio desempenha um papel vital na alimentação global e na economia de muitos países. No entanto, por trás do sucesso das colheitas e do fornecimento de alimentos, há uma força invisível, mas essencial: as pessoas.</p>
<p>A <strong>gestão eficaz de recursos humanos no agronegócio</strong> é crucial para o crescimento sustentável, a produtividade e a inovação no campo.</p>
<h2>Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O desafio da gestão de pessoas é a <strong>maior dificuldade enfrentada no agronegócio</strong>.</li>
<li>É fundamental contratar pessoas alinhadas com os valores da empresa.</li>
<li>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-pessoas-em-fazendas-voce-esta-fazendo-do-jeito-certo/" target="_blank" rel="noopener">gestão de pessoas</a></strong> envolve criar um ambiente agradável e promover o engajamento dos colaboradores.</li>
<li>O desenvolvimento e a qualificação dos gestores são essenciais para o bom funcionamento da equipe.</li>
<li>O desligamento de colaboradores deve ser planejado e executado imediatamente após a decisão.</li>
</ul>
<p>Este <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/category/webinar/" target="_blank" rel="noopener">Webinar</a></strong> reuniu Emerson Alvarenga, Régis Henrique e Alexandra Othero, que fazem parte do nosso Núcleo de Gestão para falar sobre o tema.</p>
<p>Clique no botão abaixo e acompanhe esse incrível conteúdo!</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-de-pessoas-para-obter-melhores-resultados-no-agronegocio?utm_campaign=mkt-materiais-gestao&amp;utm_source=pagina-webinar-gestao-de-pessoas-no-agronegocio&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27157 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/banner-webinar-gestao-pessoas-agronegocio.jpg" alt="Webinar Gestão de pessoas para obter melhores resultados no agronegócio" width="1290" height="329" /></a></p>
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		<title>Fungicidas agrícolas: quais são os tipos e como aplicar na sua lavoura?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 16:53:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[fungicidas]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[inseticidas]]></category>
		<category><![CDATA[pragas]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem vive da agricultura, com certeza já se deparou com doenças fúngicas e pragas. O controle, de modo geral, é feito por meio de fungicidas e inseticidas. No entanto, como saber qual o ideal para sua lavoura? Primeiramente, o que é fungicida e inseticida? A pergunta parece bem simples, porém, dentre os grupos, possuem diversas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vive da agricultura, com certeza já se deparou com <strong>doenças fúngicas e pragas</strong>. O controle, de modo geral, é feito por meio de <strong>fungicidas e inseticidas.</strong> No entanto, como saber qual o ideal para sua lavoura?</p>
<p>Primeiramente, o que é fungicida e inseticida? A pergunta parece bem simples, porém, dentre os grupos, possuem diversas classes.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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region: "na1",
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</script></p>
</div>
<h2>Fungicida ou inseticida: veja as diferenças</h2>
<ul>
<li><strong>Fungicida</strong>: é um defensivo agrícola usado para controlar ou acabar com fungos que atacam e reduzem produtividades em plantas.</li>
<li><strong>Inseticida</strong>: de modo geral, são substâncias químicas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-biologico-de-pragas-agricolas/">biológicas</a></strong> usadas para controle e combate de<strong> <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">insetos-pragas</a></strong> que causam prejuízos às lavouras. Agem em todas as fases do inseto.</li>
</ul>
<p>Só para a soja, são registrados mais de 350 tipos de fungicidas e mais de 340 em inseticidas.</p>
<p>Há aqueles indicados para tratamento de sementes, os preventivos, os que agem diretamente na planta, e muitos outros. Por isso, é importante entender como é a ação desse tipo de defensivo em sua lavoura.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Fungicidas protetores x sistêmicos</h2>
<p>De modo geral e informal, as pessoas costumam dividir os <strong>fungicidas</strong> entre aqueles que são <strong>protetores</strong> e aqueles que são <strong>sistêmicos</strong>.</p>
<p>Nosso antigo coordenador, facilitador e consultor Geraldo Gontijo, que também é mestre em Fitotecnia, com ênfase em vários cereais, como a soja e o milho, explica sobre os tipos de fungicidas no vídeo abaixo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="TIPOS DE FUNGICIDAS UTILIZADOS NAS LAVOURAS DE GRÃOS | Por Dentro do Ensino - Grãos" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/gksgwgW2Vus?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Se analisarmos de forma mais simplificada, os fungicidas do tipo protetor são aqueles com ações mais superficiais, enquanto os sistêmicos, são aqueles que agem mais profundamente na planta. No entanto, é muito comum ter confusão quanto aos sistêmicos, é o que explica Geraldo:</p>
<p style="text-align: left;"><em>“É comum muitos pensarem que quando um determinado produto possui ação sistêmica, consegue se translocar de uma folha para a outra. Na verdade, todas as vezes em que falamos de sistematicidade, tanto de fungicida quanto de inseticida, é uma sistematicidade baixa!”</em></p>
<p>E isso está atrelado ao vaso condutor o qual o fungicida irá agir.</p>
<h2>Prevenção como método de combate</h2>
<p>Soja e milho são culturas de alta intensidades produtivas, possuindo mais de uma safra ao ano. Isso significa que qualquer cuidado é pouco.</p>
<p>Aliás, dependendo da doença, pragas ou até mesmo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">planta daninha</a></strong> que surgir na lavoura, pode ocasionar mais de 80% de perdas. Dependendo da severidade, pode dar perda total e o produtor ter prejuízos grandiosos.</p>
<p>O melhor é sempre a prevenção do que o combate. Claro que quando o agente causal de dano surgir, é preciso agir, mas antecipar isso, deixando suas lavouras protegidas, pode ser a chave para a lucratividade garantida.</p>
<p>Por conta disso, é preciso saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela está propensa a passar ou mesmo tomar a decisão segura de qual o melhor insumo para sua região, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda.</p>
<h2>Transforme a forma como você realiza a pulverização na sua lavoura!</h2>
<p>A má aplicação de defensivos pode representar perdas de até 50% na lavoura, um prejuízo que impacta diretamente a produtividade e o seu bolso. Mas isso pode ser evitado com conhecimento técnico e práticas eficientes no campo.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/pulverizacao-perfeita-mais-produtividade-e-menos-desperdicio?utm_campaign=materiais-cl-ppg&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Online Pulverização Perfeita: Mais Produtividade e Menos Desperdício</a></strong>, você vai aprender como otimizar cada aplicação, reduzir desperdícios e obter os melhores resultados com técnicas modernas e de fácil implementação. O conteúdo é direto ao ponto, prático e ensinado por especialistas com vasta experiência no setor agrícola.</p>
<p>Prepare-se para tomar decisões mais assertivas e elevar o nível da sua produção!</p>
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<p>Autoria: Artigo produzido pela equipe técnica Rehagro Grãos.</p>
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		<title>Produção de milho no Brasil e no mundo: principais dados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 16:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O milho é uma das culturas mais estratégicas da agricultura global. Além de sua importância como alimento humano e animal, tornou-se essencial para a produção de biocombustíveis e diversos produtos industriais. Nas últimas décadas, a cultura se expandiu rapidamente em produtividade e área, impulsionada pela adoção tecnológica e pela crescente demanda internacional. Este artigo traz [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O milho é uma das <strong>culturas mais estratégicas da agricultura global</strong>. Além de sua importância como alimento humano e animal, tornou-se essencial para a produção de biocombustíveis e diversos produtos industriais.</p>
<p>Nas últimas décadas, a cultura se expandiu rapidamente em produtividade e área, impulsionada pela adoção tecnológica e pela crescente demanda internacional. Este artigo traz um panorama atualizado sobre a produção mundial e brasileira de milho, abordando os principais países produtores, tendências de mercado e perspectivas para os próximos anos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</div>
<h2>Produção mundial de milho: panorama atual</h2>
<p>De acordo com o <strong>Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)</strong>, a produção global de milho deve atingir <strong>1,26 bilhão de toneladas</strong> na safra 2025/26, mantendo o crescimento estável das últimas décadas.</p>
<p>Os <strong>Estados Unidos</strong> seguem como o maior produtor, com cerca de <strong>370 milhões de toneladas</strong>, seguidos por <strong>China (285 Mt)</strong>, <strong>Brasil (120 Mt)</strong>, <strong>Argentina (55 Mt)</strong> e <strong>Ucrânia (30 Mt)</strong>.</p>
<p>A <strong>Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)</strong> destaca que o milho responde por quase <strong>40% da produção global de grãos</strong> e continuará sendo a cultura mais cultivada do planeta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39926" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial.png" alt="Gráfico principais produtores de milho" width="1600" height="1000" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial.png 1600w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-300x188.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-1024x640.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-768x480.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-1536x960.png 1536w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-370x231.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-270x169.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-740x463.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao_milho_mundial-150x94.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<h2>Comércio internacional: exportadores e importadores</h2>
<p>O milho é um dos produtos agrícolas mais comercializados do mundo, embora apenas cerca de <strong>15% da produção global</strong> seja exportada. A maior parte é consumida internamente pelos próprios produtores.</p>
<p>Os <strong>principais exportadores em 2025</strong> são:</p>
<ul>
<li><strong>Estados Unidos:</strong> aproximadamente 32% das exportações mundiais;</li>
<li><strong>Brasil:</strong> 28%;</li>
<li><strong>Argentina:</strong> 18%;</li>
<li><strong>Ucrânia:</strong> 9%.</li>
</ul>
<p>Do lado da demanda, os <strong>principais importadores</strong> incluem <strong>México</strong>, <strong>Japão</strong>, <strong>Vietnã</strong>, <strong>Egito</strong> e <strong>União Europeia</strong>. A <strong>China</strong>, que vinha reduzindo suas importações nos últimos anos, voltou a comprar volumes expressivos devido à recomposição de estoques e à demanda para rações.</p>
<h2>Fatores que impulsionam o crescimento global</h2>
<ol>
<li><strong>Avanço genético e biotecnologia: </strong>Novos híbridos mais produtivos e tolerantes ao estresse hídrico vêm ampliando a produtividade em países tropicais.</li>
<li><strong>Expansão da área cultivada no Hemisfério Sul: </strong>O Brasil e a Argentina ampliaram significativamente a segunda safra (safrinha), aproveitando a janela após a soja.</li>
<li><strong>Demanda crescente por ração animal: </strong>O aumento da produção de aves e suínos, especialmente na Ásia, impulsiona o consumo global de milho.</li>
<li><strong>Uso industrial e energético: </strong>Países como <strong>Estados Unidos</strong> e <strong>Brasil</strong> expandem o uso do milho para <strong>etanol de segunda geração</strong>, diversificando o destino do grão.</li>
<li><strong>Agricultura digital e manejo de precisão: <a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/">Sensores</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/drones-na-agricultura/">drones</a></strong>, imagens de satélite e softwares de previsão de colheita têm contribuído para decisões mais assertivas e redução de perdas.</li>
</ol>
<h2>O Brasil no cenário mundial do milho</h2>
<p>O Brasil consolidou-se como <strong>terceiro maior produtor e segundo maior exportador de milho</strong> do mundo. Segundo a <strong>CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento)</strong>, a produção da safra 2024/25 deve alcançar <strong>119,7 milhões de toneladas</strong>, podendo ultrapassar <strong>122 milhões</strong> com o bom desempenho da segunda safra.</p>
<p>Os principais estados produtores são:</p>
<ul>
<li><strong>Mato Grosso:</strong> responsável por cerca de 35% da produção nacional;</li>
<li><strong>Paraná</strong>, <strong>Goiás</strong> e <strong>Mato Grosso do Sul</strong> vêm em seguida;</li>
<li><strong>Minas Gerais</strong> e <strong>Bahia</strong> também ampliam participação com sistemas integrados.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Desafios internos</h3>
<p>Apesar do crescimento, o Brasil ainda enfrenta gargalos importantes:</p>
<ul>
<li><strong>Infraestrutura e logística:</strong> o transporte do milho das regiões produtoras até os portos do Arco Norte e Sul ainda é um dos principais custos da cadeia;</li>
<li><strong>Custo de fertilizantes:</strong> a dependência de importações torna o setor vulnerável às oscilações internacionais;</li>
<li><strong>Variabilidade climática:</strong> eventos extremos, como secas e excesso de chuvas, têm exigido estratégias de mitigação e adoção de híbridos mais tolerantes;</li>
<li><strong>Competição por área com a soja:</strong> a integração das duas culturas exige planejamento técnico para manter rentabilidade.</li>
</ul>
<p>Mesmo com esses desafios, o país deve manter forte presença nas exportações, impulsionado pela demanda global e pela competitividade logística crescente (especialmente com novos terminais portuários no Norte e Nordeste).</p>
<h2>Perspectivas para os próximos anos</h2>
<h3>Crescimento sustentado da demanda global</h3>
<p>A tendência é de aumento contínuo no consumo de milho, especialmente em países emergentes. O setor de rações e biocombustíveis seguirá como principal motor dessa expansão.</p>
<h3>Adoção crescente de tecnologias digitais</h3>
<p>A agricultura 5.0, com monitoramento remoto, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-agricultura/">inteligência artificial</a></strong> e análise preditiva, será determinante para elevar produtividade e eficiência.</p>
<h3>Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)</h3>
<p>Sistemas integrados devem ganhar força, permitindo maior aproveitamento de áreas e sustentabilidade produtiva.</p>
<h3>Clima e sustentabilidade</h3>
<p>A pressão por cadeias produtivas sustentáveis será crescente. O uso racional de água, fertilizantes e energia será diferencial competitivo para produtores e exportadores.</p>
<h3>Expansão do etanol de milho no Brasil</h3>
<p>O segmento cresce em ritmo acelerado. Em 2024, mais de 20% do etanol produzido no país já veio do milho, e a expectativa é de expansão contínua nos próximos cinco anos.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O milho segue como <strong>pilar estratégico do agronegócio mundial</strong> e, especialmente, do brasileiro. A consolidação do país como grande exportador, aliada ao avanço tecnológico e à expansão da segunda safra, reforça o papel do Brasil como protagonista no abastecimento global de grãos.</p>
<p>No entanto, para sustentar o crescimento e a competitividade, será fundamental <strong>investir em tecnologia, infraestrutura e gestão técnica, </strong>áreas em que profissionais capacitados e consultores especializados desempenham papel essencial.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
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<p>Autoria: Artigo produzido pela equipe técnica Rehagro Grãos.</p>
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		<title>Germinação de sementes: como esse processo ocorre?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 20:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[germinação]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A germinação é o ponto central de qualquer agricultura e a semente é o insumo primordial, principalmente em casos de cereais. Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e plantas daninhas e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A germinação é o ponto central de qualquer agricultura e a semente é o insumo primordial, principalmente em casos de cereais.</p>
<p>Muitos produtores seguem o ciclo comum de: plantar a semente em solo fértil; irrigar; manejar pragas, doenças e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> e, por fim, colhem. No entanto, se a semente não germinar, não adiantará de nada os demais processos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como ocorre a germinação de sementes?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conseguir visualizar o “nascimento” de uma plântula, quando a semente se rompe e inicia seu desenvolvimento, emitindo a primeira estrutura, que é a radícula, é realmente incrível.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10786 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/fenologia-do-milho.jpg" alt="Estrutura da fenologia do milho" width="266" height="300" /><span style="font-size: 10pt;">Fenologia do milho. Fonte: Pioneer Sementes</span></p>
<p>Essa, porém, é apenas a parte visual externa, pois <strong>o mais importante ocorre internamente com substâncias, hormônios e transformações.</strong></p>
<p>Todo o processo inicia com a entrada da água no embrião de uma semente. É o que explica Evandro Fagan, que é professor e pesquisador de fisiologia da produção do Rehagro.</p>
<p><em>“Quando a água entra, ela ativa a giberelina, que está na estrutura do embrião.”</em> — pontua Evandro.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="FISIOLOGIA DA GERMINAÇÃO DA SEMENTE: COMO OCORRE O PROCESSO? | Por Dentro do Ensino - Grãos" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/TOYU8SQOEnA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A giberelina é um tipo de hormônio vegetal que ajuda a regular diversos processos de desenvolvimento, então ela tem forte papel na germinação. Esse hormônio ainda ativa enzimas igualmente importantes para o processo.</p>
<p>A emissão da radícula só ocorre quando outro processo, dependente da giberelina e da ativação de enzimas, ocorre.</p>
<p>Evandro exemplifica com uma monocotiledônea, como o milho, e também mostra com uma dicotiledônea, como a soja. Os processos são parecidos, mas possuem suas diferenças.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/" target="_blank" rel="noopener">produção de grãos</a></strong> depende de muitos fatores, inclusive que vão além da lavoura. No entanto, entender detalhadamente o processo inicial do desenvolvimento de qualquer cultura agrícola, pode fazer toda a diferença.</p>
<p>Nesse caso da germinação, por exemplo, deixa claro a importância da disponibilidade de água nesse início. Mostra também que o processo diverge de acordo com o tipo de semente.</p>
<p>Entender cada fase de cada processo com propriedade de conhecimento, pode ser o que resultará em colheitas fartas depois, ou no manejo mais adequado em cada etapa do processo. E, claro, isso pode te destacar no mercado, seja como produtor ou especialista do setor.</p>
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<p>Autoria: Artigo produzido pela equipe técnica Rehagro Grãos.</p>
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		<item>
		<title>Drones na agricultura: veja as aplicações e os benefícios</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/drones-na-agricultura/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/drones-na-agricultura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 15:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mapas]]></category>
		<category><![CDATA[planta]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Informações obtidas por sensoriamento remoto apresentam importância cada vez maior entre as ciências agrárias e geociências. Dentre as vantagens do sensoriamento remoto, destacam-se: Baixo custo para obter informações espacialmente contínuas e em escalas local, regional ou global; Possibilidade de gerar estimativas de parâmetros biofísicos/bioquímicos da vegetação com base em modelos físicos ou empíricos; O fato [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Informações obtidas por sensoriamento remoto apresentam importância cada vez maior entre as ciências agrárias e geociências.</p>
<p>Dentre as <strong>vantagens do sensoriamento remoto</strong>, destacam-se:</p>
<ul>
<li>Baixo custo para obter informações espacialmente contínuas e em escalas local, regional ou global;</li>
<li>Possibilidade de gerar estimativas de parâmetros biofísicos/bioquímicos da vegetação com base em modelos físicos ou empíricos;</li>
<li>O fato de não requerer intervenção no ambiente (não destrutivo);</li>
<li>Apresentar viabilidade econômica e de tempo de execução.</li>
</ul>
<p>Ao integrar um <strong>potencial de alta resolução espacial</strong> com uma grande repetitividade, os drones podem acompanhar de forma adequada a fenologia de culturas agrícolas, demandas dos processos de manejo da lavoura e qualificar a tomada de decisões.</p>
<p>Fixando as condições das câmeras, a escala cartográfica de uma imagem de drone pode equivaler a uma resolução espacial de poucos centímetros a decímetros, dependendo da altura do voo.</p>
<p>Esse é um dos pontos mais atrativos dos dados de drone considerando a demanda das aplicações desses produtos na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/" target="_blank" rel="noopener">agricultura de precisão</a></strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>A importância dos índices de vegetação</h2>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indices-de-vegetacao-na-agricultura/" target="_blank" rel="noopener">índices de vegetação</a></strong> representam um dos principais produtos gerados a partir das imagens multiespectrais/hiperespectrais adquiridas por meio de drones.</p>
<p>Em geral, operações algébricas são aplicadas para promover esse realce, numa base pixel-a-pixel. Independente do índice e da escala que forma abordado, devemos sempre procurar trabalhar com os dados de reflectância de superfície.</p>
<p>Os números digitais presentes nas imagens devem ser transformados em reflectância para evitar os erros associados a discretização diferenciada de cada banda. A reflectância (efetivamente o fator de reflectância) é uma propriedade do alvo e assim, comparações podem ser feitas em séries históricas de dados de um sensor.</p>
<p>Os índices de vegetação são utilizados para caracterizar a dinâmica da vegetação e para estimar parâmetros biofísicos como o índice de área foliar.</p>
<p>Em tese, o índice de vegetação ideal deveria maximizar a resposta do verdor da vegetação e minimizar a influência dos fatores não desejados (exemplos: efeitos direcionais, atmosfera, contribuição do substrato). Devido ao processo de normalização de boa parte dos índices, espera-se reduzir a influência das diferenças na resolução espacial e espectral dos sensores.</p>
<p>A identificação e o monitoramento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> são necessários, pois cada espécie apresenta seu potencial de estabelecimento e sua agressividade, sendo sua interferência diferente entre as culturas. A identificação correta de plantas daninhas permite compactuar com o manejo integrado de plantas daninhas e ainda monitorar as espécies tolerantes na área.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Agricultura de precisão no uso de defensivos agrícolas</h2>
<p><strong>No manejo de plantas daninhas, a agricultura de precisão permite o gerenciamento local das culturas.</strong></p>
<p>Atualmente os drones, possibilitam fazer levantamentos nas áreas agrícolas, permitindo, assim, o uso de agricultura de precisão para o posterior manejo do sistema agrícola e das ações de melhor manejo.</p>
<p>O uso desta tecnologia no manejo de plantas daninhas tem se mostrado eficiente, com <strong>redução entre 40 a 60% no número de aplicações de herbicidas</strong>.</p>
<p>Entre as mais diversas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/" target="_blank" rel="noopener">técnicas de aplicação de defensivos agrícolas</a></strong> que são encontradas no mercado, as que mais se destacam são as que se baseiam no princípio de fracionamento hidráulico das gotas. Quando se observa somente o modo cujo defensivo agrícola atua sobre o alvo, é errôneo, pois não se observar a técnica de aplicação de defensivos podem acarretar a contaminação do ambiente.</p>
<p>Para os aplicadores, um dos maiores desafios é minimizar essa contaminação ambiental, devido à forte pressão que a sociedade tem colocado, a fim de uma produção agrícola socialmente sustentável e ambientalmente segura. As aplicações com essas características são conseguidas, com o domínio da técnica de aplicação e a correta escolha da ponta de pulverização.</p>
<p>Atualmente, <strong>a tendência é a redução do volume de pulverização</strong>, pois adotando esse procedimento, se reduz o número de reabastecimentos, e como consequência, há redução do volume de água necessário para as operações, aumentando então, a capacidade operacional.</p>
<p>Têm-se observado a aplicação de baixos volumes e a redução do diâmetro de gotas, fatores estes que, apresentam maiores capacidades de coberturas atingindo então as diversas partes do alvo com maior facilidade.</p>
<h2>Benefícios da pulverização com drones</h2>
<p><strong>Os drones voltados para a pulverização, são equipamentos capazes de operar em áreas de difícil acesso e em locais que aviação agrícola não consegue atuar. </strong></p>
<p>Os gastos com insumos se reduzem em até 80%, otimizando recursos e aplicando defensivos no momento e local correto, além dos impactos ambientais serem reduzidos.</p>
<p>Esses equipamentos podem atender tanto pequenas culturas quanto grandes, em situações que, pulverização com aviões não é viável economicamente, e em áreas de risco, que podem ser próximas à rede elétrica e árvores.</p>
<p>As aplicações realizadas de maneira aérea, não se diferem das aplicações com equipamentos terrestres. O uso da tecnologia aérea se apresenta como mais econômica e vantajosa, uma vez que reduz o tempo da aplicação e que, o produto pode ser aplicado em condições adversas de solos irrigados ou encharcados, possibilitando assim, maior qualidade e uniformidade de aplicação, que não provoca danos seja de amassar a cultura ou compactação de solo.</p>
<p><strong>No processo de produção agrícola, a aplicação de defensivos agrícolas é um dos mais exigentes</strong>, pois além de atender a área de cultivo, existem os cuidados com a preservação do meio ambiente.</p>
<p>Uma máquina sofisticada terá pouco valor, se sua operação não seguir as especificações técnicas. Já é possível utilizar um drone tipo avião para mapear uma grande lavoura e assim, gerar mapas com o posicionamento de focos de plantas daninhas, e assim, pulverizar com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener">herbicidas</a></strong> utilizando o drone multirotor nestes locais em dois ou três dias.</p>
<p>A economia de herbicidas chega em até 95%, em relação à pulverização de uma área total.</p>
<h2>Domine a agricultura de precisão e leve mais eficiência para sua produção de grãos!</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/passo-a-passo-na-agricultura-de-precisao-em-graos?utm_campaign=materiais-cl-apg&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Agricultura de Precisão na Produção de Grãos</a></strong> é 100% online, objetivo e voltado para a prática, ideal para profissionais que querem aprofundar seus conhecimentos com base em situações reais.</p>
<p>Se você quer entender, de forma clara e aplicada, como utilizar mapas, sensores, softwares e dados agronômicos para tomar decisões mais assertivas no campo, este curso é pra você.</p>
<p>Aprenda com especialistas que vivem o campo no dia a dia e receba uma formação que vai direto ao ponto, com aplicabilidade imediata.</p>
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		<item>
		<title>Posicionamentos e resultados com o uso de herbicidas pré-emergentes em soja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 18:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[herbicidas]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este webinar trata sobre herbicidas pré-emergentes em soja, destacando sua importância e posicionamento adequado. Principais pontos do webinar Os herbicidas pré-emergentes são essenciais para controlar plantas daninhas e garantir a limpeza da área de plantio. A cultura da soja é particularmente sensível à competição com plantas daninhas, tornando o uso de herbicidas fundamental. O webinar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/">Posicionamentos e resultados com o uso de herbicidas pré-emergentes em soja</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este webinar trata sobre herbicidas pré-emergentes em soja, destacando sua importância e posicionamento adequado.</p>
<h2>Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>Os herbicidas pré-emergentes são essenciais para controlar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> e garantir a limpeza da área de plantio.</li>
<li>A cultura da soja é particularmente sensível à competição com plantas daninhas, <strong>tornando o uso de herbicidas fundamental.</strong></li>
<li>O webinar aborda as características, benefícios e oportunidades de uso dos <strong>herbicidas pré-emergentes</strong>.</li>
<li>A análise de dados e a escolha adequada dos herbicidas pré-emergentes são fundamentais para obter resultados eficazes e minimizar os riscos de intoxicação ou perda de produtividade.</li>
</ul>
<p>Quem está à frente da palestra é a Dra. Camila Pinho, pesquisadora e professora da UFRRJ.</p>
<p>Assista ao <strong>conteúdo na íntegra</strong>!</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/">Posicionamentos e resultados com o uso de herbicidas pré-emergentes em soja</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nitrogênio na fertilidade do solo: importância e manejo</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 13:42:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[nitrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nitrogênio (N) desempenha um papel fundamental na fertilidade das plantas. Raízes, caules e folhas são desenvolvidos, em partes, por ele. Na agricultura, em especial a de grãos, ele é o nutriente de maior demanda. As culturas, em geral, necessitam que o N₂ atmosférico seja modificado por meio de processos naturais ou em forma comercial [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/">Nitrogênio na fertilidade do solo: importância e manejo</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>nitrogênio (N)</strong> desempenha um papel fundamental na fertilidade das plantas. Raízes, caules e folhas são desenvolvidos, em partes, por ele. Na agricultura, em especial a de grãos, ele é o <strong>nutriente de maior demanda</strong>.</p>
<p>As culturas, em geral, necessitam que o N₂ atmosférico seja modificado por meio de processos naturais ou em forma comercial de fertilizantes nitrogenados.</p>
<p>Por meio de vários processos biológicos ou industriais de fixação, o N₂ atmosférico é transformado nas formas assimiláveis pelas plantas:</p>
<ol>
<li>Amônio (NH₄+);</li>
<li>Nitrato (NO₃₂-).</li>
</ol>
<p>Pode ser fixado também por organismos no solo e em nódulos nas raízes de leguminosas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que o nitrogênio é essencial para fertilidade do solo?</h2>
<p>O nitrogênio faz parte da composição de proteínas de plantas e animais. O valor nutricional dos alimentos que ingerimos depende, em grande parte, do fornecimento adequado deste nutriente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10564 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio.jpg" alt="Ciclo do Nitrogênio" width="401" height="354" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio.jpg 401w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-300x265.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-370x327.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-270x238.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-340x300.jpg 340w" sizes="auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px" /></p>
<p>O nitrogênio é exigido pelas culturas em <strong>maiores quantidades do que qualquer outro nutriente</strong>, exceto <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/" target="_blank" rel="noopener"><strong>potássio</strong> </a>(K).</p>
<p>Nitrato e amônio são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.</p>
<p>Embora a quantidade de nitrogênio armazenada na matéria orgânica do solo seja grande, a quantidade decomposta e disponível para absorção pela planta é relativamente pequena. Normalmente, essa decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta.</p>
<p>A matéria orgânica libera N lentamente e a taxa é controlada pela atividade microbiana do solo (influenciada por temperatura, umidade, pH e textura).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-deficiencia-nutricional-soja-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39627 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png" alt="Guia Sintomas de deficiência nutricional" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Suprimento e fontes de nitrogênio</h2>
<p>Em geral, estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo, são disponibilizados cerca de 20 kg/ha de N.</p>
<p>Um dos produtos da decomposição orgânica (mineralização) é o <strong>amônio</strong>, que pode ser retido pelo solo, absorvido pelas culturas ou convertido em nitrato. O nitrato é absorvido pelas plantas, lixiviado da zona radicular ou transformado em nitrogênio gasoso e perdido para a atmosfera.</p>
<p>Como a maioria dos solos não pode fornecer quantidades suficientes de nitrogênio para sustentar economicamente o crescimento ótimo e a qualidade da cultura, os fertilizantes comerciais são bastante usados para suplementar suas necessidades.</p>
<p>Esterco, lodo de esgoto e outros resíduos que são fontes de nitrogênio são aceitáveis também, quando disponíveis.</p>
<p>A escolha da fonte de nitrogênio correta deve ser baseada em fatores como:</p>
<ul>
<li>Disponibilidade;</li>
<li>Preço;</li>
<li>Cultura a ser adubada;</li>
<li>Época e método de aplicação;</li>
<li>Sistemas de produção e risco de perdas.</li>
</ul>
<p>Todas as fontes de nitrogênio necessitam de um manejo mais cuidadoso, para o aproveitamento máximo de seu potencial. Quando não manejados corretamente, todas as fontes de nitrogênio podem representar potencial dano ambiental, incluído acúmulo de nitrato em águas subterrâneas e superficiais.</p>
<h2>Fertilizantes nitrogenados</h2>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-fertilizante-nitrogenado/" target="_blank" rel="noopener">fertilizantes nitrogenados</a></strong> são os mais utilizados na agricultura e devido à necessidade da redução de suas perdas por volatilização quando aplicado em superfície, a ureia tornou-se o fertilizante convencional mais utilizado para o desenvolvimento de fertilizantes com eficiência aumentada. Eles podem ser classificados em três categorias:</p>
<ol>
<li>Estabilizados;</li>
<li>Liberação lenta;</li>
<li>Liberação controlada.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10565" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados.jpg" alt="Fertilizantes nitrogenados" width="550" height="550" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-300x300.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-150x150.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-768x768.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-370x370.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-270x270.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-740x740.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<h3>Fertilizantes nitrogenados convencionais</h3>
<p>Podem ser citados:</p>
<ul>
<li>Ureia;</li>
<li>Nitrato de amônio;</li>
<li>Sulfato de amônio;</li>
<li>Nitrato de cálcio;</li>
<li>MAP;</li>
<li>DAP, dentre outros.</li>
</ul>
<h3>Fertilizantes nitrogenados estabilizados</h3>
<p>Pode-se citar: a ureia tratada com aditivos para estabilização do nitrogênio. Sendo subdivididos em: aditivos para inibição da urease e aditivos para inibição da nitrificação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21406 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease.jpg" alt="Ação de inibidores de urease" width="300" height="300" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease-150x150.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease-270x270.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h3>Fertilizantes nitrogenados de liberação lenta ou quimicamente modificados</h3>
<p>São produtos de condensação da ureia com aldeídos.</p>
<h3>Fertilizantes nitrogenados de liberação controlada</h3>
<p>São fertilizantes nitrogenados convencionais, como a ureia, com alta solubilidade em água, aos quais são adicionados compostos para o recobrimento do grânulo que serve de barreira física e controla a passagem de nitrogênio por difusão.</p>
<h3>Diferença dos fertilizantes</h3>
<p>Existem diferenças conceituais entre as tecnologias quando são utilizados os termos <strong>liberação lenta e controlada</strong>.</p>
<ul>
<li>Os fertilizantes de liberação lenta não têm revestimento, como os fertilizantes de liberação controlada.</li>
<li>Diferenças nos preços, pois geralmente os fertilizantes de liberação controlada são mais caros em função do tipo e quantidade de revestimento utilizado no processo de produção.</li>
<li>Os fertilizantes de liberação controlada têm a taxa de liberação do nutriente influenciada basicamente pelo tipo e espessura de revestimento, temperatura, umidade do solo e precipitação pluviométrica.</li>
</ul>
<h2>Uso do nitrogênio no milho</h2>
<p>A necessidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cultura-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">adubação com nitrogênio</a></strong> é mais comum do que com quaisquer outros nutrientes. No caso do milho, é o nutriente de maior exigência e de maior <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custo</strong></a>.</p>
<p>No entanto, sabendo manejar adequadamente o nitrogênio, com base no uso de uma fonte certa, na dose certa, na época correta e no local certo, é possível otimizar a produtividade e o retorno da cultura. Simultaneamente, reduz os riscos de efeitos potencialmente negativos para o ambiente.</p>
<p>Um bom exemplo disso é a adoção de <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sistema de Plantio Direto</strong></a> (SPD), por fornecer biomassa à cultura e uma melhor ciclagem de nutrientes. No caso do milho de segunda safra, por exemplo, é comum no Brasil fazer consórcio com braquiária.</p>
<p>Sistemas como esse, trazem diversos benefícios, inclusive econômicos. Alinhar o fornecimento de nitrogênio, com um sistema de preservação e que ainda auxilia contra pragas e daninhas, pode ser promissor, vantajoso e rentável.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/">Nitrogênio na fertilidade do solo: importância e manejo</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Macroelementos essenciais às plantas e solos: saiba quais são e sua importância</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 12:51:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[planta]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para que uma planta tenha pleno desenvolvimento, ela precisa de: água, luz do sol e de um solo nutricionalmente adequado. Claro que sempre existirão exceções, mas de modo geral, essa é a base. A demanda nutricional depende de muitos fatores, dentre os quais podemos citar: Tipo da cultivar; Época de aplicação; Quantidade de nutriente disponível [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para que uma planta tenha pleno desenvolvimento, ela precisa de: água, luz do sol e de um solo nutricionalmente adequado. Claro que sempre existirão exceções, mas de modo geral, essa é a base.</p>
<p>A demanda nutricional depende de muitos fatores, dentre os quais podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tipo da cultivar;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Época de aplicação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Quantidade de nutriente disponível no solo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">O tipo de nutriente que essa cultivar requer.</li>
</ul>
<p>Sobre os 2 últimos, o solo acaba tendo um foco, afinal ele atua como reservatório de minerais necessários às plantas. Para saber a composição, é preciso fazer, ao menos, uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>análise de solo</strong></a>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como funciona a absorção de nutrientes e o papel da adubação</h2>
<p>O sistema é aberto, pois os elementos são constantemente removidos de um lado, a uma fase sólida (reservatório) e acumulados no outro, a planta.</p>
<p>A solução do solo é o compartimento de onde a raiz retira ou absorve os elementos essenciais.</p>
<p>Quando a fase sólida (matéria orgânica + minerais) não consegue transferir para a solução do solo quantidades adequadas de um nutriente qualquer, é necessária sua aplicação mediante o emprego do fertilizante, que contém o elemento em falta.</p>
<p>Na prática, <strong>a adubação consiste em cobrir a diferença entre a quantidade do nutriente exigida pela planta e o fornecimento pelo solo</strong>, multiplicado por um fator, para compensar as perdas do adubo, ocasionadas principalmente quando o pH do solo encontra-se fora da faixa adequada.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estabelecer a essencialidade dos elementos é muito mais complexo do que apenas a análise química. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plantas absorvem do solo, sem muita discriminação, os elementos essenciais, os benéficos e os tóxicos, podendo estes últimos, inclusive, levá-las à morte. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Macroelementos nas plantas e no solo</h2>
<h3>Nitrogênio (N)</h3>
<p>O N é exigido pelas culturas em maiores quantidades do que qualquer outro nutriente, exceto potássio (K). Nitrato e amônio inorgânicos são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21391 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-3.jpg" alt="Fórmulas químicas do Nitrato, Amônio e Nitrato de Amônio" width="517" height="185" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-3.jpg 517w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-3-300x107.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-3-370x132.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-3-270x97.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-3-150x54.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fórmulas químicas do Nitrato, Amônio e Nitrato de Amônio &#8211; Fonte: Sandy Azevedo</span></span></p>
<p>A quantidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">nitrogênio</a> </strong>armazenada na matéria orgânica do solo, apresenta pouca quantidade decomposta e disponível para as culturas.</p>
<p>Normalmente a decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta. Estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo são disponibilizados 20kg/ha de N.</p>
<h3>Fósforo (P)</h3>
<p>O fósforo é um <strong>componente vital no processo de conversão da energia do sol em alimentos, fibras e óleos nas plantas</strong>. Tem papel fundamental na fotossíntese, no metabolismo de açúcares, no armazenamento e transferência de informações genéticas.</p>
<p>As raízes das plantas absorvem o P quando este está dissolvido na solução do solo.</p>
<p>Os solos naturalmente apresentam baixa concentração de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/" target="_blank" rel="noopener">fósforo</a></strong>, devido a esse fator o solo deve ser continuamente reabastecido com esse elemento para repor o que foi absorvido pelas plantas.</p>
<p>As raízes das plantas geralmente absorvem P na forma de íons ortofosfato inorgânicos (HPO42- ou H₂PO₄-).</p>
<p>A disponibilidade de fósforo às plantas é influenciada por fatores como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Quantidade de minerais de argila;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Concentração de P;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fatores que afetam a atividade radicular (aeração e compactação);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Teor de umidade do solo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Temperatura;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Atividades<strong> radiculares das culturas</strong>;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">pH do solo.</li>
</ul>
<h3>Potássio (K)</h3>
<p>O potássio está envolvido em diversas funções essenciais como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Regulação da pressão osmótica nas células das plantas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Troca de gases;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Movimento das folhas em resposta à luz;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ativação das enzimas que auxiliam na ocorrência de reações químicas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síntese de proteínas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ajuste no pH dentro das células das plantas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aumento da fixação de CO2 durante a fotossíntese;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Transporte de compostos químicos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Equilíbrio das cargas elétricas em várias partes das células.</li>
</ul>
<p>As plantas supridas com quantidades adequadas de K são capazes de resistir mais ao estresse climático e aos danos causados por pragas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-de-doencas-em-milho/" target="_blank" rel="noopener">doenças</a></strong> em comparação com plantas deficientes em K.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21392 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-4.jpg" alt="Sintoma clássico de deficiência de potássio em milho" width="466" height="88" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-4.jpg 466w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-4-300x57.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-4-370x70.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-4-270x51.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-4-150x28.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 466px) 100vw, 466px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Sintoma clássico de deficiência de potássio em milho &#8211; Fonte: IPNI (1993).</span></p>
<p>O <strong>potássio </strong>é absorvido pelas plantas quando está disponível na solução do solo, sendo alguns fatores que contribuem para a sua disponibilidade:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">K redistribuído de outras áreas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Água de irrigação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Precipitação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fertilizantes;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Esterco;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Biossólidos e deposição de sedimentos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Intemperismo de minerais primários contendo K, como micas e feldspatos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">K liberado das camadas internas de filossilicatos como ilita, vermiculita e esmectita;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Dessorção de K das superfícies e arestas dos filossilicatos “K trocável”.</li>
</ul>
<p>O K trocável é medido pela análise de solo e é considerado prontamente disponível às plantas.</p>
<p>Os filossilicatos que liberam K também podem “fixar” este nutriente em posições entre as camadas, desta forma removendo-o da solução do solo.</p>
<h3>Enxofre (S)</h3>
<p>O sulfato solúvel (SO42-) é a fonte para nutrição de S para as plantas.</p>
<p>O S é exigido para a síntese de proteínas, auxiliando na produção de sementes e da clorofila necessária para o processo fotossintético.</p>
<p><strong>É um componente necessário de três aminoácidos</strong> (cisteína, metionina e cistina) requeridos para a síntese proteica. Exigido para a formação de nódulos em leguminosas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21393 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-5.jpg" alt="Nódulos em raízes" width="502" height="335" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-5.jpg 502w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-5-300x200.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-5-370x247.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-5-270x180.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/macroelementos-solo-5-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 502px) 100vw, 502px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Nódulos em raízes &#8211; Fonte: Fabiano Bastos via 3rlab</span></span></p>
<p>A maior parte do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">enxofre</a> </strong>do solo é, geralmente, encontrada na matéria orgânica e nos restos culturais.</p>
<p>Este nutriente está presente em uma variedade de compostos orgânicos que não estão disponíveis para a absorção pelas plantas, até serem convertidos em sulfato solúvel.</p>
<p>A velocidade na qual os microrganismos do solo convertem esse composto orgânico de S é determinada por <strong>temperatura, umidade e outros fatores ambientais</strong>.</p>
<p>Uma pequena fração do S do solo é encontrada na forma de sulfato. O sulfato geralmente é solúvel, e se movimenta na solução do solo para as raízes.</p>
<h3>Cálcio (Ca)</h3>
<p>O cálcio é classificado como um macronutriente secundário que é requerido em quantidades relativamente grandes pelas plantas na forma de Ca₂+.</p>
<p>O Ca desempenha <strong>papel fundamental na estrutura da parede celular e na integridade da membrana</strong>. Ele também promove:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A elongação das células das plantas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Participa de processos enzimáticos e hormonais;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Desempenha papel nos processos de absorção de outros nutrientes;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Proporciona estabilidade às plantas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">As paredes celulares fortes auxiliam na prevenção de invasão por fungos e bactérias.</li>
</ul>
<p>A solubilidade do Ca depende de fatores do solo, como <strong>pH do solo e capacidade de troca de cátions (CTC). </strong></p>
<p>O cálcio disponível é afetado tanto pela CTC do solo, quanto pela saturação de Ca nos sítios de troca de cátions do solo. O Ca tem grande influência nas propriedades do solo, especialmente porque previne a dispersão de argila.</p>
<p>O fornecimento abundante de Ca pode auxiliar na redução do encrostamento e da compactação do solo, levando à melhora da percolação da água e à redução do escoamento superficial.</p>
<h3>Magnésio (Mg)</h3>
<p>Nas plantas, o magnésio é essencial para muitas funções como:</p>
<ul>
<li>Catalisar a produção de clorofila;</li>
<li>Desempenhar papel como um componente dos ribossomos;</li>
<li>Estabilizar certas estruturas dos ácidos nucleicos;</li>
<li>Ativar ou promover a atividade de enzimas;</li>
<li>Desempenhar papel como um elemento essencial para gerar ATP;</li>
<li>Assegurar que os carboidratos produzidos nas folhas sejam exportados para outros órgãos da planta.</li>
</ul>
<p><strong>O Mg disponível às plantas está presente na solução do solo</strong>, sendo o Mg trocável e da solução do solo as formas deste nutriente medida pelas análises de solo e considerado prontamente disponíveis para as plantas.</p>
<p>Quando as raízes das plantas absorvem água, a água localizada em grande distância se move para as raízes, repondo a absorvida. O Mg que está dissolvido na solução do solo se move com essa água.</p>
<p>Esse processo, denominado <strong>fluxo de massa</strong>, é responsável por <strong>manter a planta suprida com Mg.</strong></p>
<h2>Como obter esses nutrientes?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nutrientes requeridos pelas plantas podem ter diversas origens, mas boa parte vem dos minerais. O fósforo, por exemplo, advém de rochas fosfáticas. Só a agricultura consome mais de 90% delas, o que tem tornado isso escasso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para analisar o quanto seu solo requer esse nutriente, é necessária uma análise química, que pode ser feita pelos extratores Mehlich 1, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-fosforo-disponivel-no-solo-por-mehlich-3/" target="_blank" rel="noopener">Mehlich 3</a></strong> ou Resina.</span></p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Ambiente físico do solo: quais são as suas principais características?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ambiente-fisico-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 12:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[lavouras]]></category>
		<category><![CDATA[maquinas agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O solo é um dos pilares fundamentais da agricultura, ao lado da água e da luz solar. O ambiente físico do solo compreende sua estrutura, textura, porosidade e composição, fatores que influenciam diretamente a retenção de água, a disponibilidade de nutrientes e o crescimento das raízes das plantas. Além disso, esse ambiente abriga uma rica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-pm-slice="1 1 []">O solo é um dos pilares fundamentais da agricultura, ao lado da água e da luz solar. O <strong>ambiente físico do solo compreende sua estrutura, textura, porosidade e composição</strong>, fatores que influenciam diretamente a retenção de água, a disponibilidade de nutrientes e o crescimento das raízes das plantas. Além disso, esse ambiente abriga uma rica diversidade biológica essencial para a fertilidade do solo.</p>
<p>Para garantir um solo produtivo e adequado ao plantio, é essencial identificar seus componentes por meio de uma análise de solo. Esse procedimento permite avaliar as condições químicas, físicas e biológicas do solo, auxiliando na adoção das melhores práticas para preservá-lo e potencializar sua capacidade produtiva.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2 data-start="638" data-end="712">Sistema de plantio direto e sua influência no ambiente físico do solo</h2>
<p data-start="713" data-end="906">Uma das práticas que mais se difundiram para preservar o ambiente físico do solo e fornecer benefícios às culturas é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/">sistema de plantio direto (SPD)</a></strong>. Ele é definido por três princípios:</p>
<ol>
<li>Ausência de revolvimento ou mínimo distúrbio mecânico do solo;</li>
<li>Cobertura do solo pela palhada;</li>
<li>Diversificação das espécies de cultivo.</li>
</ol>
<h3 data-start="1068" data-end="1122">Fatores para adoção do sistema de plantio direto</h3>
<p data-start="1123" data-end="1251">No Brasil, estima-se que mais de <strong>33 milhões de hectares estejam sob SPD</strong>. Os principais fatores que impulsionam sua adoção são:</p>
<ul>
<li>Redução nos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/">custos de produção</a></strong> e economia de tempo;</li>
<li>Flexibilidade na aplicação de corretivos, fertilizantes e controle de plantas daninhas;</li>
<li>Produtividade igual ou maior e mais estável ao longo do tempo;</li>
<li>Proteção do ambiente físico do solo contra erosão hídrica e eólica;</li>
<li>Maior eficiência na absorção de nutrientes pelas plantas;</li>
<li>Redução de custos e menor incidência de pragas e doenças;</li>
<li>Melhor armazenamento e captação de água pelas plantas.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2 data-start="1728" data-end="1778">Principais ameaças ao ambiente físico do solo</h2>
<p data-start="1779" data-end="1976">A forma como o solo é preparado, o tráfego de máquinas e as culturas utilizadas impactam diretamente a estrutura do solo.</p>
<p data-start="1779" data-end="1976">Entre as <strong>ameaças mais graves</strong> ao ambiente físico do solo, destacam-se:</p>
<ul>
<li>Erosão;</li>
<li>Compactação;</li>
<li>Redução dos estoques de carbono no solo;</li>
<li>Perda de matéria orgânica e nutrientes.</li>
</ul>
<p data-start="2113" data-end="2228">A adoção de boas práticas agrícolas, como o SPD e a rotação de culturas, pode minimizar esses impactos negativos.</p>
<h2 data-start="2230" data-end="2298">Sistemas de produção diversificados e o ambiente físico do solo</h2>
<p data-start="2299" data-end="2446">A <strong>diversificação de culturas</strong> é essencial para a manutenção do ambiente físico do solo. Entre os principais sistemas de produção, destacam-se:</p>
<ul data-start="2448" data-end="2699">
<li data-start="2448" data-end="2561"><strong>Rotação de culturas</strong>: alternância ordenada de diferentes culturas na mesma área e na mesma estação do ano.</li>
<li data-start="2562" data-end="2699"><strong>Sucessão de culturas</strong>: ordenamento de duas culturas na mesma área por tempo determinado, cada uma cultivada em uma estação do ano.</li>
</ul>
<p data-start="2701" data-end="2848">A diversificação reduz impactos negativos no solo e melhora a estrutura física, química e biológica, tornando-o mais produtivo ao longo do tempo.</p>
<p>Para um modelo de produção envolvendo a primeira e segunda safra para regiões do Sul, Sudeste, Centro-oeste, Norte e Nordeste, trouxemos, nas imagens a seguir, exemplos que ilustram algumas opções para diversificação do sistema de produção nesses locais:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10821" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul.png" alt="Rotação de culturas no Sul" width="742" height="217" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul.png 742w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-300x88.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-370x108.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-270x79.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-740x216.png 740w" sizes="auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10822" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste.png" alt="Rotação de culturas no Sudeste" width="740" height="304" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-300x123.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-370x152.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-270x111.png 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10819" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste.png" alt="Rotação de culturas no Centro Oeste" width="748" height="184" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste.png 748w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-300x74.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-370x91.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-270x66.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-740x182.png 740w" sizes="auto, (max-width: 748px) 100vw, 748px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10823" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste.png" alt="Rotação de culturas no Norte e Nordeste" width="747" height="191" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste.png 747w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-300x77.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-370x95.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-270x69.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-740x189.png 740w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<h2 data-start="2850" data-end="2916">Utilização de plantas de cobertura no ambiente físico do solo</h2>
<p data-start="2917" data-end="3182">O cultivo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/">plantas de cobertura</a></strong> melhora a fertilidade e estrutura do ambiente físico do solo. Essas plantas promovem a absorção de nutrientes em camadas profundas e os acumulam na parte aérea, beneficiando culturas sucessoras após a decomposição da palhada.</p>
<p data-start="3184" data-end="3229">As principais plantas de cobertura incluem:</p>
<ul>
<li data-start="3231" data-end="3446"><strong>Leguminosas</strong>: fixam biologicamente o nitrogênio e o disponibilizam para as culturas sucessoras.</li>
<li data-start="3231" data-end="3446"><strong>Gramíneas</strong>: possuem alta rusticidade, acumulam matéria verde e regulam temperatura e umidade do solo.</li>
</ul>
<p data-start="3448" data-end="3630">Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubacao-verde-beneficios/">adubos verdes</a></strong> são essenciais para promover a ciclagem de nutrientes e melhorar a estrutura do ambiente físico do solo, reduzindo riscos de erosão e lixiviação de nutrientes.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="3448" data-end="3630"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21371 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo.jpg" alt="Análise da plantação de feijão sobre palhada de milho" width="506" height="379" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo.jpg 506w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-300x225.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-370x277.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-270x202.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Visita técnica para análise da plantação de feijão sobre palhada de milho no Sul de Minas Gerais &#8211; Fonte: Sandy Azevedo</span></span></p>
<h2 data-start="3632" data-end="3682">O impacto do preparo do solo na sua estrutura</h2>
<p data-start="3683" data-end="3914">O preparo do solo está <strong>diretamente relacionado ao nível de compactação</strong>. Seu objetivo é criar condições favoráveis para o estabelecimento e desenvolvimento das culturas, reduzindo impactos negativos no ambiente físico do solo.</p>
<p data-start="3916" data-end="4153">Com o avanço da tecnologia, os equipamentos agrícolas ficaram mais pesados, aumentando o risco de compactação. A título de exemplo, o peso médio dos tratores aumentou de 4 ton/ha na década de 1940 para 20 a 45 ton/ha na década de 2000.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="3916" data-end="4153"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21373 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-2.jpg" alt="Trator da McCorneck dos anos 50 e da Case IH modelo 2018" width="521" height="199" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-2.jpg 521w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-2-300x115.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-2-370x141.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-2-270x103.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ambiente-fisico-solo-2-150x57.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Trator da McCorneck dos anos 50 e da Case IH modelo 2018.</span></p>
<p data-start="4155" data-end="4189">A compactação afeta diretamente:</p>
<ul>
<li data-start="4191" data-end="4305">Porosidade do solo;</li>
<li data-start="4191" data-end="4305">Capacidade de retenção de água e ar;</li>
<li data-start="4191" data-end="4305">Condutividade térmica do solo.</li>
</ul>
<p data-start="4307" data-end="4471">A adoção de práticas como o SPD e o uso de plantas de cobertura ajuda a minimizar os efeitos da compactação e melhora o equilíbrio do ambiente físico do solo.</p>
<h2 data-start="4473" data-end="4518">Tráfego controlado de máquinas agrícolas</h2>
<p data-start="4519" data-end="4742">O tráfego desorganizado de máquinas é uma das principais causas da compactação do solo. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/">tráfego controlado</a></strong> é uma prática essencial para proteger a estrutura do ambiente físico do solo e minimizar impactos negativos.</p>
<p data-start="4744" data-end="4961">Benefícios do tráfego controlado:</p>
<ul>
<li data-start="4744" data-end="4961">Redução da compactação superficial (0-0,06 cm);</li>
<li data-start="4744" data-end="4961">Maior produtividade de milho e soja no verão;</li>
<li data-start="4744" data-end="4961">Aumento da macroporosidade do solo, favorecendo o armazenamento de água.</li>
</ul>
<p data-start="4963" data-end="5116">O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-subsolador-e-escarificador/">escarificadores e subsoladores</a></strong> pode ser uma solução para áreas já compactadas, permitindo a adoção do SPD sem comprometer a produção agrícola.</p>
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		<title>Bioindicadores da qualidade do solo: o que são e como funcionam?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Sep 2021 12:59:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[feijão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[lavouras]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
		<category><![CDATA[SPD]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As questões ambientais têm ganhado notoriedade nos últimos tempos. Muitas são as preocupações com sustentabilidade e a biodiversidade, principalmente nas atividades que usufruem desse meio, como as agrárias. Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As questões ambientais têm ganhado notoriedade nos últimos tempos. <strong>Muitas são as preocupações com sustentabilidade e a biodiversidade</strong>, principalmente nas atividades que usufruem desse meio, como as agrárias.</p>
<p>Apesar da pecuária ter um impacto maior, a agricultura também tem sua parcela, com o desmatamento de áreas para o plantio, uso exagerado de agrotóxicos e a mudança nos solos.</p>
<p>Novas análises têm sido feitas, em busca de dados que quantifique, qualifique e mostre resultados concretos sobre ecossistemas.</p>
<p>Não apenas para monitorar a sustentabilidade, mas também para entender mais sobre a qualidade do solo, o uso de análises por meio de bioindicadores têm se tornado uma boa opção para produtores.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que são bioindicadores e qualidade do solo?</h2>
<p>De forma generalizada, <strong>bioindicadores são resultados de análises ambientais sobre seres vivos de qualquer natureza</strong>. Já o termo ‘qualidade do solo’ surgiu por volta dos anos 90, ou seja, é relativamente novo.</p>
<p>Em 1994, os pesquisadores Doran e Pakin definiram que <strong>um solo de qualidade é aquele com capacidade de funcionar dentro de um limite de ecossistema que</strong>:</p>
<ul>
<li>Sustente a produtividade biológica;</li>
<li>Mantenha a qualidade do ar e da água;</li>
<li>E promova a saúde da humanidade, das plantas e dos animais.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>A qualidade do solo, porém, pode ser divergente devido à complexidade. Um único grama de solo contém 1 bilhão de bactérias, 1 milhão de actinomicetos e 100 mil fungos!</p>
<p>Assim, é fato dizermos que as atividades metabólicas geradas por esses seres é grande demais. Além de que, os microrganismos atuam de forma direta em todo o sistema do solo, como: ciclagem do nutriente, formação da matéria orgânica (MO) e demais processos.</p>
<p>Tudo isso demonstra o quanto é importante avaliar de forma mais criteriosa o solo, o que inclui os bioindicadores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1.jpg" alt="Indicadores de qualidade do solo" width="439" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1.jpg 439w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1-300x226.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1-370x278.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1-270x203.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 439px) 100vw, 439px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fatores que influenciam na qualidade do solo e que estão correlacionados &#8211; Fonte: Mendes</span><span style="font-weight: 400;"> et. al</span><span style="font-weight: 400;"> (2015)</span></span></p>
<h2>Bioindicadores do solo sob a perspectiva brasileira</h2>
<p>No Brasil, a percepção da necessidade da inclusão dos bioindicadores nas avaliações de rotina do solo coincidiu com <strong>adoção de sistemas conservacionistas de manejo</strong>, como:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">Sistema de Plantio Direto (SPD)</a></strong>,</li>
<li>Integração lavoura-pecuária (ILP);</li>
<li>Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).</li>
</ul>
<p>Do ponto de vista de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">microbiologia do solo</a></strong>, a comparação entre áreas agrícolas com revolvimento do solo e sob SPD é uma das mais emblemáticas e mais estudadas.</p>
<p>Em áreas com revolvimento do solo e sob SPD, a ecologia do ambiente solo-planta é bem distinta, pois envolve a destruição frequente e a preservação das relações construídas no solo com o tempo de cultivo nesses sistemas.</p>
<p>Isso se deve, principalmente, às diferenças no grau e intensidade de revolvimento do solo, no manejo da palha e da diversidade biológica (rotação de culturas) desses sistemas.</p>
<p>No SPD, a camada arável deixa de existir dando origem a uma camada superficial enriquecida com resíduos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16799 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-2.jpg" alt="Plantio de feijão sob palhada" width="450" height="474" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-2.jpg 450w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-2-285x300.jpg 285w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-2-370x390.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-2-270x284.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-2-150x158.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Plantio de feijão sobre a palhada (SPD) &#8211; Fonte: Sandy Azevedo</span></span></p>
<h2>Interpretação e mensuração dos bioindicadores</h2>
<p>Diferentemente do que ocorre com os indicadores químicos de fertilidade, cujos níveis (baixo, médio, adequado e alto) já estão bem definidos para cada elemento e tipo de solo (sempre levando em consideração características como: textura, teor de MOS, etc.), até pouco tempo <strong>era difícil simplesmente medir e interpretar bioindicadores, independentemente de um controle ou referencial de comparação.</strong></p>
<p>Nas tabelas de recomendação de nutrientes, pela comparação dos valores obtidos na análise de uma amostra de solo com aqueles das faixas de teores estabelecidos experimentalmente, atribui-se o grau de fertilidade.</p>
<p>Posteriormente, para cada cultura e tipo de solo, define-se a quantidade de nutrientes ou de corretivos a ser aplicada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16800 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-3.jpg" alt="Tabela com classe de bioindicadores" width="424" height="110" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-3.jpg 424w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-3-300x78.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-3-370x96.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-3-270x70.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/bioindicadores-3-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Classes de interpretação de bioindicadores para Latossolos Vermelhos argilosos de cerrado, sob cultivos anuais, na camada de 0 cm a 10 cm</span><span style="font-weight: 400;">.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Valores da C da biomassa microbiana (CBM) expressos em mg de C/kg de solo; valores de atividade de β-Glicosidase, fosfatase ácida e arilsulfatase expressos em mg de p-nitrofenol/kg de solo/h. Fonte: Mendes et al. (2018).</span></p>
<p>O objetivo das tabelas de interpretação dos bioindicadores é o de auxiliar com relação à tomada de decisões sobre diferentes sistemas de manejo e/ou práticas de uso da terra e de seus impactos na qualidade do solo.</p>
<h2>Bioanálise do solo</h2>
<p>A coleta de solo pode ser efetuada no fim do período chuvoso, após a colheita das culturas, coincidindo com a amostragem para química de solo (quando o solo ainda apresenta alguma umidade, o que facilita a amostragem).</p>
<p>Um aspecto muito importante é que a camada diagnóstica para a bioanálise de solo é a profundidade de 0 cm a 10 cm.</p>
<p>A atividade enzimática total de um solo é o somatório da atividade enzimática dos organismos vivos:</p>
<ul>
<li>Plantas;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/" target="_blank" rel="noopener">Microrganismos</a></strong>;</li>
<li>Animais.</li>
</ul>
<p>E as enzimas abiônticas também entram nesse somatório, como as enzimas associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila e na matéria orgânica.</p>
<p>Por isso, as enzimas arilsulfatase e β-glicosidase, tendem a se comportar de modo mais semelhante a MOS, constituindo-se em verdadeiras impressões digitais dos sistemas de manejo aos quais o solo foi submetido, permitindo, dessa forma, acessar a “memória do solo”.</p>
<h3>Influências diretas e indiretas</h3>
<p><strong>Ao contrário dos indicadores químicos de fertilidade, o componente biológico do solo é fortemente influenciado por fatores climáticos</strong>, tais como a umidade do solo e temperatura, gerando padrões de variação temporal.</p>
<p>Atributos biológicos que variam muito em períodos curtos tornam a calibração e interpretação mais difícil.</p>
<p>Por esta razão, um desvio padrão pequeno e baixas variações ao longo do tempo são alguns dos requisitos necessários para o uso dos parâmetros microbiológicos no monitoramento da qualidade do solo.</p>
<p>O uso da bioanálise de solo, como parte do conjunto de métricas, para avaliar a qualidade/saúde do solo, será fundamental para separar os sistemas com diferentes “condições” de sustentabilidade e para reforçar o papel da agricultura como importante prestadora de serviços ambientais.</p>
<h2>Importância dos bioindicadores</h2>
<p>A base de dados sobre a biologia completa do solo é escassa de informações. Havendo uma maior dificuldade em interpretar os bioindicadores presentes, além do mais, não há ainda uma padronização.</p>
<p>Todo estudo científico para “provar ou não” um dado, precisa ser quantificado e padronizado. No caso dos bioindicadores há diversos modelos propostos por pesquisadores, mas carece de padrão, o que abre brecha para interpretações e necessidade de mais investimento em pesquisas.</p>
<p>Alguns parâmetros são os mais comumente adotados nessa classificação, como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A avaliação da fauna que compõe esse solo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Avaliação da biomassa;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Diversidade microbiana presente;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Diversidade e composição de plantas e raízes desse solo.</li>
</ul>
<p>Ainda assim há a expressiva necessidade de padronizar essas análises para ser ainda mais fiel aos valores obtidos e, com isso, determinar a qualidade ou não do solo.</p>
<p>Ainda na pesquisa de Mendes (<i>et. al</i>, 2015), ela defende que é preciso determinar parâmetros-chave que sejam reconhecidos e sirvam de referência a todos os estudos posteriores. Ela enumera os listados abaixo:</p>
<ol>
<li><strong>Que sejam simples para a determinação analítica: </strong>afinal, é preciso saber interpretar essa análise.</li>
<li><strong>Ligados à ciclagem da matéria orgânica do solo</strong>: Já vimos o quão significativa é essa fração no solo.</li>
<li><strong>Que não sejam influenciados pela adução</strong>: O objetivo é a avaliação do solo e não dos fertilizantes e demais mudanças em seus componentes.</li>
</ol>
<p>Por fim, que não estejam na lista de controle do Exército.</p>
<h2>O futuro dos bioindicadores nas análises do solo</h2>
<p><strong>A necessidade de inclusão dos bioindicadores nas análises está cada vez mais evidente.</strong> Num futuro próximo, esse tipo de análise poderá predizer aos produtores que utilizem sistemas de conservação, se seu solo está de fato tendo resultados sustentáveis.</p>
<p>Outro ponto que pode ajudar nisso, seriam as certificações que valorizam diversos produtores. Tendo os bioindicadores padronizados, é possível estipular metas para certificar propriedades que estejam dentro dos parâmetros ambientais e sustentáveis.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você pôde notar que no futuro agrícola usaremos e muito as análises com os bioindicadores. Isso se mostra ainda mais importante em culturas anuais, como soja, milho, feijão e demais cereais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estar atento às novas demandas de mercado é o que pode diferenciar as fazendas de sucesso.</span></p>
<p><strong>A fertilidade do solo implica não apenas na aplicação de adubos, mas do conhecimento básico do solo presente nas lavouras.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível produzir muito com um perfil de solo equilibrado e com plantas nutricionalmente desenvolvidas. Aliás, em termos de <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos com a produção</strong></a>, os fertilizantes ficam em 2º lugar, tamanha a importância de entender bem essa etapa.</span></p>
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		<title>Silagem de milho: você sabe como produzir com qualidade?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 17:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[colheita]]></category>
		<category><![CDATA[ensilagem]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
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		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A silagem de milho, um alimento tradicionalmente utilizado na pecuária leiteira no Brasil, deve ser produzida com eficiência, buscando alta qualidade. O contrário gera baixa produtividade no rebanho e aumento dos custos alimentares, devido à maior necessidade de compra de insumos. A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>silagem de milho</strong>, um alimento tradicionalmente utilizado na pecuária leiteira no Brasil, <strong>deve ser produzida com eficiência, buscando alta qualidade.</strong> O contrário gera baixa produtividade no rebanho e aumento dos custos alimentares, devido à maior necessidade de compra de insumos.</p>
<p>A definição de silagem de qualidade sofreu transformações ao longo do tempo. Inicialmente, o enfoque era a produção máxima de volume de massa verde por hectare, como forma de obter um alimento de baixo custo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Evolução da produção de silagem de milho</h2>
<p>Na década de 60 e 70, <strong>com a evolução do nível genético das vacas</strong>, passou-se a buscar a produção de uma <strong>silagem com maior teor de grãos.</strong> Estudos, na época, demonstravam que os grãos eram mais digestíveis que folhas e colmos. Entretanto, não havia um conhecimento da constituição química dessas silagens.</p>
<p>Nesse sentido, estudos recentes demonstraram que silagens com menores teores de Fibra em Detergente Neutro (FDN), que representa a fração fibrosa do alimento na parte verde da planta, combinada com alta proporção de grãos, resultam em silagem de milho de melhor qualidade.</p>
<p>Mais recentemente, em estudos conduzidos em Lavras &#8211; MG, foi demonstrado que a constituição do grão de milho influenciava a qualidade da silagem. Neste trabalho, foi demonstrado que híbridos de milho com textura mole têm maior digestibilidade do que os híbridos de milho com textura dura.</p>
<p>Estes novos pensamentos são somatórios, ou seja, a produção de uma silagem de boa qualidade deve ter alta produção de toneladas por hectare, com alta proporção de grãos de textura mole e com baixo teor de Fibra em Detergente Neutro.</p>
<p>A produção de uma silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes:</p>
<ol>
<li>Plantio e condução agronômica;</li>
<li>Colheita e ensilagem;</li>
<li>Desensilagem e fornecimento.</li>
</ol>
<p>Estas três fases são <strong>complementares</strong>, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas na qualidade final do produto. Nesse artigo, o foco será os dois últimos processos na produção de silagens.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Colheita e ensilagem</h2>
<h3>Ponto de Colheita</h3>
<p>O ponto de colheita é uma importante variável na produção da silagem de milho. Vários estudos foram conduzidos <strong>buscando determinar qual o melhor momento para colheita do volumoso</strong> e qual parâmetro pode ser utilizado para fazer essa determinação.</p>
<p>É importante entender que a planta de milho acumula matéria seca com o avançar de sua maturidade, mas também aumenta o seu teor de fibra em detergente neutro e lignina. À medida que o tempo passa, sua digestibilidade diminui.</p>
<p>O ponto ideal de colheita é quando a planta possui <strong>30-35% de matéria seca (MS) ou 65 a 70% de umidade.</strong> Esse estágio é, geralmente, atingido quando a linha do leite está entre 1/2 e 2/3 do grão.</p>
<p>No entanto, a correlação entre linha de leite e porcentagem MS não é muito grande. Existe uma grande variação entre híbridos e anos de plantio e ela serve como uma referência prática. Portanto, a melhor maneira de se determinar o ponto adequado de colheita do milho e sorgo é através da determinação da matéria seca, utilizando-se, por exemplo, o aparelho de micro-ondas ou aparelhos de medição de umidade, como o Koster.</p>
<p>Forragens ensiladas com alto teor de umidade (20 a 27% de matéria seca) possuem um processo de fermentação muito ativo e, geralmente, estão associadas  a altas perdas de nutrientes por efluentes. Além disso, são consumidas em menor quantidade por animais em relação a forragens ensiladas com teores ótimos de matéria seca (30-35%).</p>
<p>Conforme demonstrado na figura 1, há um aumento no teor da matéria seca e amido do milho com o avanço de sua maturidade fisiológica. Portanto, com 2/3 da linha do leite é alcançado o máximo de amido na silagem.</p>
<p>Por outro lado, o teor de fibra na planta reduz até 2/3 da linha do leite. Esses dois fatores são explicados devido ao aumento da proporção de grãos na planta, que ocorre até 2/3 da linha do leite (Bal et al. 1997). Então, com 2/3 da linha do leite há o maior acúmulo de amido e o menor teor de fibra na silagem de milho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44342 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade.webp" alt="Teor de matéria seca" width="594" height="384" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade.webp 594w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-300x194.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-370x239.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-270x175.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Figura 1 – Teor de Matéria Seca (MS), Amido e Fibra em Detergente Neutro (FDN) de silagens de milho em quatros estágios de maturação do grão de milho. Adaptado de Bal et al. (1997)</span></p>
<p>O estádio ideal de colheita do milho tem duração aproximada de dez dias. Após esse período, o teor elevado de MS da planta aumenta as perdas na colheita e dificulta a compactação.</p>
<p>Assim, atrasos na colheita por falhas no planejamento, chuvas, quebra de maquinário, entre outros fatores, <strong>podem prejudicar sensivelmente a qualidade da silagem produzida</strong>, o que certamente será traduzido em <strong>menor desempenho dos animais.</strong></p>
<p>Quando se corta a planta de milho com o grão ainda leitoso, colhe-se somente o equivalente a 50% do potencial produtivo de grãos e 75% da forragem. Já no ponto ideal de colheita, quando a linha do leite está na metade do grão e a planta apresenta teor de matéria seca próxima a 35%, colhe-se 95% dos grãos e 100% da forragem.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44343 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sialgem-milho-qualidade-1.webp" alt="Produção de leite com vacas alimentadas com 4 estágios de maturidade do grão de milho" width="586" height="384" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sialgem-milho-qualidade-1.webp 586w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sialgem-milho-qualidade-1-300x197.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sialgem-milho-qualidade-1-370x242.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sialgem-milho-qualidade-1-270x177.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" />Figura 2 – Produção de leite de vacas alimentadas com silagem de milho em quatro estágios de maturação do grão. Adaptado de Bal et al. (1997)</span></p>
<p>A produção de leite e produção de proteína na silagem com 2/3 da linha do leite foi maior do que para a silagem no estágio leitoso. Estatisticamente, não houve diferença para os outros estágios de maturação na produção de leite.</p>
<p>No entanto, a produção de proteína foi maior para silagem no estágio de 2/3 da linha do leite. Portanto, esses dados reforçam que o ponto ideal de colheita é quando a planta atinge 35% de matéria seca, existindo uma flexibilidade entre 32 e 35% de MS na planta inteira.</p>
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<h3>Altura de corte</h3>
<p>O aumento na altura de corte pode ser uma <strong>estratégia para aumentar a concentração energética e diminuir o teor da Fibra em Detergente Neutro (FDN) na silagem.</strong> O teor de FDN está correlacionado à degradabilidade da matéria seca, que determina a quantidade de fibra da planta, correspondente às frações de celulose, hemicelulose e lignina (Mendes, 2006).</p>
<p>Segundo Dias (2002), os teores de lignina e FDN são inversamente proporcionais à degradabilidade in vitro da matéria seca.  Ao aumentar a altura de corte no momento da ensilagem, há redução na relação colmo/espiga, o que faz com que haja melhorias nas características nutricionais do alimento.</p>
<p>Vasconcelos (2004) observou diminuição na produção de matéria seca de 18,6 para 15,32 ton/ha quando a altura de corte foi aumentada de 0,1 m para 0,8 m respectivamente, representando uma redução de 17,7% na produtividade de matéria seca. Também foi constatado por Caetano (2001) redução na produção de matéria seca/ha. Segundo ele, essa redução foi de 25,6% quando aumentou a altura de corte de 0,5 m para 0,8 m.</p>
<p>Lauer (1998) citado por Caetano (2001) observou redução de 15% na produção de matéria seca/ha quando aumentou a altura de corte de 0,15 m para 0,45 m. O autor também atestou aumento da produção de leite em torno de 12% para a mesma elevação na altura de corte. Tal resultado se deu devido ao menor teor de fibra e fração indigestível na silagem, resultando, assim, em uma redução de apenas 3% na produção de leite estimada por área.</p>
<p>Vasconcelos (2004) observou aumento de 10,9% (7,3 a 7,93%) no teor de proteína bruta (PB), redução de 8,8% (50,16 a 45,75%) no teor da FDN e redução de 14,85% (25,87 a 22,0%) no teor de FDA. Isso se deve à menor participação do colmo na massa ensilada, sendo que este apresenta alto teor de fibra.</p>
<p>Os principais constituintes da silagem de milho são <strong>carboidratos não fibrosos e FDN</strong>, sendo que o amido representa cerca de 70% da fração grão e a FDN 50% da fração haste (Sapienza, 1996). Qualquer alteração nessas duas frações representa modificações significativas na qualidade nutricional da silagem. Vale ressaltar que o aumento na altura de corte pode trazer melhorias nas características físico-química do solo, pois haverá maior residual de matéria vegetal na área (Caetano, 2001; Vasconcelos, 2004).</p>
<p>Portanto, o produtor deve priorizar suas necessidades de obtenção de máxima produção de forragem versus alta qualidade da silagem, para determinar qual altura de corte será adotada, sendo que isso pode variar em diferentes anos em função do potencial produtivo e qualidade da cultura (Shaver, 2000 citado por Caetano, 2001).</p>
<p>As perdas na produção de matéria seca deverão ser compensadas pela melhoria na qualidade nutricional da silagem. Para isso é necessário realizar uma análise econômica, e avaliar os custos de produção, para que assim possa haver maior segurança na tomada de decisão.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO PRODUZIR SILAGEM DE MILHO DE QUALIDADE? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/d5e6YXEMqos?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Tamanho de partícula da silagem de milho</h3>
<p>Em uma <strong>silagem de boa qualidade</strong>, o que se procura é picar o material em tamanhos de partícula de 6 a 15 mm, mantendo um tamanho médio de 8 mm.</p>
<p>Quando o corte da planta é inadequado, as partículas grandes dificultam a compactação, e a menor quebra dos grãos levará a um menor aproveitamento dos mesmos, fazendo com que apareçam inteiros nas fezes dos animais.</p>
<p>Silagens com tamanhos de partículas grandes reduzem a ingestão das vacas e, consequentemente, podem reduzir a produção de leite. A solução não está na troca do híbrido ou na antecipação do corte, mas em procedimentos simples como afiar as facas de corte da ensiladeira duas vezes ao dia e aproximá-las das contra-facas. Estas medidas, que não têm custo algum, resolvem facilmente esses problemas.</p>
<p>A redução no tamanho de partícula é favorável ao processo de fermentação da massa vegetal no silo pela compactação facilitada, pelo incremento na área de superfície da forragem, permitindo maior interação entre substrato e microrganismo, além de reduzir os custos de estocagem (Muck et al., 2003).</p>
<h2>Compactação da silagem de milho</h2>
<p>O processo de enchimento e compactação deve ser feito de forma a <strong>distribuir por todo silo camadas uniformes</strong> de espessura média ao redor de 20 a 30 cm. Essas camadas devem ser espalhadas de forma a ficarem inclinadas em direção à entrada do silo ou porta.</p>
<p>A compactação deverá ser feita com passagens consecutivas do trator ou pá carregadeira sobre a massa já distribuída. O objetivo desta compactação é a expulsão do ar, controlando a respiração, a elevação da temperatura e favorecendo a ação das bactérias produtoras de ácido láctico e do rápido abaixamento do pH do material ensilado.</p>
<p>A densidade da silagem vai depender do tipo de implemento usado para compactação, como também do tempo total gasto na compactação por tonelada de forragem. A densidade da compactação é maximizada pela utilização de tratores mais pesados com pneus que aplicam um maior peso por unidade de superfície.</p>
<p>Devemos utilizar rodas mais finas para que possam fazer uma maior pressão por unidade de área.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44344 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-2.webp" alt="Perdas de MS" width="540" height="378" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-2.webp 540w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-2-300x210.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-2-370x259.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/silagem-milho-qualidade-2-270x189.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Figura 3 – Perdas de MS em cinco diferentes compactações. Adaptado de Ruppel et al. (1995)</span></p>
<h2>Fases da ensilagem</h2>
<p>O <strong>processo de ensilagem</strong> é constituído de quatro fases:</p>
<ol>
<li>Fase anterior ao fechamento do silo;</li>
<li>Fermentação ativa;</li>
<li>Fase estável;</li>
<li>Pós-abertura.</li>
</ol>
<p>Durante a fase anterior ao fechamento do silo, de pré-vedação, as células da planta e microrganismos aeróbicos presentes consomem o oxigênio, carboidratos solúveis e proteínas são convertidos em água, CO2, calor e amônia livre. Esta fase continua até que todo o oxigênio seja utilizado ou excluído, ou os carboidratos solúveis sejam consumidos.</p>
<p>Quando os níveis de oxigênio diminuem, a fase de fermentação ativa inicia. A produção de ácidos reduz o pH, chegando na faixa de 3,4 a 4,5. Nessa faixa baixa de pH, mantendo o material livre de oxigênio, o crescimento de todos os microrganismos é inibido e a silagem entra na fase estável.</p>
<p>Nesta fase, a qualidade nutricional da silagem pode ser mantida quase indefinidamente. No entanto, após a abertura do silo e exposição da silagem ao ar, o crescimento de microrganismos (bactérias, leveduras) é retomado com o consumo de ácido láctico, permitindo o aumento do pH e o crescimento de microrganismos que causam a diminuição da qualidade nutricional do material ensilado. Portanto, perdas significativas de matéria seca da silagem podem ocorrer durante a fase pós-abertura.</p>
<p>Quanto mais rápido o oxigênio é excluído da massa ensilada, mais rápido é observada a queda de pH durante a fermentação, inibindo o crescimento de microrganismos indesejáveis, que contribuem para diminuição da qualidade nutricional da massa ensilada. Portanto, os processos de colheita da forragem, transporte, compactação e vedação devem ser rápidos visando diminuir as perdas durante a fermentação e a queda do valor nutricional do material ensilado.</p>
<p>A densidade e a matéria seca (MS) do material ensilado determinam a porosidade da silagem, afetando a taxa com o que o ar penetra na massa ensilada durante a descarga do silo, deteriorando a silagem. Além disso, quanto maior a densidade, maior a capacidade de estocagem do silo.</p>
<p>Portanto, maiores densidades do material ensilado diminuem os custos anuais de estocagem por aumentar a quantidade de silagem estocada e por diminuir as perdas do material ensilado no silo.</p>
<h3>Lona, abaulamento e fechamento do silo</h3>
<p>A contribuição mais expressiva da etapa de vedação do silo está em evitar a penetração de ar do ambiente externo para o interior. A vedação consiste em não permitir a entrada de ar e é feita através da cobertura do silo por uma lona e, sobre ela, uma camada de terra.</p>
<p>As lonas pretas comumente usadas nas fazendas têm trazido problemas como rasgos, furos, entre outros. Por isso, lonas de dupla face têm dado um melhor resultado. Além disso, tem a vantagem de refletir o calor, o que ajuda a não esquentar o material ensilado. As lonas a serem utilizadas devem ter 150 micras ou mais, para que possam durar mais tempo.</p>
<p>Outro ponto importante é cobrir a lona com terra, restos de capins e pneus, pois ajudam a protegê-la contra os raios solares, que podem danificá-la.</p>
<p>Outra operação relevante é cercar os silos com cerca de arame e tela para proteger a lona de possíveis animais que possam furá-la, como tatu, galinha, cães e o próprio rebanho, que pode se soltar e subir sobre os silos.</p>
<h2>Desensilagem e Fornecimento</h2>
<h3>Maneje bem a face de retirada do silo</h3>
<p>A face de retirada do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silos-caracteristicas-e-cuidados/">silo</a></strong> deve ser mantida o mais plana possível e perpendicular ao solo e laterais. Isso minimiza a área de superfície exposta ao ar. A taxa de retirada do silo deve ser suficiente para prevenir a silagem exposta ao aquecimento e perdas associadas.</p>
<p>Em temperaturas mais altas, como as encontradas no Brasil central, recomenda-se a retirada de fatias de silo de pelo menos 30-35 cm por dia. Esta prática previne o material ensilado de ser exposto ao ar por um período de tempo suficiente que favoreça a proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem.</p>
<p>Os silos devem ser dimensionados para essa retirada mínima, diminuindo perdas quando o silo é aberto. O acúmulo de silagem solta na base da face do silo deve ser evitado, pois esse material desensilado é especialmente vulnerável a rápida decomposição aeróbica.</p>
<h3>Descarte a silagem deteriorada</h3>
<p>Vedar o material ensilado com lona e colocar pesos sobre o material ensilado não é 100% efetivo no controle de perdas. Perdas por fermentação aeróbica sempre ocorrem em diversas magnitudes e o descarte das porções perdidas nem sempre é uma prática comum em fazendas. A inclusão de silagem deteriorada nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">dietas de animais</a></strong> possui um grande impacto sobre o desempenho.</p>
<p>A adição de silagem deteriorada a dietas diminui o consumo de matéria seca e a digestibilidade de nutrientes (PB e FDN), além da produtividade animal. Portanto, o descarte das partes deterioradas de silos é uma prática de manejo importante.</p>
<p>Para fazer silagens de boa qualidade, práticas de manejo devem ser adotadas de maneira integrada, já que a negligência de um procedimento pode levar a uma descontinuidade de um processo adequado de preservação da forragem.</p>
<h2>Transforme sua produção de silagem em lucro no tanque</h2>
<p>Uma silagem de qualidade é essencial para garantir produtividade e saúde do rebanho, mas só gera resultados reais quando está aliada a uma boa gestão.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=silagem-qualidade" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar nutrição, manejo e controle financeiro para potencializar o uso dos recursos e aumentar a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=silagem-qualidade" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Enxofre para plantas: qual a importância na agricultura?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 15:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[enxofre]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um solo fertilizado e bem nutrido, por meio de suprimento de enxofre(S), garante uma maior qualidade das plantas, principalmente em relação aos teores de matéria orgânica. A essencialidade do S para as plantas é devido à presença dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina nas proteínas vegetais. No solo, encontra-se armazenado na forma orgânica. O manejo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um solo fertilizado e bem nutrido, por meio de suprimento de enxofre(S), garante uma maior qualidade das plantas, principalmente em relação aos teores de matéria orgânica.</p>
<p>A essencialidade do S para as plantas é devido à <strong>presença dos aminoácidos sulfurados cistina e metionina nas proteínas vegetais</strong>. No solo, encontra-se armazenado na forma orgânica.</p>
<p>O manejo do solo realizado de forma inadequada, resulta em redução no teor de matéria orgânica, associado ao uso de corretivos em superfície e fertilizantes concentrados com ausência de S, possibilita uma maior probabilidade de resposta das culturas à adubação sulfatada.</p>
<p>Assim, você vai entender o que torna o S um importante nutriente para o solo e planta, uma vez que ele interfere diretamente na qualidade dos grãos e até na defesa da planta.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O enxofre nas plantas como mecanismo de defesa</h2>
<p>O S é importante não somente como nutriente, mas também por seu papel no mecanismo de defesa da planta contra pragas e <a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-de-doencas-em-milho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a>. As plantas sadias contêm grande variedade de metabólitos secundários, muitos dos quais contendo <a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Nitrogênio</strong></a>(N) e S em sua estrutura.</p>
<p>Esses compostos estão presentes seja em sua forma ativa biologicamente ou armazenados como precursores inativos, que são convertidos na forma ativa pela ação de enzimas em resposta ao ataque do patógeno ou da praga.</p>
<p>Embora o uso do enxofre elementar (S0) como fungicida seja muito antigo, pouco se sabe a respeito do modo como ele funciona.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-calagem-gessagem-producao-graos?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-correcao-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39628 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo.png" alt="Kit Correção do solo" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Formas do enxofre</h2>
<p>Nos solos tropicais, o S está nas formas orgânicas e inorgânicas, sendo a primeira forma predominante (90%). Isso é comprovado pelas altas correlações verificadas entre os teores de carbono orgânico ou N total e os teores de S total ou orgânico.</p>
<p>O S orgânico pode ser dividido em duas frações distintas: <strong>ésteres e ligados diretamente ao carbono</strong>.</p>
<p>O S orgânico é gradualmente mineralizado à SO4-2. Pelo fato de a fração orgânica deste nutriente ser a predominante, a mineralização e imobilização regulam o ciclo no solo e controlam a disponibilidade de enxofre às plantas.</p>
<p>O armazenamento de S orgânico significa suprimento constante deste elemento às plantas e, para isso, a manutenção de teores adequados de matéria orgânica no solo é fundamental!</p>
<p>As transformações de S no solo são controladas por processos bióticos e abióticos. A importância relativa de cada processo depende de fatores como:</p>
<ul>
<li>Temperatura do solo;</li>
<li>pH;</li>
<li>Umidade;</li>
<li>Quantidade de argilominerais;</li>
<li>Óxidos de ferro e alumínio;</li>
<li>Conteúdos de carbono e N.</li>
</ul>
<p>Há ainda os processos de transformações bióticas que estão relacionadas aos processos de:</p>
<ul>
<li>Mineralização;</li>
<li>Imobilização;</li>
<li>Oxi-redução;</li>
<li>Assimilação de S pela planta.</li>
</ul>
<p>Já os processos abióticos ocorrem em função de:</p>
<ul>
<li>Adsorção;</li>
<li>Dessorção;</li>
<li>Precipitação;</li>
<li>Dissolução do S inorgânico.</li>
</ul>
<h2>Recomendações de sulfatados</h2>
<p>Para determinar corretamente a necessidade de S, deve-se realizar análise de solo em duas profundidades, <strong>0 a 20 cm e 20 a 40 cm</strong>, devido à mobilidade do nutriente no solo e o seu acúmulo em subsuperfície.</p>
<p>As fontes mais comuns de fertilizantes sulfatados simples têm o elemento na forma de sulfato:</p>
<ol>
<li>Sulfato de amônio;</li>
<li>Superfosfato simples;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/gessagem-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Gesso</strong></a> (natural ou agrícola);</li>
<li>Sulfato de potássio;</li>
<li>Diversas combinações, especialmente de fertilizante nitrogenados com fertilizantes contendo sulfato.</li>
</ol>
<p>A recomendação de fertilizantes sulfatados apresenta grande complexidade em função dos inúmeros fatores que controlam a dinâmica de S no solo. Alguns fatores que influenciam na resposta, são:</p>
<ul>
<li>Contribuição das chuvas e das irrigações como veículo de deposição do S atmosférico;</li>
<li>Ciclagem do S através de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas de cobertura</strong></a> com sistema radicular bem desenvolvido e fluxo ascendente de sulfato em períodos de balanço hídrico negativo.</li>
</ul>
<h2>Qual a quantidade ideal de enxofre nas plantas?</h2>
<p>Nas recomendações típicas de S, as doses variam de 20 a 50 kg ha-1, dependendo do manejo, da cultura e do teor do elemento no solo.</p>
<p>Além disso, para o uso eficiente do gesso agrícola em regiões de subsolo ácidos, requere-se uma correta diagnose baseada em critérios químicos que levem às recomendações seguras das doses a serem aplicadas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21402 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gesso-agricola.jpg" alt="Gesso agrícola" width="224" height="224" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gesso-agricola.jpg 224w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gesso-agricola-150x150.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gesso-agricola-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 8pt;">Gesso agrícola. Fonte: Calcário Fosfarine</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os critérios para aplicação são avaliação da camada de 20 a 40 cm onde: <em>teores de Ca &lt; 0,4 cmol</em></span><em><span style="font-weight: 400;">c </span><span style="font-weight: 400;">dm</span><span style="font-weight: 400;">-3</span><span style="font-weight: 400;"> e/ou Al &gt; 0,5 cmol</span><span style="font-weight: 400;">c </span><span style="font-weight: 400;">dm</span><span style="font-weight: 400;">-3</span><span style="font-weight: 400;"> e ou saturação por alumínio (m%) &gt; 30%.</span></em></p>
<p>Para cálculo da dosagem sugere-se a seguinte fórmula:</p>
<p><em>NG (kg ha-1) = 50 * % argila</em></p>
<p><em>onde: NG &#8211; Necessidade de gessagem</em></p>
<p>Método que baseia em elevar a saturação de Ca na CTC efetiva na camada de 20 a 40 cm a 60%, sendo aplicado a seguinte fórmula:</p>
<p><em>NG (t ha-1) = (0,6 * (CTC efetiva &#8211; Ca (20 a 40 cm)) * 6,4</em></p>
<p><em>onde: NG &#8211; Necessidade de gessagem</em></p>
<p>Para avaliação da dose a ser aplicada, o monitoramento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>análise de solo</strong></a> em profundidade deve ser considerada, para que se possa <strong>avaliar a redistribuição de cálcio no perfil do solo</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21403 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular.jpg" alt="Sistema radicular de plantas com e sem aplicação de gesso" width="309" height="174" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular.jpg 309w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-300x169.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-270x152.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Distribuição relativa das raízes, no perfil de um solo do tipo latossolo argiloso. Na 1ª, sem a aplicação de gesso e na 2ª, com a aplicação de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 &#8211; Embrapa</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21404 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-1.jpg" alt="Ilustração da cultura do milho em um perfil de lâmina d’água no latossolo argiloso sem e com tratamento de gesso" width="309" height="228" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-1.jpg 309w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-1-300x221.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-1-270x199.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-1-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/sistema-radicular-1-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Cultura do milho em um perfil de lâmina d’água no latossolo argiloso, após um veranico de 25 dias. À esquerda, sem tratamento com gesso e à direita com tratamento de gesso. Fonte: Boletim técnico 32 &#8211; Embrapa</span></p>
<h2>Cuidados na hora da adubação</h2>
<p>Programas de adubação, que visam altas produtividades, devem considerar, além das necessidades de S da cultura, a reciclagem dos resíduos orgânicos.</p>
<p>Deve-se observar que a disponibilidade de S, a curto prazo, está ligada principalmente à quantidade e ao tipo de resíduos culturais, os quais dependem do sistema de rotação de culturas empregado, enquanto, a longo prazo, a disponibilidade de S está mais relacionada ao sistema de preparo do solo.</p>
<p>E fique atento! Cada um desses pontos, quando não analisados e respeitados, <strong>podem ocasionar perda de produção.</strong></p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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		<title>Fósforo no solo brasileiro: principais fontes e como ter melhor aproveitamento</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 12:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos elementos químicos que melhora significativamente a fertilidade dos solos brasileiros, é o fósforo (P), então todo produtor precisa incluí-lo em seu planejamento de fertilizantes, bem como nitrogênio, enxofre, etc. O fósforo é um macronutriente primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Ou seja, quanto mais no início [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos elementos químicos que melhora significativamente a <strong>fertilidade dos solos</strong> brasileiros, é o fósforo (P), então todo produtor precisa incluí-lo em seu planejamento de fertilizantes, bem como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">nitrogênio</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">enxofre</a></strong>, etc.</p>
<p>O fósforo é um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/" target="_blank" rel="noopener">macronutriente</a></strong> primário e essencial, já que está ligado ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Ou seja, quanto mais no início conseguir fornecer este nutriente, maiores são as garantias de sucesso da cultura.</p>
<p>No entanto, os solos brasileiros são, predominantemente, latossolos e pobres em fósforo e isso limita a produção das plantas, que por sua vez, absorvem fósforo da solução do solo.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na solução do solo, o P constitui apenas uma fração de todo o fósforo presente no solo, podendo ser fornecido pela hidrólise do fósforo inorgânico (Pi) ou pela mineralização do fósforo orgânico (Po). Essas frações, por sua vez, são trocadas por compostos P mais estáveis por meio de reações lentas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, o suprimento de fósforo para as culturas depende das quantidades de Pi lábil, das taxas de transformação entre Pi lábil mais estáveis e do tamanho das taxas de transformação do reservatório de Po mineralizável no solo.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Principais fontes de fósforo</h2>
<p>As principais fontes minerais de fósforo são:</p>
<ul>
<li><strong>Fosfato monoamônico</strong> ou MAP (10% de N e 46 a 50% de P₂O₅);</li>
<li><strong>Fosfato diamônico</strong> ou DAP (16% de N e 38 a 40% de P₂O₅);</li>
<li><strong>Superfosfato simples ou super simples</strong> (16 a 18% de P₂O₅ e 18 a 20% de Ca &#8211; Cálcio);</li>
<li><strong>Superfosfato triplo ou super triplo</strong> (41% de P₂O₅ e 7 a 12% de Ca);</li>
<li><strong>Termofosfato</strong> (18% de P₂O₅, 9% de Mg &#8211; Magnésio, 20% de Ca e 25% de SiO₄).</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Um dos problemas na avaliação da reversibilidade da sorção é que o P sorvido sofre outras transformações com o tempo.</p>
<p>O processo pode envolver:</p>
<ul>
<li>Recristalização;</li>
<li>Difusão de estado sólido,</li>
<li>Múltiplos reservatórios de P que não estão em troca imediata com a solução ou que têm afinidades diferentes com o P.</li>
</ul>
<p>Além dos processos inorgânicos, o <em>turnover</em> da matéria orgânica libera constantemente fósforo na solução a partir da mineralização de Po que cria um reservatório de P &#8220;total disponível&#8221; dependente do tempo.</p>
<p>O fósforo disponível deve ser definido com relação ao <strong>tipo de sistema de produção em que é medido</strong>, incluindo:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Período em que ele é necessário;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ciclo de crescimento;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Taxas de reciclagem no período.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21381 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/fosforo-no-solo.jpg" alt="Fósforo no solo e suas características" width="700" height="315" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/fosforo-no-solo.jpg 700w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/fosforo-no-solo-300x135.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/fosforo-no-solo-370x167.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/fosforo-no-solo-270x122.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/fosforo-no-solo-150x68.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Esquema didático da fosfatagem. Fonte: Rehagro</span></p>
<h2>Escassez x reposição de fósforo no solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A escassez natural de fósforo é um grande problema nos solos brasileiros.</strong> A ampla disponibilidade e uso de fertilizantes P, no entanto, tem transformado áreas do Cerrado consideradas improdutivas. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21382 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo.jpg" alt="Disponibilidade de fósforo no solo brasileiro" width="600" height="600" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo.jpg 600w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo-300x300.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo-150x150.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo-370x370.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo-270x270.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapa-brasil-fosforo-solo-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Mapa do fósforo acumulado no solo durante o cultivo no Brasil, com adição de fertilizante mineral entre 1960 e 2016. </span>Fonte: Pavinato </span><i><span style="font-weight: 400;">et al</span></i><span style="font-weight: 400;">. (2020)</span></span></p>
<h3>Perspectivas do fósforo no Brasil</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As previsões para o uso de fertilizantes minerais fosfatados no Brasil <strong>devem aumentar de 3 a 5% ao ano na próxima década</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a quantidade de P aplicada por cultura também aumentou ano a ano nas últimas duas décadas (72 e 105% para soja e milho, respectivamente), com valores médios de 27,2 e 22,9 kg ha</span><span style="font-weight: 400;">− 1</span><span style="font-weight: 400;"> de P aplicados atualmente. </span></p>
<h2>Eficiência no uso de fósforo no solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do aumento no uso de fertilizante P, a eficiência de seu uso ainda é muito menor do que o esperado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os baixos valores de eficiência estão associados à <strong>alta capacidade de fixação de P dos solos brasileiros</strong> e sua capacidade de ligar quase irreversivelmente nas superfícies de oxihidróxidos de Fe / Al. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa eficiência pode ser aumentada em até 80% em solos tropicais quando o pH do solo é corrigido frequentemente e as rotações de culturas são adequadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra maneira de melhorar a eficiência do uso de P é a estratégia de gestão 5R:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Realinhar os insumos de P; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reduzir as perdas de P; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reciclar P em biorrecursos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recuperar P em resíduos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redefinir P em sistemas alimentares.</span></li>
</ol>
<h2>Estratégias para um melhor aproveitamento de fósforo no solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma necessidade de adotar estratégias de manejo aprimoradas para explorar P acumulado e sua eficiência, se quisermos aumentar a produção agrícola global preservando os recursos naturais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas das estratégias mais promissoras incluem: </span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumentar o pH do solo pela calagem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhoramento de culturas adaptáveis ao acesso de P no solo ainda inexplorável;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Inoculação da cultura com microrganismos solubilizadores de P; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Introdução de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>culturas de cobertura</strong></a> com eficiência de P; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Agricultura mais intensiva, com sistema de dupla safra ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/consorcio-milho-braquiaria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>consorciado</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fertilizantes P modernos, específicos para culturas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Administrar nutrientes 4R melhorando o manejo do fertilizante P; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhorar o solo para aumentar a raiz e ela ser capaz de absorver P em um grande volume de solo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aplicação de fertilizante P incorporado e/ou próximo ao sistema radicular da planta.</span></li>
</ol>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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		<title>E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 16:51:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[defensivos agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[e-book]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas. Há vários métodos para alcançar a proteção da sua produção de grãos, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="span7 widget-span widget-type-cell " data-widget-type="cell" data-x="0" data-w="7">
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<p>O uso das tecnologias corretas permite o aumento da lucratividade da sua lavoura, pela redução do custo com defensivos agrícolas.</p>
<p>Há vários métodos para alcançar a proteção da sua <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/" target="_blank" rel="noopener">produção de grãos</a></strong>, mas muitas delas são onerosas e não conseguem a eficiência esperada. Conhecendo as ferramentas tecnológicas atuais, é possível fazer a aplicação correta, no tempo que requer essa intervenção e na quantia necessária.</p>
<p>Veja alguns dos conteúdos que aprenderá no e-book:</p>
<ul>
<li>Inspeção de pulverizadores;</li>
<li>Qualidade da água para pulverização;</li>
<li>Adjuvantes;</li>
<li>Mistura de defensivos agrícolas;</li>
<li>Pontas de pulverização e muito mais.</li>
</ul>
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<div class="row-fluid "><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></div>
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		<title>Giberela no trigo: o que é, sintomas e como controlar a doença na lavoura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 14:22:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fungo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, a Giberela alcançou o &#8220;status&#8221; de principal doença nas regiões produtoras de trigo. Por esse motivo, todo agricultor que pretende lidar com este cereal, precisa ficar atento aos sinais e compreender sobre manejos que podem reduzi-la. O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, <strong>a Giberela alcançou o &#8220;status&#8221; de principal doença nas regiões produtoras de trigo.</strong> Por esse motivo, todo agricultor que pretende lidar com este cereal, precisa ficar atento aos sinais e compreender sobre manejos que podem reduzi-la.</p>
<p>O trigo é uma cultura de grande importância mundial, estando sempre entre os mais produzidos e apreciados por suas multifuncionalidades. São muitos subprodutos oriundos deste cereal, porém ele é limitante em condições climáticas.</p>
<p>O Brasil, por ser um país tropical, não favorece muito o cultivo do trigo, que se desenvolve mais plenamente em climas temperados. Isso restringe um pouco seu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">cultivo em nosso país</a></strong>, que em sua grande maioria se concentra no sul e alguns estados do sudeste.</p>
<p>O clima em si, não atrapalha apenas no desenvolvimento deste cereal, mas na ocorrência de doenças fúngicas e que em sua grande maioria está associada à alta umidade. É o caso da <strong>Giberela, conhecida também por fusariose do trigo</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt;"><strong>Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</strong></span></p>
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</div>
<h2>Ocorrência da doença</h2>
<p>A giberela, cujo agente causal é o fungo <i>Gibberella zeae</i> (Schwein.) Petch (anamorfo <i>Fusarium graminearum</i> Schwabe),<strong> é uma das principais doenças em trigo</strong>, sendo transmitida em sua grande maioria, pelas sementes contaminadas.</p>
<p>Esta doença se manifesta mais intensamente em regiões com excesso de chuva e temperaturas amenas durante os períodos de floração e maturação dos grãos, podendo ser encontrada de forma generalizada por todo o mundo.</p>
<p>A doença é mais frequentemente encontrada no trigo, mas também pode afetar a cevada, a aveia, o centeio e algumas gramíneas forrageiras.</p>
<h2>Sintomas da giberela no trigo</h2>
<p>A giberela é melhor reconhecida pelo branqueamento de flores na ponta. Infecções graves podem causar crestamento precoce ou branqueamento de todo o espinho. Outros sintomas incluem descoloração de bronzeado a marrom.</p>
<p>Normalmente um micélio rosado/laranja está presente na base das flores sob condições úmidas, e grãos que são enrugados, brancos e de aparência calcária. Peritécios (corpos escuros de frutificação) são produzidos dentro do micélio, posteriormente no processo de infecção. Espiguetas descoloridas e doentes são estéreis ou contêm sementes murchas/descoloridas (geralmente com uma tonalidade rosa ou laranja).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12037 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-1.jpg" alt="Giberela no trigo" width="370" height="494" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-1.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-1-225x300.jpg 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-1-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<h2>Como ocorre a transmissão da giberela</h2>
<p>A transmissão do patógeno da semente para a plântula, ocorre entre as etapas de disseminação e colonização do seu ciclo de vida. Esse processo implica no transporte que proporciona uma infecção bem-sucedida, dando origem a uma planta doente.</p>
<p>Quanto à quantificação da transmissão, esta pode ser realizada através da detecção dos sintomas nas plantas, partindo do princípio de que o único meio de inoculação foi através da associação do patógeno com a semente.</p>
<p>Patógenos necrotróficos, em sua grande maioria e parte dos biotróficos, utilizam-se da semente como veículo de disseminação, abrigo e sobrevivência.</p>
<p>Dentre os fatores que afetam a transmissão dos patógenos a partir de sementes e, que podem afetar o estabelecimento do patógeno em uma cultura, destacam-se:</p>
<ol>
<li>Espécie cultivada (resistência varietal);</li>
<li>Condições ambientais (umidade ambiental e do solo, temperatura, vento, chuva e luz);</li>
<li>Inóculo (viabilidade, localização na semente, tipo);</li>
<li>Práticas culturais (tipo de solo, pH, população de plantas, profundidade de semeadura e época de plantio, fertilização, etc.);</li>
<li>Sobrevivência do inóculo;</li>
<li>Vigor da semente;</li>
<li>Microflora do solo e da semente, entre outros.</li>
</ol>
<p>Existem ainda duas outras maneiras possíveis de estabelecimento do patógeno no interior das sementes: através do sistema vascular de plantas atacadas e através de órgãos fertilizadores, como grão de pólen contaminado ou infectado.</p>
<p>No caso da contaminação de sementes por patógenos, esta é comumente concretizada pela mistura mecânica do inóculo por ocasião da manipulação de plantas durante a colheita.</p>
<h2>Reduzindo o contágio do patógeno</h2>
<p>Tais fatores podem reduzir ou incrementar significativamente a passagem do patógeno para os órgãos foliares e/ou radiculares da planta hospedeira, refletindo no desenvolvimento da doença na lavoura.</p>
<p>A transmissão de patógenos através das sementes é capaz de propiciar:</p>
<ul>
<li>Introdução do patógeno em novas áreas;</li>
<li>Sobrevivência do microrganismo na ausência do hospedeiro;</li>
<li>Seleção e disseminação de raças específicas a determinados hospedeiros e</li>
<li>Distribuição através da população de plantas como focos primários de inóculo.</li>
</ul>
<p>Por se tratar de uma associação biológica, as taxas de transmissão planta-semente e semente-plântula são bastante influenciadas pelo ambiente e pelas características inerentes ao patógeno e ao hospedeiro.</p>
<p>A idade da planta, na ocasião da infecção, por exemplo, é um dos fatores que afeta a transmissão. De qualquer forma, essa relação biológica é afetada por fatores físicos, biológicos e por aqueles inerentes ao tipo de germinação das sementes.</p>
<p>Para patógenos habitantes do solo, como é o caso dos fungos pertencentes ao gênero <i>Fusarium</i>, o acesso à superfície dos frutos e sementes é favorecido pelo contato direto dessas estruturas com o solo ou através de respingos de chuva, ou de irrigação por aspersão.</p>
<h2>Manejo de controle da giberela no trigo</h2>
<p>A giberela <strong>é considerada a doença do <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">plantio direto</a></strong>. A sobrevivência saprofítica do patógeno em diversos hospedeiros, como espécies de plantas cultivadas, nativas e invasoras, assim como a facilidade de dispersão dos ascósporos, transportados a longa distância pelo vento, faz com que a giberela não seja controlada eficientemente pela rotação de culturas.</p>
<p>A grande disponibilidade de inóculo no ar, durante o período de floração, associada a períodos de molhamento contínuo, tem levado a danos significativos na cultura do trigo.</p>
<p>O escalonamento na época de semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos, são estratégias de escape que possibilitam que as plantas possam atingir o período de predisposição sob condições climáticas adversas ou menos favoráveis ao patógeno.</p>
<p>No Brasil, ainda não estão disponíveis pela pesquisa cultivares resistentes à doença. Há indicação de cultivares com diferentes níveis de tolerância.</p>
<p>A aplicação de <a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>fungicidas</strong></a> específicos na floração é uma estratégia recomendada. A eficácia de controle depende principalmente do fungicida e do momento de aplicação.</p>
<p>A eficácia de <a href="https://rehagro.com.br/blog/produtos-quimicos-ou-biologicos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>controle químico</strong></a> da giberela no campo e o rendimento de grãos de trigo são maiores quando as aplicações de fungicidas específicos são realizadas no início do estádio fenológico de floração.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O maior rendimento de grãos foi obtido com o fungicida metconazole, diferindo estatisticamente da testemunha, com aumento relativo de 29,6%. Uma única aplicação de todos os fungicidas proporcionou aumento médio no rendimento de grãos em relação à testemunha de 24,3%, variando de 15,7% até 29,6% (Tabela 1).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12038" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-2.jpg" alt="Desempenhos de fungicidas aplicados em grãos de trigo com giberela" width="600" height="326" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-2.jpg 626w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-2-300x163.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-2-370x201.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-2-270x147.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Tabela 1 &#8211; Desempenho de fungicidas aplicados no início da floração sobre o rendimento de grãos, peso de mil grãos e incidência de <i>Fusarium graminearum</i> em grãos de trigo.</span></p>
<h2>O que é eficiente contra a giberela no trigo?</h2>
<p>Em termos gerais, é possível reduzir a incidência dessa doença fúngica por meios práticos. Como ela é uma doença que requer a umidade, é preciso fazer o manejo sanitário em restos culturais, caso opte pelo plantio direto.</p>
<p>O uso de cultivares tolerantes à doença também pode ajudar e, ainda, o manejo gradual de mudança de cultivares no plantio, sendo eles de ciclos distintos, auxilia na tolerância da planta e desfavorece a doença.</p>
<p>Por fim, se optar pelo tratamento químico, fique atento à qualidade do produto e principalmente a época de aplicação, que deve ser no início do florescimento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12039 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-3.jpg" alt="Trigo com giberela" width="370" height="424" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-3.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-3-262x300.jpg 262w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-3-270x309.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Brown et al. (2011)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12040 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-4.jpg" alt="Trigo" width="370" height="518" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-4.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-4-214x300.jpg 214w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/giberela-no-trigo-4-270x378.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>A giberela é a principal doença apontada pelos triticultores, mas há outras como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">mancha-amarela</a></strong> e <a href="https://rehagro.com.br/blog/ferrugem-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ferrugem</strong></a>. Todas elas reduzem significativamente a produção e, caso não sejam controladas, podem permanecer nos restos culturais e serem passadas às próximas culturas, comprometendo sua renda!</p>
<p>Além das doenças, há ainda as pragas e <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>daninhas</strong></a>. Ou seja, é preciso entender de forma específica cada uma delas, se quiser alcançar os resultados que almeja em sua produção.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
<p>O <a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Online Agro Para Todos: Descobrindo a Produção de Grãos</strong></a> oferece uma formação essencial para quem deseja compreender os fundamentos da atividade, desde o ciclo das culturas até os desafios do manejo e da comercialização.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Mancha-amarela no trigo: veja os principais impactos e como controlar</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2021 19:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos maiores entraves de qualquer lavoura é a incidência de doenças. No caso dos cereais, existem muitas delas e, de modo geral, os sintomas mais visíveis são as manchas. Neste artigo, abordaremos uma das principais em trigo: a mancha-amarela, ressaltando sua identificação e controle. O passo primordial, antes mesmo da sua identificação, é ter [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores entraves de qualquer lavoura é a incidência de doenças. No caso dos cereais, existem muitas delas e, de modo geral, os sintomas mais visíveis são as manchas. Neste artigo, abordaremos uma das principais em trigo: <strong>a mancha-amarela</strong>, ressaltando sua identificação e controle.</p>
<p>O passo primordial, antes mesmo da sua identificação, é ter a segurança no uso de sementes de qualidade.</p>
<p>Se mesmo assim, doenças como a mancha-amarela surgirem na lavoura, é necessário ficar atento, afinal, os danos são muitos. Quando o assunto é a proteção, conhecer bem a cultivar, saber executar um bom manejo, identificar com precisão as doenças, pode ser a base para trazer sucesso à sua lavoura.</p>
<p>No caso do <a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>trigo</strong></a>, o qual é uma cultura de inverno, boa parte de suas doenças são fúngicas, favorecidas pelo clima e umidade. Portanto, o cuidado precisa ser redobrado.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Qual o impacto da mancha-amarela no trigo?</h2>
<p>A ocorrência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">doenças</a></strong> da parte aérea na cultura do trigo pode causar reduções significativas na produtividade e na qualidade de grãos.</p>
<p>A magnitude dos danos causados depende da suscetibilidade da cultivar, agressividade do patógeno, estádio de desenvolvimento da cultura no momento da infecção e das condições ambientais de cada ano e local.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21607 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-1.jpg" alt="Mancha-amarela no trigo" width="682" height="447" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-1.jpg 682w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-1-300x197.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-1-370x243.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-1-270x177.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-1-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /></p>
<p>Entre as doenças foliares do trigo, a mancha-amarela, causada pelos fungos <i>Drechslera tritici-repentis </i>e <i>Drechslera siccans</i>, aumentou significativamente em importância nos últimos anos, sendo <strong>encontrada em mais de 60% de levantamentos efetuados em campo</strong>.</p>
<h3>Fontes de inóculo</h3>
<p>As principais fontes de inóculo para a mancha-amarela são as sementes infectadas, os restos culturais e hospedeiros alternativos (azevém).</p>
<p>Os ascósporos e conídios, provenientes das fontes de inóculo, são os responsáveis pelo estabelecimento das lesões iniciais. Posteriormente, a produção de toxinas que causam clorose e necrose resulta no crescimento das lesões e contribui para o aumento da epidemia.</p>
<h2>Sintomas da mancha-amarela no trigo</h2>
<p>Os sintomas iniciais da doença são <strong>pequenas lesões, pontuações escuras, e evoluem para necroses com coloração marrom e halo amarelo</strong>, uma característica resultante da produção de toxinas do fungo.</p>
<p>Como componente do processo epidêmico da mancha-amarela, a expansão de lesão deve ser considerada na definição de estratégias de controle para a doença.</p>
<p>Estas lesões são elípticas, podendo atingir 12 mm de comprimento e são circundadas por um halo amarelo. Conidióforos e conídios longos são formados no centro das manchas.</p>
<h2>Como reduzir a incidência da mancha-amarela?</h2>
<p>Em áreas com problemas de mancha-amarela, a rotação de culturas não hospedeiras (aveia, nabo forrageiro, canola) por pelo menos um ano, <strong>pode ser eficiente para reduzir a quantidade de inóculo no campo</strong>, bem como o uso de sementes com boa qualidade sanitária.</p>
<p>Sempre que possível deve-se optar pelo uso de cultivares menos sensíveis à doença.</p>
<h3>Controle químico e tratamento</h3>
<p>O tratamento de sementes com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">fungicidas</a></strong> é outra ferramenta importante, e deve ser realizado sempre que houver presença do patógeno na área ou na semente.</p>
<p>A aplicação foliar de fungicidas para controle da mancha-amarela é indicada após o aparecimento dos primeiros sintomas, quando atingido o limiar de dano econômico.</p>
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<p>A maioria dos fungicidas foliares utilizados para o controle de mancha-amarela possuem os grupos químicos triazol ou estrobilurina, ou a mistura de ambos.</p>
<p>Os fungicidas utilizados são:</p>
<ol>
<li>Piraclostrobina + epoxiconazol (66,5+25 g i.a./ha);</li>
<li>Azoxistrobina + ciproconazol (60+24);</li>
<li>Trifloxistrobina + protioconazol (60+70);</li>
<li>Propiconazol (100) e</li>
<li>Epoxiconazol (62,5) nos estádios de perfilhamento, elongamento e florescimento.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21608 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2.jpg" alt="Tabela de eficiência de fungicidas no controle da mancha-amarela" width="1024" height="436" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2-300x128.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2-768x327.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2-370x158.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2-270x115.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2-740x315.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/mancha-amarela-trigo-2-150x64.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fonte: Deuner (2013)</span></span></p>
<h2>Testes e resultados de tratamentos contra a mancha-amarela</h2>
<p>A <strong>melhor eficiência de controle foi constatada para o tratamento com a primeira aplicação de trifloxistrobina + protioconazol</strong> com adição do propiconazol e as duas subsequentes de trifloxistrobina + protioconazol, com eficiência de 72%.</p>
<p>Os maiores rendimentos foram observados nos tratamentos: três aplicações da mistura piraclostrobina + epoxiconazol (5.034,1 kg/ha); mesma mistura com adição de propiconazol na primeira aplicação (5.072,5 kg/ha); aplicações de trifloxistrobina + protioconazol, com propiconazol adicionado na primeira aplicação (4955,0 kg/ha).</p>
<p>As manchas foliares são melhores controladas pelos triazóis, respondendo positivamente à adição de mais triazol à mistura (triazol + estrobilurina).</p>
<p>Esse procedimento é fundamental em cenários favoráveis às manchas foliares, como cultivares suscetíveis, monocultura de trigo e condições ambientais favoráveis.</p>
<p>Segundo a indicação técnica da pesquisa do trigo, <strong>considera-se um bom controle, quando o fungicida apresenta eficiência superior a 70%</strong>, e controle regular quando a eficiência fica entre 50% e 70%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de melhoramento, por meio de seleção natural, ocorre a cada ano, a cada ciclo e novo cultivar. Isso significa que patógenos também evoluem com as plantas, tornando seu controle cada vez mais difícil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário um planejamento desde a escolha da cultivar e testes de pureza, pois como você viu neste artigo, o inóculo da mancha-amarela vem principalmente de sementes infectadas com plantas hospedeiras.</span></p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
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		<title>Principais estratégias para o controle das doenças do feijoeiro</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/principais-doencas-do-feijoeiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 13:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[feijão]]></category>
		<category><![CDATA[feijoeiro]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro em parceria com o 3RLab realizou a transmissão de um webinar sobre “Estratégias para o controle das principais doenças do feijoeiro”. O tema foi extremamente relevante para os profissionais que atuam na área de grãos e você pode assistir gratuitamente. Para falar sobre o assunto, contamos com um profissional renomado, Pedro Lima, Engenheiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro em parceria com o 3RLab realizou a transmissão de um webinar sobre “<strong>Estratégias para o controle das principais doenças do feijoeiro</strong>”.</p>
<p>O tema foi extremamente relevante para os profissionais que atuam na área de grãos e você pode assistir gratuitamente.</p>
<p>Para falar sobre o assunto, contamos com um profissional renomado, Pedro Lima, Engenheiro Agrônomo SOMA Consultoria.</p>
<p>Veja alguns dos tópicos abordados no webinar:</p>
<ul>
<li>Uso de produtos químicos nas estratégias de controle do mofo branco no feijão;</li>
<li>Importância do manejo adequado da palhada e a irrigação controlada para reduzir a incidência do mofo branco;</li>
<li>Condições climáticas ideais para a propagação do mofo branco;</li>
<li>Manejo do mofo branco por meio do controle biológico com <em>bacillus subtilis </em>e<em> bacillus pumilus</em>;</li>
<li>Prevenção com medidas como tratamento de sementes, aplicação de fungicidas e monitoramento constante da cultura.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Estádio fenológico do trigo: identificação e ciclo de desenvolvimento</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2021 15:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[estádio fenológico]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[trigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ciclo de desenvolvimento do trigo pode ser dividido em três fases: vegetativa, reprodutiva e enchimento de grãos. A escala mais recomendada para a descrição do estádio fenológico de desenvolvimento do trigo é a de Zadoks, por considerar conjuntamente as fases vegetativas e reprodutivas. A escala de Zadoks é constituída por dois dígitos, sendo que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/">Estádio fenológico do trigo: identificação e ciclo de desenvolvimento</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ciclo de desenvolvimento do trigo pode ser dividido em três fases: <strong>vegetativa, reprodutiva e enchimento de grãos</strong>.</p>
<p>A escala mais recomendada para a descrição do estádio fenológico de desenvolvimento do trigo é a de <strong>Zadoks</strong>, por considerar conjuntamente as fases vegetativas e reprodutivas.</p>
<p>A escala de Zadoks é constituída por dois dígitos, sendo que o primeiro corresponde ao estádio principal de desenvolvimento, iniciando com a fase de <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/"><strong>germinação</strong></a> (estádio 0) e finalizando com a fase de <strong>maturidade fisiológica dos grãos</strong> (estádio 9), e o segundo formado pela subdivisão do estádio principal.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Mudanças na morfologia do trigo</h2>
<p>Durante o ciclo de cultivo do trigo, ocorrem duas mudanças na morfologia externa das plantas:</p>
<ol>
<li>Visíveis à olho humano (crescimento + desenvolvimento);</li>
<li>Atividade tecidual (desenvolvimento), nem sempre perceptível.</li>
</ol>
<p>A descrição dos diferentes estados externos e internos através dos quais a colheita de trigo pode ser feita através do uso de diferentes escalas, permitindo uma referência precisa dos diferentes estágios ou estados de desenvolvimento pelo qual a colheita passa.</p>
<h2>Escala de Zadoks no cultivo do trigo</h2>
<p>A escala de Zadoks é a mais utilizada no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/">cultivo de trigo</a></strong> e apenas <strong>descreve estados morfológicos externos de cultivo</strong>, que envolve algum desenvolvimento e outros processos de crescimento.</p>
<p>Esses estados devem ter levados em consideração ao analisar os estados e processos de desenvolvimento e os fatores que os regulam e modificam.</p>
<p>A escala de Zadoks possui 10 fases numeradas de 0 a 9 que descrevem o cultivo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16730" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo.jpg" alt="Estádios fenológicos do trigo" width="700" height="495" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo.jpg 1189w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-300x212.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1024x724.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-768x543.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-370x262.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-270x191.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-740x523.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Estádio fenológico do trigo e componentes de produção.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16732 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo.jpg" alt="Tabela com estádios fenológicos do trigo" width="528" height="395" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo.jpg 528w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-300x224.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-370x277.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-270x202.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16733 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1.jpg" alt="Tabela com estádios fenológicos do trigo" width="542" height="464" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1.jpg 542w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1-300x257.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1-370x317.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1-270x231.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1-350x300.jpg 350w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-1-150x128.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16734 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2.jpg" alt="Tabela com estádios fenológicos do trigo" width="525" height="396" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2.jpg 525w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2-300x226.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2-370x279.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2-270x204.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16728 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-3.jpg" alt="Tabela com estádios fenológicos do trigo" width="525" height="175" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-3.jpg 525w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-3-300x100.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-3-370x123.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-3-270x90.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-estadio-fenologico-trigo-3-150x50.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Tabela representando a escala decimal de desenvolvimento do trigo segundo Zadoks et al. (1974).</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16731" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1.jpg" alt="Fases de desenvolvimento do trigo" width="700" height="410" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1.jpg 1306w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-300x176.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-1024x600.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-768x450.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-370x217.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-270x158.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-740x433.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/estadio-fenologico-trigo-1-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>A escala de Zadoks nos permite, por meio de uma apreciação da morfologia exterior da cultura, tenha uma ideia do estado de desenvolvimento que acontece.</p>
<p>Essa escala é inestimável como uma ferramenta para unificar critérios e falar todo o mesmo idioma ao tomar uma decisão agronômica. Ex.: aplicação de fertilizantes, herbicidas, inseticidas, tratamento com fungicidas.</p>
<p>Para aplicar esta ferramenta corretamente no nível do lote, uma amostragem representativa deve ser realizada.</p>
<p>Devem ser observadas plantas individuais e, a partir disso, será considerado que a colheita atingiu um certo estado quando o mesmo se manifestou em 50% das plantas observadas.</p>
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<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/">Estádio fenológico do trigo: identificação e ciclo de desenvolvimento</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Principais ferramentas de agricultura de precisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 18:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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		<category><![CDATA[mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro juntamente com o 3RLab realizou um webinar especial e de forma totalmente gratuita! O tema foi extremamente relevante para os agricultores: “Ferramentas de Agricultura de Precisão no auxílio para tomada de decisão”. Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: o Engenheiro Agrônomo, Alessandro Alvarenga, que também atua como Consultor Técnico no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro juntamente com o 3RLab realizou um webinar especial e de forma totalmente gratuita! O tema foi extremamente relevante para os agricultores: “Ferramentas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/" target="_blank" rel="noopener">Agricultura de Precisão</a></strong> no auxílio para tomada de decisão”.</p>
<p>Escolhemos um especialista renomado para falar sobre o assunto: o Engenheiro Agrônomo, Alessandro Alvarenga, que também atua como Consultor Técnico no Rehagro<span class="text_exposed_show">.</span></p>
<p>No webinar foram abordados a adoção dessas tecnologias pelos produtores e a importância de uma correta caracterização do solo. Além disso, são apresentadas ferramentas de orientação, amostragem de solo e análise de produtividade para auxiliar no manejo e na otimização dos recursos no campo.</p>
<p>Veja alguns dos tópicos tratados no webinar:</p>
<ul>
<li>As ferramentas de agricultura de precisão na tomada de decisão dos produtores;</li>
<li>Importância da análise da variabilidade espacial e temporal do solo;</li>
<li>A orientação e o tráfego controlado das máquinas e redução da compactação do solo;</li>
<li>O impacto da escolha correta do tamanho do grid amostral de solo na representatividade das análises;</li>
<li>Análise de produtividade e balanço de exportação na gestão dos recursos e dos insumos.</li>
</ul>
<p>Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre o assunto, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá responder em breve.</p>
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		<title>Nematoides na soja: principais tipos e como realizar o controle</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 12:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[grão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[nematoides]]></category>
		<category><![CDATA[pragas]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis). Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, <strong>os nematoides recorrentes à cultura da soja</strong> têm sido os <strong>formadores de galhas</strong> (<i>Meloidogyne</i> spp.), <strong>o de cisto</strong> (<i>Heterodera glycines</i>), <strong>o das lesões radiculares</strong> (<i>Pratylenchus brachyurus</i>) e o <strong>nematoide-reniforme</strong> (<i>Rotylenchulus reniformis</i>).</p>
<p>Espécies como <i>Helicotylenchus dihystera</i> e <i>Scutellonema brachyurus</i> têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. <i>Tubixaba tuxaua</i> também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.</p>
<p>Outro nematoide emergente, <i>Aphelenchoides besseyi</i>, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Evolução dos nematoides</h2>
<p><strong>No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.</strong></p>
<p>O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as <span style="font-size: 12pt;">pragas </span>consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.</p>
<p>Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, <strong>transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete</strong>. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.</p>
<p>Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.</p>
<p>Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.</p>
<p>As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no <strong>sistema radicular</strong> do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos.</p>
<p>Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à <strong>coexistência de</strong> <strong>mais de 100 espécies de fitonematoides</strong>, envolvendo cerca de 50 gêneros.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Nematoide-das-galhas</h2>
<p><strong>Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja.</strong> Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero <i>Meloidogyne </i>reconhecidas em todo o mundo.</p>
<p>Na cultura da soja nacional destacam-se <i>Meloidogyne javanica </i>e <i>M. incognita</i>. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.</p>
<p>Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21610 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1.jpg" alt="Nematoides das galhas" width="512" height="366" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1.jpg 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-300x214.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-370x264.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-270x193.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p>Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.</p>
<p>Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.</p>
<p>Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.</p>
<h3>Sintomas do Nematoide-das-galhas</h3>
<p>No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.</p>
<p>É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/" target="_blank" rel="noopener">germinação das sementes</a></strong>, preferindo sempre as raízes jovens.</p>
<p>O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.</p>
<p>Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.</p>
<p>Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">outras doenças</a></strong>, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para <i>Fusarium solani</i> f. sp. <i>glycines</i>.</p>
<h2>Nematoide-de-cisto-da-soja</h2>
<p><strong>O nematoide-de-cisto-da-soja, <i>Heterodera glycines</i>, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo.</strong> É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21611 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja.jpg" alt="Nematoide de cisto da soja" width="723" height="406" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja.jpg 723w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-300x168.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-370x208.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-270x152.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /></p>
<p>Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para <em>Meloidogyne</em>, e completa-se em torno de três semanas.</p>
<p>A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.</p>
<p><strong>Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas</strong>.</p>
<p>Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/" target="_blank" rel="noopener">potássio</a></strong> (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/" target="_blank" rel="noopener">defensivos agrícolas</a></strong>, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.</p>
<p>Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.</p>
<p>Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.</p>
<h2>Nematoides-das-lesões-radiculares</h2>
<p><strong>Os nematoides-das-lesões-radiculares (<i>Pratylenchu</i>s spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras</strong>, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21612 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2.jpg" alt="Nematoides das lesões radiculares" width="512" height="211" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2.jpg 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-300x124.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-370x152.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-270x111.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-150x62.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p>É um endoparasita migrador que <strong>causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos</strong>. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.</p>
<p>Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários.</p>
<p>Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.</p>
<h2>Nematoide-reniforme</h2>
<p><i>Rotylenchulus reniformis </i>é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.</p>
<p>Até pouco tempo atrás, <strong>esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja</strong>. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21613 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1.jpg" alt="Nematoides reniforme" width="740" height="277" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-300x112.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-370x139.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-270x101.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-150x56.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.</p>
<p>A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.</p>
<p>Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.</p>
<p>O manejo de <i>R. reniformis </i>pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a <i>Meloidogyne </i>spp. ou <i>P. brachyurus</i>, além do uso de cultivares resistentes.</p>
<p>As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a <i>R. reniformis.</i></p>
<h2>Como fazer o controle dos nematoides?</h2>
<p>Atualmente, <strong>práticas de <a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-biologico-de-pragas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">controle biológico</a> fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno”</strong> alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.</p>
<p>Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.</p>
<p>São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:</p>
<ul>
<li>Fungos predadores com a produção de hifas modificadas em armadilhas para captura;</li>
<li>Fungos endoparasitas com produção de esporos que servem de alimento para nematoides;</li>
<li>Fungos oportunistas ou predadores de ovos, que colonizam e perfuram cascas de ovos de nematoides;</li>
<li>Fungos tóxicos, com produção de toxinas que imobilizam o nematoide antes da penetração das hifas.</li>
</ul>
<p>As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.</p>
<p>A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.</p>
<p>O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/" target="_blank" rel="noopener">análise nematológica</a></strong>, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.</p>
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		<title>E-book Produção de milho no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2020 12:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura do milho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste e-book, falaremos sobre como a produção de milho é considerada estratégica para o alicerce da agricultura brasileira. Este grão compõe diversos sistemas de cultivo do país. As tecnologias empregadas nas regiões produtoras deste cereal, torna a oferta de grãos no mercado brasileiro dinâmica. Além disso, também têm relação direta nos preços das commodities agrícolas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste e-book, falaremos sobre como a produção de milho é considerada estratégica para o alicerce da <strong>agricultura brasileira</strong>. Este grão compõe diversos sistemas de cultivo do país.</p>
<p>As tecnologias empregadas nas regiões produtoras deste cereal, torna a oferta de grãos no mercado brasileiro dinâmica.</p>
<p>Além disso, também têm <strong>relação direta nos preços das commodities agrícolas e/ou pecuárias</strong> que compõem os sistemas produtivos em que o milho está inserido.</p>
<p>Para um cultivo com resultados satisfatórios quanto à produtividade, qualidade do produto, lucros e sustentabilidade da atividade, é preciso maior conhecimento sobre a planta de milho e seu ambiente de produção.</p>
<p>Dentre eles, podemos citar: fisiologia e fenologia da planta, condições climáticas, o momento do plantio, plantas daninhas, pragas e <strong>doenças</strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Plantabilidade: como ela funciona e melhora a produtividade?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 17:00:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito. Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O potencial produtivo das culturas inicia no momento da semeadura, semeando errado a probabilidade de colher baixas produtividades aumentam muito.</p>
<p>Ao considerar uma semeadora com espaçamento entre linhas de 50 cm temos 20.000 metros lineares, ao considerar uma semeadora de 10 carrinhos temos 2.000 metros lineares por carrinho por hectare, em uma propriedade com área cultivada de 500 hectares cada carrinho irá percorrer 1.000 quilômetros.</p>
<p>Nesse sentido podemos observar a necessidade da manutenção das semeadoras e realizar os cálculos que a falha pode ocasionar no momento do plantio. <strong>A boa plantabilidade mais o uso de sementes de qualidade é a receita que irá garantir altos rendimentos.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é plantabilidade?</h2>
<p>A plantabilidade é definida como a <strong>distribuição uniforme de sementes ao longo do sulco de semeadura</strong> com a população e a profundidade correta. Sendo assim, deve-se buscar pela maior porcentagem possível de espaçamentos aceitáveis entre uma semente e outra e o mínimo possível de duplas e falhas.</p>
<p>Ao deparar com uma maior porcentagem de falha os problemas que podem acontecer será a perda de produção pela falta da planta, além disso, poderá acontecer a entrada de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a>. No caso de plantas duplas ocorrerá a presença de plantas dominadas, acamamento da cultura acarretando perdas na colheita e dificuldade no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-de-doencas-em-milho/" target="_blank" rel="noopener">controle de doenças</a></strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Coeficiente de variação do estande de plantio</h2>
<p>A fim de identificar tais problemas, a medida mais utilizada é a avaliação do coeficiente de variação do estande de plantio.</p>
<p>Para isso, após a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/" target="_blank" rel="noopener">planta germinada</a></strong> (estádio V2 a V3 – quando as plantas de milho apresentam de duas a três folhas e a soja apresenta o seu segundo ou terceiro trifólio) é realizado a medida de espaçamento entre uma planta e outra em 5 metros lineares em 5 linhas de plantio sendo considerado no mínimo 5 subamostras por gleba de produção.</p>
<p>Para o cálculo do coeficiente de variação, é realizado o cálculo da média dos espaçamentos realizados e o cálculo do desvio padrão dos espaçamentos obtidos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12060" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/coeficiente-de-variacao-300x96.jpg" alt="Coeficiente de variação" width="200" height="64" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/coeficiente-de-variacao-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/coeficiente-de-variacao-370x119.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/coeficiente-de-variacao-270x87.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/coeficiente-de-variacao.jpg 399w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p>Onde:</p>
<ul>
<li><strong>CV = coeficiente de variação;</strong></li>
<li><strong>δ = desvio padrão;</strong></li>
<li><strong>μ = média.</strong></li>
</ul>
<p>Para a cultura da soja é considerado aceitável um coeficiente de variação menor que 50% e para a cultura do milho é considerado um coeficiente de variação aceitável menor que 30%.</p>
<p>Dentre os fatores que interferem diretamente na distribuição de plantas, a velocidade de plantio é a que pode apresentar maior influência na distribuição longitudinal de plantas. Para isso, a fim de manter o menor coeficiente de variação, o ideal e manter a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h.</p>
<p>Para a comparação entre os coeficientes de variação vale ressaltar que deve ser realizada com as populações de plantas iguais. Na propriedade poderá ser construído um banco de dados das populações estabelecidas com os seus respectivos coeficientes de variação, e estabelecer metas a fim de reduzir o coeficiente de variação e obter melhor plantabilidade.</p>
<h2>Fatores que interferem em uma boa plantabilidade</h2>
<p>Além da velocidade de plantio, alguns fatores que podem interferir na plantabilidade das culturas são questões referentes ao solo.</p>
<p>O tipo de preparo do solo seja ele convencional ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto</a></strong>, para isso deve ser realizada uma boa regulagem da máquina com um sistema eficiente de corte da palhada no caso de plantio direto.</p>
<p>A <strong>umidade é outro fator que apresenta grande interferência na plantabilidade</strong>, solos mais úmidos podem apresentar maiores problemas de embuchamento durante a semeadura das culturas. Para um bom plantio sobre a palhada a mesma deve estar seca a fim de evitar o envelopamento e garantir uma boa plantabilidade.</p>
<p>A qualidade das sementes seja ela fisiológica e sanitária irão interferir quando a uniformidade de germinação das culturas, para isso deve-se obter sementes com alta germinação e vigor.</p>
<p>Os fertilizantes também merecem atenção, para isso deve-se obter <strong>fertilizantes com boa qualidade física que apresentem boa uniformidade de partículas a fim de evitar a segregação das partículas</strong>. Apresentando menores paradas durante a semeadura no desentupimento dos mangotes.</p>
<p>Quanto às máquinas, o tipo de disco de corte utilizado, seja ele liso ou corrugado a pressão da mola no disco de corte irá interferir diretamente na qualidade do corte da palhada.</p>
<p>Quanto aos sulcadores existem dois tipos, a haste (facão) ou disco duplo. O disco duplo tem uma menor demanda de potência do trator e apresenta uma menor área mobilizada do sulco. No caso da haste pode promover uma leve escarificação do solo e depósito em maior profundidade do fertilizante.</p>
<p>Quanto ao mecanismo dosador de sementes no mercado existem as pneumáticas e as mecânicas:</p>
<ul>
<li>Nas <strong>semeadoras mecânicas</strong> a escolha do disco e anel apropriado é um dos fatores que interferem diretamente na qualidade da semeadura. Para sementes redondas deve-se optar por anel rebaixado, quanto ao disco deve-se optar pelo disco que entre apenas uma semente em cada furo;</li>
<li>Nas <strong>pneumáticas</strong> deve-se atentar a pressão do vácuo em cada uma das linhas, falta de vácuo pode causar falha e excesso de vácuo pode causar dupla. Outro fator é quanto a pressão do pneu da roda motriz, conferir a pressão garante uma melhor uniformidade de deposição das sementes.</li>
</ul>
<p>A fim de evitar esses problemas, a manutenção das máquinas como lubrificação da máquina, engraxamento dos pinos graxeiros, manutenção dos dosadores de fertilizantes, discos de corte desgastados, manutenção das molas, quantidade de grafite a ser colocada para manutenção da escoabilidade sendo ideal 5 gramas de grafite por quilo de semente.</p>
<p>Para obter uma boa plantabilidade a manutenção da semeadora e conferência do coeficiente de variação da população obtida torna-se um dos fatores primordiais para garantia do potencial produtivo das culturas.</p>
<p>Para realizar o acompanhamento da plantabilidade durante o processo de semeadura das culturas, pode ser feita uma planilha com um checklist, levantamento de plantas e fertilizantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12061 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-checklist.jpg" alt="Checklist semeadura" width="448" height="491" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-checklist.jpg 448w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-checklist-274x300.jpg 274w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-checklist-370x406.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-checklist-270x296.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Check list antes de iniciar a semeadura</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12063" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-levantamento-plantas.jpg" alt="Levantamento de plantas" width="600" height="260" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-levantamento-plantas.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-levantamento-plantas-300x130.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-levantamento-plantas-370x161.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-levantamento-plantas-270x117.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Levantamento de plantas</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12062" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-fertilizantes.jpg" alt="Fertilizantes" width="600" height="183" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-fertilizantes.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-fertilizantes-300x91.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-fertilizantes-370x113.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-fertilizantes-270x82.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-fertilizantes-740x225.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fertilizantes</span></p>
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		<item>
		<title>Micro-organismos no solo: qual a importância para a fertilidade?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 18:32:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa. As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo. A agregação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O</strong> <strong>solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais</strong> presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa.</p>
<p>As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.</p>
<p>A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.</p>
<p>Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</div>
<h2>Microrganismos e estabilidade do solo</h2>
<p>A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/" target="_blank" rel="noopener">saúde do solo</a></strong> define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.</p>
<p>Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.</p>
<p>As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Bactérias promotoras de crescimento</h2>
<p><strong>Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos</strong> por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido. </span></p>
<p>Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas <strong>protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. </strong>Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.</p>
<p>Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é, em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.</p>
<p>O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">fonte de nitrogênio</a></strong>.</p>
<p>Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.</p>
<p>A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.</p>
<p>As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.</p>
<p>A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.</p>
<p>As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microrganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.</p>
<p>Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12069" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1.jpg" alt="Microrganismos no solo" width="600" height="300" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1.jpg 700w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1-300x150.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1-370x185.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1-270x135.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h3>Inoculantes bacterianos</h3>
<p>Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos de produção</strong></a> e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.</p>
<p>Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, por exemplo, a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.</p>
<p>De forma geral, <strong>os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente</strong>. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.</p>
<p>Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.</p>
<h2><b>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola. </span></p>
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		<title>Inteligência artificial na agricultura: principais benefícios e aplicações</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-agricultura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2020 18:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[feijão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Inteligência Artificial (IA)</strong> é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um <strong>uso mais sustentável dos recursos disponíveis.</strong></p>
<p>A indústria agrícola agora está experimentando um <strong>rápido crescimento</strong> e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos e tecnologias de ponta como sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros revolucionou totalmente este setor.</p>
<p>Em 2017, o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$ 545 milhões, em 2023 foi avaliado em US$ 1,91 bilhão e a projeção é de crescimento anual composto (CAGR) de 25,5% entre 2024 e 2030.</p>
<p>Aproveitando a inteligência artificial, as empresas agrícolas e os agricultores conseguirão aumentar a produção para atender às demandas de alimentos que mais precisam. Uma vez que os humanos trabalham duro e só podem funcionar por algumas horas, as máquinas não têm um horário fixo para trabalhar.</p>
<p>A mente de cada pessoa não tem fortes habilidades de tomada de decisão que podem levar a decisões inadequadas e indecorosas. Por outro lado, as máquinas com tecnologia de IA aprendem melhor as situações ou o ambiente e tomam decisões firmes.</p>
<p>Hoje, a inteligência artificial tem um <strong>grande impacto na agricultura</strong>, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>O que podemos fazer com a inteligência artificial no campo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, ela pode determinar a qualidade das safras de grãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tradicionalmente, os agricultores teriam que avaliar manualmente os grãos, verificando se há doenças, pragas e a qualidade geral da safra. No entanto, esse processo é caro, demorado e suscetível a erro humano. Além disso, a inspeção humana pode levar a rendimentos mais baixos, pois as colheitas são danificadas durante a inspeção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A IA não só oferece a possibilidade de </span><strong>reduzir o custo</strong><span style="font-weight: 400;"> e o tempo gasto para realizar a inspeção, mas também permite que muito mais seja feito com os dados coletados.</span></p>
<p>A tecnologia pode determinar rapidamente:</p>
<ul>
<li>Doenças ou pragas;</li>
<li>Recomendar um curso de ação e</li>
<li><span style="font-weight: 400;">A escala necessária para resolver o problema.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essas informações, as soluções podem ser encontradas rapidamente e o problema corrigido com um custo ambiental mínimo. Este monitoramento também é muito menos intrusivo se comparado aos demais e, portanto, reduz o desperdício da colheita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro benefício da IA é sua capacidade de prever o rendimento das safras. Ele pode fazer isso monitorando a </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/">germinação</a></strong><span style="font-weight: 400;"> e a saúde das sementes, ao mesmo tempo que leva em consideração os recursos e insumos das fazendas usando redes neurais artificiais (RNAs).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O inverso também é verdadeiro, as RNAs podem indicar quais entradas são necessárias para atingir o rendimento desejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ter uma compreensão mais clara dos insumos necessários, torna a agricultura mais eficiente e minimiza o desperdício.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inteligência artificial tem muito a oferecer ao setor agrícola e pode monitorar variáveis ​​em um nível de detalhe com o qual os humanos não podem competir. Ela pode fornecer informações em tempo real sobre a saúde da planta, a qualidade do solo e as condições climáticas, permitindo que ajustes automatizados ocorram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso aumentará o rendimento e, ao mesmo tempo, minimizará o gasto de energia, uma vantagem para os agricultores e para o planeta. Particularmente importante para a irrigação, que é responsável por 80% da energia de entrada da agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A IA possibilita a criação de bancos de dados públicos, que podem informar a gestão da fazenda e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada fazenda terá uma estratégia de manejo diferente, portanto, ao compartilhar essas informações, pode expor os agricultores a métodos que podem adotar para aumentar sua eficácia. Por sua vez, melhorando a eficiência do setor como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso garante que o setor agrícola está defendendo as melhores práticas e terá padrões em constante evolução, à medida que as fazendas continuam a inovar e compartilhar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a IA tem um grande impacto no espaço agrícola, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16426 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-1024x647.jpg" alt="Inteligência artificial na agricultura" width="770" height="487" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-1024x647.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-300x190.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-768x485.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-370x234.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-270x171.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-740x467.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-150x95.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<h2>Quais aplicações da Inteligência artificial na agricultura?</h2>
<h3>Monitorando a saúde da colheita</h3>
<p>Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.</p>
<p>Além disso, podem trazer mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.</p>
<p>Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como podem avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.</p>
<h3>Fornecendo insights baseados em imagens</h3>
<p>Com a ajuda de tecnologia de visão computacional e dados coletados por drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta para acelerar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/" target="_blank" rel="noopener">agricultura de precisão</a></strong>.</p>
<p>Esta é <strong>uma das áreas significativas na agricultura de hoje</strong>. As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo e levantamento e mapeamento do solo.</p>
<h3>Gerenciando desafios ambientais</h3>
<p>Desafios ambientais, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/mudancas-climaticas-globais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mudanças climáticas</strong></a> e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.</p>
<p>A inteligência artificial ajuda a lidar com a mudança climática, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.</p>
<h3>Agricultura de precisão</h3>
<p>Neste processo, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das plantas com a ajuda da IA.</p>
<p>Além disso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/" target="_blank" rel="noopener">os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas</a></strong> e, em seguida, decidir quais herbicidas ou herbicidas aplicar na zona certa. Esses sensores ajudam a impedir a aplicação excessiva de herbicidas e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.</p>
<p>Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16427 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-1024x532.jpg" alt="Mulher em uma plantação" width="770" height="400" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-1024x532.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-300x156.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-768x399.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-370x192.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-270x140.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-740x385.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-150x78.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<h3>Fatores desafiadores e crescentes da IA ​​na agricultura</h3>
<p>Apesar do grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda há <strong>falta de familiaridade com as tecnologias</strong> mais recentes na maior parte do mundo.</p>
<p>Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura pode ser um fator de restrição para a digitalização do setor agrícola.</p>
<p>Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA ​​global no mercado agrícola.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As aplicações da inteligência artificial na agricultura compreendem:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Robôs agrícolas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tratores autônomos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Drones agrícolas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Monitoramento da saúde da colheita;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reconhecimento facial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sistemas de irrigação automatizados.</span></li>
</ol>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme você conferiu neste artigo, a inteligência artificial auxilia o produtor desde a detecção de necessidades do solo, doenças, pragas e até na qualidade da safra, mas por ser algo novo, muitos ficam inseguros em implementar e quantificar o que sua fazenda precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os benefícios são muitos, mas é preciso um plano de negócio assertivo para empregar esse investimento em seu negócio.</span></p>
<h2>Domine a agricultura de precisão e leve mais eficiência para sua produção de grãos!</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/passo-a-passo-na-agricultura-de-precisao-em-graos?utm_campaign=materiais-cl-apg&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Agricultura de Precisão na Produção de Grãos</a></strong> é 100% online, objetivo e voltado para a prática, ideal para profissionais que querem aprofundar seus conhecimentos com base em situações reais.</p>
<p>Se você quer entender, de forma clara e aplicada, como utilizar mapas, sensores, softwares e dados agronômicos para tomar decisões mais assertivas no campo, este curso é pra você.</p>
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		<item>
		<title>Análise microbiológica do solo: como realizar essa técnica?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 18:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O solo é a base da agricultura, então entendê-lo é mais do que uma missão, é necessário. Tanto para os plantios anuais, perenes ou até para a pecuária, realizar uma análise microbiológica do solo e saber a sua composição fará toda a diferença no manejo. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O solo é a base da agricultura, então entendê-lo é mais do que uma missão, é necessário. Tanto para os plantios anuais, perenes ou até para a pecuária, realizar uma análise microbiológica do solo e saber a sua composição fará toda a diferença no manejo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Composição do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As propriedades do solo se dividem em química, </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/ambiente-fisico-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>física</strong> </a><span style="font-weight: 400;">e biológica. Sua composição depende de diversos fatores como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relevo; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Clima;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Temperatura;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rocha originária da formação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Organismos vivos.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre esse último tópico, os <a href="https://rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>microrganismos</strong></a> fazem parte da propriedade biológica desse solo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10742" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo.jpg" alt="Esquema didático sobre as características da composição do solo." width="450" height="354" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo-300x236.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo-370x291.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo-270x212.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Esquema didático sobre a composição do solo</span></span></p>
<h2>Propriedade biológica do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte biológica do solo é constituída por <strong>microrganismos (cerca de 70%), raízes e fauna</strong>. Além disso, ela apresenta uma estreita inter-relação com os componentes físicos e químicos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Toda essa parte das propriedades do solo, unidas aos microrganismos, influenciam não só a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, mas também suas funções ecológicas e serviços ambientais.</span></p></blockquote>
<h2>Histórico do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O grau de revolvimento mecânico, juntamente com a qualidade e a quantidade do resíduo vegetal que são aportados ao solo, fazem com que todo o sistema de uso ou manejo deixe sua impressão digital, sua assinatura biológica, no solo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10743 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido.jpg" alt="Escavadeira revolvendo o solo." width="395" height="513" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido.jpg 395w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido-231x300.jpg 231w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido-370x481.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido-270x351.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Escavadeira revolvendo o solo</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As determinações de atividade enzimática são uma das vias de formação da memória do solo. Isso decorre do fato de que a atividade enzimática total de um solo é o somatório de:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atividade enzimática dos organismos vivos (microrganismos, plantas e animais);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Enzimas abiônticas (associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Matéria orgânica.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade do solo de estabilizar e proteger enzimas está relacionada à sua capacidade de armazenar e estabilizar MO (afinal a enzima é uma molécula orgânica) e outras propriedades estruturais associadas (agregação e porosidade), que são de difícil detecção num curto período, diferentemente da atividade enzimática.</span></p>
<h2>Saúde do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os parâmetros utilizados para caracterizar o componente biológico dos solos e avaliar a sua saúde/qualidade, destacam-se as avaliações de biomassa microbiana e de atividade enzimática.</span></p>
<h3>Biomassa</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A biomassa microbiana do solo, como o próprio nome diz, avalia a massa dos microrganismos no solo e é expressa como mg de C, N, e/ou P nos microrganismos por quilograma de solo.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A biomassa é a parte viva e mais ativa da MOS sendo constituída, principalmente, por fungos, bactérias e actinomicetos.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da sua importância em relação ao teor total de MOS, o tamanho dos componentes vivos é relativamente pequeno, variando de 1% a 5%.</span></p>
<h3>Enzimas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No solo, as enzimas participam como catalizadoras das reações metabólicas intracelulares, que ocorrem nos seres vivos. Além disso, as enzimas extracelulares desempenham papel fundamental, atuando em várias reações que resultam na decomposição de resíduos orgânicos, tais como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ligninases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Celulases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Proteases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Glucosidases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Galactosidases. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As enzimas também desempenham papéis importantes na ciclagem de nutrientes, os quais podemos citar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fosfatases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Amidases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Urease;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sulfatase. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, mas não menos importante, as enzimas estão ligadas à formação da MOS e da estrutura do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O potencial das análises de atividade enzimática como indicadores de grande sensibilidade, especialmente β-glicosidase e arilsulfatase, tem sido verificado no Cerrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim foi ficando cada vez mais claro a necessidade de incluir também a análise dos <a href="https://rehagro.com.br/blog/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bioindicadores</strong></a> nas avaliações de rotina do solo, principalmente quando se adota o <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong></a> devido ao manejo de conservação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a expansão acelerada dos plantios, se faz necessário um <strong>solo construído de forma equilibrada</strong> e adequada para as culturas e as análises, portanto, se tornam imprescindíveis.</span></p>
<h3>Atenção!</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como vimos nesse artigo, o solo é essencial, independente da ação agrícola que o produtor fará em sua fazenda. No entanto, um sistema de conservação como o SPD não permite grandes ações no solo e isso, muitas vezes, atrapalha sua aeração. Assim é necessário o uso de maquinários, como subsoladores e escarificadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender a microbiologia do solo é importante, mas se o solo apresenta compactação, o sistema poderá ficar comprometido. </span></p>
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		<title>Tráfego controlado de máquinas agrícolas: principais aspectos e benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 15:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[máquinas]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas décadas, com a intensificação do sistema de produção de grãos e adoção do sistema de plantio direto (SPD), impulsionou o uso de máquinas agrícolas de maior capacidade para aumentar os rendimentos operacionais e redução do custo das operações agrícolas. Em contrapartida, o aumento do tamanho das máquinas associado aos seus pesos, a indústria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nas últimas décadas, com a intensificação do sistema de produção de grãos e adoção do <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong></a>, impulsionou o uso de máquinas agrícolas de maior capacidade para aumentar os rendimentos operacionais e redução do custo das operações agrícolas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, o aumento do tamanho das máquinas associado aos seus pesos, a indústria de máquinas agrícolas com intuito de amenizar os efeitos, tem desenvolvido <strong>tecnologia em pneus e orientação a fim de reduzir as pressões de contato com o solo</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gimenez e Milan (2007) relatam que na região dos Campos Gerais no estado do Paraná e no sul do estado de São Paulo os operadores de máquinas agrícolas não recebem capacitação suficiente e propriedades maiores faz o uso mais eficiente de máquinas agrícolas, e a potência por área dos tratores nas menores propriedades foi duas vezes maior que observada nas maiores propriedades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo as <strong>máquinas agrícolas o segundo maior investimento</strong>, e a adequação ao tamanho da propriedade um fator fundamental na redução de <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos</strong></a>.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Quais os benefícios do uso do Sistema de Tráfego Controlado?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O tráfego de máquinas agrícolas é indicado como uma das principais causas da <a href="https://rehagro.com.br/blog/compactacao-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>compactação dos solos</strong></a>, intensificando pelo incremento no peso das máquinas e implementos agrícolas, e pela intensidade do uso do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o <strong>sistema de tráfego controlado (STC)</strong> de máquinas agrícolas pode reduzir a demanda de tração de forma significativa, por meio da menor resistência ao deslocamento dos pneus em áreas trafegadas permanentemente, apresentando <strong>menor compactação em áreas destinadas ao cultivo de plantas</strong> e sem o tráfego de máquinas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção do STC em larga escala ainda é baixa, apresentando destaque para a Austrália com aproximadamente 30 a 40% do total da área no sistema de produção de grãos manejados sob STC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de linhas de tráfego de acordo com as condições de tráfego do terreno pode representar 15% da área cultivada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A modificação comercial das máquinas agrícolas e o desenvolvimento de sistemas orientação de precisão com variação 2 cm de acurácia (RTK e DGNSS: Real Time Kinematic e Differencial Global Navigation Satellite System) vieram para facilitar a adoção do STC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção comercial do STC concentra e <strong>melhora a trafegabilidade</strong>, ao mesmo tempo em que auxilia a melhoria da estrutura do solo entre as linhas de tráfego. <strong>O aspecto mais valioso da tecnologia é seu benefício em áreas cultivadas sujeitas à compactação</strong>.</span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/compactacao-do-solo-como-diagnosticar?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=webinar-compactacao-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38605 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo.png" alt="Webinar compactação do solo" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/webinar-compactacao-solo-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a <em>Australlian Controlled Traffic Farming Association</em> (ACTFA, 2020), <strong>define o tráfego controlado de máquinas agrícolas como um sistema no qual</strong>: </span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Todas as máquinas têm a mesma largura de trabalho e bitola (distância entre as rodas em um eixo) de modo que o tráfego no campo seja restrito à menor área possível de vias permanentes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Todas as máquinas são capazes de uma orientação precisa ao longo das faixas de tráfego permanente; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Uma grade de tráfego permanente é projetado para otimizar a drenagem superficial e logística. Sendo os componentes essenciais para o sistema de tráfego controlado.</span></li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16496 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-1024x564.jpg" alt="Máquina agrícola em campo aberto com pessoas e outras máquinas ao fundo." width="770" height="424" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-1024x564.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-300x165.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-768x423.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-370x204.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-270x149.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-740x407.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1-150x83.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-1.jpg 1424w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a conversão do sistema convencional para o STC devem ser considerado os seguintes aspectos: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Sistema de orientação com acurácia (RTK e DGNSS, ± 2 cm de correção) para que as máquinas sempre passem nas linhas de tráfego permanentes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Máquinas que sejam correspondentes para combinar o espaçamento da bitola e escolher uma largura de operação que ajuste as operações de semeadura e colheita afim de combinar com o pulverizador estabelecendo uma relação 3:1; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Otimizar as linhas de tráfego, e o gerenciamento e orientação permanente das linhas de tráfego;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Linhas de tráfego de acordo com a declividade do terreno reduzindo o risco de erosão, e aplicação subsequente de tecnologia a taxa variável de insumos.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16498" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-300x225.jpg" alt="Máquina agrícola em um campo aberto" width="650" height="488" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-300x225.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-1024x768.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-768x576.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-370x278.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-270x203.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-740x555.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3-150x113.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-3.jpg 1180w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<h3>Sistema de tráfego controlado alinhado a outras tecnologias</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente existem softwares dedicados ao desenvolvimento de linhas de tráfego, onde determinam a extensão e localização das rodas nos campos de produção, de acordo com as máquinas disponíveis na fazenda. Sendo uma ferramenta para a tomada de decisão com base em cenários para a conversão do sistema convencional para o STC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de sensores multiespectrais embarcados no <a href="https://rehagro.com.br/blog/drones-na-agricultura/" target="_blank" rel="noopener"><strong>drone</strong></a> para obtenção do modelo digital de elevação (MDE), possibilita realizar análise de declividade do terreno, sendo uma das principais informações para análise de cenários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A integração de linhas de tráfego com o modelo de erosão do solo apresenta grande acurácia na dependência espacial, podendo ser um importante planejamento para a conservação do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o manejo da compactação do solo, a identificação de processos responsáveis por mudanças nas propriedades físicas do solo e práticas agrícolas que possam ser adotadas para minimizar problemas de compactação do solo, são <strong>essenciais a fim de reduzir o risco de perdas de produtividade</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, STC é um meio eficaz para o gerenciamento da compactação, restringindo todas as rodas à menor área possível de faixas de tráfego permanentes.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16500 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/rota-maquina-agricola.jpg" alt="Faixas de tráfego de máquinas agrícolas" width="512" height="252" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/rota-maquina-agricola.jpg 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/rota-maquina-agricola-300x148.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/rota-maquina-agricola-370x182.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/rota-maquina-agricola-270x133.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/rota-maquina-agricola-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesorregião do Campo das Vertentes no estado de Minas Gerais, os solos cultivados sob SPD são classificados como Latossolo, Argilsolo e Cambissolo com característica de relevo ondulado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No <strong>sistema de produção de grãos praticado pelos produtores são adotados a rotação de culturas</strong> com o plantio de soja realizado na primeira safra seguido de trigo na segunda safra e/ou feijão na primeira safra e milho consorciado com braquiária na segunda safra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cultivo de soja em rotação com o <a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>trigo</strong></a>, são realizadas duas operações de semeadura, três operações de fertilização, doze operações de pulverização e duas operações de <a href="https://rehagro.com.br/blog/colheita-mecanizada/" target="_blank" rel="noopener"><strong>colheita</strong></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As operações de pulverização e colheita, podem acontecer após a ocorrência de chuvas, apresentando condições adversas ao manejo sustentável do solo. Nesse sentido, a adoção do STC visam a manutenção do manejo sustentável do sistema de produção de grãos.</span></p>
<h2>O uso do sistema de tráfego controlado no Brasil</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil o STC vem sendo adotado em cultivos de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantio-da-cana-de-acucar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cana-de-açúcar</strong></a>, seu principal benefício é durante as operações de colheita, sendo realizadas pela colhedora e um transbordo para transporte do produto colhido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>O STC promove melhores condições para as condições físicas do solo, apresentando baixa densidade do solo e maior macroporosidade</strong>. O STC proporcionou incremento no desenvolvimento radicular e na produtividade de cana-de-açúcar.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16499 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-4.jpg" alt="Sistema de tráfego controlado de máquinas agrícolas" width="452" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-4.jpg 452w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-4-300x219.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-4-370x270.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-4-270x197.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/maquina-agricola-4-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil o STC em cultivos de grãos ainda é incipiente. Ao comparar diferentes sistemas de manejo, a área trafegada por máquinas dentro da lavoura em preparo convencional é de aproximadamente 82%, em SPD o tráfego chega a 46% e com STC de 14% da área total da lavoura sofre pressão de pneus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O STC em cultivo de grãos no Paraná promoveu aumento da RP na linha central do tráfego na camada de 5 a 40 cm, e incremento do comprimento radicular na camada de 0 a 10 cm. Devido à compactação moderada e precipitação elevada não houve incrementos de produtividade na cultura da soja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O efeito do STC sob SPD após 10 anos, houve incremento de matéria orgânica e P disponível até a camada de 30 cm de profundidade. Houve também incrementos de <a href="https://rehagro.com.br/blog/penetracao-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>macroporosidade</strong></a> e taxas de infiltração de água nos tratamentos com STC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O STC combinado com o SPD, é um <strong>valioso sistema para restaurar a produtividade de solos</strong> com risco de degradação, promovendo uma agricultura sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A variação da compactação é devida a deslocamentos laterais do solo, tendo a variação do tipo de rodado e interação solo-pneu com a condição do solo no momento do tráfego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condutividade elétrica aparente do solo (CEa) pode ser uma ferramenta para determinação das linhas de tráfego e caracterização da compactação do solo em solos argilosos e siltosos, nas camadas superficiais e no subsolo foi possível identificar a diferença da compactação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das <strong>principais barreiras para adoção do STC é devido à incompatibilidade e necessidade de modificação das máquinas</strong> de acordo com as características do local e o risco de os produtores perderem as garantias. Outra barreira se dá pelo fato de os produtores cultivarem em áreas arrendadas necessitando alteração do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Austrália e na Europa organizações como a ACTFA e CTF Europe Ltd., auxiliam os produtores no desenvolvimento de linhas de tráfego adequadas ao sistema de produção. </span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Herbicida pré-emergente para soja: guia para um manejo eficaz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 16:30:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[herbicidas]]></category>
		<category><![CDATA[planta]]></category>
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		<category><![CDATA[pragas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo grande volume utilizado nos últimos anos, os herbicidas se destacam como defensivos muito importantes na obtenção de alta produtividade em grandes áreas, sendo uma alternativa eficaz e economicamente viável. Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo grande volume utilizado nos últimos anos, <strong>os herbicidas se destacam como defensivos muito importantes na obtenção de alta produtividade em grandes áreas, sendo uma alternativa eficaz e economicamente viável.</strong></p>
<p>Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência ou em pré-plantio incorporado.</p>
<p>A intensidade, a época e o efeito residual de herbicidas aplicados no controle de plantas daninhas têm efeito direto e relevante no potencial produtivo das culturas.</p>
<p>Esse controle é importante devido à competição das plantas daninhas com as culturas por fatores indispensáveis à expressão de seu potencial produtivo, como água, luz e nutrientes.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Desafios ambientais na utilização de herbicidas pré-emergentes</h2>
<p>O herbicida ideal seria aquele que efetuasse o controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> com a maior eficiência possível e logo depois se dissipasse sem deixar vestígios e sem ocasionar nenhum dano ao ambiente, cumprindo assim também o seu segundo objetivo.</p>
<p>Devido à <strong>elevada utilização de herbicidas pré-emergentes</strong> nos cultivos agrícolas brasileiros, tem-se observado <strong>maior preocupação quanto à contaminação do ambiente</strong> e à utilização racional dos recursos hídricos e do solo.</p>
<p>Entre os efeitos diretos percebidos pelos produtores estão os sintomas de intoxicação e a redução de produtividade das culturas, ocasionados por herbicidas de ação residual.</p>
<p>Sua permanência e degradação no solo são processos-chave na determinação do seu efeito residual, sendo fundamentais para avaliar a eficiência de controle das plantas daninhas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Herbicidas e Soja RR®</h2>
<p>No Brasil, a liberação oficial da soja RR® que confere a resistência ao herbicida <em>glyphosate</em> deu-se no ano de 1998. <strong>A partir da legalização, a soja RR® passou a ser amplamente cultivada pelos agricultores, sendo sua adoção considerada a mais rápida da agricultura mundial.</strong></p>
<p>Como a inserção do evento biotecnológico da resistência ao <em>glyphosate</em> favoreceu o manejo das plantas daninhas em soja, este também foi introduzido no milho, sendo oficializado o comércio de milho RR® no Brasil em 2008, no entanto, sua aceitação por parte dos agricultores foi menor em relação a da soja.</p>
<p>Inicialmente os motivos da baixa adesão do milho RR® foi o fato de ainda haver opções de herbicidas eficientes para o manejo das plantas daninhas em milho, o maior custo das sementes com a tecnologia RR®, e a possibilidade de plantas voluntárias de milho RR® serem originadas em cultivos subsequentes, tornando-se plantas daninhas importantes, principalmente em sistema de cultivo em que a soja é cultivada após o milho RR®.</p>
<p>No cultivo da soja RR® em sucessão ao milho RR® é caracterizado o problema técnico. As sementes de milho que restam sobre a área germinam no cultivo da soja, infestando-a e criando uma competição interespecífica para cultura naquele momento.</p>
<p>Dessa maneira o milho presente torna-se planta indesejada e de difícil manejo, com potencial de reduzir em até 69,9% a produtividade da cultura da soja.</p>
<p>Nessas situações é intitulado comumente como milho voluntário RR®, milho tiguera, restevas braba e/ou milho guaxo, em que se opta por alternativas de controle pós-emergência através de herbicidas graminicidas.</p>
<p>Plantas voluntárias de milho RR® emergidas em lavouras de soja não são controladas pelo <em>glyphosate</em>, sendo os herbicidas inibidores da enzima Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCase) as alternativas adequadas para pós-emergência.</p>
<p>Entretanto, há variabilidade na eficiência de controle dentre os herbicidas inibidores da ACCase para gramíneas, e tendo em vista que a competição do milho na fase inicial do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">desenvolvimento da soja</a></strong> é determinante para o nível de dano na cultura.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12079 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2.jpg" alt="Plantas daninhas na cultura da soja" width="370" height="493" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2-225x300.jpg 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<h2>Classes de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja</h2>
<p>O uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja já é conhecido como ferramenta ideal para reduzir o grau de infestação das plantas daninhas de difícil controle ou com histórico de resistência ao <em>glyphosate</em>.</p>
<p>Nessa modalidade de manejo destacam-se herbicidas como: chlorimuronethyl e imazaquin, inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS); flumioxazin e sulfentrazone, inibidores do Protoporfirinogênio Oxidase (PROTOX/PPO), apresentando diferentes mecanismos de ação e propriedades químicas.</p>
<p>Essa classe de herbicidas requer cuidados por se tratar de produtos intitulados “técnicos”, em relação a sua dinâmica e interação com o solo. Portanto, programas de manejo que contemplem o uso de herbicidas pré-emergentes no controle de milho voluntário RR®, são de suma importância para a sustentabilidade e produtividade da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultura da soja</a></strong>.</p>
<p>Os herbicidas residuais são aqueles que apresentam um maior período de atividade. Entretanto, esses herbicidas podem apresentar um efeito residual (<i>carryover</i>), que pode acarretar impacto ambiental negativo. Efeito residual é a habilidade que um herbicida tem para reter a integridade de sua molécula e, consequentemente, suas características físicas, químicas e funcionais no ambiente.</p>
<p>O potencial de <i>carryover</i> depende do herbicida utilizado, da cultura em sucessão e das condições ambientais após a aplicação de herbicidas. O planejamento da sucessão de culturas deve ser criterioso para evitar este problema, sendo que a situação ideal deve ser o controle com efeito residual até o “fechamento” da cultura.</p>
<h3>Aplicação dos herbicidas pré-emergentes</h3>
<p>O consecutivo incremento da área de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/clima-e-produtividade-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">plantio do milho</a></strong> segunda safra, após o cultivo de verão, torna-se de grande importância investigar a possibilidade de aparecimento de <i>carryover</i> dos herbicidas aplicados na cultura da soja, como é o caso do imazaquin.</p>
<p>Diante disso, Rodrigues &amp; Almeida (1998) recomendam um intervalo de 300 dias entre a aplicação do imazaquin e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semeadura-de-milho/" target="_blank" rel="noopener">semeadura do milho</a></strong> em rotação. O herbicida imazethapyr, do grupo das imidazominonas (mesmo grupo do imazaquin), tem a persistência influenciada por propriedades do solo como o pH, a textura, a umidade e o teor de matéria orgânica.</p>
<p>Para a realização da aplicação de herbicidas em pré-emergência é imprescindível o monitoramento das condições do ambiente. <strong>A condição recomendada para a realização da aplicação é de temperatura do ar abaixo de 30°C, umidade relativa do ar (UR) superior a 50% e a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h.</strong></p>
<p>No entanto, muitas vezes durante o dia, principalmente no verão, as condições atmosféricas são desfavoráveis. Desse modo, em determinadas situações, como para a aplicação de herbicidas em pré-emergência da soja onde o alvo principal é o solo, aplicações noturnas podem ser realizadas.</p>
<p>Para compreender o comportamento dos herbicidas no solo e utilizá-los de maneira racional, é de fundamental importância a escolha dos produtos e suas respectivas dosagens para mistura ou aplicação isolada.</p>
<p>Deve-se tomar o devido cuidado quanto ao tipo de solo e clima nos quais serão utilizados, assim como entender o motivo dos problemas ocorridos e prevenir falhas de controle.</p>
<p>Desse modo, reduz-se o risco do impacto ambiental que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-o-efeito-carryover/">efeito residual (<i>carryover</i>)</a></strong> possa vir a causar, além de minimizar problemas de fitotoxicidade e perdas em culturas subsequentes.</p>
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		<title>Cooperativas agrícolas: o que são, como funcionam e sua importância no agronegócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 17:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lucro]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As cooperativas agrícolas, com atuações em toda a cadeia produtiva do milho, conseguem levantar a demanda por recursos dos cooperados que cultivam o cereal, o suporte através da assistência técnica que conta com mais de 2.200 profissionais – 1.500 engenheiros agrônomos – fazem a transferência de tecnologia, via extensão rural e assessoramento técnico de planejamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As cooperativas agrícolas, com atuações em toda a cadeia produtiva do milho, conseguem levantar a demanda por recursos dos cooperados que cultivam o cereal, o suporte através da assistência técnica que conta com mais de 2.200 profissionais – 1.500 engenheiros agrônomos – fazem a transferência de tecnologia, via extensão rural e assessoramento técnico de planejamento da produção.</p>
<p>Com base em levantamento feito por esses profissionais, a cooperativa se articula junto aos agentes financeiros para <strong>levantar o montante de recursos de crédito rural</strong> para aquisição de insumos em larga escala e repasse posterior aos cooperados.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O sistema de cooperativas agrícolas no Brasil</h2>
<p>Os <strong>agentes mais atuantes no agronegócio</strong> são o <strong>Banco do Brasil</strong>, a <strong>Sicredi</strong> (cooperativa de crédito) e a <strong>Caixa Econômica Federal (CEF)</strong>, sendo este último mais recente na oferta de recursos para crédito rural.</p>
<p>Via de regra, os recursos de crédito rural de “pré-custeio”, levantados nos bancos, propiciam uma negociação favorável junto às indústrias de agroquímicos, fertilizantes e sementes, pois o pagamento é realizado à vista, com recursos do crédito rural.</p>
<p>As compras são antecipadas e as campanhas de venda para a safra de verão (semeada a partir de setembro) são realizadas nos meses de maio e junho e, a partir de 1º de julho, já podem se transformar em financiamentos, dentro do plano agrícola e pecuário do governo federal.</p>
<p>Nas regiões do estado com forte participação de cooperativas agrícolas, os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-fertilizante-nitrogenado/" target="_blank" rel="noopener">fertilizantes</a></strong>, sementes, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener">herbicidas</a></strong>, inseticidas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/">fungicidas</a></strong> necessários à produção do milho chegam aos produtores em condições mais vantajosas quando comparadas a regiões em que as cooperativas têm menor presença.</p>
<p>Desse modo, ressalta-se que operações de troca, ou <i>barter</i>, em inglês, são menos difundidas no Sul do Brasil, especialmente no Paraná, onde o Sistema Cooperativista responde por 56% da produção agrícola do estado.</p>
<p>Também, 92% dos produtores rurais da região são considerados pequenos e médios, cultivando até 100 hectares, sendo plenamente atendidos pelo Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR/BCB) – custeios da safra.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual o papel das revendas agrícolas?</h2>
<p>Para o agronegócio brasileiro <strong><i>&#8220;barter&#8221;</i></strong>, representa um mecanismo de financiamento de safras consistente na aquisição de insumos agrícolas pelo produtor rural, junto às agroindústrias, indústrias de insumos, tradings, exportadoras ou distribuidoras de insumo, para pagamento, no período pós safra, com o próprio produto de sua safra.</p>
<p>Logo, o <i>barter</i> é a troca de insumos para produção agrícola normalmente adquiridos antes do plantio, para utilização, na própria produção agrícola, com pagamento a ser realizado posteriormente à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">colheita</a></strong>, utilizando-se como moeda, parte dos mesmos produtos colhidos.</p>
<p>Entretanto, não se trata de uma simples negociação de troca ou escambo. Ao contrário, caracteriza-se pela formatação de operações complexas e bem aparelhadas, que são normalmente liquidadas financeiramente pela parte interessada nos produtos agropecuários.</p>
<p>O chamado <i>&#8220;offtaker&#8221;</i> que para a segurança da operação, trava o preço das <i>commodities </i>via <i>&#8220;hedge&#8221;</i> em bolsas de mercadorias nacionais e internacionais, contando por vezes, com a presença de uma instituição financeira apta a antecipar o pagamento de toda a operação aos compradores.</p>
<h3>O <em>barter</em> no mercado brasileiro</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">barter</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu no Brasil no início da década de 90, com o interesse das </span><i><span style="font-weight: 400;">tradings</span></i><span style="font-weight: 400;"> (empresas comercializadoras de grãos) em negócios de compra e venda de soja no Centro-Oeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, é um mecanismo muito reivindicado por produtores agrícolas em função da segurança negocial e da <strong>proteção contra oscilações cambiais ou de preço das commodities agrícolas</strong> produzidas e previamente negociadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Normalmente, a liquidação financeira do </span><i><span style="font-weight: 400;">barter</span></i><span style="font-weight: 400;"> é feita diretamente pela parte interessada nos produtos agropecuários, e como o pagamento ocorre somente a longo prazo, após a colheita e entrega dos produtos, normalmente a operação é estruturada por um banco que antecipa os recursos ao fornecedor de insumos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o recebimento dos grãos, as empresas que forneceram os insumos os direcionam à exportação ou à indústria, que, por sua vez, quitam a operação financeira junto aos bancos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos grandes diferenciais das operações envolvendo </span><i><span style="font-weight: 400;">barter</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o travamento de preços (</span><i><span style="font-weight: 400;">hedge</span></i><span style="font-weight: 400;">), estratégia de negociação que significa a <strong>garantia de margem de lucro</strong> para todos os envolvidos.</span></p>
<h3>Benefícios e vantagens do <em>barter</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os diversos benefícios e vantagens apresentados por este tipo de operação a todo o sistema de financiamento do agronegócio, destacam-se: </span></p>
<ul>
<li><strong>Segurança</strong>: proteção contra as oscilações de preço dos produtos agrícolas a ser produzidos e entregues;</li>
<li><strong>Liquidez</strong>: como o financiamento ocorre desde a compra dos insumos até a entrega dos grãos, o agricultor não se preocupa com o refinanciamento de capital de giro;</li>
<li><strong>Câmbio</strong>: o financiamento é feito na mesma moeda do recebimento da produção agrícola. Portanto, independentemente da oscilação do câmbio ou do preço da <i>commodity</i> negociada durante todo o prazo entre o plantio e a safra, o agricultor receberá o seu lucro pré-determinado;</li>
<li><strong>Taxa de juros</strong>: a operação é travada desde o início. Assim, mesmo que haja aumento nos juros, o agricultor não terá que pagar pela ascensão de eventual nova taxa.</li>
</ul>
<p>O <i>barter</i> vem ganhando tanta força no mercado brasileiro e as modalidades de operações já são tantas, que os &#8220;<i>offtakers</i>&#8221; vêm oferecendo ao mercado os chamados &#8220;pacotes tecnológicos&#8221; como forma de facilitar a venda de insumos aos fornecedores e a compra da produção pelos compradores de grãos em uma mesma operação.</p>
<p>Esses &#8220;pacotes tecnológicos&#8221; são formados por um determinado grupo de insumos necessários ao cultivo da lavoura, por exemplo: um pacote formado por sementes, herbicidas e fungicidas (dentre outros produtos e serviços), em contrapartida, de um número previamente estipulado de sacas de grãos a ser colhido.</p>
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		<title>Sensores na agricultura: como utilizar para controle de plantas daninhas?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2020 13:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[herbicida]]></category>
		<category><![CDATA[herbicidas]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[pulverização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Plantas daninhas sempre foram uma verdadeira dor de cabeça aos produtores, principalmente em grãos, como soja, milho e trigo, por serem culturas anuais e, portanto, acabam tomando muita atenção no manejo agrícola. Em geral, a maioria é controlada por meio de herbicidas, por ser um meio mais rápido, barato e fácil. Há, ainda, a remoção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Plantas daninhas sempre foram uma verdadeira dor de cabeça aos produtores, principalmente em grãos, como soja, milho e trigo, por serem culturas anuais e, portanto, acabam tomando muita atenção no manejo agrícola.</p>
<p><strong>Em geral, a maioria é controlada por meio de herbicidas, por ser um meio mais rápido, barato e fácil</strong>. Há, ainda, a remoção das daninhas por meios mecânicos, mas este método é mais lento e de custo mais elevado.</p>
<p>O uso de <a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herbicidas</strong></a> acaba sendo, portanto, <strong>a única opção viável para controlar a vegetação indesejada</strong>. No entanto, se os herbicidas não forem usados corretamente, podem ocorrer danos à cultura e ao meio ambiente, por exemplo, afetar agentes de polinização, como as abelhas.</p>
<p>O uso incorreto de herbicidas pode causar contaminação e poluição ao meio ambiente, incluindo cursos de água e solos.</p>
<p>A água é um recurso limitante, e representa até 11% do custo de um cultivo e tem relação direta e indireta com as demais práticas, como citado anteriormente. Se é viável ou não investir, portanto, em um sistema de irrigação, vai depender de muitos fatores.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Como herbicidas afetam cursos d’água?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme mencionado, o uso incorreto e em excesso de herbicidas ocasiona danos ao meio ambiente e isso inclui os cursos d’águas. Dentre os problemas envolvendo água e o uso incorreto desses defensivos, estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Vazamentos de produtos químicos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recipientes de herbicidas descartados incorretamente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Equipamento de lavagem próximo a áreas de drenagem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Escoamento superficial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lixiviação de herbicida nas vias navegáveis e nas águas subterrâneas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deriva de pulverização em culturas não visadas.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Os herbicidas podem afetar o solo</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As propriedades do solo também podem ser afetadas com o uso de herbicidas, conforme citado abaixo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Química do solo: pH, CTC e Condutividade Elétrica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações na população e atividade microbiana;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fertilidade e nutrientes disponíveis;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição do solo através do declínio da matéria orgânica.</span></li>
</ul>
<h2>Benefícios das aplicações específicas de herbicidas</h2>
<p>A introdução da aplicação específica de herbicida (pulverização de precisão), reduz o risco potencial de poluição ambiental, bem como os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener">custos de produção para os agricultores</a></strong>.</p>
<p>O uso de pulverização de herbicidas, em área total, resulta na decisão errada de aplicação em todas as áreas de produção.</p>
<p>Isso ocorre porque as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> tendem a crescer em grupos e são povoadas aleatoriamente em todo o talhão. Em um talhão de pousio, o uso de uma pulverização em área total resulta em aplicação em áreas de cultivo que não tenham plantas daninhas no campo, mas que acabam sendo pulverizadas, desperdiçando produtos químicos.</p>
<p><strong>A aplicação específica de herbicida no local, tem o potencial de reduzir as aplicações de herbicida em 10 a 80%</strong>, com pesquisas indicando que áreas de culturas livres de plantas daninhas, que não são pulverizadas, podem render até 10% a mais de produtos.</p>
<p>A garantia da qualidade da pulverização de precisão específica do local é necessária para que os agricultores garantam que as plantas daninhas sejam controladas de maneira eficaz usando essa técnica.</p>
<p>Claro que, reduzindo o custo, otimizando o trabalho, fazendo um controle eficiente, a tendência é também obter um maior <a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desempenho nas colheitas</strong></a>.</p>
<h2>Detecção de plantas daninhas com visão computacional na agricultura</h2>
<p><strong>A visão computacional</strong> <strong>tem a capacidade de discriminar ervas daninhas do solo e tem o potencial de discriminar ervas daninhas de outras plantas vizinhas</strong>. Isso pode ser alcançado através do uso de uma variedade de técnicas, algoritmos e sensores, incluindo tecnologias:</p>
<ul>
<li>Infravermelha (IR);</li>
<li>NIR;</li>
<li>De luz vermelha;</li>
<li>Câmeras de baixo custo.</li>
</ul>
<p>O desenvolvimento de sensores espectrais de banda estreita permitiu que plantas individuais fossem detectadas com sucesso.</p>
<p>Os sistemas atuais de detecção de ervas daninhas disponíveis no mercado, como <em>WeedSeeker</em> e <em>WEEDit,</em> usam tecnologia de luz vermelha, infravermelha e NIR para discriminar o verde de ‘marrom’ para controlar ervas daninhas em pousios.</p>
<p>A clorofila química vegetal, que ocorre naturalmente, reage com essas frequências de luz refletindo comprimentos de onda espectrais específicos. A vegetação saudável absorve a energia da luz azul e vermelha para uso na respiração, fotossíntese e na fabricação de clorofila.</p>
<p>A energia da luz verde é refletida por pigmentos na folha da planta e, portanto, visualizamos as plantas como verdes. A clorofila reflete a energia da luz NIR e, portanto, uma planta saudável que floresce com pigmentos de clorofila refletirá muito mais energia da luz NIR do que a de uma planta ou solo não saudável sozinho.</p>
<p>Esses sensores usam esses dados de refletância para discriminarem entre solo e vegetação, mostrando o avanço tecnológico da <a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agricultura de precisão</strong></a>.</p>
<h2>Mapeamento de plantas daninhas</h2>
<p>O aspecto mais benéfico do mapeamento de plantas daninhas é a redução no uso de herbicidas. Para que isso seja eficaz, são necessárias informações confiáveis sobre a população e distribuição de plantas daninhas.</p>
<p><strong>O mapeamento de plantas daninhas é uma abordagem que envolve a produção de um mapa detalhado de plantas daninhas</strong>, combinado com outros metadados para aplicação agrícola de precisão, principalmente mapas de tratamento de taxa variável.</p>
<p>Esse mapa de ervas daninhas pode ser integrado a outras informações disponíveis, ao tomar decisões sobre estratégias de controle de plantas daninhas, para aumentar o rendimento e a qualidade da colheita.</p>
<p>O mapeamento <strong>pode ser realizado por observação humana ou sensoriamento remoto</strong>. A observação humana é demorada, ineficiente e trabalhosa. Portanto, o sensoriamento remoto é uma opção mais viável.</p>
<p>O sensoriamento remoto pode produzir mapas de plantas daninhas em que fragmentos dessas plantas são de tamanho suficiente, no entanto, é limitado em resolução espacial e requer tempo considerável e despesas com aquisição e processamento de imagens.</p>
<p><strong>A detecção imediata é uma opção alternativa à detecção remota</strong>. Possui recursos para detecção em tempo real e pulverização local de plantas daninhas.</p>
<p>Além disso, apresenta alta resolução espacial e, com a ajuda da iluminação artificial, pode iluminar o solo e determinar as propriedades espectrais das plantas daninhas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16476 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2.jpg" alt="Curvas espectrais de solo e vegetação" width="498" height="366" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2.jpg 498w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2-300x220.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2-370x272.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2-270x198.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/uso-sensores-2-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Curvas espectrais de solo e vegetação adquiridas em laboratório, com alta resolução espectral, mostrando a localização das bandas espectrais (B) do sensor Thematic Mapper a bordo do satélite Landsat 5. NIR = Infravermelho próximo. A partir das bandas 3 (B3) e 4 (B4) pode ser calculado o índice de vegetação NDVI. (</span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Demattê et al. (2020)).</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16477" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-300x218.jpg" alt="Mapeamento de plantas daninhas por meio do uso de imagens de satélite" width="600" height="436" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-300x218.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-768x558.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-370x269.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-270x196.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-740x537.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1-150x109.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/usos-sensores-1.jpg 825w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Mapeamento de plantas daninhas por meio do uso de imagens de satélite. (Fonte: Sensix)</span></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A robótica na agricultura tem a capacidade de revolucionar o setor agrícola, mudando a maneira de pensar dos agricultores e, como resultado, aprimora as práticas agrícolas.</p>
<p><strong>A detecção e controle automáticos de plantas daninhas apresentam-se como uma tecnologia promissora para a sustentabilidade, desenvolvimento e produção agrícola</strong>. Ajudam a reduzir o químico aplicado sob a forma de herbicidas, reduzindo também a degradação ambiental.</p>
<p>Esses sistemas demonstram a promessa da tecnologia robótica para controle de plantas daninhas. É o futuro agrícola!</p>
<p>Agora, você já sabe sobre o sensoriamento remoto para as plantas daninhas e como é a sua ação.</p>
<p>O sensoriamento para detecção de pragas também vem sendo desenvolvido por meio da <a href="https://rehagro.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-agricultura/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Inteligência Artificial</strong></a>, que pode determinar a qualidade da safra com mais precisão, diminuir danos por erros humanos e, consequentemente, levar ao aumento da lucratividade!</p>
<h2>Domine a agricultura de precisão e leve mais eficiência para sua produção de grãos!</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/passo-a-passo-na-agricultura-de-precisao-em-graos?utm_campaign=materiais-cl-apg&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Agricultura de Precisão na Produção de Grãos</a></strong> é 100% online, objetivo e voltado para a prática, ideal para profissionais que querem aprofundar seus conhecimentos com base em situações reais.</p>
<p>Se você quer entender, de forma clara e aplicada, como utilizar mapas, sensores, softwares e dados agronômicos para tomar decisões mais assertivas no campo, este curso é pra você.</p>
<p>Aprenda com especialistas que vivem o campo no dia a dia e receba uma formação que vai direto ao ponto, com aplicabilidade imediata.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Mehlich-3: como determinar o teor de fósforo disponível no solo?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-fosforo-disponivel-no-solo-por-mehlich-3/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-fosforo-disponivel-no-solo-por-mehlich-3/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 18:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[extrator]]></category>
		<category><![CDATA[fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mehlich 1]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A agricultura é responsável por aproximadamente 90% do consumo de todo o fósforo (P) no mundo! Devido ao aumento do consumo de fósforo, os depósitos de rochas fosfáticas de boa qualidade estão tendo expressiva redução e isso, por consequência, um aumento do custo de extração. Uma das estratégias que deve ser adotada para isso, é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-fosforo-disponivel-no-solo-por-mehlich-3/">Mehlich-3: como determinar o teor de fósforo disponível no solo?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agricultura é responsável por aproximadamente <strong>90% do consumo de todo o fósforo (P)</strong> no mundo!</p>
<p>Devido ao aumento do consumo de fósforo, os depósitos de rochas fosfáticas de boa qualidade estão tendo expressiva redução e isso, por consequência, um aumento do custo de extração.</p>
<p>Uma das estratégias que deve ser adotada para isso, é o <strong>uso racional de fertilizantes fosfatados pela agricultura</strong>, principalmente no Brasil. Além da importância para a segurança alimentar global, há uma alta dependência de fertilizantes fosfatados para a produção agrícola.</p>
<p>Como a recomendação de fertilizantes fosfatados no Brasil se baseia na análise química do solo, acaba sendo necessário verificar sua eficiência com a evolução dos métodos de cultivo, bem como atualizar importantes valores de referência, como níveis críticos de fósforo no solo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Determinando o teor de fósforo pelo Mehlich-3</h2>
<p>A determinação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/" target="_blank" rel="noopener">disponibilidade de fósforo do solo</a></strong> que se transloca para as plantas, no Brasil,<strong> é realizada por Mehlich-1 e Resina Trocadora de Íons.</strong></p>
<p>O extrator Mehlich-1 é sensível à capacidade de tamponamento de P do solo. Assim, a interpretação de seus resultados depende do conhecimento prévio das características do solo, com relação às propriedades desses solos, o que não é necessário para Resina trocadora de Íons.</p>
<p>O extrator <strong>Mehlich-3</strong> tem sido recomendado como substituto do Mehlich-1, devido às seguintes vantagens:</p>
<ul>
<li>Não há solubilização de formas naturais de P &#8211; (cálcio) Ca em alguns solos menos intemperizados;</li>
<li>Não há solubilização de formas naturais de P &#8211; Ca em alguns solos fertilizados com rochas fosfáticas;</li>
<li>Ele permite boa extração de micronutrientes, como ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn) e cobre (Cu).</li>
</ul>
<p>Assim, <strong>o Mehlich-3 possui grande potencial para ser utilizado em diversos laboratórios</strong>, cuja rotina seja para analisar solos no Brasil. Isso é possível devido à sua extração com múltiplos elementos, o que reduz os custos de análise.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Diferenças entre Mehlich-1, Mehlich-3 e Resina</h2>
<h3>Mehlich-1</h3>
<p>O Mehlich-1 e o Mehlich-3 <strong>possuem princípios similares de extração</strong>, baseados principalmente em solubilização ácida e troca aniônica.</p>
<p>Durante o procedimento de extração no Mehlich-1, ocorre a solubilização dos fosfatos pelos íons H+ e a troca de SO₄– pelo extrator com o PO₄–, que é adsorvido com menor energia de ligação. Ao mesmo tempo, a ocupação dos locais de adsorção de PO₄– por SO₄– mantém a solução dessorvida de PO₄–.</p>
<h3>Mehlich-3</h3>
<p>A extração do Mehlich-3 ocorre a um pH tamponado de 2,5, devido à presença de ácido acético, o que <strong>resulta em menos solubilização das formas de P-Ca do que o Mehlich-1</strong>, em que o pH do solo: a suspensão da solução é de cerca de 1,2.</p>
<p>Além disso, a presença de NH₄F na solução Mehlich-3 extrai especificamente as formas P-Al e o EDTA, podendo ser responsável pela extração de algumas formas orgânicas de P.</p>
<h3>Resina Trocadora de Íons</h3>
<p>A extração com Resina Trocadora de Íons é baseada no processo de adsorção de P na solução do solo pela resina aniônica. Consequentemente, na dessorção do P adsorvido em partículas do solo, que estão em equilíbrio com a solução do solo durante a agitação com o solo: água (1: 10 v / v) para 16 h.</p>
<p>É por isso que alguns autores afirmam que <strong>a Resina Trocadora de Íons age de maneira semelhante às raízes</strong> das plantas.</p>
<h2>Comparativo dos 3 métodos</h2>
<p>A extração com Mehlich-1 é realizada com (HCl 50,0 mmol L-1 H₂SO₄ 12,5 mmol L-1) e no Mehlich-3 é realizada com (NH₄F 15 mmol L-1 CH₃COOH 200 mmol L-1 NH4NO3 250 mmol L-1 HNO₃ 13 mmol L-1 EDTA 1 mmol L-1) na proporção 1:10 solo: solução (5 cm³ para 50 mL do extrator).</p>
<p>As amostras são agitadas com a solução extrativa por 5 min e, em seguida, é realizada a filtração com papel de filtro lento.</p>
<p>Para extração com Resina de troca iônica, é utilizada uma mistura de resina de troca aniônica e resina de troca catiônica.</p>
<p>A extração é realizada agitando 2,5 cm³ de solo peneirado com 25 mL de água e bola de vidro por 15 min. Depois disso, a bola de vidro é removida e adicionados 2,5 cm³ de resina trocadora de íons e agitados com o solo e a água por 16 h. Em seguida, a resina trocadora de íons é removida do solo e agitado por uma hora com uma solução de NH₄Cl 0,8 mol L-1 com HCl 0,2 mol L-1 para liberar o P.</p>
<p>Após a obtenção dos extratos, é realizada a determinação de P.</p>
<h2>Nível crítico de fósforo</h2>
<p>Devido à sensibilidade do Mehlich-3 ao tamponamento de P do solo, as faixas de interpretação para o teor de P disponível no solo é medido de acordo com o teor de argila e P-rem.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21386 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-interpretacao-fosforo.jpg" alt="Tabela com classes para interpretação da disponibilidade de P do solo pelo extrator Mehlich-3" width="557" height="315" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-interpretacao-fosforo.jpg 557w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-interpretacao-fosforo-300x170.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-interpretacao-fosforo-370x209.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-interpretacao-fosforo-270x153.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-interpretacao-fosforo-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Classes para interpretação da disponibilidade de P do solo pelo extrator Mehlich-3, de acordo com a proporção do teor de argila ou P-rem. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Reis </span><span style="font-weight: 400;">et al.</span><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></span></p>
<p>Conforme apresentado, o nível crítico de P do solo por Mehlich-3 é estratificado de acordo com o P-rem em intervalos menores acima do P-rem de 19 mg L-1 (14,2 – 21,3 mg dm-3) em comparação com a recomendação para Mehlich-1 (15,8 – 30,0 mg dm-3).</p>
<p>As faixas de interpretação do P – Mehlich-3 levam em consideração a perda descontínua da capacidade de extração de P do extrator Mehlich-3. Também são apresentadas as faixas de disponibilidade mais baixas para argila como uma medida de capacidade de tamponamento de P do solo.</p>
<p>O nível crítico de P disponível no solo são os valores do limite superior da classe média.</p>
<h2>Qual o melhor método para interpretação do fósforo?</h2>
<p>As taxas de recuperação de fósforo no solo e os níveis críticos obtidos pelos extratores Mehlich-1 e Mehlich-3 são influenciados pela capacidade de tampão P do solo, avaliada pelo teor de argila do solo e o restante de fósforo. O que não ocorre com a resina de troca iônica.</p>
<p>O extrator Melhlich-3 sofre uma perda descontínua da capacidade de extração com o aumento da capacidade tampão do fósforo no solo, o que resulta em intervalos menores da disponibilidade de fósforo no solo na tabela de interpretação.</p>
<p>Para entender a análise do fósforo pelo Mehlich-3, é preciso ter um conhecimento prévio em tamponamento ou do fósforo restante, também chamado de remanescente ou pelo teor de argila desse solo.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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		<item>
		<title>Adjuvantes agrícolas: o que são e qual a importância para a pulverização?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2020 19:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[lavouras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de defensivos agrícolas causa preocupações devido a exposições de trabalhadores, contaminação ambiental e impactos diversos nos ecossistemas, sendo a redução de seu uso um dos principais objetivos da tecnologia de aplicação. A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso de defensivos agrícolas causa preocupações devido a exposições de trabalhadores, contaminação ambiental e impactos diversos nos ecossistemas, sendo a redução de seu uso um dos principais objetivos da tecnologia de aplicação.</p>
<p>A tecnologia de aplicação consiste na colocação correta do <strong>produto biologicamente ativo</strong> no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o mínimo de contaminação de outras áreas.</p>
<p>Para que as gotas se depositem sobre os alvos, estas <strong>devem ser grande suficiente para atingir o alvo desejado</strong>, mesmo sofrendo alguma evaporação no deslocamento da ponta até a superfície do alvo, mas pequena suficiente para promover a cobertura necessária no alvo, para que assim, o princípio ativo tenha a ação esperada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Aplicação dos adjuvantes agrícolas</h2>
<p>Para realizar uma aplicação bem sucedida de defensivos agrícolas, deve-se atentar à forma de aplicação, seleção de pontas, ajuste do volume de calda, formulação dos defensivos agrícolas, estrutura das plantas e condições de microclima.</p>
<p>A dificuldade das aplicações provém da variedade e métodos de aplicação, diversidade de culturas, insetos, doenças e <strong>plantas daninhas</strong>, das propriedades físico-químicas de caldas, condições ambientais, segurança dos aplicadores, leis ambientais, além da viabilidade econômica.</p>
<p>Os métodos de aplicação de defensivos agrícolas são basicamente por via sólida, líquida ou gasosa, sendo a aplicação via líquida a mais utilizada, tendo neste caso a água como o diluente mais comum.</p>
<p>Um composto químico com atividade fitossanitária <strong>raramente é aplicado de forma isolada</strong>. A formulação dos defensivos agrícolas é responsável por facilitar a dispersão homogênea deste composto nos veículos de aplicação. As aplicações agrícolas são afetadas por diversas variáveis relacionadas aos defensivos agrícolas, como a estabilidade, solubilidade, incompatibilidade, volatilização, formação de espuma, tamanho de gota, deriva, tensão superficial, cobertura, aderência, penetração, entre outros.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a importância dos adjuvantes agrícolas?</h2>
<p>Os adjuvantes surgiram com o propósito de <strong>auxiliar outros materiais a serem mais eficientes </strong>e são utilizados em defensivos agrícolas para assegurar que cada gota de água contenha quantidade similar do ingrediente ativo, já que muitos destes não são solúveis em água.</p>
<p>São substâncias que facilitam a aplicação, reduzem perdas e riscos, melhoram o desempenho do defensivo agrícola ou modificam as características físicas das misturas, com exceção da água.</p>
<p>Através de mudanças das propriedades físicas e químicas, <strong>os adjuvantes podem influenciar os processos de formulação de defensivos agrícolas</strong> (compatibilidade, solubilidade, estabilidade e formação de espuma), pulverização (deriva e evaporação), retenção (reflexão e adesão), modificar a deposição (molhamento, espalhamento e solubilização) e penetração.</p>
<p>Suas funções são descritas como molhante, adesiva, espalhante, espumante, anti-espumante, dispersante, redutor de deriva e também como responsável pelo aumento da atividade biológica dos defensivos agrícolas.</p>
<p>Os adjuvantes são provavelmente o grupo <strong>menos compreendido dentre os químicos utilizados na agricultura</strong> e diferenças sobre a terminologia destes produtos é esperada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41659" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes.png" alt="Classificação dos adjuvantes" width="839" height="589" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes.png 839w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes-300x211.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes-768x539.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes-370x260.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes-270x190.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes-740x519.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/classificacao-adjuvantes-150x105.png 150w" sizes="auto, (max-width: 839px) 100vw, 839px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Classificação dos adjuvantes.</span></span></p>
<h2>Deposição e evaporação de gotas</h2>
<p>A eficiência das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/" target="_blank" rel="noopener">aplicações de defensivos agrícolas</a></strong> é frequentemente relacionada com o espalhamento e a evaporação das gotas aplicadas, e pode ser reduzida se o ingrediente ativo não se espalhar de forma uniforme sobre o alvo. A fragmentação da calda em gotas aumenta a superfície exposta do líquido, o que contribui para a evaporação.</p>
<p>O uso de gotas grandes minimiza perdas por deriva e evaporação, no entanto, proporcionam menor cobertura quando comparadas às gotas mais finas. A tabela seguinte exemplifica teoricamente o número de gotas esféricas resultantes da fragmentação de um volume de 1 litro em gotas de diversos diâmetros, além do somatório da área das gotas (número de gotas vezes a área).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41660" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/tamanho-gota.png" alt="Tabela com informações do tamanho da gota" width="692" height="262" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/tamanho-gota.png 692w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/tamanho-gota-300x114.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/tamanho-gota-370x140.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/tamanho-gota-270x102.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/tamanho-gota-150x57.png 150w" sizes="auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro de gota, área correspondente, número de gotas equivalente à fragmentação de 1 litro e área total das gotas.</span></span></p>
<p><strong>Perdas de massa pela evaporação tornam as gotas mais susceptíveis ao arraste por correntes de ar ou a evaporação total antes de atingir o alvo.</strong> Os problemas relacionados à evaporação de gotas necessitam de atenção, principalmente pelo fato que a água é volátil e é o veículo mais utilizado em aplicações.</p>
<p>Altas temperaturas, antes e depois da aplicação, aumentam a penetração de agrotóxicos através da cutícula da planta, no entanto, também aumenta a volatilização dos líquidos e podem aumentar a evaporação das gotas a um ponto de cessar a penetração do defensivo agrícola.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41661" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/temp-umidade.png" alt="Tabela com limites de temperatura e umidade relativa" width="733" height="187" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/temp-umidade.png 733w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/temp-umidade-300x77.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/temp-umidade-370x94.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/temp-umidade-270x69.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/temp-umidade-150x38.png 150w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Limites de temperatura e umidade relativa do ar para diferentes tamanhos de gotas. </span>Fonte: Antiniassi et al. (2005).</span></p>
<p><strong>A umidade do ar tem grande efeito na aplicação de agrotóxicos foliare</strong>s, principalmente sobre a cutícula da planta e também sobre a evaporação e deposição das gotas.</p>
<p>Entre as funções descritas dos adjuvantes agrícolas, está a de modificar as propriedades físico-químicas da calda de pulverização, que compreende o grupo dos adjuvantes ativadores, sendo estas propriedades a tensão superficial, densidade, viscosidade, volatilidade e solubilidade, e geralmente são influenciadas particularmente por surfactantes.</p>
<p>A figura abaixo apresenta as imagens obtidas durante a evaporação das gotas, desde o momento que a gota foi depositada (a e b), até o momento final (g e h), o aumento inicial da área molhada da gota (d), e a redução da altura neste mesmo momento (c). Na maior parte das observações realizadas, somente após a redução quase total da altura a área foi reduzida (e, f, g e h).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16534 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/adjuvantes.jpg" alt="Etapas do comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo." width="352" height="547" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/adjuvantes.jpg 352w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/adjuvantes-193x300.jpg 193w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/adjuvantes-270x420.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/adjuvantes-150x233.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Comportamento da evaporação de uma gota ao longo do tempo. Imagens da câmera lateral (a, c, e, g) e da câmera perpendicular (b, d. f. h).</span></span></p>
<p>Diante do que foi apresentado faz-se necessário uma boa escolha de adjuvante, auxiliando na pulverização de defensivos agrícolas. Estes devem ser associados de acordo com as condições ambientais e eficácia em associação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener">herbicidas</a></strong>, inseticidas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">fungicidas</a> </strong>favorecendo com que o mesmo tenha sua melhor performance.</p>
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<p>A má aplicação de defensivos pode representar perdas de até 50% na lavoura, um prejuízo que impacta diretamente a produtividade e o seu bolso. Mas isso pode ser evitado com conhecimento técnico e práticas eficientes no campo.</p>
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<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/uso-de-adjuvantes-em-caldas-de-pulverizacao/">Adjuvantes agrícolas: o que são e qual a importância para a pulverização?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Silagem de grãos úmidos: saiba como conservar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2020 14:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção animal depende de grãos como, milho, sorgo e cevada como fontes principais de energia, sendo que, no Brasil, o milho exerce um importante papel na alimentação animal, sendo o cereal mais comumente utilizado para bovinos. Existem várias formas de utilização do milho, como silagem, milho grão inteiro, moído, floculado, etc. Dentre as várias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção animal depende de grãos como, milho, sorgo e cevada como fontes principais de energia, sendo que, no Brasil, o milho exerce um importante papel na alimentação animal, sendo o cereal mais comumente utilizado para bovinos.</p>
<p>Existem várias formas de utilização do milho, como silagem, milho grão inteiro, moído, floculado, etc. Dentre as várias alternativas, <strong>o uso de silagem de grãos úmidos de milho pode constituir uma alternativa importante para a utilização desse cereal na alimentação animal</strong>.</p>
<p>Atualmente, a silagem de grãos úmidos é uma das tecnologias de maior expansão no setor produtivo pela sua eficiência na conservação do milho, reduzindo os custos com <strong>alimentação em criações de bovinos leiteiros</strong>.</p>
<p>A tecnologia de ensilagem de grãos úmidos de milho já é descrita desde a década de 70 e utilizada por muitos confinadores nos Estados Unidos.</p>
<p>No Brasil, a silagem de grãos úmidos de cereais foi introduzida a partir de 1981 na região de Castro/PR pelos criadores de suínos e, posteriormente, utilizada na alimentação de bovinos de leite e de corte.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>A silagem de grãos úmidos</h2>
<p>O uso desta tecnologia traz inúmeras vantagens, permitindo, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Antecipação da colheita, liberando terra para outras culturas;</li>
<li>Utilização de um sistema de armazenamento mais simples e econômico, evitando o ataque de roedores e carunchos nos grãos, diminuindo deste modo as perdas a campo;</li>
<li>Conservação do valor nutritivo por um maior período de tempo.</li>
</ul>
<p>A silagem de grãos úmidos de milho consiste na <strong>conservação do milho grão, moído ou inteiro, com umidade entre 35 e 45%, pela fermentação e redução do pH. </strong></p>
<p>A Tabela 1 apresenta a composição bromatológica do milho seco comparada com a silagem de grãos úmidos de milho, de acordo com o NRC (2001). Segundo dados do NRC (2001), a silagem de grãos úmidos de milho é mais energética do que o milho seco e apresenta pequena diferença na concentração de fibra.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44318 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos.webp" alt="Tabela com composição média do milho seco e do milho úmido" width="688" height="243" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos.webp 688w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-300x106.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-370x131.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-270x95.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 688px) 100vw, 688px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Tabela 1. Composição média do milho seco moído e da silagem de grãos úmidos de milho. <span style="font-weight: 400;">Fonte: Adaptado do NRC (2001).</span></span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Legenda: MS = matéria seca; NDT = nutrientes digestíveis totais; PB = proteína bruta; FDN = fibra insolúvel em detergente neutro; FDA = fibra insolúvel em detergente ácido; NEL = energia líquida para lactação; ME = energia metabolizável. </span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É grande a variação da umidade observada nos diferentes trabalhos, mas esta está entre 27 &#8211; 36%. Apesar da grande variação da umidade, em geral, o valor nutritivo da silagem de grão úmido de milho apresenta melhores resultados quando o valor é próximo de 32%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O armazenamento de grãos de milho sob a forma de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" rel="noopener">silagem</a></strong> não é feito apenas para reduzir perdas. O armazenamento de grãos de milho, através da ensilagem, promove alterações químico-físicas nas moléculas do amido, facilitando a ação das enzimas amilolíticas microbianas ruminais e das enzimas pancreáticas na sua digestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas alterações podem ocorrer devido à elevação da temperatura no interior do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silos-caracteristicas-e-cuidados/">silo</a></strong> no início do processo da ensilagem, promovendo a gelatinização dos grãos de amido, o que possibilita o seu maior aproveitamento pelos ruminantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição química da silagem de grãos úmidos de milho pode variar em função do teor de umidade no momento da ensilagem e da proporção de sabugo presente, entre outros fatores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do aumento na digestibilidade do grão de milho neste tipo de silagem, alguns estudos têm mostrado que a solubilização do nitrogênio ocorre durante o período de fermentação e armazenagem da silagem de grãos úmidos, acarretando a diminuição no teor de nitrogênio proteico ao longo do tempo de armazenagem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44319 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-1.webp" alt="Tabela com composição química da silagem de grãos úmidos de milho" width="740" height="250" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-1-300x101.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-1-370x125.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-1-270x91.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Tabela 2. Composição química da silagem de grãos úmidos de milho. Variáveis DeBrabander et al. (1992) Jobim et al. (1997) Reis et al. (2000) Santos et al. (2000) Taylor e Kung Jr (2002). </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Jobim et al. (2003)</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Benefícios da silagem de grãos úmidos</h2>
<p>Apesar da pequena queda nos teores proteicos, é consenso que o uso de silagem de grãos úmidos de milho <strong>melhora a eficiência alimentar</strong>, seja devido ao desempenho semelhante com menor consumo ou por consumo semelhante com melhor desempenho.</p>
<p>Existem estudos americanos que obtiveram melhor eficiência alimentar entre 9 e 25%, com redução de consumo, quando se utilizou silagem de grão úmido de milho.</p>
<p>Outros estudos mostram que as dietas contendo silagem de grãos úmidos de milho têm maior digestibilidade da matéria seca, matéria orgânica, nitrogênio não-protéico, extrato etéreo e nutrientes digestíveis totais (NDT) em comparação com rações de milho seco, por unidade de matéria seca.</p>
<p>No entanto, não foram observadas diferenças entre rações com silagem de grãos úmidos de milho ou milho seco para digestibilidade da proteína bruta e da fibra em detergente neutro (FDN).</p>
<p>Estes maiores valores de NDT podem ser explicados devido às alterações relacionadas ao amido, refletindo em um melhor padrão de fermentação ruminal da silagem de grão úmido de milho.</p>
<p>Os efeitos obtidos pelo processo de ensilagem do grão úmido de milho também refletem no ambiente ruminal, podendo promover redução da relação acetato: propionato em lactação, além de elevar a concentração de ácidos graxos voláteis do rúmen (acetato, propionato e butirato).</p>
<p>Essa alteração na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen foi observada em bovinos confinados durante 70 dias alimentados com silagem de grãos úmidos de milho, milho seco esmagado e misturas de ambos na proporção 67:33 e 33:67, respectivamente.</p>
<p>Nos animais alimentados com silagem de grãos úmidos de milho e as misturas, em relação ao milho seco esmagado, houve maior ganho de peso e melhor eficiência alimentar. Porém, nem todos os estudos apresentam diferenças na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen, mas na grande maioria sempre há aumento dos índices produtivos, seja na produção de leite ou de carne.</p>
<p>Com relação à produção e composição do leite, os estudos são contraditórios quanto a porcentagem de gordura.</p>
<p>Estudos constataram que vacas alimentadas com silagem de grãos úmidos de milho produziram mais leite (39,8 kg/dia) em relação às vacas que receberam grãos secos de milho (38,0 kg/dia) na dieta, uma diferença de 4,6% superior em produção de leite a favor da silagem de grãos úmidos.</p>
<p>Juntamente com a maior produção de leite, também houve maior produção de proteína (kg/dia) para as vacas que receberam silagem de grãos úmidos em relação às alimentadas com grãos secos na dieta.</p>
<p>Com isso, destaca-se que o aumento na digestibilidade do amido pode refletir em elevação na produção de leite, de proteína microbiana no rúmen e melhorar a utilização de nitrogênio pela vaca. Além disso, a fermentação ruminal foi favorecida pela alta disponibilidade de amido, elevando a utilização da amônia ruminal e promovendo maior suprimento de energia para o animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44320 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-2.webp" alt="Tabela com efeito do processamento dos grãos de milho" width="740" height="227" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-2-300x92.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-2-370x114.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-2-270x83.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Tabela 3. Efeito do processamento dos grãos de milho sobre a produção e composição do leite de vacas. </span><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fonte: Adaptado de San Emeterio et al. (2000)</span></span></p>
<p>Wilkerson et al. (1997) registraram produção de 2,0 kg/dia de leite a mais para vacas da raça Holandesa que receberam silagem de grãos de milho na dieta ao comparar grãos úmidos e grãos secos, além de duas formas de processamento dos grãos (amassados ou moídos).</p>
<p>Além disso, o teor de proteína e de gordura no leite foram maiores para as vacas que receberam grãos moídos na dieta, independente da forma de conservação (Tabela 4).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44321 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-3.webp" alt="Tabela com Ingestão de Matéria sec de vacas alimentadas com grãos de milho seco ou úmidos" width="740" height="205" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-3-300x83.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-3-370x103.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/silagem-graos-umidos-3-270x75.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Tabela 4. Ingestão de matéria seca, produção e composição do leite de vacas da raça Holandesa alimentadas com grãos de milho seco ou ensilados úmidos em diferentes formas de processamento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado de Wilkerson et al. (1997)</span></p>
<p>Atualmente, com a mudança nos conceitos sobre a eficiência do uso do amido pelos ruminantes,<strong> está comprovado o melhor desempenho animal quando alimentados com amido de alta degradação ruminal. </strong></p>
<p>No entanto, no Brasil não têm sido realizados trabalhos científicos avaliando os possíveis benefícios do uso da silagem de grãos úmidos na alimentação de vacas leiteiras, embora seja uma prática corrente em muitas regiões do país.</p>
<p>A partir dos resultados de estudos e das observações de campo nas fazendas brasileiras que utilizam a silagem de grão úmido de milho, pode se evidenciar que o processo de ensilagem de grãos úmidos de milho provoca alterações na conformação do amido do grão e, consequentemente, no local de digestão e na digestibilidade desse amido para ruminantes, resultando em mais energia disponível.</p>
<p>A maior quantidade de energia da silagem de grão úmido de milho, por sua vez, <strong>promove maior disponibilidade de energia para os processos produtivos do animal</strong>, como a produção de carne e leite.</p>
<p>Além disso, essa tecnologia pode contribuir para solucionar graves problemas de armazenagem de grãos nas fazendas, onde normalmente ocorrem grandes perdas qualitativas e quantitativas, em função do ataque de insetos e de ratos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="SILAGEM DE GRÃO ÚMIDO: VOCÊ CONHECE OS SEUS BENEFÍCIOS?" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/yHAXvCKmkMw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Aprimore a conservação de silagem e aumente a eficiência da produção</h2>
<p>Manter a silagem de grãos úmidos bem conservada é fundamental para preservar nutrientes, reduzir perdas e garantir alta performance alimentar do rebanho.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=silagem-graos-umidos" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende técnicas práticas para otimizar cada etapa do manejo, da nutrição à gestão, transformando conhecimento em resultados concretos na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=silagem-graos-umidos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Quebra da dominância apical na cultura da soja: como ela influencia o desenvolvimento?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/quebra-da-dominancia-apical-na-cultura-da-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 17:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais. Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil ocupa <strong>posição de destaque no cenário mundial na produção de soja</strong>, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais.</p>
<p>Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> foram gerados, bem como a adoção do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto (SPD)</a></strong>. Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.</p>
<p>Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.</p>
<p>Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta.</p>
<p>Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos<strong> fitohormônios</strong>. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que são citocininas e como impactam na quebra da dominância apical?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As <strong>citocininas</strong> (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas podem causar a <strong>quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta</strong>. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredita-se que ao utilizar <a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herbicidas</strong></a> que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21616 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2.jpg" alt="Planta de soja" width="396" height="704" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2.jpg 396w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-169x300.jpg 169w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-370x658.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-270x480.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Inara Alves</span></p>
<h2>Componentes de produção da soja</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtividade da <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cultura da soja</strong></a> é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Número de nós e de hastes por planta;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Densidade de plantas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Peso e número de sementes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Vagens por planta;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Sementes por vagem. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos estes componentes são determinados por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">processos fenológicos</a></strong> como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas</strong>, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a <strong>densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.</span></p>
<h2>Herbicidas e fito hormônios visando a quebra da dominância apical</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos, ou tecidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são <strong>compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja. Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mecanismos que levam à <strong>quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das plantas, o <strong>crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical</strong>. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21618 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4.jpg" alt="Interação entre a auxina e citocinina na regulação do desenvolvimento das gemas laterais na cultura de soja." width="816" height="479" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4.jpg 816w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-300x176.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-768x451.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-370x217.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-270x158.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-740x434.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 8pt;">Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento   das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.</span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Consórcio milho-braquiária: como implantar e fazer o manejo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 13:00:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[safra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consórcio milho (Zea mays) com braquiária (Urochloa spp.) tem como objetivos a produção de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de grãos sob sistema de plantio direto (SPD), e produção de forragem para alimentação de animais, para produtores que visam a integração lavoura pecuária (ILP) com suplementação alimentar para o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O consórcio milho (<i>Zea mays</i>) com braquiária (<i>Urochloa spp.</i>) tem como objetivos a produção de palha para a cobertura de solo, sistema adotado por produtores de grãos sob sistema de plantio direto (SPD), e produção de forragem para alimentação de animais, para produtores que visam a integração lavoura pecuária (ILP) com suplementação alimentar para o gado e resíduo de palha.</p>
<p>A diferença entre um objetivo e outro consiste na população e distribuição de plantas. Para formação de pasto é desejado maior população de plantas comparado a menores populações para produção da palha.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sucessão soja/milho safrinha apresenta baixos níveis de cobertura do solo, principalmente nos meses de agosto a outubro, entre a colheita do milho e a semeadura da soja, provocando decomposição da palha produzida nas safras anteriores, redução nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Consórcio milho-braquiária no Brasil</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, o consórcio de milho com <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas de cobertura</strong></a> no outono/inverno é uma alternativa para elevar a quantidade de palha no sistema de produção e ciclagem de nutrientes, possibilitando maior retorno econômico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Solos sob <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/">sistema de plantio direto</a></strong> necessitam de um aporte de 12 toneladas de palha por ano, o manejo de milho consorciado com braquiária pode proporcionar grande incremento de palha no sistema de produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os benefícios dessa tecnologia têm a possibilidade de atingir todos os produtores rurais independentes do nível tecnológico adotado na fazenda, pelo aumento da produtividade das culturas e da sociedade como um todo pelos benefícios sociais e ambientais decorrentes do uso dessa prática agrícola.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Implantação do consórcio milho-braquiária</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No consórcio de milho-braquiária tem sido adotada uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/semeadura-de-milho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de semeadura</strong></a> de 50 a 70 mil plantas por hectare de milho dependendo do desempenho do híbrido para cada região e de 7 a 15 quilos por hectare de braquiária, dependendo das condições edafoclimáticas da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade ideal de sementes de braquiária a serem utilizadas no consórcio deve ser <strong>calculada em função do valor cultural das sementes</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre que possível deve adquirir sementes de empresas idôneas, registradas no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e que contenham todas estas informações disponíveis na etiqueta colada à embalagem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Taxa = (QS/VC) [kg/ha]</strong></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onde:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">QS: quantidade de sementes kg/ha</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">VC: valor cultural das sementes.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A semeadura da braquiária pode ser realizada antes, durante ou depois da semeadura do milho. A semeadura da forrageira deve ser posterior ao controle de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a>, para proporcionar a produtividade normal do milho e alta produção de forragem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em condições de <strong>safrinha deve ser semeada a braquiária na profundidade de 3 cm</strong>. Na distribuição superficial das sementes de braquiária, a germinação de plantas depende da intensidade de chuva após a semeadura e da movimentação superficial do solo pela operação de plantio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consórcio do plantio de milho com linhas intercaladas às linhas do milho apresenta maior eficiência para espaçamentos de 0,75 a 1,0 m entre linhas de milho, tendo em vista a produção de palha para cobertura do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa modalidade pode ser realizada <strong>intercalando as linhas das semeadoras de milho, e adicionando discos de semeadura de braquiária</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como forma alternativa pode ser plantado linhas intercalares de milho e realizar a semeadura da braquiária com semeadora de grãos pequenos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra forma de cultivo do consórcio e a semeadura de ambos na mesma linha, que pode ser utilizado em cultivos de milho em espaçamento reduzido, tanto para a produção de palha quanto para a produção de forragem. Para esse plantio é utilizado uma terceira caixa para sementes de braquiária, e posicionadas a saídas das sementes juntamente com as sementes de milho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de consórcio com braquiária em área total pode ser utilizado para cultivos de milho em espaçamento reduzido e normal, sendo indicado para produção de palha e para produção de forragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença desta modalidade para a modalidade em linha é o posicionamento das sementes de braquiária, que neste caso é distribuída em área total. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Normalmente, as sementes da braquiária são distribuídas na superfície do solo antecedendo ou simultaneamente à semeadura do milho, e parcialmente incorporadas pela passagem da máquina durante o plantio.</span></p>
<h2>Uso de herbicidas no controle de plantas daninhas e no travamento da braquiária</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos mais importantes que contemplam os sistemas consorciados diz respeito à <strong>redução da capacidade competitiva interespecífica das espécies cultivadas</strong>, no entanto, sem deixar de levar em consideração o controle integrado de plantas daninhas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em virtude desta complexidade, considera-se pequena a adoção de sistemas de cultivo de ILP, porém com grande capacidade de expansão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das mais difundidas formas de mitigar os efeitos indesejáveis da competição interespecífica entre a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fases-da-cultura-do-milho/">cultura do milho</a></strong> e as espécies forrageiras é o uso de herbicidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças ao baixo custo operacional, em função da utilização de subdoses, este procedimento visa regular o crescimento, garantindo supressão adequada da forrageira, sem, no entanto, causar perdas excessivas de produção de massa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos <strong>fatores limitantes</strong> para utilização desta técnica é a <strong>disponibilidade de herbicidas registrados para a cultura do milho</strong> que apresentem compatibilidade com o sistema, ou melhor, que sejam seletivos tanto para a cultura do milho quanto para as espécies forrageiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais agravantes da utilização de herbicidas diz respeito à dose e ao estádio da forrageira no momento da aplicação, sendo indicado após iniciar formação do perfilho.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41635" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas.png" alt="Relação de herbicidas" width="723" height="498" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas.png 723w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas-300x207.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas-370x255.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas-435x300.png 435w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas-270x186.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/relacao-herbicidas-150x103.png 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Relação de herbicidas mais utilizados e suas respectivas doses para aplicação em pós-emergência na cultura do milho em consórcio com forrageiras. Fonte: Dan et al (2012).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliar o manejo adequado das espécies forrageiras evitando a competição interespecífica entre as culturas do milho e as espécies forrageiras ao controle eficiente de plantas daninhas em consórcio, talvez seja o principal desafio da pesquisa na atualidade, já que nem sempre a dose adequada para limitar o crescimento e desenvolvimento da forrageira é a mesma necessária para o adequado controle da flora invasora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a baixa disponibilidade de técnicas e, principalmente de mecanismos de ação de herbicidas que se adéquam ao sistema de consórcio limita ainda mais a implantação do sistema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro agravante é o crescente aumento no aparecimento de <strong>biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas</strong>, dificultando a recomendação de até então utilizados, como atrazine e nicosulfuron.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A redução da população de plantas daninhas é outro benefício dos sistemas consorciados, sendo observados reduções significativas no banco de sementes de plantas daninhas no sistema de produção. Quando uma forrageira é utilizada como cobertura é adequadamente implantada e conduzida, os benefícios podem ser observados a longo prazo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consórcio milho-braquiária aumenta a massa total de resíduos e inibe a presença de plantas daninhas de difícil controle no ano de seu cultivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reinfestação por buva ocorre após um ano sem consórcio e de <a href="https://rehagro.com.br/blog/aprenda-a-manejar-buva-e-capim-amargoso/" target="_blank" rel="noopener"><strong>capim amargoso</strong></a> após dois anos sem consórcio, porém em menores quantidades do que na sucessão soja-milho safrinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, tendo a braquiária integrada ao sistema de produção de grãos ou até mesmo ao ILP, possibilita a produção de alimentos com menor emissão de <a href="https://rehagro.com.br/blog/mudancas-climaticas-globais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>gases de efeito estufa</strong></a>, evitando o aquecimento global, principalmente por manter o solo coberto com vegetação o ano todo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21423 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/consorcio-milho-brachiaria-2.jpg" alt="Lavoura consorciada milho-braquiária" width="487" height="650" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/consorcio-milho-brachiaria-2.jpg 487w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/consorcio-milho-brachiaria-2-225x300.jpg 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/consorcio-milho-brachiaria-2-370x494.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/consorcio-milho-brachiaria-2-270x360.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/consorcio-milho-brachiaria-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Lavoura de milho consorciada com braquiária.</span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Resistência do solo à penetração: como realizar avaliação?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/penetracao-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 18:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[grão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[penetração do solo]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.</p>
<p>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Tráfego de máquinas pesadas e compactação dos solos</h2>
<p>Em <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong></a>, uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.</p>
<p>O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">tráfego de máquinas</a></strong> pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21632 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo.jpeg" alt="Gráfico mostrando resistência a penetração do solo" width="567" height="477" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo.jpeg 567w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-300x252.jpeg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-370x311.jpeg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-270x227.jpeg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-357x300.jpeg 357w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-150x126.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.</span></p>
<h2>A resistência à penetração do solo</h2>
<p>O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.</p>
<p>Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.</p>
<p><strong>A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo.</strong> Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.</p>
<p>Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.</p>
<p>Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.</p>
<p><strong>Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal,</strong> estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.</p>
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<h3>Variabilidade espacial da resistência à penetração do solo</h3>
<p>A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:</p>
<ul>
<li><strong>Argissolos</strong>, os valores críticos de RP variam entre 1,19 MPa e 1,5 MPa;</li>
<li><strong>Latossolos Vermelho distrófico</strong>, os valores críticos podem variar entre 2,1 MPa à 3,2 MPa.</li>
</ul>
<p>Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.</p>
<p>A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.</p>
<p>Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes, densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.</p>
<p>A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.</p>
<h2>Solos sob sistema de plantio direto</h2>
<p><strong>Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo</strong>, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.</p>
<p>Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o <strong>desenvolvimento radicular</strong>. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.</p>
<p>Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.</p>
<p>Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.</p>
<p>Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.</p>
<p><strong>A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m</strong>. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.</p>
<p>O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-subsolador-e-escarificador/" target="_blank" rel="noopener">subsoladores</a></strong> vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.</p>
<p><strong>A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.</strong></p>
<p>Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.</p>
<p>Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.</p>
<p>Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.</p>
<p>Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.</p>
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		<title>Percevejos nas lavouras: saiba como identificar e controlar corretamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2020 15:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura do milho]]></category>
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		<category><![CDATA[praga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²! O aumento da adoção do sistema de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os <strong>percevejos são pragas severas</strong> e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²!</p>
<p>O aumento da adoção do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto</a></strong> favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.</p>
<p>O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares de soja</a></strong>, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Ciclo de vida e comportamento dos percevejos</h2>
<p>O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-milho-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">cultura do milho</a></strong>.</p>
<p>E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero <i>Dichelops</i> (<i>Diceraeus</i>) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.</p>
<p>A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.</p>
<p>Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.</p>
<p>Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.</p>
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<h2>Tipos de percevejos nas lavouras</h2>
<h3>Percevejo-marrom da soja &#8211; <i>Euschistus heros</i></h3>
<p><strong>Na soja, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/">percevejo-marrom</a> normalmente completa três gerações.</strong> Durante o final do verão e o início do outono.</p>
<p>Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">daninha</a></strong> conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo. É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta.</p>
<p>No outono, <i>E. heros</i> inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.</p>
<p>O adulto de <i>E. heros</i> <strong>apresenta coloração marrom escura</strong>, com dois prolongamentos laterais do pronoto, <strong>em forma de espinhos</strong>.</p>
<p>A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.</p>
<p>As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom.</p>
<p>Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11839 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom.jpg" alt="Percevejo Marrom da Soja" width="270" height="321" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom-252x300.jpg 252w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Ciclo de vida </span><i><span style="font-weight: 400;">Euschistus heros</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span>Fonte: G.L.M. Rosa</span></p>
<h3>Percevejo-barriga-verde &#8211; <i>Dichelops melacanthus</i></h3>
<p>Espécies do gênero <i>Dichelops</i> são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. <i>D. melacanthus</i> é frequentemente observada no Brasil.</p>
<p>Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a <i>D. furcatus</i>, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a <i>D. phoenix</i>, que tem poucos registros no Brasil.</p>
<p>O <strong>percevejo-barriga-verde</strong> (<i>D. melacanthus)</i>, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">trigo</a></strong>, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.</p>
<p><strong>Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais</strong>, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.</p>
<p>Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.</p>
<p>Os adultos de <i>D. furcatus</i> e <i>D. melacanthus</i> medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.</p>
<p>As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de <i>E. heros</i>, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.</p>
<p>Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11838 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde.jpg" alt="Percevejo Barriga Verde" width="528" height="199" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde.jpg 528w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-300x113.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-370x139.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-270x102.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /><span style="font-size: 10pt;">Percevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo.jpg" alt="Flutuação Populacional de Percevejo Barriga Verde" width="500" height="406" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo.jpg 596w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-300x244.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-370x300.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-270x219.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Flutuação populacional de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichelops melacanthus</span></i><span style="font-weight: 400;">, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. </span>Fonte: Chiesa (2016)</span></p>
<h2>Potencial de danos de percevejos na cultura da soja e do milho</h2>
<p>No cerrado brasileiro, <strong>o percevejo marrom (<i>E. heros)</i> destaca-se como praga chave na cultura da soja</strong>, aumentando os <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos de produção</strong></a> e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.</p>
<p>Adultos do <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>percevejo marrom</strong></a>, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.</p>
<p>A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">nos estádios R4 e R5</a></strong> podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².</p>
<p>Sementes de soja atacadas por <i>P. guildinii</i> tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (<i>E. heros, N. viridula </i>e<i> D. melacanthus</i>).</p>
<p>Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41640" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos.png" alt="Tabela com espécies de percevejos" width="707" height="288" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos.png 707w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-300x122.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-370x151.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-270x110.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-150x61.png 150w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: center;">¹Médias em cada coluna seguidas pela mesma letra não diferem significativamente pelo teste de Tukey (P = 0,05).</p>
<p style="text-align: center;">²Média de cinco repetições de 50 insetos.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela com profundidade média (+- EP) do dano em sementes de soja causado pela alimentação de quatro espécies de pentatomídeos, após uma sessão de alimentação de 60 minutos (números inicial de insetos = 250). Entre parênteses, número de insetos observados. Fonte: Adaptada de Depiere e Panizzi (2011). </span></p>
<p>Entretanto, o dano causado por <i>P. guildinii</i> não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que <i>N. viridula</i> e <i>E. heros</i>.</p>
<p>É possível que a área maior do canal alimentar de <i>P. guildinii</i> contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4925 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos.jpg" alt="Percevejo marrom e percevejo barriga verde" width="559" height="268" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos.jpg 559w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-300x144.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-370x177.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-270x129.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<h2>Monitoramento do percevejo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.</span></p>
<h3>Ponte Verde</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do milho, o percevejo pode causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas pode se hospedar em alguma planta daninha, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes, bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.</span></p>
<h3>Dessecação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.</span></p>
<h3>Tratamento de sementes</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento de </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/">sementes</a></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.</span></p>
<h3>Lavoura estabelecida</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Organofosforados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Neonicotinóides;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Piretróides.</span></li>
</ul>
<h2>Controle dos percevejos na produção de grãos</h2>
<p>O conhecimento na detecção de pragas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-de-doencas-em-milho/" target="_blank" rel="noopener">doenças no milho</a></strong> e demais grãos, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo em soja</a></strong>, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.</p>
<p>Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.</p>
<p>Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (<i>D. melacanthus)</i> têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.</p>
<p>Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11843 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos.jpg" alt="Danos de percevejo na cultura do milho" width="370" height="278" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-300x225.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-270x203.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Danos de percevejo </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichelops melacanthus</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cultura do milho.</span></span></p>
<p>Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.</p>
<p>Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos.</p>
<p>É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/giberela-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">fungo <i>Giberella zeae</i></a></strong>, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Aplicação de insumos agrícolas em taxa variável: como realizar?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/taxa-variavel-de-insumos-agricolas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Feb 2020 18:42:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tecnologia de aplicação em taxa variável (ATV) é qualquer ferramenta ou sistema que permite ao agricultor variar a taxa de insumos agrícolas. É a pedra angular da agricultura de precisão e, combinada com outros avanços tecnológicos, impulsiona a agricultura a um ritmo acelerado de velocidade e crescimento. Sistemas de GNSS e monitoramento de dados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tecnologia de <strong>aplicação em taxa variável (ATV)</strong> é qualquer ferramenta ou sistema que permite ao agricultor variar a taxa de insumos agrícolas.</p>
<p>É a pedra angular da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/" target="_blank" rel="noopener">agricultura de precisão</a></strong> e, combinada com outros avanços tecnológicos, impulsiona a agricultura a um ritmo acelerado de velocidade e crescimento.</p>
<p>Sistemas de GNSS e monitoramento de dados é outra área que mostra crescimento exponencial. Essa tecnologia teve primeiro praticidade nas indústrias automotiva e de aviação, mas agora a agricultura está se beneficiando dela de maneiras que outras indústrias não conseguem.</p>
<p>Os agricultores estão mapeando os detalhes mais complexos de suas terras, aprendendo mais sobre suas fazendas e aumentando significativamente a produtividade como resultado.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Prática da aplicação em taxa variável</h2>
<p>A ATV tem muitas aplicações práticas em todo o setor agrícola e isso começou a aparecer financeiramente, tanto para os agricultores que o utilizam quanto para as empresas de tecnologia que o vendem, que não devem ser ignoradas.</p>
<p>Além disso, com o aumento da demanda da comunidade global atual, não demorará muito para que <strong>a aplicação em taxa variável seja compensado pela produtividade</strong>.</p>
<p>As informações usadas para variar as taxas podem ser baseadas em mapas criados a partir de relatórios de observação, arquivos de monitor de produtividade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-agricultura/" target="_blank" rel="noopener">dados de sensoriamento remoto</a></strong>. Diferentes tipos de informações são usados para diferentes problemas.</p>
<p>Por exemplo, para variar as taxas de semeadura, os arquivos de dados do monitor de rendimento arquivado podem ser usados para criar mapas de taxas de semeadura da zona de manejo, enquanto a coleta e o processamento em tempo real das informações de reflectância da cultura podem ser usados para variar as taxas de nitrogênio durante o cultivo.</p>
<p>No Brasil, a prática da aplicação em taxa variável é realizada basicamente pelo <strong>gerenciamento da fertilidade do solo, com base em amostragem georreferenciada</strong> (amostragens em grade), considerando apenas o solo, e ATV basicamente de calcário, potássio, fósforo e gesso.</p>
<p>Independentemente da abordagem, todos os sistemas de precisão de taxa variável exigem a coleta de informações precisas, configuração adequada dos sistemas de localização e orientação e calibração do equipamento usado para aplicar os insumos.</p>
<p>Como os cálculos usados para determinar a taxa desejada não interessam ao equipamento, todos os cálculos devem ser verificados quanto à precisão. O equipamento fará o que é comunicado pela prescrição baseada em mapa ou pelas leituras dos sensores em movimento, realizadas no campo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologias-voltadas-para-adubacao-na-agricultura?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-tecnologias-adubacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39620 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao.png" alt="E-book Tecnologias para adubação na agricultura" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Abordagens da aplicação em taxa variável</h2>
<p>Para utilização da ATV deve-se considerar:</p>
<ul>
<li>A variabilidade espacial do tipo de solo;</li>
<li>Matéria orgânica;</li>
<li>Necessidades de nutrientes;</li>
<li>Produtividade;</li>
<li>Pragas e doenças.</li>
</ul>
<p>As abordagens de ATV baseadas em mapas e baseadas em sensores são comumente usadas para aplicar <strong>tratamentos variáveis</strong>.</p>
<p>Na <strong>abordagem baseada em mapas</strong>, os mapas são usados para identificar onde e quanto de um determinado insumo é aplicado. Na <strong>abordagem baseada em sensor</strong>, informações em tempo real são usadas para controlar onde e quanto de um determinado insumo é necessário.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41647" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel.png" alt="Abordagens aplicando taxa variável" width="912" height="478" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel.png 912w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-300x157.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-768x403.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-370x194.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-270x142.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-570x300.png 570w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-740x388.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/abordagens-taxa-variavel-150x79.png 150w" sizes="auto, (max-width: 912px) 100vw, 912px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; text-align: center;">Fonte: Ahmad (2018).</span></p>
<p>Os dados para a abordagem baseada em mapas podem ser coletados de várias maneiras diferentes, incluindo:</p>
<ul>
<li>Amostragem de ponto em grade regular;</li>
<li>Amostras aleatórias de unidades de gerenciamento;</li>
<li>Dados arquivados do monitor de produtividade.</li>
</ul>
<p>Diferentes técnicas de análise são necessárias para diferentes problemas. Independentemente da abordagem de agricultura de precisão utilizada, o objetivo deve ser a <strong>melhoria da sustentabilidade econômica e ambiental do sistema de produção.</strong></p>
<p>As semeadoras multi-híbrido/cultivares fornecem a capacidade de combinar a cultivar com o habitat do solo. Por exemplo, cultivares resistentes a doenças podem ser semeadas em áreas de campo com alta probabilidade de problemas de doenças.</p>
<p>Para que essa abordagem produza um benefício econômico, o campo deve conter uma quantidade substancial de variabilidade no campo e as cultivares devem ter diferenças genéticas que as tornem mais adequadas para uma área específica.</p>
<p>A seleção das diferentes zonas pode ser baseada em um conjunto de mapas de produtividade, mapas de pragas e doenças ou fatores do solo que possam limitar a disponibilidade de drenagem ou nutrientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21621 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel.jpg" alt="Aplicação em taxa variável" width="699" height="570" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel.jpg 699w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel-300x245.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel-370x302.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel-270x220.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel-368x300.jpg 368w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/02/taxa-variavel-150x122.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 699px) 100vw, 699px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Sharda (2018).</span></p>
<p>A detecção em tempo real utiliza <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/" target="_blank" rel="noopener">sensores ópticos</a></strong> para medir as condições de colheita na estação. Os índices de refletância da planta podem ser usados para reduzir a complexidade dos dados.</p>
<p>Atualmente, tem sido utilizado o <a href="https://rehagro.com.br/blog/indices-de-vegetacao-na-agricultura/" target="_blank" rel="noopener"><strong>índice vegetativo de diferença normalizada (NDVI)</strong></a>, baseado na refletância das plantas nas faixas vermelha e infravermelha próxima (NIR). O sensor de reflectância é promissor, pois fornece informações imediatas relacionadas ao estresse das plantas.</p>
<p>Na aplicação em taxa variável com <a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herbicida</strong></a>, em um campo contendo alta variabilidade espacial de ervas daninhas, a ATV pode reduzir a quantidade de herbicidas aplicados no campo em até 60%.</p>
<p>Um bom exemplo de implementação bem-sucedida de informações de sensoriamento de reflectância remota em tempo real é o uso da tecnologia de ATV para aplicações nitrogenadas. O teste dessa tecnologia em milho, trigo e algodão mostra que a tecnologia pode aumentar a rentabilidade.</p>
<p>Para esta aplicação, é essencial que todas as taxas sejam verificadas porque a máquina não consegue distinguir entre taxas &#8220;sãs&#8221; e taxas razoáveis. Os sistemas de controle eletrônico de taxa são projetados para ajustar automaticamente taxas instantâneas de aplicação resultantes de alterações nos parâmetros operacionais da máquina e de campo.</p>
<h2>Principais parâmetros operacionais da máquina</h2>
<p>Normalmente, parâmetros de operação da máquina, como <strong>velocidade de deslocamento, largura da faixa de aplicação; e a taxa de aplicação de destino específica</strong> são usadas para calcular a taxa em cada ponto do campo. A capacidade de aplicar em ATV depende da capacidade do equipamento.</p>
<p>A principal responsabilidade da unidade de controle de aplicativos é vincular o mapa de prescrição ou a taxa do algoritmo do sensor à localização, orientação e velocidade atuais da máquina.</p>
<p>O sinal de controle resultante geralmente é uma taxa de rotação, taxa de fluxo ou taxa de transportador que alcançará a colocação do produto desejada.</p>
<p>A exatidão e precisão de um tratamento de taxa variável depende de um sistema de controle capaz de ajustar as taxas de aplicação instantânea com base em alterações no estilo de condução do operador, nos parâmetros operacionais da máquina, nas características do produto e no tempo de resposta do equipamento.</p>
<p>À medida que avançamos em direção à coleta de dados espaciais e temporais em grande volume, também é necessária a <strong>integração automática de dados com os sistemas de análise de dados</strong>.</p>
<p>Os produtores podem se beneficiar de modelos de previsão com base local, onde os técnicos podem avaliar os benefícios potenciais de diferentes estratégias de gerenciamento. A agricultura futura também precisaria de pequenos sistemas aéreos e terrestres não tripulados, que possam explorar automaticamente e coletar dados sobre plantas e do solo.</p>
<p>No geral, é necessária a total integração de fontes de informação, análises e tecnologias de aplicação para que os produtores possam utilizar tecnologias para maximizar os rendimentos com insumos ideais e impacto mínimo no meio ambiente para uma produção agrícola sustentável.</p>
<h2>Domine a agricultura de precisão e leve mais eficiência para sua produção de grãos!</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/passo-a-passo-na-agricultura-de-precisao-em-graos?utm_campaign=materiais-cl-apg&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Agricultura de Precisão na Produção de Grãos</a></strong> é 100% online, objetivo e voltado para a prática, ideal para profissionais que querem aprofundar seus conhecimentos com base em situações reais.</p>
<p>Se você quer entender, de forma clara e aplicada, como utilizar mapas, sensores, softwares e dados agronômicos para tomar decisões mais assertivas no campo, este curso é pra você.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16049" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Ferrugem no trigo: como prevenir e controlar essa doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jan 2020 18:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[ferrugem]]></category>
		<category><![CDATA[folhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trigo está sempre entre os cinco cereais mais produzidos no mundo. Isso evidencia sua importância, mas o sucesso não se baseia apenas na comercialização dos grãos, mas também de seus derivados, como a farinha. O trigo no Brasil também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O trigo está sempre entre os cinco cereais mais produzidos no mundo. Isso evidencia sua importância, mas o sucesso não se baseia apenas na comercialização dos grãos, mas também de seus derivados, como a farinha.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">trigo no Brasil</a></strong> também tem grande destaque. No entanto, o clima e outras condições adversas acarretam em baixo volume de produção, o que acaba não atendendo ao consumo interno, nisso, cresce a demanda por importações do cereal.</p>
<p>Nosso clima tropical, por vezes, <strong>cria uma atmosfera desfavorável, como alta umidade ou chuvas em época de colheitas</strong> e muitos grãos acabam germinando mesmo na espiga! Essas condições climáticas, podem <strong>favorecer a ocorrência de doenças fúngicas, como a ferrugem,</strong> que trataremos neste artigo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<p>Considerada uma cultura de inverno, o trigo é atualmente cultivado nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná (porque juntos detêm cerca de 90% da produção total), Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. São poucos os Estados produtores, porque a cultura exige condições bem específicas, como temperaturas amenas, o que não é facilmente observado no país.</p>
<p>Assim, conduzir eficientemente o manejo nas lavouras é fundamental para a obtenção de uma produção que seja representativa a ponto de suprir as demandas internas do mercado. Com isso, é possível manter bons preços não apenas nos grãos, mas também nos produtos alimentícios à base de trigo.</p>
<h2>Prevenção e manejo da ferrugem no trigo</h2>
<p>O manejo adequado da lavoura é um dos métodos mais eficientes para a melhora na qualidade do grão e, consequentemente, maior produtividade.</p>
<p>Um dos principais pontos a se trabalhar é o bom <a href="https://rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>manejo fitossanitário</strong></a>, controlando de forma correta e sustentável as <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a>, pragas e doenças. Afinal, há várias doenças, principalmente as fúngicas favorecidas pelo nosso clima e algumas podem até causar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/micotoxinas-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">micotoxinas no trigo</a></strong>.</p>
<p>Nesse sentido, este artigo tem como objetivo auxiliar na correta identificação de uma das principais doenças, que afeta a cultura do trigo, além de apontar condições climáticas favoráveis para o seu desenvolvimento e formas de controle.</p>
<p>Uma das principais doenças capazes de causar grandes prejuízos aos triticultores em praticamente todas as regiões produtoras, é a <strong>ferrugem da folha do trigo, causada pelo fungo (<i>Puccinia triticina</i>)</strong>.</p>
<p>Esta doença pode ser observada em todos os <a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estádios de desenvolvimento da cultura</strong></a>, desde a emergência até a maturação, e as perdas em rendimentos de grãos podem chegar a 63%, dependendo das condições climáticas, severidade, suscetibilidade do cultivar e virulência da raça do patógeno.</p>
<h2>Condições climáticas favoráveis para ocorrência da ferrugem da folha do trigo</h2>
<p>A dispersão dos esporos deste fungo é favorecida pelo vento, e a ocorrência da doença por condições de temperatura, as quais podem variar entre 15 e 20 °C, e elevada umidade relativa do ar.</p>
<p>Sobre diferentes temperaturas e período de molhamento foliar, o período de infecção deste patógeno pode mudar. Relata-se que, para condições de temperatura de 10ºC, o período de molhamento foliar deve ser de 10 a 12 horas contínuas, porém, quando a 20ºC, o período cai para 3 horas contínuas.</p>
<p>É possível perceber que existe uma grande dependência entre esses dois fatores para que a doença ocorra na lavoura. Portanto, o produtor deve ficar em alerta para essas condições, monitorando diariamente a previsão do tempo para garantir um controle efetivo nas áreas.</p>
<h2>Identificação da doença a campo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ferrugem é caracterizada pelo aparecimento de pústulas de formato ovalado, com esporos de coloração variando de amarelo-escuro a marrom-avermelhado, encontradas sobre a superfície foliar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na imagem a seguir, é possível observar essas pústulas ovaladas na folha, na cor característica de ferrugem, como citado no parágrafo anterior.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12020" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo.jpg" alt="Ferrugem na folha do trigo" width="600" height="299" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo.jpg 611w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-300x149.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-370x184.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-270x134.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA</span></p>
<h3>Sobrevivência do patógeno na lavoura</h3>
<p>O fungo <i>Puccinia </i>é considerado biotrófico, ou seja, significa que ele apenas sobrevive parasitando algum hospedeiro vivo, principalmente tigueras de trigo presentes na lavoura.</p>
<p>Devido à sua sobrevivência, as folhas de trigo não são levadas à senescência, portanto. Assim, com o aumento de sua incidência sobre o tecido vegetal, a fotossíntese é afetada e consequentemente, a produtividade também.</p>
<h3>Escala diagramática da ferrugem da folha</h3>
<p>Como essa doença afeta bem a cultura do trigo, é necessário proceder a uma avaliação da lavoura e isso ocorre por meio de amostragens das folhas. É preciso definir uma quantidade representativa de toda a área e isso vai de caso a caso.</p>
<p>De acordo com a literatura, se for obtido 10-15% de incidência (presença) do fungo, pode-se optar em fazer o controle químico.</p>
<p>Outra forma de monitorar esta doença é através do uso da escala diagramática, criada para auxiliar na avaliação da incidência e severidade do patógeno e na eficiência de controle utilizado.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12021" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-1.jpg" alt="Escala de severidade da ferrugem na folha do trigo" width="600" height="381" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-1.jpg 626w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-1-300x190.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-1-370x235.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/ferrugem-folha-do-trigo-1-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: ALVES et al., (2015)</span></p>
<p>A imagem acima mostra, de forma esquematizada, a escala de severidade da doença na folha, indo de 0,1% a 95%, que é o grau máximo de severidade desse fungo na cultura.</p>
<h2>Métodos de controle da ferrugem da folha do trigo</h2>
<p>Para se obter um manejo eficiente da ferrugem da folha do trigo deve-se integrar os seguintes pontos:</p>
<ol>
<li><strong>Uso de cultivar resistente</strong> – esse método é bastante eficaz, relativamente barato, seguro e mais consistente, já que é uma ação preventiva;</li>
<li><strong>Eliminação de plantas voluntárias</strong>, especialmente tigueras de trigo, ainda mais se for em regiões do Sul, onde a janela de plantio é bem extensa – nesse caso, é uma medida quase preventiva também, já que essas plantas voluntárias e a tigueira são hospedeiras desse fungo;</li>
<li><strong>Tratamento de sementes</strong> – também é uma medida preventiva e eficaz, pois permite uma maior proteção às plantas e possibilita a redução de uma operação de pulverização;</li>
<li><strong>Controle químico com uso de triazóis e mistura de triazóis com estrobilurina</strong> – nesse caso já é uma medida de intervenção, quando a lavoura já está implantada e foi constatado a presença e a avaliação mostrou-se necessária essa intervenção;</li>
<li><strong>Rotação de culturas</strong> – de certa forma, também é uma medida preventiva, porém a longo prazo, pois esta prática evita a permanência da doença na lavoura e sucessivamente.</li>
</ol>
<p>Agora você sabe bem a importância de avaliar a severidade da ferrugem da folha no trigo, e seu grande impacto sobre a produtividade.</p>
<p>Apesar da ferrugem ocasionar perdas significativas nessa cultura, sua principal doença é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/giberela-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener"><i>Giberella zeae</i></a></strong>, encontrada em 60% dos levantamentos em campo e que, se não controlada, permanece nos restos culturais e pode comprometer a próxima safra! Então, fique atento!</p>
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		<title>Origem do milho no Brasil e no mundo: cultura e histórico de cultivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2019 18:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura do milho]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O milho, atualmente, é um dos grãos mais produzidos no mundo! No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta. Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O milho, atualmente, <strong>é um dos grãos mais produzidos no mundo</strong>! No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta.</p>
<p>Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou a ser cultivado?</p>
<p>O milho é a planta comercial originária das Américas mais importante no cenário agrícola. A origem do milho ainda é muito discutida, já que a gramínea pode ter surgido tanto do Paraguai até a Colômbia, quanto da Guatemala até o México.</p>
<p>De acordo com as evidências, é possível que seja originária do México. Isso porque é uma espécie pertencente à família<em> Gramineae/Poaceae</em>, cujo parente mais próximo, acredita-se ser o Teosinto (<i>Zea mays spp</i>. <i>parviglumis</i>), e seu registro restringe-se ao Vale Central de Balsas, no México.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Milho e Teosinto: um parentesco provável</h2>
<p>Várias hipóteses já foram elaboradas tentando explicar a origem do milho e seu parentesco com o teosinto. Apesar dos relatos, ele se difere de seu ancestral, devido à imposição de pressões de seleção rigorosas pelo homem, a fim de domesticá-lo.</p>
<p>Além disso, geneticamente, estas duas espécies podem ser consideradas parentes pelos seguintes motivos: mesmo número de cromossomos, com homologia e morfologia semelhantes, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/polinizacao-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">polinização</a></strong> é de fácil cruzamento gerando descendentes férteis e apresentam semelhanças entre dados morfológicos e isoenzimáticos.</p>
<p>Por outro lado, alguns pesquisadores defendem a ideia contrária, afirmando existirem poucas evidências sobre a domesticação do mesmo (teosinto), sendo pouco provável que o homem primitivo possa ter criado ou selecionado milho a partir do teosinto.</p>
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<p>Ainda, outros pesquisadores acreditam que possa ter havido um choque imediato, determinado pelo meio ambiente, que possa ter provocado rápida conversão da espiga central de uma ramificação lateral do teosinto em uma espiga e, que esta fenocópia tenha sido fixada geneticamente, passando, portanto, esta característica a seus descendentes.</p>
<p>Segundo relatos e provas através de escavações arqueológicas e geológicas e, a partir de medições por desintegração radioativa, esta é uma das culturas mais antigas no mundo, cultivada há pelo menos 5.000 anos.</p>
<p>Obviamente, naquela época não era feita uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/">amostragem de solo</a></strong> para análise ou se sabiam sobre bactérias benéficas, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/azospirillum-no-milho/" target="_blank" rel="noopener"><i>Azospirillum</i></a></strong>, mas já eram feitos cultivos.</p>
<p>Mesmo assim, a presença do milho no continente Americano foi registrada pela primeira vez por Cristóvão Colombo em 1492, na costa norte de Cuba. Neste mesmo ano, o cultivo de milho já era realizado desde o Sul do Canadá até a parte central do Chile, em exceção às áreas recobertas por gramíneas ou savanas.</p>
<p>Apenas após o ano de 1800 é que essas áreas, não manejadas, começaram a receber os primeiros cultivos de milho, e isso só foi possível com a adoção do arado de aiveca. Provavelmente, nessa época o sistema não era plantio direto, mas convencional e com várias sementes por cova.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11783 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-1.jpg" alt="Milho e Teosinto" width="370" height="241" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-1.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-1-300x195.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-1-270x176.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Vivendo Ciência</span></p>
<h2>Origem do milho no mundo</h2>
<p>Com o descobrimento do milho nas Américas, ele foi levado à Europa, mas era considerado uma cultura exótica em jardins europeus, ou seja, nada muito focado na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/" target="_blank" rel="noopener">qualidade de sementes</a></strong> e lavouras.</p>
<p>Seu real valor alimentício foi notado depois, e o império espanhol difundiu seu cultivo pela França, Itália, sudeste da Europa e norte da África.</p>
<p>Os responsáveis pela difusão do milho no restante do continente africano e no Oriente, foram os portugueses, chegando à China em 1516 e ao Japão só em 1775.</p>
<p>Devido aos seus diversos usos, o milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.</p>
<p>Abaixo estão descritos alguns produtos obtidos de forma direta ou indireta do milho:</p>
<ul>
<li>Acetato de cálcio e magnésio;</li>
<li>Adesivos (colas, pastas, mucilagens, gomas);</li>
<li>Álcoois etílico e butílico;</li>
<li>Herbicida natural e inseticida;</li>
<li>Alumínio;</li>
<li>Amido e glucose;</li>
<li>Antibióticos (penicilina), aspirina e outros medicamentos;</li>
<li>Baterias para veículos;</li>
<li>Bebidas gasosas;</li>
<li>Óleo comestível.</li>
</ul>
<p>De acordo com dados da CONAB, o cultivo de milho no Brasil vem crescendo a cada ano, tanto em áreas cultivadas; seja por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto</a></strong> ou convencional; como em produção, conforme descrito no gráfico abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11784 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-2.jpg" alt="Gráfico mostrando dados da evolução da produção de milho no Brasil" width="370" height="302" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-2.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-2-300x245.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-2-270x220.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/origem-milho-2-368x300.jpg 368w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
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			</item>
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		<title>Origem do feijão no Brasil: cultura e histórico de cultivo</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/feijoeiro-comum-no-brasil-origem-e-historico-do-cultivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 12:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultivo]]></category>
		<category><![CDATA[feijão]]></category>
		<category><![CDATA[feijoeiro]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Phaseolus vulgaris, também conhecido como feijoeiro-comum, é uma das 55 espécies pertencentes ao gênero Phaseolus, cujo centro de origem se deu nas Américas. Essa espécie tem grande importância econômica, alimentícia e cultural em diversos países. No Brasil, o feijão é um dos principais pilares do agronegócio. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <i>Phaseolus vulgaris</i>, também conhecido como feijoeiro-comum, é uma das 55 espécies pertencentes ao gênero <i>Phaseolus</i>, cujo centro de origem se deu nas Américas.</p>
<p>Essa espécie tem grande importância econômica, alimentícia e cultural em diversos países. No Brasil, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estadio-fenologico-do-feijoeiro/" target="_blank" rel="noopener">feijão</a></strong> é um dos principais pilares do agronegócio.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Origem do feijão no mundo</h2>
<p>O feijão-comum está entre os <strong>alimentos mais antigos do mundo</strong>. Seus registros estão diretamente associados à história da humanidade.</p>
<p>No antigo Egito e na Grécia, os feijões eram cultivados e cultuados como símbolo da vida. Já em Roma, os antigos romanos utilizavam o feijão em festas gastronômicas e também como forma de pagamento de apostas.</p>
<p>Documentações também apontam que, na Suíça, durante a Idade do Bronze (cerca de 1.000 a.C.), já existiam registros do cultivo dessa leguminosa. Na antiga Tróia, evidências mostram que o feijão era o prato favorito dos robustos guerreiros troianos.</p>
<p>Historiadores atribuem essa vasta disseminação do feijão no mundo em decorrência de guerras, pois esse era o alimento principal da dieta dos combatentes em marcha.</p>
<p>Existem diversas hipóteses sobre a origem e domesticação do feijoeiro-comum. Atualmente, aceita-se que o grão teve dois centros de domesticação e um terceiro com menor expressão.</p>
<p>Relatos indicam que tipos selvagens, similares a variedades crioulas, foram encontradas na região central das Américas, como no México. Acredita-se que essa região originou a maioria dos cultivares de grãos pequenos, como o carioca.</p>
<p>O segundo local é atribuído ao sul dos Andes, mais especificamente ao norte da Argentina e sul do Peru, de onde possivelmente se desenvolveram os cultivares com sementes mais graúdas, como o Jalo.</p>
<p>O terceiro, mas não menos importante centro de domesticação do feijão, é a Colômbia.</p>
<p>O que difere os grãos de feijão encontrados nestas três regiões citadas e que possibilitou afirmar a existência de três centros de origem e domesticação do feijão por auxílio de padrões eletroforéticos, é em relação ao tipo de proteína existente nos grãos.</p>
<p>Os feijões originários do México, conhecidos como mesoamericanos, possuem a proteína faseolina do tipo S. Enquanto que os de origem no sul dos Andes possuem a faseolina do tipo T e os provenientes da Colômbia possuem além das faseolinas S e T, os tipos B, C e H.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21602 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/graos-feijao.jpg" alt="Imagem retratando feijão preto, feijão vermelho e feijão carioca" width="700" height="465" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/graos-feijao.jpg 700w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/graos-feijao-300x199.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/graos-feijao-370x246.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/graos-feijao-270x179.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/graos-feijao-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<h2>Origem do feijão no Brasil</h2>
<p><strong>O</strong> <strong>feijoeiro-comum é um dos pratos mais conhecidos e tradicionais da culinária brasileira</strong>. Além de ser uma excelente fonte de proteína, os grãos também são compostos por carboidratos e minerais. Em especial, podemos citar o ferro, que é muito importante para o bom funcionamento do organismo.</p>
<p>No Brasil, existem diversas espécies e tipos de feijão cultivados e sua ocorrência é bastante regional e cultural, por exemplo, o feijão-caupi ou feijão-de-corda, muito cultivado no Norte e Nordeste do país, regiões pouco favoráveis ao cultivo do feijão-comum.</p>
<p><strong>Como a sua produção no Brasil</strong> <strong>pode ocorrer em três épocas distintas</strong>, a possibilidade de incorporação de novas áreas sempre foi possível e isso permitiu com que seu cultivo tenha sido bastante difundido para todas as regiões do país.</p>
<p>Mesmo sendo uma cultura considerada de subsistência e de produção familiar, o cultivo desta leguminosa é crescente.</p>
<p>Com isso, agricultores considerados tecnificados e que dispõem de maior quantidade de terras, maquinários e investimentos para ser aplicado ao cultivo, tornam a produção desta leguminosa mais promissora. Assim, o Brasil se torna um dos maiores produtores de feijão no mundo.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/doencas-do-feijoeiro?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=webinar-doencas-feijao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38614 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro.png" alt="Webinar Doenças do feijoeiro" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
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<p>Autoria: Artigo produzido pela equipe técnica Rehagro Grãos.</p>
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		<title>Estádios fenológicos do feijão: quais são e como identificar?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estadio-fenologico-do-feijoeiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 18:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[feijão]]></category>
		<category><![CDATA[feijoeiro]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os estádios fenológicos do feijoeiro representam as diferentes etapas de desenvolvimento da planta, desde a germinação até a maturação dos grãos. O ciclo é dividido em duas fases principais: vegetativa (V), que compreende os estádios V0 a V4, e reprodutiva (R), que abrange os estádios R5 a R9. Cada estádio apresenta características específicas, como a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os <strong>estádios fenológicos do feijoeiro</strong> representam as diferentes etapas de desenvolvimento da planta, desde a germinação até a maturação dos grãos. O ciclo é dividido em duas fases principais: <strong>vegetativa (V)</strong>, que compreende os estádios V0 a V4, e <strong>reprodutiva (R)</strong>, que abrange os estádios R5 a R9.</p>
<p>Cada estádio apresenta características específicas, como a emergência das plântulas, a formação das folhas, o surgimento dos botões florais, o florescimento, o desenvolvimento das vagens e o enchimento dos grãos.</p>
<p>Identificar corretamente essas fases é fundamental para orientar decisões sobre irrigação, adubação e monitoramento de pragas, doenças e plantas daninhas. Isso porque as necessidades da cultura e sua sensibilidade aos estresses variam ao longo do desenvolvimento.</p>
<p>Neste artigo, você vai conhecer os dez estádios fenológicos do feijão, aprender a identificar cada um deles e entender os principais pontos de atenção no manejo da lavoura.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Estádios vegetativos do feijão: V0 a V4</h2>
<h3>V0 &#8211; Germinação das sementes</h3>
<p>Após a semeadura do feijão e com umidade no solo, as sementes irão embeber (inchar) e será desencadeado processos metabólicos, sendo observado a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/" rel="noopener">germinação</a></strong>.</p>
<p>Nesta fase os cotilédones atingem a superfície do solo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12151 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v0.jpg" alt="Estádio fenológico vegetativo V0" width="227" height="300" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>V1 &#8211; Emergência das plântulas</h3>
<p>Este estádio é conhecido como “cotilédone ajoelhado”, onde os cotilédones se encontram visíveis acima da superfície do solo e começam a se separar, neste momento também pode ser observado a presença de folhas primárias.</p>
<p>A partir deste estádio, até o V3 deve-se redobrar atenção com a presença de pragas de solo e desfolhadoras.</p>
<p>Nesse estádio é possível observar o ataque de patógenos de solo como: <i>Rhizoctonia solani</i> e <i>Fusarium solani</i>, para esses patógenos é necessário fazer um bom tratamento de sementes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12152" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v1.jpg" alt="Estádio fenológico do feijão V1" width="600" height="169" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v1.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v1-300x84.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v1-370x104.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v1-270x76.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v1-740x208.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>V2 &#8211; Desenvolvimento das folhas primárias</h3>
<p>Esta fase tem início pela abertura completa das folhas primárias (unifolioladas) e termina com a abertura da primeira folha trifoliolada.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12153 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v2.jpg" alt="Estádio fenológico do feijão V2" width="539" height="409" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v2.jpg 539w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v2-300x228.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v2-370x281.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v2-270x205.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v2-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 539px) 100vw, 539px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>V3 &#8211; Primeira folha trifoliolada</h3>
<p>Inicia-se com a primeira folha composta (trifoliolada) totalmente expandida e termina quando a segunda folha trifoliolada já se encontra também expandida e a terceira folha começa a se abrir.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12154" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v3.jpg" alt="Estádio fenológico do feijão V3" width="254" height="415" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v3.jpg 254w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v3-184x300.jpg 184w" sizes="auto, (max-width: 254px) 100vw, 254px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>V4 &#8211; Terceira folha trifoliolada</h3>
<p>Inicia-se quando a terceira folha trifoliolada se encontra totalmente aberta. Este estádio é também caracterizado pelo início do desenvolvimento dos primeiros ramos secundários (engalhamento) e termina com o surgimento dos botões florais.</p>
<p>É o estádio mais longo do desenvolvimento do feijoeiro, podendo variar de cultivar para cultivar. Entre os estádios V3 e V4 recomenda-se fazer controle preventivo com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">fungicidas</a></strong> e aplicação de herbicidas para controle de folhas largas, bem como, adubação de cobertura e aplicação de cobalto e molibdênio foliar.</p>
<p>Estresses causados em V4 por déficit hídrico, competição com plantas daninhas, deficiência nutricional, fitotoxicidade de produtos podem afetar diretamente o crescimento do feijoeiro e consequentemente reduzir a produtividade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12155" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v4.jpg" alt="Estádio fenológico do feijão V4" width="435" height="277" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v4.jpg 435w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v4-300x191.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v4-370x236.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-v4-270x172.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/doencas-do-feijoeiro?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=webinar-doencas-feijao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38614 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro.png" alt="Webinar Doenças do feijoeiro" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/webinar-doencas-feijoeiro-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Estádios reprodutivos do feijão: R5 a R9</h2>
<h3>R5 &#8211; Pré-floração e formação dos botões florais</h3>
<p>Neste estádio fenológico ocorre o desenvolvimento dos ramos secundários e dos botões florais e termina a partir da abertura da primeira flor.</p>
<p>Nesta fase, déficit hídrico e temperaturas elevadas poderão reduzir a formação de flores, que irão refletir em quebra de produtividade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12146" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r5.jpg" alt="Estádio fenológico do feijão R5" width="311" height="162" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r5.jpg 311w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r5-300x156.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r5-270x141.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>R6 &#8211; Início do florescimento</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Este estádio inicia-se quando 50% das plantas apresentam flores abertas e termina quando 100% das flores estão abertas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O período compreendido entre o meio e o final do florescimento é mais sujeito ao abortamento de flores.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12147" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r6.jpg" alt="Estádio Fenológico do Feijão R6" width="270" height="385" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r6.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r6-210x300.jpg 210w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>R7 &#8211; Formação das primeiras vagens</h3>
<p>Neste momento, as flores que já estiverem fecundadas perdem suas pétalas e começa a formação das primeiras vagens, conhecidas como “canivetes”.</p>
<p>O final deste estádio fenológico ocorre quando as vagens atingirem seu comprimento máximo.</p>
<p>Estresses hídricos neste período podem levar a formação de grãos chochos. Deve-se atentar à presença de lagartas desfolhadoras e percevejos e nesta fase faz-se aplicação preventiva de fungicidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12148" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r7.jpg" alt="Estádio Fenológico do Feijão R7" width="225" height="409" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r7.jpg 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r7-165x300.jpg 165w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>R8 &#8211; Enchimento das vagens e dos grãos</h3>
<p>Neste período ocorre o aumento do volume das vagens em decorrência do enchimento dos grãos. O final deste estádio é marcado pela perda da coloração verde dos grãos, os quais passam a adquirir coloração característica da cultivar, bem como, pela perda das folhas.</p>
<p>Em R8 ainda deve-se fazer o monitoramento de lagartas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">percevejos</a></strong>, pois atacam diretamente os grãos em formação. A dessecação pode ser realizada ao final deste estádio, com objetivo de uniformizar a maturação das vagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12149" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r8.jpg" alt="Estádio Fenológico do Feijão R8" width="270" height="337" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r8.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r8-240x300.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h3>R9 &#8211; Maturação</h3>
<p>Neste momento, as vagens começam a secar e perder sua coloração e as sementes passam a ter brilho e cor específica da cultivar. Em R9 pode-se fazer a dessecação com produtos de contato, quando não tiver sido realizada ao final de R8.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12150" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r9.jpg" alt="Estádio Fenológico do Feijão R9" width="270" height="325" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r9.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/estadio-r9-249x300.jpg 249w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA </span></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre os estádios fenológicos do feijão</h2>
<h3>1. Quais são os estádios fenológicos do feijão?</h3>
<p>O feijoeiro-comum possui dez estádios fenológicos, divididos em duas fases: vegetativa (V0, V1, V2, V3 e V4) e reprodutiva (R5, R6, R7, R8 e R9). Eles representam o desenvolvimento da cultura desde a germinação até a maturação fisiológica dos grãos.</p>
<h3>2. Qual é a diferença entre a fase vegetativa e a fase reprodutiva do feijoeiro?</h3>
<p>A fase vegetativa compreende a germinação, a emergência e o desenvolvimento das folhas e estruturas vegetativas. Já a fase reprodutiva começa com a pré-floração e envolve o florescimento, a formação das vagens, o enchimento dos grãos e a maturação. Em cultivares de crescimento indeterminado, o crescimento vegetativo pode continuar durante a fase reprodutiva.</p>
<h3>3. Como identificar o estádio fenológico do feijoeiro?</h3>
<p>A identificação é realizada pela observação de características morfológicas da planta. Na fase vegetativa, analisam-se a emergência, as folhas primárias e as folhas trifolioladas. Na fase reprodutiva, observam-se botões florais, flores, vagens e o desenvolvimento e a maturação das sementes.</p>
<h3>4. Em qual estádio fenológico o feijão começa a florescer?</h3>
<p>O florescimento começa no estádio R6, caracterizado pela abertura da primeira flor. O estádio anterior, R5, corresponde à pré-floração, quando surgem os primeiros botões florais.</p>
<h3>5. Em qual estádio ocorre a maturação do feijoeiro?</h3>
<p>A maturação fisiológica é representada pelo estádio R9, quando as vagens começam a secar e as sementes apresentam a coloração característica da cultivar. O momento adequado de colheita depende também da umidade dos grãos, das condições climáticas e do sistema de produção.</p>
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		<title>Mancha-alvo na soja: veja os sintomas e estratégias de manejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2019 16:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fungo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mancha]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima. Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares de soja</a></strong> e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima.</p>
<p>Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura e as que demandam uma atenção maior, são as que podem afetar a soja em qualquer época. <strong>É o caso da mancha-alvo</strong>, que trataremos neste artigo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é a mancha-alvo?</h2>
<p>A <strong>mancha-alvo</strong> <strong>(<i>Corynespora cassiicola</i>) é uma doença fúngica</strong>, comumente encontrada em lavouras de soja de toda a região do Brasil e pode incidir sobre a cultura em todo o seu ciclo, por isso é preciso uma atenção maior a ela!</p>
<p>A sobrevivência deste patógeno depende de dois pontos principais: restos culturais e sementes.</p>
<p>No caso dos restos culturais, o patógeno pode sobreviver, principalmente em áreas sob sistema de plantio direto, afinal, esses restos de culturas passadas, unindo com a umidade, favorecem diversos fungos e um deles é o da mancha-alvo.</p>
<p>E o outro ponto a ser observado, são as sementes. É o principal meio de disseminação da mancha-alvo! Elas precisam, portanto, serem de boa procedência e qualidade.</p>
<p>Ainda assim, é preciso observar que as condições ideais para que tenha ocorrência da mancha-alvo na lavoura são: alta umidade relativa e temperaturas amenas (18-21°C).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sintomas causados pela mancha-alvo na soja</h2>
<p>Muito embora essa doença seja frequentemente observada nas folhas, ela também pode afetar hastes, raízes, o que pode causar podridões nas flores e vagens da planta.</p>
<p>O sintoma típico causado por este patógeno, como o próprio nome diz, é por meio do aparecimento de pequenos pontos ou manchas com halo amarelado, que conforme vai crescendo, apresenta pontuações com coloração variando de castanho-claro a castanho-escuro no centro e anéis concêntricos de coloração escura.</p>
<p>As imagens a seguir, mostram os indícios dos sintomas em uma folha e na haste.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11827" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1.jpg" alt="Folha e haste com sintomas de mancha-alvo" width="600" height="203" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1-270x91.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA</span></p>
<p>Quando essa doença fúngica afeta a área das folhas, pode ocorrer redução da área fotossintética ou até mesmo a desfolha de forma precoce, e isso, por si só, irá comprometer o enchimento de grãos. Ou seja, é preciso ficar atento durante todos os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">estádios fenológicos</a></strong> da planta!</p>
<p>Além disso, a doença pode causar apodrecimento de vagens e hastes, o que irá influenciar diretamente no rendimento da cultura.</p>
<p>Quando essa doença ocorre nas lavouras de soja, em níveis elevados pode reduzir e comprometer a produtividade da soja em até 50%!</p>
<p>Portanto, nesse artigo, serão apresentados também, resultados de um estudo que buscou criar as ferramentas que pudessem auxiliar na avaliação e quantificação da presença do fungo da mancha-alvo, a fim de melhorar o manejo da lavoura.</p>
<p>Na imagem a seguir, é possível notar, tanto na folha normal de soja, quanto em escala em análise, os níveis de severidade da doença mancha-alvo.</p>
<p>Observe que da esquerda para a direita, o nível da severidade aumenta (de 1% a 52%) e, consequentemente, a incidência do sintoma mais visível que são as manchas circulares com halo amarelo e anéis concêntricos castanhos, aumentando e escurecendo, à medida que a doença avança.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11828 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2.jpg" alt="Escala diagramática para avaliação da mancha-alvo da soja" width="570" height="281" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2.jpg 570w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2-300x148.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2-370x182.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2-270x133.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /></p>
<h3>Como utilizar a escala diagramática para avaliar a doença?</h3>
<p>Muitos podem estar se perguntando: <strong>para que devo usar a escala diagramática? </strong></p>
<p>O uso desta escala serve para auxiliar o produtor ou engenheiro agrônomo <strong>a ter um parâmetro sobre a evolução e intensidade da doença na lavoura. </strong></p>
<p>No entanto, a forma e o momento ideal para se fazer o controle da doença, fica a critério do responsável. Lembrando que, se for sistema de plantio direto, não apenas favorece doenças fúngicas como a mancha-alvo, mas também pragas, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">percevejo</a></strong>.</p>
<p>Caso proceda com a coleta de dados da escala diagramática, pode-se coletar um número médio de 15 de folhas por gleba, por cerca de 10-14 dias. Neste período, se for feita a aplicação de algum fungicida para controle da doença, as folhas devem continuar sendo coletadas, mesmo assim.</p>
<p>Após a obtenção e conferência dos dados, os mesmos deverão ser transferidos para uma planilha para que seja possível gerar o gráfico. Com os dados e o gráfico feitos, será possível avaliar o progresso da doença e/ou eficácia do controle, caso já esteja fazendo.</p>
<h2>Estratégias de manejo da mancha-alvo na soja</h2>
<p>Para a não ocorrência da mancha-alvo nas lavouras de soja, ou a menor incidência das mesmas, algumas estratégias podem e devem ser tomadas. Assim, o risco de comprometimento da produtividade da lavoura diminui. São eles:</p>
<ol>
<li>Uso de cultivares resistentes;</li>
<li>Uso de sementes sadias e de boa procedência (como mencionado, a principal incidência da doença vem de sementes infectadas);</li>
<li>Tratamento de sementes;</li>
<li>Rotação e sucessão de culturas com milho ou outras gramíneas;</li>
<li>Uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">fungicidas</a></strong>.</li>
</ol>
<p>Como pode perceber, <strong>o manejo existe desde a escolha da cultivar, ou seja, antes mesmo de implementar a lavoura</strong>, passa pelo tratamento de sementes, para evitar a incidência, mas também há manejo, caso a doença já esteja instalada.</p>
<p>Atenção, porém, ao optar pela 5ª estratégia: uso de fungicida!</p>
<p>É importante lembrar que ao adotar o controle químico, deve-se fazer a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, pois isso permite com que a doença não se torne resistente a algum produto.</p>
<p>Abaixo estão apresentados os resultados de uma pesquisa do ano de 2017, a qual foram testados diferentes fungicidas registrados pelo MAPA para o controle desta doença, com aplicações sequenciais. Fique por dentro:</p>
<p>Os melhores tratamentos, os quais proporcionaram maiores produtividades e menor incidência da doença foram:</p>
<ol>
<li>bixafen + protioconazol + trifloxistrobina;</li>
<li>piraclostrobina + fluxapiroxade;</li>
<li>piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade;</li>
<li>trifloxistrobina + protioconazol;</li>
<li>picoxistrobina + tebuconazol + mancozebe.</li>
</ol>
<p>Qual combinação de produtos usar para o controle da mancha-alvo em soja? Isso depende muito da escolha do responsável técnico da área, pois como pode perceber, as cinco combinações se mostraram eficazes.</p>
<p>Lembrando que para melhores resultados, as demais táticas para manejo da doença também devem ser empregadas.</p>
<p>Bom, a mancha-alvo você já aprendeu, e pôde perceber que por ser fúngica, demanda alta umidade e temperatura amena. Existem várias doenças dessa natureza em grãos e a maioria se manifesta visualmente por manchas, que é o caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">mancha-amarela</a></strong> que já foi detectada em mais de 60% dos levantamentos em campo!</p>
<p>A diferença de uma lavoura farta para uma básica ou deficiente em produção está em saber manejar cada etapa do ciclo da cultura, bem como proteger a lavoura em todo o processo.</p>
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		<title>Polinização do milho: fatores que afetam essa etapa</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/polinizacao-do-milho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 17:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[planta]]></category>
		<category><![CDATA[plantação]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da polinização. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão. Você sabia que a polinização [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em toda atividade agrícola, em especial a de grãos, o foco é produzir cada vez mais. Assim, entender os processos que tornam isso possível, é de extrema importância. É o caso da <strong>polinização</strong>. Se seu foco é a produtividade, você precisa se atentar em como os frutos (grãos) se formarão.</p>
<p>Você sabia que <strong>a polinização é uma etapa crucial </strong>durante o ciclo do milho? Por isso, neste artigo foram reunidos alguns pontos importantes para a compreensão mais completa e abrangente sobre a fase deste ciclo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Aspectos genéticos relacionados à polinização</h2>
<p>Antes de entrar, propriamente no assunto da polinização, é preciso conhecer um pouco sobre aspectos genéticos, pois estão intimamente relacionados à polinização.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-milho-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">milho tem origem</a></strong> nas Américas, é uma planta do tipo monóica, ou seja, possui os dois sexos separados na mesma planta, no entanto, é de espécie alógama, o que significa que sua polinização ocorre, predominantemente, por cruzamento (95%) e ao acaso. Em resumo, isso faz com que ocorra troca de genes entre os próprios indivíduos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11821" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1.jpg" alt="Processo de Polinização do Milho" width="500" height="385" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1.jpg 1139w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1-300x231.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1-1024x788.jpg 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1-768x591.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1-370x285.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1-270x208.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-1-740x570.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista genético, a troca de genes faz com que os descendentes (grãos colhidos) tenham menor expressão do potencial produtivo quando cultivados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso significa que quando o produtor adquire uma semente de um milho híbrido, com elevado potencial produtivo, ele fará seu cultivo, mas após realizar a colheita e separar parte dos grãos para plantar na próxima safra, ele não observará a mesma expressão genética da safra anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre porque o cruzamento entre estes indivíduos, considerados aparentados, faz com que aumente os locus em homozigose, que nada mais é do que o aumento da existência de genes deletérios ou com baixa expressão gênica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, se seu objetivo é manter a alta produção, não se deve plantar as sementes advindas de uma safra anterior desses híbridos, pois essas plantas são aparentadas e o cruzamento, portanto, reduz a população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, sempre que for iniciar um cultivo, será preciso adquirir um novo lote focando na </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/" target="_blank" rel="noopener">qualidade das sementes</a></strong><span style="font-weight: 400;"> híbridas, para assim, permitir com que se alcance boas produtividades a cada safra.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Fatores que afetam a polinização do milho</h2>
<p>Entendendo algumas características genéticas da planta de milho, é preciso compreender<strong> quais são os fatores externos que podem influenciar na sua polinização</strong>:</p>
<ul>
<li>Ao entrar no período de florescimento, as plantas de milho emitem as inflorescências, que são a <strong>masculina – pendão</strong> (Figura 1) e <strong>feminina – espiga</strong> (Figura 2).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11822 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-2-e1646674328589.jpg" alt="Inflorenscências Pendão e Espiga" width="370" height="229" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-2-e1646674328589.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-2-e1646674328589-300x186.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-2-e1646674328589-270x167.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<ul>
<li><strong>Pendão:</strong> órgão responsável pela produção e liberação dos grãos de pólen do milho.</li>
<li><strong>Dispersão:</strong> é por meio dele que ocorre a principal forma de dispersão, que é através do vento, que acaba carregando os grãos de pólen até uma distância de 500 metros sem que sua viabilidade seja afetada.</li>
<li><strong>Considerações:</strong> a dispersão pode durar de 5 a 8 dias, os quais, permanecem viáveis por até 24 horas após sua liberação, podendo variar de acordo com as condições ambientais.</li>
<li><strong>Estilo-estigma:</strong> popularmente chamado de “cabelo” do milho, é o responsável por levar o grão de pólen até o óvulo do milho.</li>
<li><strong>Dispersão:</strong> após a dispersão do pólen, o mesmo cai nesse estilo-estigma, dando início ao processo de fecundação dos óvulos.</li>
<li><strong>Considerações:</strong> condições adequadas para que o estilo-estigma permaneça viável: Temperaturas entre 16º C e 35ºC; Umidade relativa superior a 65%.</li>
<li><strong>Curiosidade:</strong> cada “cabelo” do milho corresponde a um óvulo que, quando fecundado, formará um grão. É importante ressaltar que cada espiga pode produzir de 500 a 1000 óvulos.</li>
<li><strong>Alerta:</strong> condições ambientais como tempo seco, neste período, faz com que o estilo-estigma perca umidade e isso resultará em baixa germinação do tubo polínico e consequentemente, baixa fecundação do óvulo e assim, não formará grãos causando falhas na espiga.</li>
</ul>
<p>O milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana.</p>
<h3>Lagarta-da-espiga (<i>Helicoverpa zea</i>)</h3>
<p>Durante este período de emissão da espiga e do “cabelo” do milho, deve-se <strong>atentar à presença da lagarta-da-espiga</strong>, <strong>pois esta pode comprometer a produtividade da lavoura</strong>, fique atento.</p>
<p>Esta praga se alimenta, preferencialmente, do “cabelo” do milho, podendo comprometer diretamente a fertilização dos óvulos e assim, causar falhas na formação de grãos. Além disso, quando os cabelos do milho já estão secos, a lagarta passa a atacar os grãos, reduzindo a produção esperada e podendo ainda facilitar a entrada de microrganismos na espiga.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11823" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-3.jpg" alt="Lagarta-da-espiga" width="400" height="284" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-3.jpg 353w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-3-300x213.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/03/polinizacao-3-270x192.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<h4>Manejo da lagarta-da-espiga</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle químico tem sido pouco utilizado como forma de manejo desta praga, em razão da dificuldade de aplicação. Portanto, pode-se adotar o controle biológico, através da liberação de inimigos naturais, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Trichograma</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que você já sabe a importância da polinização e os entraves que podem acabar afetando esse processo, também é importante assegurar o pleno desenvolvimento da cultura, e isso pode ser impedido por </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong><span style="font-weight: 400;"> e pragas, como o </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">percevejo</a></strong><span style="font-weight: 400;">, que causam danos, principalmente na fase inicial.</span></p>
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		<item>
		<title>Cultivares de soja: como escolher a melhor para sua propriedade?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 20:28:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=5614</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja? Os dois primeiros passos são: Amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais; Escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais. &#160; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja?</p>
<p>Os dois primeiros passos são:</p>
<ol>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/">Amostrar o solo para análise</a></strong> e com isso saber suas necessidades nutricionais;</li>
<li>Escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais.</li>
</ol>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Classificação das cultivares de soja</h2>
<p>A cultivar de soja pode ser classificada pelo hábito de crescimento e requerimento em luz (fotoperíodo). Conhecer esses aspectos são de extrema importância no sistema de produção, seja ele convencional ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">plantio direto</a></strong>.</p>
<p>A soja é classificada como <strong>planta de dias curtos</strong>, ou seja, depende do acúmulo de horas no escuro para iniciar o desenvolvimento da floração e reprodução.</p>
<p>O fotoperíodo é variável para cada cultivar de soja, e para orientar os produtores quanto à escolha correta, para cada região específica, desenvolveu-se a classificação dos grupos de maturação.</p>
<p>Abaixo estão descritos os grupos de maturação para cada latitude e região, fique atento ao grupo ideal para suas condições, pois isso o auxiliará a ter bons rendimentos de grãos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11779" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja.jpg" alt="Mapa de grupos de maturação da soja no Brasil" width="600" height="420" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja-300x210.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja-370x259.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja-270x189.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Alliprandini et al., (2009)</span></p>
<p>Latitudes maiores, mais ao Sul, têm a característica de apresentar dias mais longos, ou seja, horas de luz maiores que horas de escuro, enquanto que latitudes menores, mais ao Norte, o comprimento do dia tende a ser igual ao comprimento da noite.</p>
<p>Vale ressaltar que a latitude pode influenciar no ciclo de cada cultivar e por isso, dentro de cada faixa de maturação existem cultivares adaptadas e que possuem ciclo superprecoce, precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio, logo, a escolha e o posicionamento de cada uma delas dependerá dos seus objetivos.</p>
<h2>Cultivares determinadas</h2>
<p>Neste tipo de hábito, as plantas atingem <strong>90% de sua altura até o período de florescimento</strong>. Após este estágio elas praticamente cessam o seu crescimento e não ramificam mais. Então é importante saber identificar os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">estádios fenológicos</a></strong>.</p>
<p>Características marcantes das cultivares determinadas: o florescimento ocorre praticamente de forma simultânea pela extensão da planta e com a presença de um racemo longo e muitas vagens no nó terminal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5615 size-full aligncenter" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja.jpg" alt="Soja florescendo" width="519" height="390" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja.jpg 519w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-300x225.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-370x278.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-270x203.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Agroprecision</span></p>
<h2>Crescimento indeterminado</h2>
<p>Neste tipo de hábito, as plantas possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, até o início do florescimento as plantas apresentam cerca de metade de seu crescimento potencial, assim, quando entram em estádio reprodutivo, continuam a crescer, podendo até dobrar a sua altura.</p>
<ul>
<li>Características marcantes das cultivares indeterminadas: o florescimento ocorre escalonadamente, de baixo para cima, podendo ter vagens desenvolvidas na base da planta e flores no ápice.</li>
</ul>
<p>Além disso, mesmo após o florescimento, formam vagens e continuam crescendo. As folhas do topo destas plantas, geralmente, são menores que as demais, enquanto que na determinada, são do mesmo tamanho.</p>
<h2>Principais cuidados com as cultivares</h2>
<h3>Atenção com o veranico</h3>
<p>Em caso de se escolher trabalhar com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/" target="_blank" rel="noopener">sementes de soja</a></strong>, da cultivar de hábito determinado, deve-se atentar à possibilidade de períodos longos sem chuva (veranico). Se a planta estiver em estádio reprodutivo, o déficit hídrico poderá provocar queda de botões florais, flores e abortamento de vagens.</p>
<p>Como a soja cessa o seu crescimento e produção de ramos ao florescer, acaba reduzindo seu potencial produtivo.</p>
<p>Enquanto que em cultivares de hábito indeterminado, o reflexo de um período de veranico no florescimento, seria menos acentuado, pois continuam emitindo novos ramos e flores, mesmo após entrarem no estádio reprodutivo e assim, seria possível manter um bom potencial produtivo que refletirá na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">colheita dos grãos</a></strong>.</p>
<h3>Cuidado com o mofo branco</h3>
<p>Em áreas que ocorrem <a href="https://rehagro.com.br/blog/mofo-branco-no-feijoeiro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mofo branco</strong></a>, causado pelo fungo <i>Sclerotinia sclerotiorum</i>, o cultivo de soja de crescimento indeterminado aumenta o alerta do produtor, em relação à infecção. Isso porque o fungo só penetra e infecta a planta através das estruturas reprodutivas (flores), e como o período de florescimento delas é maior, a lavoura se torna mais suscetível à doença.</p>
<p>Além disso, por estas cultivares indeterminadas crescerem e ramificarem mais, o controle de doenças pode ser mais desafiador pela arquitetura da planta desfavorecer o acesso aos baixeiros e solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Agora que você sabe o que é necessário para escolher corretamente a cultivar de soja, caso opte pelo sistema de plantio direto, sabia que os restos da cultura anterior, quando associados à alta umidade, podem favorecer outras doenças fúngicas, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo</a></strong> e, ainda, uma das principais pragas, que são os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">percevejos</a></strong>? Esteja atento!</p>
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		<title>Manejo de nitrogênio para altas produtividades no milho e na soja</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/webinar-graos-manejo-e-nitrogenio-na-producao-de-graos-ed-02/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Sep 2018 18:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
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		<category><![CDATA[nitrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[nitrogênio na produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta edição gratuita do webinar grãos, a professora Sandra Fontoura, que atua na área de pesquisa da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária &#8211; FAPA, falou sobre um tema muito procurado por profissionais da área: o uso do nitrogênio para a produção de grãos. Entender como manejar o nitrogênio com foco em produtividade é essencial para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta edição gratuita do webinar grãos, a professora Sandra Fontoura, que atua na área de pesquisa da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária &#8211; FAPA, falou sobre um tema muito procurado por profissionais da área: <strong>o uso do nitrogênio para a produção de grãos</strong>.</p>
<p>Entender como manejar o nitrogênio com foco em produtividade é essencial para alcançar colheitas de soja e milho de forma satisfatória, mas existem processos que interferem em sua eficiência, consequentemente no resultado. Como, por exemplo:</p>
<ul>
<li>O sistema de plantio que você adota em sua fazenda;</li>
<li>Local onde suas lavouras estão e a época de plantio;</li>
<li>A dose correta, de acordo com a fonte de nitrogênio;</li>
<li>Como a chuva e as condições climáticas influenciam na eficiência da aplicação de nitrogênio;</li>
<li>O impacto da rotação de culturas e a presença de palha na eficácia da adubação nitrogenada e muito mais.</li>
</ul>
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		<title>Pragas de grãos armazenados: conheça as principais e veja como combatê-las</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/pragas-no-armazenamento-de-graos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 19:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[insetos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[praga primária]]></category>
		<category><![CDATA[praga secundária]]></category>
		<category><![CDATA[pragas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A qualidade dos produtos no período pós-colheita pode ser reduzida devido a diversos fatores, bióticos e abióticos. Dentre os fatores bióticos, destacam-se os insetos pragas, os quais são responsáveis por grandes perdas no processo de armazenamento dos grãos. De acordo com dados da FAO/ONU e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as perdas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A qualidade dos produtos no período pós-colheita pode ser reduzida devido a diversos fatores, bióticos e abióticos. Dentre os fatores bióticos, destacam-se os insetos pragas, os quais são responsáveis por grandes perdas no processo de armazenamento dos grãos.</p>
<p>De acordo com dados da FAO/ONU e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as <strong>perdas médias quantitativas de grãos por ano ficam em torno de 10% do total produzido.</strong></p>
<p>Além dessas perdas, existem as perdas de qualidade durante o processamento, a qual podem inviabilizar todo um lote do produto, trazendo grandes prejuízos aos produtores.</p>
<p>Como no caso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/">trigo</a></strong>, em que os moinhos não aceitam lotes que tenham presença de insetos, pois isso compromete a qualidade da farinha, que interfere nos subprodutos da panificação, inviabilizando o lote.</p>
<p>De modo geral, os principais causadores de perda de qualidade dos produtos agrícolas armazenados são os <strong>insetos</strong>. Portanto, é de extrema importância conhecer a biologia, a descrição e os danos causados pelas pragas, a fim de se adotar a melhor estratégia de manejo, evitando grandes prejuízos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Pragas primárias e secundárias</h2>
<p>As pragas são classificadas de acordo com seus hábitos alimentares, podendo ser classificadas como <strong>primárias ou secundárias.</strong></p>
<h3>Pragas primárias</h3>
<p>São aquelas que <strong>atacam os grãos que se encontram inteiros e sadios</strong>, podendo atacar a parte interna ou externa.</p>
<p>As <strong>pragas primárias internas</strong>, perfuram os grãos, se alimentam de todo o conteúdo interno e permanecem em seu interior para completar seu ciclo, além disso, permitem a instalação de outros agentes de deterioração como microrganismos.</p>
<p>Como exemplos temos as espécies de besouros <i>R. dominica, S. oryzae e S. zeamais.</i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21435 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos.jpg" alt="Exemplos de pragas primárias dos grãos" width="612" height="236" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos.jpg 612w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-300x116.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-370x143.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-270x104.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-150x58.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px" /></p>
<p>As <strong>pragas primárias externas</strong> se alimentam da casca do grão, destruindo-a totalmente, posteriormente, elas consomem a parte interna. A diferença é que essas pragas não se desenvolvem dentro do grão, a destruição do produto é apenas para alimentação e não reprodução, como acontece no caso da traça (<i>Plodia interpunctella).</i></p>
<h3>Pragas secundárias</h3>
<p>Estas pragas <strong>não têm a capacidade de atacar grãos sadios e inteiros</strong>, é necessário que os mesmos estejam quebrados ou danificados por pragas primárias para que as mesmas consigam se alimentar.</p>
<p>A multiplicação destas pragas é muito rápida e por esse fator, causam enormes prejuízos, como é o caso dos besouros das seguintes espécies: <em>C. ferrugineus</em><i>, O. surinamensis e T. castaneum.</i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21436 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-2.jpg" alt="Exemplos de pragas secundárias de grãos" width="603" height="288" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-2.jpg 603w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-2-300x143.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-2-370x177.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-2-270x129.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-2-150x72.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px" /></p>
<p>Os coleópteros, conhecidos também como <strong>gorgulhos ou carunchos</strong>, são insetos pequenos e possuem alta resistência devido ao exoesqueleto quitinoso.</p>
<p>Essas características permitem que consigam se movimentar por pequenos espaços entre os grãos, conseguindo atingir grandes profundidades dentro dos silos e graneleiros, diante disso, representam um grande problema, conseguindo atingir massas de grãos em todo o silo.</p>
<p>Em contrapartida, os lepidópteros ou traças, são mais frágeis, permanecendo desta forma, na superfície da massa de grãos, causando menos prejuízos que os coleópteros.</p>
<h2>Exemplos de pragas que afetam grãos armazenados</h2>
<h3>Ordem <em>Coleoptera</em></h3>
<h4>Família <em>Curculionidae</em></h4>
<p><em>S. zeamais</em> e <em>S. oryzae</em> apresentam como características marcantes um prolongamento cefálico em forma de tromba, conhecido como rostro, onde está localizado o aparelho bucal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21437 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-3.jpg" alt="Exemplo de inseto da família Curculionidae" width="286" height="185" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-3.jpg 286w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-3-270x175.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/09/pragas-no-armazenamento-de-graos-3-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px" /></p>
<p>Estes insetos podem viver cerca de 1 ano em produtos armazenados e cada fêmea consegue depositar 150 ovos, os quais são colocados um a um dentro de cavidades feitas nos grãos.</p>
<h4>Família <em>Bostrichidae</em></h4>
<p><em>R. dominica</em>, eram considerados broqueadores de madeira, entretanto, têm mudado seu hábito alimentar e transformado em praga primária de grãos armazenados. Possuem pernas curtas, isso faz com que sejam mais lentos para se movimentar, no entanto, são bons voadores.</p>
<p>Esta praga <strong>afeta principalmente grãos de milho em locais de clima quente</strong>, podendo atacar os grãos antes ou após a colheita. As fêmeas podem colocar cerca de 400 ovos na superfície dos grãos, conseguem atingir em 1 ano cerca de 7 gerações com alto poder destrutivo.</p>
<h4>Família <em>Cucujidae</em></h4>
<p><em>C. ferrugineus</em>, são <strong>pragas secundárias</strong> de grãos armazenados e estão, em geral, associados a ocorrência das pragas primárias, por serem insetos bem pequenos e com corpo achatado, conseguem infestar grãos que estejam pouco danificados, entrando por pequenas trincas.</p>
<p>As fêmeas em geral depositam cerca de 200 ovos, podendo ficar soltos ou no material de grão farináceo.</p>
<h4>Família <em>Silvanidae</em></h4>
<p><em>O. surinamensis</em>, são <strong>pragas secundárias</strong>, possuem tamanho médio de 2-4 mm de comprimento, corpo alongado e achatado, possui antena clavada com 11 segmentos. As condições ideais para seu desenvolvimento são, umidade entre 32,5 &#8211; 35°C e umidade relativa de 90%.</p>
<h4>Família <em>Tenebrionidae</em></h4>
<p><em>T. castaneum</em>, as espécies desta família são <strong>bem adaptadas a condições de baixa umidade ou seca</strong>. São insetos de coloração castanho-avermelhado e podem medir cerca de 3-4 mm de comprimento. Os adultos de <em>T. castaneum, </em>possuem ciclo completo em aproximadamente 21 dias.</p>
<h3>Ordem <em>Lepdoptera</em></h3>
<h4>Família <em>Pyralidae</em></h4>
<p><em>P. interpunctella,</em> são <strong>pragas consideradas primárias</strong> de grãos destinados à moagem. O adulto pode medir cerca de 18 mm.</p>
<p>A fêmea desta espécie pode depositar de 100-500 ovos isolados ou em grupos nos produtos atacados. Atacam preferencialmente a superfície do silo, sua maior ocorrência é em sacos de produtos armazenados.</p>
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		<title>Amostragem de solo em lavouras de grãos: como realizar corretamente?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 18:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[amostragem do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=4682</guid>

					<description><![CDATA[<p>O solo é um dos componentes mais essenciais para a agricultura. É ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos nutrientes que a cultura precisa e, de acordo com suas características, pode aumentar significativamente o volume de produção. Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas? A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O solo é um dos componentes mais essenciais para a agricultura. É ele quem sustenta as lavouras, fornece a maior parte dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/">nutrientes que a cultura precisa</a></strong> e, de acordo com suas características, pode aumentar significativamente o volume de produção.</p>
<p>Assim, notamos a importância desse recurso natural, mas como torná-lo adequado para nossas culturas?</p>
<p>A resposta disso vai depender do tipo de solo, minerais e nutrientes disponíveis. É por meio de dados como esse, que o produtor poderá fornecer exatamente o que sua lavoura precisa.</p>
<p>Para proceder a essa análise do solo, <strong>existem técnicas específicas para tornar os dados mais precisos e corretos</strong>.</p>
<p>O primeiro passo é a coleta da amostra. Essa etapa é a mais crítica, já que uma pequena porção de terra deverá representar alguns milhares de toneladas de solo.</p>
<p>Quando uma amostragem do solo é mal executada, todo o processo de análise e interpretação fica comprometido, podendo causar grandes prejuízos. Então confira neste artigo, os procedimentos corretos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como fazer a seleção da gleba?</h2>
<p>O termo <strong>gleba é utilizado para áreas uniformes com relação às características importantes do solo,</strong> tais como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Cor do solo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Drenagem;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Posição na encosta;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Cultura explorada;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Textura do solo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Histórico da área.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para que uma amostra seja representativa, devemos dividir a área com base nas características acima, tomando o cuidado para que <strong>uma gleba não seja superior a 10ha</strong>.</p>
<p>Como teremos amostras distintas, é conveniente desenhar um pequeno mapa da propriedade para identificar de forma segura a gleba que foi amostrada.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4686 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao1.jpg" alt="Vista aérea de um campo dividido em quatro glebas diferentes." width="487" height="277" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao1.jpg 487w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao1-300x171.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao1-370x210.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao1-270x154.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo de divisão de área: as glebas 1 e 2 são separadas em função do tipo de exploração, enquanto as glebas 3 e 4 são diferentes por causa da declividade.</span></p>
<h2>Como selecionar a amostra do solo?</h2>
<p>Para fins de fertilidade, a amostra pode ser coletada com enxada, enxadão + pá de corte ou trado, balde e saco plástico com etiqueta de identificação.</p>
<p>Todos os recipientes e materiais devem estar <strong>devidamente limpos para evitar contaminações da amostra</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4687 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao2.jpg" alt="Ilustração de como realizar a retirada da amostra do solo com diferentes ferramentas." width="558" height="284" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao2.jpg 558w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao2-300x153.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao2-370x188.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao2-270x137.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 558px) 100vw, 558px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Pá-de-corte e diferentes modelos de trados utilizados para realizar a amostragem do solo</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21414 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-1.jpg" alt="Ferramentas para amostragem do solo" width="297" height="288" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-1.jpg 297w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-1-270x262.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-1-150x145.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21415 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-2.jpg" alt="Pessoa retirando uma amostra do solo utilizando um trado." width="370" height="276" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-2.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-2-300x224.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-2-270x201.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-2-80x60.jpg 80w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-2-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<h3>Época de amostragem de solo</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Culturas anuais</strong>: a amostragem deve ser feita alguns meses antes do plantio.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Culturas perenes</strong>: a amostragem deve ser feita no final do período chuvoso ou após a colheita.</li>
</ul>
<h3>Quando coletar?</h3>
<p><strong>Para solos explorados de forma intensiva, deve-se realizar ao menos uma amostragem ao ano</strong>, independente da cultura.</p>
<p>Em cultivos convencionais, as amostragens podem ser realizadas em intervalos de 2 ou 3 anos, visto que as aplicações anuais de adubo levam alguns anos para alterar os níveis dos elementos no solo.</p>
<p>O efeito residual do calcário dispensa amostragens anuais.</p>
<p>Solos com características muito arenosas ou de acidez elevada, merecem amostras mais frequentes.</p>
<h3>Qual a profundidade da amostragem do solo?</h3>
<p>As análises de rotina são realizadas com amostras na profundidade de 0 a 20 cm. No entanto, em diversas situações, essa profundidade não é suficiente.</p>
<p>Tanto para culturas anuais sob <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/"><strong>sistema de</strong> <strong>plantio direto</strong></a>, quanto em manutenção de pastagens adubadas, a amostragem deve ser executada de 0 a 10 cm e 10 a 20 cm.</p>
<p>Para implantação de culturas perenes ou quando se usa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gessagem-agricola/" target="_blank" rel="noopener">gesso</a></strong>, são necessárias amostras mais profundas de 20 cm (0 a 20, 20 a 40 e 40 a 60 cm).</p>
<p>Realiza-se a amostragem nas camadas subsuperficiais no mesmo ponto de coleta das camadas superficiais, com cuidado para evitar contaminar as camadas inferiores.</p>
<h3>Como realizar a coleta?</h3>
<p>Para a realização de uma amostragem do solo adequada, deve-se escolher aleatoriamente um ponto na gleba.</p>
<p>Realiza-se uma limpeza superficial nesse local com auxílio de uma enxada. Em seguida, com o uso do trado, coleta-se uma amostra na profundidade desejada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4688 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao3.jpg" alt="Coleta de amostra de solo para análise" width="388" height="478" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao3.jpg 388w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao3-244x300.jpg 244w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao3-370x456.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-para-adubacao3-270x333.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21416 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3.jpg" alt="Foto de um homem retirando amostra do solo e colocando em um saco para transporte." width="505" height="438" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3.jpg 505w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3-300x260.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3-370x321.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3-270x234.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3-346x300.jpg 346w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-3-150x130.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Posição adequada para coleta das amostras em culturas anuais e perenes.</span></p>
<p>Se a ferramenta utilizada for o enxadão, abre-se uma valeta, e com auxílio da pá de corte retira-se uma fatia de 3 cm de espessura, desprezando-se as laterais e colocando a parte central no balde plástico limpo.</p>
<p>Essa operação deverá ser repetida pelo menos 20 vezes dentro da mesma gleba, caminhando-se ao acaso e em zigue-zague, para cada uma das profundidades amostradas.</p>
<p><strong>Não devem ser coletadas amostras em locais atípicos da paisagem</strong>, como nas proximidades das casas, galpões, brejos, voçorocas, trilho de animais, formigueiros, etc., evitando introduzir erros na amostragem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21417 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-4.jpg" alt="Sequencia de retirada de amostra do solo" width="512" height="310" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-4.jpg 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-4-300x182.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-4-370x224.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-4-270x163.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/amostragem-de-solo-4-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;"><span style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Sequência de operações na coleta de amostra do solo, utilizando-se de enxadão e pá-de-corte. </span>(Brasil, 2002)</span></span></p>
<h3>Remessa</h3>
<p>Após a coleta das amostras, o solo deve ser misturado, obtendo-se uma amostra composta uniforme. Dela se separam 300 gramas em saco plástico limpo com etiqueta.</p>
<p>Cada amostra composta deve ser identificada com data, local, profundidade da coleta e enviada para um laboratório credenciado.</p>
<p><strong>Caso não seja possível encaminhá-las em menos de 12 horas</strong>, as amostras devem ser secas à sombra, em local protegido de poeira ou qualquer outro resíduo, e encaminhar para o laboratório logo que possível.</p>
<p>Preencha o formulário fornecido pelo laboratório, visando melhor conhecimento do solo, manejo e facilitar a interpretação dos resultados.</p>
<p><strong>Não deixe de realizar a análise do solo!</strong> É um investimento muito pequeno comparado aos benefícios que ela propicia. É por meio dela que você poderá predizer quais nutrientes sua cultura precisa para expressar seu <strong>máximo potencial produtivo</strong>.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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		<title>Gesso agrícola: saiba quando utilizar e principais recomendações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jun 2018 20:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[gessagem]]></category>
		<category><![CDATA[gesso]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[plantação]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A aplicação de gesso agrícola é uma prática que está sendo cada vez mais adotada entre os produtores, pois além de reduzir a toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais fornece cálcio (Ca) e enxofre (S) para as plantas, proporcionando um maior desenvolvimento do sistema radicular e consequente aumento da produtividade. &#160; Sem tempo para ler [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>aplicação de gesso agrícola</strong> é uma prática que está sendo cada vez mais adotada entre os produtores, pois <strong>além de reduzir a toxidez por alumínio nas camadas subsuperficiais fornece cálcio (Ca) e enxofre (S)</strong> <strong>para as plantas</strong>, proporcionando um maior desenvolvimento do sistema radicular e consequente aumento da produtividade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2 style="text-align: left;">Obtenção de gesso agrícola</h2>
<p style="text-align: left;">As rochas fosfáticas, principalmente a fluoropatita, são matéria-prima para obtenção dos diversos fosfatos presentes no mercado, o Superfosfato Simples, Superfosfato Duplo, o MAP (Fosfato Monoamônico) e DAP (Fosfato Diamônico).</p>
<p style="text-align: left;">A partir dessas reações surgem os subprodutos os Sulfatos de Cálcio, CaSO4.2H2O (gesso agrícola). <span style="font-weight: 400;">O gesso agrícola também pode ser obtido através de jazidas de gipsita. </span></p>
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<h2 style="text-align: left;">Recomendação da gessagem</h2>
<p style="text-align: left;">Recomenda-se o uso do gesso agrícola quando o resultado da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">análise de solo</a></strong> apresentar as seguintes características nas camadas subsuperficiais:</p>
<ul>
<li style="text-align: left;">Ca: &lt; 0,4 cmolc/dm3 e/ou Al: &gt; 0,5 cmolc/dm3 e/ou saturação por alumínio (m): &gt; 30%.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Um método muito usado é o proposto pela CFSEMG, em que se recomenda o gesso com base na textura do solo, conforme mostrado na tabela a seguir.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41645" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/recomendacao-gesso.png" alt="Recomendação de gesso" width="253" height="239" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/recomendacao-gesso.png 253w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/recomendacao-gesso-150x142.png 150w" sizes="auto, (max-width: 253px) 100vw, 253px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado CFSEMG (1999).</span></p>
<p>Calcula-se a quantidade de gesso com base na área coberta (SC) pelo corretivo. No caso de culturas perenes, 75% e se culturas anuais 100%. A profundidade que o gesso deverá atingir (PF) também influi na quantidade de gesso. Com base nesses dados, utiliza-se a fórmula abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>QG (t/ha) = NG x (SC/100) x (PF/20)</strong></p>
<ul>
<li>QG = quantidade recomendada de gesso em t/ha;</li>
<li>SC = superfície coberta pelo gesso;</li>
<li>PF = espessura que o gesso deverá atingir.</li>
</ul>
<p>Existem vários métodos de recomendação de gesso, porém o mais utilizado é o proposto por Souza et al (1997):</p>
<ul>
<li>Para culturas anuais a NG (kg/ha) = 50 x % argila;</li>
<li>Para culturas perenes a NG (kg/ha) = 75 x % argila.</li>
</ul>
<p>Após ser incorporado no solo, o gesso sofre uma dissolução e disponibiliza os íons de Ca e S formando pares iônicos com os íons já presentes na solução do solo e devido a sua alta mobilidade no perfil do solo, carrega os cátions para as camadas mais profundas. Abaixo, segue a reação de dissolução do gesso no solo:</p>
<p><strong>2 CaSO4.2H2O + 2 H₂O = Ca+2 + SO₄-2 + CaSO40 + 3 H₂O</strong></p>
<p>A aplicação pode ser feita junto com o calcário em área total, mas nunca substituí-lo. Caso não seja recomendado a aplicação do calcário, não é necessário incorporar o gesso uma vez que ele é muito móvel no solo.</p>
<h2>Benefícios do gesso agrícola</h2>
<p>A aplicação do gesso agrícola fornece uma série de vantagens como:</p>
<ul>
<li>Fornecer Cálcio e <a href="https://rehagro.com.br/blog/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Enxofre</strong></a>;</li>
<li>Maior <strong>desenvolvimento do sistema radicular</strong>;</li>
<li>Melhora a absorção de água e nutrientes pelas raízes mais profundas;</li>
<li>Aumenta da resistência das plantas a veranicos;</li>
<li>Melhora a absorção de outros nutrientes pela planta.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4332 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura2.jpg" alt="Desenvolvimento do sistema radicular " width="394" height="262" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura2.jpg 394w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura2-300x199.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura2-370x246.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura2-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px" /></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="text-align: center;">Desenvolvimento do Sistema Radicular</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4333" src="https://rehagro.com.br/blog//wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura3-300x275.jpg" alt="Comparação do sistema radicular sem gesso e com gesso" width="450" height="413" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura3-300x275.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura3-370x340.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura3-270x248.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura3-327x300.jpg 327w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/objetivo-da-gessagem-figura3.jpg 547w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Comparação do sistema radicular</span></p>
<p style="text-align: left;">Na imagem acima, Djalma Martinhão (Pesquisador da Embrapa-CPAC) demonstra a melhoria no sistema radicular na camada subsuperficial após a adição do gesso, quando se compara as imagens A (sem adição de gesso) e a B (com adição de gesso).</p>
<p style="text-align: left;">Conforme demonstrado na figura, percebe-se claramente que a toxidez por alumínio e a deficiência do Ca não ocorrem somente na camada superficial</p>
<p>A recomendação do gesso é obtida através da análise das camadas subsuperficiais do solo. Essa prática proporciona um aumento do sistema radicular e fornecimento de Ca e S para as camadas mais profundas. O gesso não precisa ser incorporado, pois é bastante móvel no solo.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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		<title>Adubação verde: o que é, como fazer e quais são seus principais benefícios</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/adubacao-verde-beneficios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jun 2018 19:24:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[adubação]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[orgânico]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A agricultura moderna vai muito além da simples produção de alimentos. Hoje, produtores que buscam sustentabilidade precisam considerar práticas que respeitem o solo, a água, o ar e todos os recursos naturais envolvidos no cultivo. Uma dessas práticas essenciais é a adubação verde, que ajuda a manter a fertilidade do solo, melhora sua estrutura e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="169" data-end="402">A agricultura moderna vai muito além da simples produção de alimentos. Hoje, produtores que buscam sustentabilidade precisam considerar práticas que respeitem o solo, a água, o ar e todos os recursos naturais envolvidos no cultivo.</p>
<p data-start="404" data-end="580">Uma dessas práticas essenciais é a <strong>adubação verde</strong>, que ajuda a manter a fertilidade do solo, melhora sua estrutura e contribui para um ambiente agrícola mais equilibrado.</p>
<p data-start="582" data-end="785">Entre tantas tecnologias disponíveis, a adubação verde se destaca por sua <strong>capacidade de reciclar matéria orgânica, nutrir as plantas naturalmente e ainda proteger o solo contra erosão e degradação.</strong></p>
<p data-start="787" data-end="952">Se você é produtor de grãos ou alguém interessado em melhorar a qualidade do solo, este guia vai te mostrar como a adubação verde pode transformar sua lavoura.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é adubação verde?</h2>
<p data-start="1166" data-end="1418">A <strong>adubação verde</strong> pode ser definida como uma prática utilizada para a fertilização do solo, <strong>consistindo no cultivo de determinadas plantas</strong>, como leguminosas, gramíneas e outras espécies, <strong>com a finalidade de proteger e melhorar a qualidade do solo</strong>.</p>
<p data-start="1420" data-end="1619">O foco da adubação verde está no cultivo e manejo de diferentes plantas, visando à máxima produção de biomassa e ao aproveitamento dos benefícios que ela pode trazer ao ser incorporada ao solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Características desejáveis para a adubação verde</h2>
<p data-start="1685" data-end="1902">As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/">plantas de cobertura</a></strong>, ou adubo verde, possuem características que as tornam essenciais para a adubação verde, contribuindo para a melhoria do solo na área em que são empregadas. Essas características incluem:</p>
<ul data-start="1904" data-end="2865">
<li data-start="1904" data-end="2029"><strong>Rusticidade e alta produção de sementes</strong>: permitem um manejo simplificado, sem necessidade de maquinários específicos.</li>
<li data-start="2030" data-end="2174"><strong>Desenvolvimento inicial rápido e sistema radicular vigoroso</strong>: contribuem para o fechamento rápido da área e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/">controle de plantas daninhas</a></strong>.</li>
<li data-start="2175" data-end="2301"><strong>Adaptabilidade ao clima e fertilidade do solo</strong>: garante um crescimento adequado e melhor aproveitamento dos nutrientes.</li>
<li data-start="2302" data-end="2474"><strong>Conhecimento da fenologia e hábito de crescimento</strong>: essencial para o planejamento do uso da adubação verde em consórcio, rotação ou sucessão com outras culturas.</li>
<li data-start="2475" data-end="2668"><strong>Relação C/N equilibrada</strong>: leguminosas possuem baixa relação C/N, facilitando a decomposição, enquanto gramíneas produzem biomassa de alta relação C/N, oferecendo melhor proteção ao solo.</li>
<li data-start="2669" data-end="2865"><strong>Sanidade</strong>: as plantas utilizadas na adubação verde não devem possuir pragas e patógenos em comum com a cultura principal, podendo inclusive auxiliar no controle de doenças e nematoides.</li>
</ul>
<p data-start="2867" data-end="3014">Um exemplo típico é o uso das crotalárias, que funcionam como plantas armadilha, reduzindo a população de algumas espécies de nematoides do solo.</p>
<h2>Quais os benefícios da adubação verde?</h2>
<p data-start="3071" data-end="3283">O cultivo periódico de plantas de cobertura proporciona inúmeros benefícios, especialmente para a qualidade física, química e biológica do solo. Entre as principais vantagens da adubação verde, destacam-se:</p>
<ol>
<li><strong>Proteção contra a erosão</strong>: a cobertura vegetal dissipa a energia da chuva, evitando a desagregação do solo.</li>
<li><strong>Maior infiltração de água</strong>: reduz o escorrimento superficial e melhora o armazenamento hídrico.</li>
<li><strong>Aumento da matéria orgânica</strong>: melhora a estrutura do solo e a disponibilidade de nutrientes.</li>
<li><strong>Redução da variação térmica</strong>: mantém temperaturas mais estáveis no solo, favorecendo a atividade microbiana.</li>
<li><strong>Ação como arado biológico</strong>: raízes profundas criam galerias que facilitam o crescimento dos microrganismos e rompem barreiras físicas do solo.</li>
<li><strong>Reciclagem de nutrientes</strong>: o sistema radicular vigoroso permite maior absorção e redistribuição de nutrientes no solo.</li>
<li><strong>Melhoria da CTC do solo</strong>: aumenta a retenção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/">macronutrientes</a></strong> e micronutrientes.</li>
<li><strong>Fornecimento de nitrogênio</strong>: leguminosas fixam nitrogênio no solo, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos.</li>
<li><strong>Controle de plantas daninhas</strong>: atua na supressão e alelopatia, reduzindo a concorrência por recursos.</li>
<li><strong>Aproveitamento eficiente de fertilizantes minerais</strong>: minimiza a lixiviação de nutrientes essenciais, como o nitrogênio.</li>
<li><strong>Integração com a pecuária</strong>: algumas plantas de cobertura podem ser utilizadas como forragem para alimentação animal.</li>
<li><strong>Controle de <a href="https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/">fitonematoides</a> e doenças</strong>: auxilia na quebra do ciclo de pragas e patógenos, promovendo um ambiente mais saudável para as culturas subsequentes.</li>
</ol>
<p>O cultivo periódico de plantas de cobertura, ou adubos verdes, traz uma série de benefícios, excepcionalmente no que diz respeito às qualidades físicas, químicas e biológicas do solo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO AS PLANTAS DE COBERTURA AJUDAM A EVITAR A COMPACTAÇÃO DO SOLO? | Rehagro Responde - Grãos" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/Q2SsZb0iZm0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Cuidados essenciais com a adubação verde</h2>
<p data-start="4792" data-end="4924">O uso da adubação verde deve ser planejado para evitar possíveis problemas no cultivo. Algumas precauções importantes incluem:</p>
<ul data-start="4926" data-end="5465">
<li data-start="4926" data-end="5052"><strong>Escolha das espécies</strong>: evitar plantas com dormência de sementes e garantir que sejam fáceis de eliminar após o cultivo.</li>
<li data-start="5053" data-end="5160"><strong>Manejo correto</strong>: impedir que as plantas produzam sementes viáveis, evitando que se tornem invasoras.</li>
<li data-start="5161" data-end="5324"><strong>Compatibilidade com culturas principais</strong>: se utilizadas como cultivo intercalar, devem ser escolhidas espécies que não competem excessivamente por recursos.</li>
<li data-start="5325" data-end="5465"><strong>Sanidade das plantas</strong>: certificar-se de que as espécies escolhidas não hospedem pragas ou doenças prejudiciais às lavouras agrícolas.</li>
</ul>
<h2>Exemplos de plantas utilizadas na adubação verde</h2>
<p data-start="5532" data-end="5666">Diferentes espécies podem ser cultivadas como adubo verde, sendo as principais pertencentes às famílias das leguminosas e gramíneas.</p>
<ul data-start="5668" data-end="6045">
<li data-start="5668" data-end="5768"><strong>Leguminosas</strong>: possuem a capacidade de fixar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/">nitrogênio no solo</a></strong>, promovendo maior fertilidade.</li>
<li data-start="5769" data-end="5895"><strong>Gramíneas</strong>: produzem alta quantidade de biomassa e possuem sistema radicular denso, auxiliando na estruturação do solo.</li>
<li data-start="5896" data-end="6045"><strong>Outras famílias vegetais</strong>: brássicas, asteráceas e amarantháceas também podem ser utilizadas, dependendo da necessidade específica da lavoura.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;" data-start="6047" data-end="6229">A adubação verde se destaca como uma alternativa sustentável e eficaz para melhorar a qualidade do solo, promovendo benefícios agronômicos e ambientais nos sistemas produtivos.</p>
<p data-start="6047" data-end="6229"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41663" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura.png" alt="Tipos de plantas de cobertura" width="934" height="623" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura.png 934w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura-300x200.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura-768x512.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura-370x247.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura-270x180.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura-740x494.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tipos-plantas-cobertura-150x100.png 150w" sizes="auto, (max-width: 934px) 100vw, 934px" /></p>
<p style="text-align: center;" data-start="6047" data-end="6229"><span style="font-weight: 400; font-size: 13px;">Produção de massa seca, fixação de nitrogênio, hábito de crescimento e ciclo de diferentes adubos verdes/plantas de cobertura. Fonte: Piraí sementes.</span></p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/adubacao-verde-beneficios/">Adubação verde: o que é, como fazer e quais são seus principais benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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