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	<title>estresse térmico Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>estresse térmico Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>El Niño em 2026: o que esperar e quais os impactos na pecuária leiteira?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O clima interfere diretamente na produção agropecuária, mas seus efeitos vão muito além da ocorrência de chuva ou seca. Na pecuária leiteira, alterações na temperatura e no regime de precipitação podem afetar desde a produção de volumosos até o conforto térmico das vacas, a sanidade e os custos com alimentação. Por isso, as perspectivas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/">clima</a></strong> interfere diretamente na produção agropecuária, mas seus efeitos vão muito além da ocorrência de chuva ou seca. Na pecuária leiteira, alterações na temperatura e no regime de precipitação podem afetar desde a <strong>produção de volumosos até o conforto térmico das vacas, a sanidade e os custos com alimentação</strong>.</p>
<p>Por isso, as perspectivas de estabelecimento do <strong>El Niño no segundo semestre de 2026 merecem atenção</strong>. Previsões apresentadas em nota técnica conjunta do INPE, Inmet, Funceme e Censipam indicam alta probabilidade de configuração do fenômeno ao longo do período, com possibilidade de persistência até o início de 2027. Sua intensidade, entretanto, ainda não está definida.</p>
<p>Mas o que significa a formação de um El Niño? E, principalmente, <strong>o que o produtor de leite deve acompanhar e como pode se preparar para seus possíveis impactos?</strong></p>
<h2>O que é El Niño e por que ele acontece?</h2>
<p>O <strong>El Niño</strong> é caracterizado pelo <strong>aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial</strong> associado a alterações na circulação atmosférica.</p>
<p>Em condições habituais, os ventos alísios contribuem para deslocar as águas superficiais mais quentes em direção ao oeste do Pacífico. Esse movimento também favorece a <strong>ressurgência</strong>, processo pelo qual águas mais frias e profundas chegam mais próximas à superfície na porção leste do oceano.</p>
<p>Durante o El Niño, ocorre enfraquecimento dos ventos alísios e alteração da chamada <strong>Circulação de Walker</strong>. Com isso, o deslocamento das águas superficiais é modificado e a ressurgência de águas frias diminui, favorecendo o aquecimento do Pacífico Equatorial.</p>
<p>Pode parecer um fenômeno distante da realidade brasileira, mas as mudanças na temperatura de uma área tão extensa do oceano alteram a circulação atmosférica e, consequentemente, a distribuição de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do planeta.</p>
<p>Para caracterizar os episódios de El Niño, são utilizados indicadores que consideram tanto as anomalias de temperatura do Pacífico quanto sua persistência. O qual é caracterizado quando atinge <strong>+0,5 °C ou mais por, no mínimo, cinco trimestres sobrepostos</strong>.</p>
<h3>El Niño 2026: o que as previsões indicam?</h3>
<p>As projeções disponíveis apontam para <strong>alta probabilidade de estabelecimento do El Niño durante o segundo semestre de 2026.</strong></p>
<p>Segundo a nota técnica conjunta, previsões divulgadas pelo Climate Prediction Center, vinculado à NOAA, no início de abril indicavam aproximadamente 61% de probabilidade de condições de El Niño no trimestre maio-junho-julho, com aumento da probabilidade para mais de 90% até o final de 2026 e início de 2027.</p>
<p>Isso não significa, porém, que todos os detalhes do fenômeno já possam ser previstos. <strong>A intensidade do possível El Niño ainda não está claramente definida</strong>, embora as análises indiquem condições.</p>
<p>Da mesma forma, El Niño não significa simplesmente “mais calor” ou “mais chuva” em todo o país. Seus efeitos variam regionalmente e também dependem da interação com outros componentes do sistema climático.</p>
<h2>Como o El Niño pode afetar cada região do Brasil?</h2>
<p>Historicamente, uma das respostas associadas ao El Niño é a <strong>redução das chuvas em partes das regiões Norte e Nordeste</strong>. A combinação entre menor precipitação e temperaturas elevadas pode intensificar o déficit hídrico e elevar o risco de incêndios.</p>
<p>No <strong>Centro-Oeste e Sudeste</strong>, o cenário exige atenção principalmente à <strong>irregularidade das precipitações, ocorrência de períodos secos e temperaturas elevadas</strong>.</p>
<p><strong>Já no Sul, a tendência é de chuvas acima da média e risco de inundações</strong>. Além das inundações, o excesso de umidade no Sul pode comprometer a janela de colheita do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-planejar-o-plantio-de-milho-para-silagem/">milho silagem</a></strong>, resultando em volumosos de menor valor energético e maior risco de contaminação por micotoxinas. As temperaturas também tendem a permanecer acima da média, especialmente durante inverno e primavera.</p>
<h2>Quais podem ser os impactos do El Niño na pecuária leiteira?</h2>
<p>Na produção de leite, um dos primeiros pontos de atenção é a <strong>disponibilidade de pastagens e água</strong>. Segundo o Cepea, atrasos na recuperação das chuvas ou temperaturas acima da média podem diminuir o crescimento das forrageiras e reduzir a capacidade de suporte das áreas.</p>
<p>Esse efeito pode se estender à <strong>produção de volumosos conservados</strong>. Menor quantidade ou qualidade da forragem produzida na propriedade aumenta a necessidade de suplementação e pode pressionar os custos da dieta.</p>
<p>O calor acrescenta outro desafio. <strong>Temperaturas elevadas comprometem o conforto térmico</strong>, o que causa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> que não afeta apenas a produção imediata de leite, mas tem um efeito residual na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> das vacas, o que pode atrasar o ciclo reprodutivo da fazenda por meses.</p>
<p>Nas regiões sujeitas ao excesso de precipitação, o problema muda. Chuvas intensas favorecem a formação de lama e podem aumentar desafios relacionados à saúde dos cascos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, doenças respiratórias e logística da propriedade, além de comprometer a qualidade de determinados insumos.</p>
<p>Assim, o impacto do El Niño sobre a pecuária leiteira tende a ocorrer de forma combinada: <strong>produção de volumosos, custo da alimentação e conforto dos animais estão entre os principais pontos a serem monitorados.</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Milho e soja também entram nessa conta</h3>
<p>O efeito climático sobre a alimentação não deve ser analisado apenas pela possibilidade de <strong>quebra de safra</strong>.</p>
<p>Alterações na produção de milho e soja podem repercutir sobre preços, estoques, fretes, qualidade dos grãos e decisões de compra. Isso conecta um evento climático ocorrido nas regiões produtoras diretamente aos custos de sistemas leiteiros dependentes de concentrados e suplementação.</p>
<p>Consequentemente, acompanhar o desenvolvimento das lavouras e o mercado de insumos passa a fazer parte da <strong>gestão do risco climático da fazenda leiteira</strong>.</p>
<h2>Como o produtor pode se preparar para o El Niño?</h2>
<p>O principal objetivo não deve ser tentar prever exatamente quanto choverá na propriedade, mas <strong>identificar quais pontos do sistema produtivo ficam mais vulneráveis diante do cenário esperado para sua região.</strong></p>
<p>Em áreas com maior risco de seca e calor, o planejamento deve considerar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">disponibilidade de água</a></strong>, estoque de volumosos, capacidade de suporte das pastagens e estratégias de ambiência. Onde a preocupação é o excesso de precipitação, drenagem, formação de lama, acesso dos animais, qualidade da cama, saúde dos cascos e armazenamento de alimentos ganham ainda mais importância.</p>
<p>Para o manejo do calor, recomenda-se o uso do <strong>ITU (Índice de Temperatura e Umidade)</strong> para monitorar o estresse térmico em tempo real, permitindo o acionamento eficiente de sistemas de resfriamento, como ventiladores e aspersores.</p>
<p>O acompanhamento das previsões também precisa continuar ao longo do semestre. A própria nota técnica oficial ressalta que os impactos podem variar em intensidade e distribuição espacial e recomenda <strong>acompanhar previsões sub-sazonais e de tempo</strong> para decisões de menor horizonte.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A alta probabilidade de estabelecimento do El Niño no segundo semestre de 2026 <strong>coloca o clima entre os fatores que merecem atenção no planejamento das propriedades leiteiras</strong>. Isso não significa que perdas produtivas sejam inevitáveis, nem que os efeitos ocorrerão da mesma maneira em todo o Brasil.</p>
<p>Enquanto algumas regiões podem enfrentar maior risco de déficit hídrico e temperaturas elevadas, outras precisam se preparar para excesso de precipitação. Para a pecuária leiteira, essas alterações podem chegar à fazenda por diferentes caminhos, desde a disponibilidade de pastagem e volumosos até os custos da alimentação, conforto térmico, sanidade e logística.</p>
<p>Por isso, antecipar vulnerabilidades e acompanhar continuamente as previsões permite transformar a informação climática em <strong>ferramenta de planejamento e gestão de risco</strong>. O produtor não controla o El Niño, mas pode aumentar a capacidade da fazenda de responder aos seus efeitos.</p>
<h2>Prepare sua fazenda para tomar decisões melhores em qualquer cenário</h2>
<p>Oscilações climáticas reforçam uma realidade da pecuária leiteira: <strong>quanto mais preparada estiver a gestão da propriedade, maior será a capacidade de antecipar problemas, ajustar estratégias e proteger os resultados da atividade.</strong></p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=elnino" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a enxergar a fazenda de forma mais completa, aprimorando decisões relacionadas à gestão, alimentação, produção de forragens, manejo do rebanho e eficiência econômica.</p>
<p>Transforme conhecimento em decisões mais seguras e resultados melhores dentro da sua propriedade.</p>
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<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">BRASIL. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); Instituto Nacional de Meteorologia (INMET); Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME); Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM). <i>Nota Técnica Conjunta – El Niño 2026</i>. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inpe/.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">CEPEA – CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA. <i>Pecuária/Cepea: El Niño em 2026 eleva incertezas para a produção pecuária no Brasil</i>. Piracicaba: Cepea/Esalq-USP, 2026. Disponível em: https://cepea.org.br/br/releases/pecuaria-cepea-el-nio-em-2026-eleva-incertezas-para-a-producao-pecuaria-no-brasil.aspx.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">LENSSEN, N. J. L. et al. Improvements in the GISTEMP uncertainty model. <i>Journal of Applied Meteorology and Climatology</i>, 2020. DOI indicado no material-base: https://doi.org/10.1175/WAF-D-19-0235.1.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">NOAA – NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION. Climate Prediction Center. Informações e previsões referentes ao El Niño/Oscilação Sul (ENSO), 2026.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">MARCÍLIO, Ricardo. Conteúdo de aula/podcast sobre El Niño e dinâmica climática. Anotações fornecidas como material-base para elaboração deste artigo.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Enriquecimento ambiental para vacas e bezerras leiteiras</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Provavelmente você já se deparou com essas situações: vacas se coçando em objetos como cercas, escovas, cordas e paredes ou minimamente se entretendo com estes. Por mais que pareça corriqueiro essa interação dos animais com esses artefatos é uma ótima oportunidade de investimento a baixo custo e que tem potencial de aumentar os índices produtivos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Provavelmente você já se deparou com essas situações: vacas se coçando em objetos como cercas, escovas, cordas e paredes ou minimamente se entretendo com estes.</p>
<p>Por mais que pareça corriqueiro essa <strong>interação dos animais com esses artefatos é uma ótima oportunidade de investimento</strong> a baixo custo e que tem potencial de aumentar os índices produtivos do seu rebanho.</p>
<p>Os <strong>benefícios do enriquecimento ambiental</strong> das instalações têm ganhado muita notoriedade ao longo dos anos, onde esse enriquecimento é definido como modificação no ambiente dos animais confinados, permitindo variadas formas comportamentais que levam melhor funcionamento biológico.</p>
<p>Nesse texto discutiremos pontos importantes relacionados com as variadas formas de enriquecimento ambiental tanto para vacas quanto para bezerras leiteiras, elucidando os seus benefícios e também formas de implementação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Desafios relacionados ao estresse animal</h2>
<p>Cada vez mais <strong>o sistema de produção intensiva vem ganhando espaço</strong>, entretanto, ele pode levar a desafios relacionados ao estresse, comportamento anormal e até mesmo à saúde dos animais.</p>
<p>Essas alterações comportamentais ocasionadas pelo estresse podem ainda favorecer o aumento de estereotipias, as quais são definidas como um comportamento caracterizado por movimentos repetitivos e sem objetivo ou função aparente, ou seja, comportamentos anormais dentro do repertório da espécie.</p>
<p>Já existe uma preocupação por parte do mercado consumidor sobre a forma com que é feita a criação desses animais e se o sistema de fato se adequa às regras de bem estar, o que incentiva ainda mais a implantação de componentes ambientais para favorecer o bem estar destes.</p>
<p>Esse enriquecimento ambiental <strong>busca mitigar problemas relacionados ao estresse</strong>, pois oferece estímulos físicos, sociais e sensoriais que permitem os animais a expressar comportamentos naturais.</p>
<p>As fontes de estresse mais comuns em vacas leiteiras são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">Estresse térmico</a></strong>;</li>
<li>Alta densidade de animais por grupo;</li>
<li>Mudança de lote;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">Manejo nutricional</a></strong> inadequado;</li>
<li>Ambiente com baixa sanidade.</li>
</ul>
<p>Esses fatores estressantes podem gerar consequências, como diminuir a qualidade e produção do leite, reduzir <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener">taxa de concepção</a></strong> e causar doenças abortivas devido a imunossupressão que o estresse provoca.</p>
<p>As bezerras também são afetadas, pois passam por processos que contribuem para o estresse, como condições climáticas extremas, manejo inadequado com manuseio bruto ou agressivo, transporte, introdução em ambiente desconhecido, mudanças no grupo e desmama.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Práticas de enriquecimento ambiental para vacas leiteiras</h2>
<p>É importante lembrar que fazem parte das práticas de enriquecimento ambiental componentes básicos que os animais devem usufruir, como por exemplo ter espaço para movimentarem livremente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">ter acesso a água</a></strong> e alimentação, deter de camas adequadas que permitam o descanso, proteção contra intempéries climáticos e serem manejados de maneira adequada na rotina diária.</p>
<p>Os <strong>artifícios de enriquecimento ambiental</strong> podem ser caracterizados como:</p>
<ul>
<li><strong>Físico:</strong> deixar o ambiente o mais próximo do habitat natural, inserindo objetos.</li>
<li><strong>Sensorial:</strong> promover o estímulo dos cinco sentidos dos animais.</li>
<li><strong>Cognitivo:</strong> oferta de dispositivos mecânicos como “quebra cabeças” para que os animais manipulem.</li>
<li><strong>Alimentar:</strong> promover variações na alimentação dos animais.</li>
<li><strong>Social:</strong> interação intraespecífica ou interespecífica que pode ser criada no ambiente confinado.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enriquecimento-ambiental" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Entretanto, <strong>os mais utilizados na bovinocultura leiteira e de maior destaque, são os de caráter físico e sensorial.</strong></p>
<p>O aspecto físico consiste em distribuir objetos interativos como escovas automáticas ou não, em que o animal coça o corpo gerando a sensação de relaxamento. Entretanto, existem outras opções mais artesanais como por exemplo tubos de PVC revestidos por corda de sisal que tem como característica sua aspereza.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45738 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental.webp" alt="Vaca utilizando escova automática" width="719" height="644" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental.webp 719w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-300x269.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-370x331.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-335x300.webp 335w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-270x242.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca utilizando escova automática instalada em seu ambiente. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45739 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1.webp" alt="Vaca utilizando coçador" width="398" height="492" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1.webp 398w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-243x300.webp 243w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-370x457.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-270x334.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca utilizando o coçador feito a partir de uma estaca de madeira revestida por corda de sisal. Fonte: André Madeira Silveira França.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra opção, são as bolas de vinil que <strong>promovem maior movimentação e recreação do rebanho</strong>, o que contribui favorecendo as interações sociais e maior produção de hormônios do bem estar, como a endorfina e a ocitocina, que reduzem o estresse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bolas podem estar soltas nos piquetes ou amarradas em estruturas que as deixam pendulares.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45740 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2.webp" alt="Objetos interativos instalados em ambiente comum de bezerras leiteiras" width="561" height="348" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2.webp 561w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-300x186.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-370x230.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-270x167.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Instalação de objetos interativos (escova e bola) no ambiente comum de bezerras leiteiras. Fonte: Fazenda Capetinga.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45741 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3.webp" alt="Varal confeccionado de garrafas pet como prática de enriquecimento ambiental" width="673" height="497" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3.webp 673w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-300x222.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-370x273.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-270x199.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 673px) 100vw, 673px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Varal confeccionado de garrafas pet como prática de enriquecimento ambiental. Fonte: André Gonsalves Lemos, Bruno Silva Miranda e Carlos Eduardo Leite.</span></p>
<h3>Outras práticas de enriquecimento ambiental eficientes</h3>
<p>Outros artifícios que são muito convencionais e bem eficientes em sistemas de criação intensivos e <strong>que atuam na redução do estresse térmico</strong> dos animais são o <strong>uso de aspersores.</strong></p>
<p>A água ao entrar em contato com o animal, umedece os pelos e a pele dos animais, contribuindo para o processo de resfriamento evaporativo, no qual a água evapora da superfície da pele absorvendo o calor do corpo, reduzindo assim a temperatura corporal, <strong>o que proporciona maior conforto térmico e bem-estar</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45742 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4.webp" alt="Animais recebendo aspersão na linha de cocho" width="740" height="740" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-300x300.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-370x370.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-270x270.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais recebendo aspersão na linha de cocho em sistema de <em>Compost Barn</em>. Fonte: Acervo Rehagro. </span></p>
<p>Além da estimulação tátil e visual temos o <strong>enriquecimento ambiental do tipo sensorial</strong>, o qual também tem ganhado espaço na bovinocultura leiteira. Essa prática consiste em colocar música na sala de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, a qual tem se apresentado um efeito relaxante para as vacas, por ela ser rítmica e contínua.</p>
<p>Além disso, pode favorecer relações positivas na interação humano-animal, podendo em alguns casos contribuir para o aumento da produção de leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O enriquecimento ambiental <strong>não melhora apenas a qualidade de vida dos animais, mas também tem efeitos positivos na produção de leite</strong>, saúde geral dos animais e também no desenvolvimento adequado das bezerras leiteiras.</p>
<p>O investimento em bem estar animal permite bom retorno financeiro às fazendas de leite e por isso, é necessário implementar planos de ações que sejam assertivos e aplicáveis à realidade da propriedade para que os animais recebam e desfrutem do conforto e bem estar.</p>
<h2>Bem-estar animal e produtividade andam juntos</h2>
<p>O manejo e o ambiente da fazenda influenciam diretamente a saúde e a produção do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enriquecimento-ambiental" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende como unir bem-estar, manejo eficiente e gestão lucrativa para potencializar seus resultados sem aumentar custos desnecessários.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como o clima impacta na produção de leite? Veja como se adpatar</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Aug 2023 20:25:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade de extrema importância para o setor agropecuário, porém, enfrenta crescentes desafios climáticos que afetam significativamente o bem-estar das vacas, a qualidade e volume de leite produzido. Com o aumento da produção, os animais se tornam mais sensíveis ao estresse calórico, levando a mudanças comportamentais e redução da eficiência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A produção de leite é uma atividade de extrema importância para o setor agropecuário, porém, enfrenta crescentes desafios climáticos que afetam significativamente o bem-estar das vacas, a qualidade e volume de leite produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o aumento da produção, os animais se tornam mais sensíveis ao estresse calórico, levando a mudanças comportamentais e redução da eficiência reprodutiva. Além disso, o </span>estresse térmico<span style="font-weight: 400;"> durante os períodos mais quentes resulta em </span><b>diminuição da produção de leite e alterações na composição do produto final</b><span style="font-weight: 400;">, acarretando perdas econômicas para os produtores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para mitigar esses efeitos negativos, torna-se essencial adotar estratégias adequadas visando o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar animal</strong></a> e a sustentabilidade da atividade leiteira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto discutiremos os principais desafios enfrentados em relação ao bem-estar, reprodução e na qualidade do leite, ocasionados pelas variações climáticas, enfatizando os efeitos deletérios que o estresse térmico causa aos animais e aos resultados futuros e também trazendo estratégias que contribuem para minimizar tais impactos. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que o clima tem impacto direto na produção de leite?</h2>
<p>As condições climáticas <strong>influenciam praticamente todos os aspectos da produção leiteira</strong>. Temperaturas elevadas, alterações no regime de chuvas e eventos climáticos extremos podem afetar o desempenho dos animais, a produção de alimentos, a disponibilidade de água e os custos operacionais da fazenda.</p>
<p>Entre os impactos mais conhecidos está o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong>, condição que reduz o consumo de matéria seca, compromete a eficiência reprodutiva e diminui a produção de leite. Além disso, mudanças climáticas podem dificultar o planejamento forrageiro e aumentar a exposição dos animais a desafios sanitários.</p>
<p>Por isso, compreender a relação entre clima e produção tornou-se essencial para propriedades que desejam manter sua competitividade nos próximos anos.</p>
<h2>Desafios no bem-estar</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o nível da produção de leite aumenta, também aumenta a sensibilidade e vulnerabilidade ao estresse calórico, <strong>a zona termoneutra de uma vaca especializada varia de -5º a 25ºC</strong>. Isso é devido à alta atividade metabólica para a produção de leite, portanto, manter o equilíbrio térmico sob altas temperaturas é ainda mais difícil para esses animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na tentativa de regular a temperatura corporal, as vacas têm mudanças comportamentais, permanecem mais tempo em estação, aumentando a superfície de contato com o ambiente para trocas de calor. Além disso, existem observações comportamentais que nos auxilia a identificar facilmente o conforto térmico dos animais, e dentre esses sinais, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diminuição do consumo de matéria seca. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumentam o consumo de água. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Animal ofegante, com aumento da transpiração e salivação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento da frequência respiratória e cardíaca.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45722 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos.webp" alt="Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor" width="512" height="260" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos.webp 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-300x152.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-370x188.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-270x137.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tais parâmetros auxiliam a reconhecer mais facilmente o conforto térmico das vacas, por serem facilmente identificáveis. Para animais a pasto, essa </span><b>mudança de comportamento é ainda mais visível, devido à procura de sombra nos períodos mais quentes do dia</b><span style="font-weight: 400;">, reduzindo o tempo de pastejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mudança de comportamento aumenta o gasto energético e, com o menor consumo de alimento, a disponibilidade de energia é menor, consequentemente, diminuindo a produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passar mais tempo em estação também corrobora para diminuição da produção, pois vacas deitadas possuem uma maior circulação de sangue na glândula mamária, sendo que para a produção de 1 litro de leite é necessário a circulação de cerca de 500 litros de sangue na glândula mamária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, problemas de saúde são mais frequentes nesse momento desafiador que a vaca passa, como </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><b>problemas de casco</b></a><span style="font-weight: 400;">, devido ao tempo excessivo em estação, acidose, devido ao consumo desbalanceado da </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><b>dieta</b></a><span style="font-weight: 400;">, entre outros.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dito isso, alguns outros fatores podem potencializar o estresse por calor. A disponibilidade de água é um exemplo, como dito anteriormente, vacas em estresse térmico bebem mais água, assim, precisam de um espaço de bebedouro adequado para a quantidade de animais e fornecimento de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><b>água de qualidade</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é a divisão de lotes, lotes superlotados, além de dificultar a troca de calor desses animais com o ambiente, também prejudica o acesso à água e alimento dos animais mais submissos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de elevadas temperaturas, temos também outras variações climáticas que afetam o bem-estar dos animais, como a umidade, a qual estando elevada pode potencializar o estresse térmico por dificultar o resfriamento natural dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, temos a questão da precipitação, onde em períodos de chuvas excessivas o ambiente se torna mais úmido e com maior probabilidade da formação de lama, o que pode ser desconfortável para a vaca, seja por dificultar o acesso ao alimento e água ou para possibilitar o descanso, além de predispor a problemas de saúde e impactar na produção de leite. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=desafios-climaticos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Desafios na reprodução</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte das fazendas leiteiras do Brasil sofrem com a reprodução em épocas mais quentes, principalmente aquelas com animais mais especializados, como o gado holandês, que são mais sensíveis ao calor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na questão hormonal, estudos relatam uma baixa concentração plasmática de estradiol em vacas submetidas ao estresse térmico. Esta falta de estradiol prejudica a síntese de GnRH pelo eixo Hipotálamo-hipofisário, consequentemente a síntese de LH e FSH é prejudicada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa desregulação hormonal faz com que as vacas tenham uma manifestação e duração do cio menores, com uma menor taxa de ovulação e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cistos-foliculares/" target="_blank" rel="noopener"><b>qualidade folicular</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do desequilíbrio hormonal, em vacas submetidas ao estresse térmico, há uma redução no fluxo sanguíneo uterino, diminuindo a troca de calor e consequentemente aumentando a temperatura do meio uterino. Essas mudanças inibem o desenvolvimento embrionário e impedem o sucesso de <strong>inseminações</strong>, além de aumentar a taxa de perda embrionária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar da importância de estarmos atentos e conhecer os impactos que o estresse térmico em multíparas estão no período seco ou em nulíparas gestantes pode causar no desenvolvimento da bezerra ainda em gestação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos já demonstram que <strong>bezerros que se desenvolvem em útero de mães sob estresse térmico sofrem por efeitos negativos na saúde</strong>, desempenho na produção e reprodução desse animal no futuro, e dentre eles podemos citar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estresse térmico no período seco acarretou menor tempo de gestação (entre 4 a 5 dias). </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerro com menor peso ao nascer e menor peso na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>desmama</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerros com metabolismo energético alterado em relação com bezerros nascidos de mães resfriadas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Devido à alteração no metabolismo energético, bezerros oriundos de estresse térmico, apresentaram menor estatura e uma maior deposição de gordura. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerros desviam energia para tecidos periféricos para maior acúmulo de gordura. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerros apresentam uma redução nas proteínas plasmáticas circulantes quando sofrem estresse térmico nos primeiros 28 dias de vida, sendo evidenciada pela menor eficiência de absorção de IgG do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><b>colostro</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Baixa taxa de proliferação de linfócitos e monócitos, conferindo uma resposta imune deprimida. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/"><b>Novilhas</b></a><span style="font-weight: 400;"> que sofreram estresse térmico no útero sofrem desvantagens desde a concepção até a lactação, necessitando de um número maior de serviços até a prenhez. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Novilhas nascidas de vacas que sofreram estresse térmico produziram menos leite na primeira lactação, ou seja, elas parecem nascer &#8220;programadas&#8221; a ter menor produção de leite em toda sua vida. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, <strong>estudos mais recentes apontaram evidências de que esse problema não afeta apenas as filhas de vacas que sofreram estresse térmico, mas também as netas</strong>. O que demonstra que mesmo havendo resfriamento e promoção de conforto térmico dos animais que sofreram estresse térmico no útero, pode haver impactos ainda nas próximas gerações.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45723 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-1.webp" alt="Ilustraçã dos efeitos do estresse térmico no pré-parto na produtividade das vacas, suas filhas e netas" width="641" height="341" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-1.webp 641w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-1-300x160.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-1-370x197.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/desafios-climaticos-1-270x144.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Figura demonstrando os efeitos do estresse térmico no pré-parto na produtividade das vacas, suas filhas e netas. Fonte: Adaptado de Oullet et al., 2020</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nas </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><b>vacas pós-parto</b></a><span style="font-weight: 400;"> pode-se observar um aumento de doenças puerperais, como </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener"><b>retenção de placenta</b></a><span style="font-weight: 400;">, metrite e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>cetose</b></a><span style="font-weight: 400;">, e anestro no verão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre devido ao prolongado período de balanço energético negativo (BEN), período que se caracteriza pela deficiência do aporte energético, devido ao grande gasto energético e reduzido consumo de alimento para suprir essa demanda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse fato somado com a diminuição do consumo de alimento que já é causado pelo estresse térmico, além de aumentar as chances de doenças pós-parto, diminuem o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/" target="_blank" rel="noopener"><b>pico de lactação</b></a><span style="font-weight: 400;"> das vacas, prejudicando toda aquela lactação.  </span></p>
<h2>Desafios na qualidade do leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No verão a produção/vaca/dia tende a diminuir significativamente, isso se dá pelo desvio energético para a regulação térmica na qual falamos anteriormente. Entretanto, não apenas o volume produzido é alterado pelo estresse térmico, temos, também, alterações na composição do leite, como diminuição da porcentagem de gordura e proteína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diminuição da gordura do leite se deve pelas mudanças significativas nos perfis de triacilglicerídeos (TAG) e lipídeos polares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já com relação à proteína, vacas com estresse térmico sofrem redução no teor de proteína no leite, devido ao catabolismo muscular ser maior, ocasionando maior concentração de nitrogênio ureico, disponibilizando maior distribuição de nitrogênio proteico para a ureia e causando uma diminuição da capacidade da síntese proteica das células da glândula mamária, reduzindo o teor de caseína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa queda dos sólidos do leite, juntamente com diminuição da produção, leva a grandes perdas econômicas para uma fazenda. </span></p>
<h2>Estratégias para redução dos efeitos negativos das alterações climáticas</h2>
<p>As variações climáticas trouxeram e ainda trarão muitos prejuízos à pecuária leiteira, entretanto podemos minimizar esses prejuízos com algumas estratégias.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada uma boa alternativa para minimizar os problemas temos o investimento em instalações a fim de manter os animais confinados, como é o caso de sistema de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>free stall</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>compost barns</i></b></a><span style="font-weight: 400;">, onde essas instalações detenham de acesso a ventiladores e aspersores e quando bem manejadas contribuem reduzindo os impactos das mudanças climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estratégias mais acessíveis podem ser tomadas para minimizar estes efeitos, como:</span></p>
<h3>Resfriamento a partir da aspersão e ventilação</h3>
<h4><strong>Aspersão</strong></h4>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Evaporação – gotas pequenas e com alta pressão: a água não entra em contato com a pele e molha menos o local (mais recomendado para linha de cocho);</span></li>
<li>Direto &#8211; gotas grandes e com baixa pressão: a água entra em contato com a pele e resfriamento mais rápido das vacas (mais recomendado para sala de espera);</li>
<li><span style="font-weight: 400;">O tempo de aspersão inicial indicada é de 3-60 segundos a cada 5 minutos.</span></li>
</ul>
<h4><strong>Ventilação</strong></h4>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Tanto na linha de cocho, quanto na sala de espera.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Recomendado a velocidade do vento de aproximadamente 6 metros por segundo.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fornecimento em local adequado de área de sombra natural ou artificial (sombrite) para descanso dos animais em casos de animais criados em pastos ou confinados em piquetes. </span>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Recomendado em torno de 5 m</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> por animal.</span></li>
</ul>
</li>
<li> <span style="font-weight: 400;">Sombreamento na área de cocho no caso de sistemas a pasto. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água de qualidade e limpa</strong></a>. </span></li>
</ul>
<ul>
<li style="list-style-type: none;"></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, para minimizar os efeitos negativos do clima na produção de leite e sucesso da atividade, é importante que sejam adotadas práticas de manejo adequadas, onde se inclui o fornecimento de instalações apropriadas que facilitem o controle de temperatura e umidade, que o acesso à água e alimentos seja garantido além de sempre monitorar a saúde e indicadores de bem-estar dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investir na promoção de conforto dos animais independente da condição climática no momento é uma forma de <strong>assegurar que os animais terão condições ideais para expressarem todo seu potencial produtivo</strong>, assegurando o bom desempenho e eficiência do negócio.</span></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre desafios climáticos na produção de leite</h2>
<h3>Como o calor afeta a produção de leite?</h3>
<p>Temperaturas elevadas reduzem o consumo de matéria seca e aumentam o gasto energético dos animais, diminuindo a produção.</p>
<h3>O que é estresse térmico em vacas leiteiras?</h3>
<p>É uma condição em que o animal não consegue dissipar adequadamente o calor corporal, comprometendo desempenho e saúde.</p>
<h3>Como reduzir os impactos do calor na fazenda?</h3>
<p>Por meio de sombra, ventilação, aspersão, manejo da água e planejamento nutricional.</p>
<h3>As mudanças climáticas afetam a reprodução das vacas?</h3>
<p>Sim. O calor excessivo pode reduzir taxas de concepção e aumentar perdas reprodutivas.</p>
<h3>Como preparar a propriedade para eventos climáticos extremos?</h3>
<p>Investindo em planejamento forrageiro, gestão hídrica, conforto animal e monitoramento dos indicadores produtivos.</p>
<h2>Supere os desafios climáticos e mantenha a produção em alta</h2>
<p>As variações climáticas impactam diretamente o bem-estar, a saúde e a produtividade do rebanho. Com conhecimento técnico e estratégias certas, é possível minimizar perdas e garantir resultados consistentes.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=desafios-climaticos">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a implementar soluções práticas para enfrentar os desafios do clima, otimizar o manejo e aumentar a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=desafios-climaticos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23112" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg" alt="Julia Mattoso - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Estresse térmico em vacas leiteiras: quais os impactos e como reduzir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia animal]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estresse térmico é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos. Entre os principais impactos estão a redução do consumo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>estresse térmico</strong> é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos.</p>
<p>Entre os principais impactos estão a redução do consumo de matéria seca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e alterações na eficiência reprodutiva.</p>
<p>Por isso, identificar os sinais de estresse térmico e adotar estratégias para melhorar o conforto dos animais é fundamental para reduzir perdas produtivas.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é o estresse térmico em bovinos leiteiros, como identificar o problema e quais medidas podem ser adotadas para minimizar seus efeitos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Conhecendo e definindo o estresse térmico</h2>
<p><strong>O termo estresse térmico é utilizado para referenciar os efeitos ocasionados na fisiologia, no comportamento e na produção dos animais devido às alterações no ambiente. </strong></p>
<p>De modo semelhante, o estresse térmico pode ser definido como a soma das forças internas (metabolismo, ex.) e externas (ambiente) que atuam em um animal para causar um aumento na temperatura corporal e provocar uma resposta fisiológica.</p>
<p>Nos países de clima tropical, como o <strong>Brasil</strong> por exemplo,<strong> é muito mais comum a ocorrência de estresse térmico pelo calor do que pelo frio</strong>. Altos valores de temperatura e umidade, além da exposição à radiação solar, são fatores que contribuem de forma significativa para que as vacas acumulem calor corporal.</p>
<p><strong>O estresse térmico em vacas leiteiras ocorre quando a taxa de ganho de calor do animal excede a de perda, fazendo com que o mesmo saia de sua zona de conforto</strong>. Desta forma, são necessários ajustes no comportamento e/ou fisiologia do animal.</p>
<p>Assim como qualquer outra espécie animal, os bovinos de leite também apresentam uma faixa de temperatura considerada como zona termoneutra. Nesta faixa de temperatura o animal não precisa direcionar grandes quantidades de energia para termorregulação, seja para capturar, seja para dissipar calor.</p>
<p>Desse modo, o gasto de energia para manutenção é mínimo, resultando em máxima eficiência produtiva.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-calculo-ganhos-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39663 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png" alt="Planilha cálculo de ganhos com eficiência reprodutiva" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Em temperaturas inferiores àquela mínima da zona termoneutra as vacas entram em estresse térmico pelo frio. Já quando a temperatura se encontra superior ao limite máximo da zona termoneutra, o estresse térmico instaurado é pelo calor.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44255 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas.webp" alt="Zona termoneutra" width="370" height="255" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-300x207.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-270x186.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Adaptado de Kadzere et al., 2002</span></span></p>
<h2>Vacas de alta produção e o estresse térmico</h2>
<p>Vacas de alta produção são mais susceptíveis ao estresse térmico quando comparadas às vacas de baixa produção.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" rel="noopener">seleção genética</a></strong> para produção de leite contribuiu para que as vacas aumentassem a quantidade de calor metabólico, pois <strong>vacas que produzem mais leite</strong> ingerem mais alimentos e, logo, possuem metabolismo mais elevado em relação às vacas de menor potencial genético.</p>
<p>Com a menor capacidade de dissipação de calor, <strong>as vacas elevam sua temperatura corpórea com maior facilidade</strong> e perdem calor para o meio ambiente com maior dificuldade. O resultado final é o maior acúmulo de calor, podendo ocorrer mais facilmente o estresse térmico.</p>
<p>Ao analisarmos os dados de 2018 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, por exemplo, vemos que é relatado um aumento de 13% na produção de leite na última década, passando de quase 9.000 kg de leite para 14.000 kg de leite/vaca/ano.</p>
<p>Conforme descrito por Berman (2005), o aumento na produção de leite de 35 kg de leite/dia para 45 kg de leite/dia contribui para que o limite de temperatura para estresse térmico seja reduzido em torno de 5°C, significando que as vacas tenderão a sofrer estresse térmico de forma mais precoce.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estresse-termico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar um animal com estresse térmico</h2>
<ul>
<li>Animal ofegante, com aumento de salivação e transpiração;</li>
<li>Redução na ingestão de matéria seca;</li>
<li>Redução na produção de leite;</li>
<li>Aumento no consumo de água;</li>
<li>Aumento da frequência cardíaca e respiratória;</li>
<li>Temperatura retal maior que 39,1ºC.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44256 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1.webp" alt="Vaca leiteira com sinais de estresse térmico" width="512" height="260" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1.webp 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-300x152.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-370x188.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-270x137.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação.</span></span></p>
<p>A temperatura corporal representa o<strong> principal indicador da termorregulação do organismo</strong>, estando relacionada à saúde, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">sucesso reprodutivo</a></strong> e produtividade dos animais.</p>
<p>No entanto, vale ressaltar que <strong>não é somente o estresse térmico que ocasiona elevação da temperatura do organismo</strong>.</p>
<p>Eventos como doenças, lesões, infecções, toxinas, etc. podem provocar a hipertermia nos animais. Outros fatores que também ocasionam elevação da temperatura corporal, mas em uma menor magnitude, são nível de atividade do animal e estro.</p>
<p>Além da temperatura corporal, uma das primeiras alterações observadas em animais com estresse térmico é o aumento da frequência respiratória no intuito de perder calor para o ambiente.</p>
<p>A taxa respiratória dos bovinos sofre influência multifatorial, incluindo idade, nível de produção, condição corporal, ingestão de matéria seca, particularidades das instalações e dos sistemas de resfriamento, exposição a ambientes quentes, etc.</p>
<p>Resultados de pesquisas científicas demonstram que vacas expostas a ambientes com temperatura variando entre 24° e 39°C apresentaram aumento na frequência respiratória entre 2,8 e 3,3 movimentos respiratórios/minuto para cada 1°C a mais no ambiente.</p>
<p>A elevação da frequência respiratória consiste em um dos indicadores fenotípicos mais sensíveis para caracterizar o estresse térmico pelo calor em vacas leiteiras, sendo que taxas acima de 60 movimentos respiratórios/minutos já indicam provável alteração devido ao estresse térmico (Shultz, 1984; Berman et al., 1985).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44257 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2.webp" alt="Resfriamento de vacas leiteiras" width="740" height="494" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Resfriamento térmico de vacas leiteiras com aspersores e ventiladores. (Fonte: Grupo Rehagro, Meara Gado Holandês – Fazenda Barreiro Alto).</span></span></p>
<h2>Monitorando o estresse térmico</h2>
<p>Monitorar o conforto térmico das vacas leiteiras representa atualmente um dos pontos base dos sistemas de produção. Ofertar condições que previnam a ocorrência de estresse térmico tornou-se essencial, visto a magnitude que <strong>os impactos deste evento ocasionam na saúde, reprodução e produção dos animais.</strong></p>
<p>Entretanto, para monitorar o conforto, primeiro devemos conhecer quais os sinais presentes no estresse térmico.</p>
<p>De forma geral, vacas leiteiras em estresse térmico apresentam os seguintes sinais, na tentativa de trocar calor com o ambiente:</p>
<ul>
<li>Respiração ofegante;</li>
<li>Boca aberta;</li>
<li>Língua para fora;</li>
<li>Aumento da salivação e da transpiração.</li>
</ul>
<p>Em situações como essa, se os animais estão em galpões onde haja ventiladores e aspersores, eles deverão ser ligados.</p>
<p>Caso não estejam alojados nestas instalações, molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="EFEITOS DO ESTRESSE TÉRMICO NA REPRODUÇÃO DE VACAS LEITEIRAS | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/u2O0B6ZH_QU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Medidas para diminuir o estresse térmico das vacas leiteiras</h2>
<ul>
<li>Sombreamento adequado para os animais;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">Disponibilidade de água</a></strong> suficiente para os animais beberem, principalmente após a ordenha e nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais confinados em <a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" rel="noopener"><strong><em>Free stall</em></strong></a>, adequado sistema de resfriamento com ventiladores e aspersores, permanecendo ligados nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais que não estão no <em>Free stall</em>, o fato de molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento;</li>
<li>Reduzir distâncias de deslocamento do animal.</li>
</ul>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a> da ordenha é um momento em que as vacas sofrem muito com o calor. Manter os animais o <strong>menor tempo possível na sala de espera</strong>, além de proporcionar aos animais uma instalação coberta, com ventiladores e aspersores, com um pé direito mais alto, pode favorecer um melhor conforto.</p>
<p>No ambiente, podemos utilizar sombras, sendo naturais ou artificiais, que forneçam uma área de pelo menos 3 a 5 m² por animal, salientando-se que quanto maior a área destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e menor a formação de barro.</p>
<p>A sombra natural possui a vantagem de ser mais barata, mas como o crescimento das árvores é um processo lento, muitas vezes é necessário lançar mão do sombreamento artificial. Este pode ser conseguido com a <strong>utilização de sombrites</strong>, que são telas de fibra sintética e que devem <strong>fornecer de 60% a 80% de sombra</strong>.</p>
<p>Deve-se planejar a orientação das árvores ou da estrutura artificial. Quando os animais estão confinados a melhor orientação é a leste/oeste por proporcionar sombra o dia todo.</p>
<p>Para os animais que não estão confinados, eles podem se movimentar à procura de sombra, devendo então a estrutura ter orientação norte/sul, para que a sombra “caminhe” ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama.</p>
<p>A utilização de rodízio das áreas de sombra, quando estiverem com muita lama, também é necessária e pode ser realizada com o auxílio da cerca elétrica, isolando as áreas mais críticas.</p>
<p>A utilização de ventiladores, aspersores e nebulizadores também pode ser planejada para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas e apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.</p>
<p>Outro fato de extrema importância é a <strong>presença de cochos de água e comida na sombra ou próximo</strong>, para que os animais não fiquem apenas na sombra e tenham seu consumo diminuído. Não é necessário ter um bebedouro grande, mas este deve apresentar um fluxo contínuo de água, uma vazão que o mantenha sempre cheio e ser mantido limpo.</p>
<p>Comparada a um eficaz sistema de manejo do ambiente, a manipulação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">dieta da vaca leiteira</a></strong> em estresse calórico terá efeito relativamente pequeno sobre a produtividade. O consumo de matéria seca começa a reduzir quando a temperatura ambiente excede 25,5 °C.</p>
<p>Uma estratégia para diminuir a queda no consumo de matéria seca é aumentar o número de fornecimento da dieta ao longo do dia. Além disso, limpar o cocho diariamente retirando sobras que possam fermentar e impactar ainda mais na queda do consumo do alimento.</p>
<p>Pode-se realizar outras ações como <strong>manter a ordenha sempre nas horas mais frescas do dia</strong>, buscando minimizar os efeitos negativos do calor quando os animais estiverem aglomerados. E evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, entre outros) nos momentos mais quentes do dia, pois o calor e aglomeração dos animais irá piorar o estresse térmico.</p>
<p>O efeito do estresse calórico no desempenho animal, provavelmente vai se tornar muito mais importante no futuro, caso a destruição ambiental continue aumentando. Dessa forma, pode-se notar os efeitos do aquecimento global, que tende a ter efeitos ainda maiores.</p>
<p>Em se tratando de estresse calórico animal, deve-se promover a integração entre técnicos, pesquisadores e produtores, na busca por alternativas viáveis e adaptadas a cada realidade. Ações que melhorem o conforto térmico do animal levam a transformação do bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite e melhora na reprodução.</p>
<h2>Minimize o estresse térmico e maximize a produção de leite</h2>
<p>O calor excessivo pode reduzir a produtividade e comprometer a saúde do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estresse-termico" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo, climatização e gestão estratégica para manter as vacas confortáveis, saudáveis e com alta performance, mesmo nos dias mais quentes.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">Estresse térmico em vacas leiteiras: quais os impactos e como reduzir</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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